Por Ruither Ferrão
ruither@blogdacomunicacao.com.br
Depois de quase quatro anos freqüentando as aulas de um curso de graduação, é chegado o momento de se preparar para o grande desafio. A monografia. A escolha do tema, o pré-projeto, pesquisas e muito corre-corre. Afinal, é necessário que se produza um trabalho muito bem elaborado, seguindo fielmente as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), ou, do contrário, corre-se o grande risco de o aluno ter a sua monografia reprovada. O que fazer? Enfrentar o desafio ou simplesmente comprar a monografia?
No decorrer do curso sempre aparece aquele aluno que está em busca de um diploma e não de conhecimento. Esse se torna alvo de profissionais desprovidos de ética que, visando lucro, oferecem para colocar as mãos na massa e produzir a monografia, aliás, qualquer tipo de trabalho acadêmico, principalmente através da Internet.
Nossa equipe enviou um orçamento para uma determinada empresa que produz trabalhos acadêmicos da maneira que o cliente escolher. Todo o processo de negociação é feito pela Internet. Foi enviada uma ficha cadastral com dados fictícios de um suposto aluno do curso de jornalismo para uma empresa que presta esse tipo de serviço. Em questão de poucas horas recebemos uma resposta com o valor e a forma de pagamento, no entanto, um detalhe importante chamou a nossa atenção. Ninguém assina o documento. No nosso caso, a monografia de 60 páginas, com o tema: “Os idosos e a solidão”, sairia por R$ 600,00. Valor que poderia ser dividido em até 24 parcelas.
Mirian Sousa Alves, professora do curso de jornalismo da Faculdade Estácio de Sá de Belo Horizonte lamenta que haja esse tipo de serviço. Para ela, o aluno acaba iludido com a promessa de ter a monografia tão facilmente, se esquecendo que no momento da apresentação ele passará por um teste que exigirá seus conhecimentos sobre o tema ali proposto. Mirian diz que é muito fácil descobrir se a pessoa é autora do documento, no entanto, ela argumenta que é pouco provável que o aluno se arrisque a entrar neste barco. Justamente para evitar este procedimento, o aluno tem um orientador à sua disposição, o que o faz mostrar todo o processo de elaboração da sua monografia, assim como, tirar todas as dúvidas e fazer as devidas correções. “Isso é um absurdo”, conclui a professora.
Um dos maiores problemas enfrentados pelos alunos ao produzirem suas monografias é a elaboração do texto, conforme Mirian Alves. Segundo ela, muitas vezes o aluno tem conhecimento do assunto que é tema do seu trabalho, porém, não está preparado para colocar as suas idéias no papel. No caso da Estácio de BH, ela lamenta que não haja interesse pelas oficinas da língua portuguesa que são ministradas gratuitamente nas dependências da faculdade, o que seria muito útil nesta etapa final do curso.
Por: Danilo Barros Andrade
barrosandrade@hotmail.com
Bem amigos eu como fã, informo, desta vez, algo que não é inédito, mas acredito que nem todos saibam: o nosso querido Google – referência de buscas na rede – é considerado a marca mais valiosa e poderosa do mundo, outra vez. Isso mesmo. Pela 2ª vez consecutiva a empresa lidera o ranking das 100 maiores com um valor estimado em torno de US$ 86 bilhões, 30% a mais que no ano passado.
Pra quem se interessar em ver a lista completa, pode acessar: www.folha.com.br/081123
Um pouquinho de história
Nossa jornada sobre o Google tende a ser longa ( :-) afinal eu sou fã de carteirinha, portanto, vale a pena entender rapidamente como tudo começou. Criado por dois estudantes de doutorado, o americano Larry Page e o russo Sergey Brin, da universidade de Stanford, o Google ganhou adeptos em toda a rede ao quebrar alguns paradigmas até então adotados pelos sistemas de buscas, como o pioneiro Altavista.
Em vez de apresentar páginas de maneira aleatória, o serviço implementou, com a ajuda de algoritmos matemáticos, o conceito de relevância nas pesquisas por conteúdo pelos usuários. Se falarmos em números, nos computadores do Google estão indexadas bilhões de páginas, praticamente metade ou talvez mais do conteúdo virtual.
Sobre nome
O nome Google, cuja pronúncia em português é “gugol”, é uma brincadeira e trocadilho com o termo Googol, nome usado pelo matemático Milton Sirotta para representar o número 1 seguido de 100 zeros (ou 10 elevado a 100). Segundo o Google, esse nome foi escolhido pra refletir a missão da empresa, que é organizar a maior quantidade de informações disponíveis na Internet e torná-las acessíveis e úteis. E até agora tem cumprido muito bem essa missão, não?!
Do fundo do baú
Diretamente do túnel do tempo, que tal saber como era o Google há alguns anos?
A gigante das buscas é uma das mais inovadoras e funcionais ferramentas da internet hoje em dia. Além do serviço de buscas, o Google oferece muitos outros serviços que serão postados aqui, neste blog em breve. O Google é para todos.
Para conhecer um pouco mais sobre a história da busca e do Google, indico este livro que estou lendo:
A Busca – Como o Google e seus Competidores Reinventaram os Negócios e Estão Transformando
Autor: John Battelle
Editora: ELSEVIER EDITORA LTDA
Ano de Edição: 2005
Ufa! Acho que me empolguei um pouco
Fonte:
http://www.undergoogle.com/
http://www.infowester.com/col241004.php
Foto: www.overmundo.com.br/_overblog/img/1170313547
Por Ruither Ferrão
ruither@blogdacomunicacao.com.br
A qualquer hora do dia ou da noite, não importa onde, há sempre alguém ouvindo o rádio. Esse veículo de comunicação que leva informação e entretenimento a milhões de pessoas, hoje tão sofisticado com o avanço tecnológico, surgiu no Brasil na segunda década do século XX.
Um grupo de empresários americanos foi o responsável por esta façanha. Era 7 de setembro de 1922. Através de um transmissor instalado no alto do Corcovado, no Rio de Janeiro, esses americanos apresentaram a novidade aos brasileiros, transmitindo o discurso do então presidente Epitácio Pessoa, por ocasião da inauguração da Exposição do Centenário da Independência do Brasil.
Diz-se que o povo não se empolgou muito com aquela primeira transmissão, certamente isso tenha ocorrido devido à precariedade da aparelhagem e pelo fato de as pessoas não estarem familiarizadas com a idéia.
Não demorou muito para o Brasil ganhar sua primeira estação de rádio. O professor Edgar Roquette Pinto inaugurou a Sociedade Rádio do Rio de Janeiro em 20 de abril de 1923, que começou a operar regularmente a partir de 1º de maio daquele ano.
Com o passar do tempo, começaram a surgir outras rádios e aos poucos elas foram tomando conta do país, provando que se tratava de um grande avanço no campo da comunicação.
Quase dez anos mais tarde, precisamente em 1º de março de 1932, Getúlio Vargas, então presidente da nação, baixou um decreto autorizando a publicidade e propaganda através do rádio, o que contribuiu ainda mais para a ampliação do meio radiofônico.
O povo, cada dia mais empolgado, incluiu no seu sonho de consumo aquele aparelho milagroso, capaz de informar, divertir e até mesmo de espantar a solidão!
O país teve a oportunidade de descobrir profissionais de grande destaque que, com talento e competência, quer seja através da musica ou da informação, escreveram a história do rádio no Brasil. Graças a eles o rádio tornou-se hoje o maior meio de comunicação dos últimos tempos.
Construções Sustentáveis foi o tema abordado no evento que ocorreu hoje pela manhã
Realizada mensalmente, a Audiência de Sustentabilidade aborda diferentes temas e conta com profissionais de diversas áreas. Hoje, a 7ª edição, levantou conceitos técnicos e aspectos ambientais como: Uso Racional da Água; Desempenho Ambiental no Projeto de Arquitetura; Uso Sustentável de Materiais; Avaliação e Certificação da Construção Sustentável.
O evento teve a presença da professora de Arquitetura e Urbanismo da USP, Roberta Kronka Mülfarth. Ela diz não gostar do termo “Arquitetura Sustentável”, pois na sua visão a Arquitetura deve partir do princípio de trazer soluções sempre. Acredita também, que não adianta a estrutura ser ecologicamente correta, se o local onde está inserida não é sustentável, deve-se trabalhar o edifício e a cidade.
A professora Vanessa Gomes da Silva, da UNICAMP, apontou importantes tópicos na utilização de materiais, como bens que compramos sem necessidades, o uso de sacolas de papéis, tecido ou mesmo carrinhos de plástico reciclado no lugar de sacolas plásticas. Destacou três assuntos, considerados por ela os principais à serem pensados em um material, que são a toxicidade, a gestão de recursos, e o desempenho.
Avaliação e Certificação da Construção Sustentável, foi discutida por Manoel Carlo Reis Martins, coordenador executivo da construção civil, Processo Aqua, da Fundação Vanzolini, da Universidade do Estado de São Paulo.
José Mauricio da Fonseca Maia, Gerente do Departamento de Relações com o Cliente, falou do trabalho que a Sabesp realiza nos prédios públicos, onde identificam os problemas, propõem mudanças e melhorias, assim conseguem reduzir o consumo. Maia apresentou gráficos que mostram redução de 10% até 37% no consumo de água após esses trabalhos.
Intitulada de Política dos 3Rs, reduzir, reutilizar e reciclar, a Sabesp vem com essa preocupação ambiental desde os anos 90, através de ações e projetos para o desenvolvimento sustentável, como a coleta seletiva de lixo e a redução de custos e materiais agregados em obras.
Marcelo Morgado, assessor de meio ambiente da presidência, focou nas obras da empresa, que priorizam a iluminação natural e material reciclado, como as telhas criadas a partir de embalagens longa vida. Morgado fez um breve comentário sobre o rompimento da tubulação que ocorreu ontem na Av. Sumaré, zona oeste de São Paulo. Em um desabafo, o assessor falou sobre algumas dificuldades e obstáculos que a Sabesp encontra no dia-a-dia durante as obras, como os horários para as manutenções, que não podem ser à noite porque atrapalha os moradores devido ao barulho, e que durante o dia, atrapalha o trânsito.
Na própria Sede, podemos encontrar também uma “composteira”, que são caixas de madeira sem tampa e sem fundo, onde são depositados restos de alimentos não utilizados na cozinha, como folhas, borra de café, cascas, e também folhas de árvores, serragens. Segundo Alzira Amâncio Garcia, do Departamento de Gestão Administrativa da Tecnologia e Planejamento, a composteira existe há um mês e uma pessoa será responsável pela revira duas vezes por semana.
Para que serve uma composteira?
É uma finalidade adequada para mais de 50% do lixo doméstico, ao mesmo tempo em que melhora a estrutura e aduba o solo, gera redução de herbicidas e pesticidas devido a presença de fungicidas naturais e microorganismos, e aumenta a retenção de água pelo solo.
Daiane Torres
daiane@blogdacomunicacao.com.br
Melhor qualidade de vida e atividade física.
Everton Rego
em colaboração para o Blog da Comunicação
Logo do Dia do Desafio
Crédito: Site da Prefeitura de São Paulo/Reprodução
Dia em que é representada em atividades físicas, a melhoria e bem-estar do ser humano, mostrar e divulgar com grande amplitude seus benefícios que a atividade física regularmente promove para as pessoas, independente de idade, religião e etnia. O bem-estar físico é o principal objetivo. Mas o que seria o dia do desafio?
A data é uma proposta de desafio firmado a partir da competição saudável entre cidades, levando em conta a cooperação e o jogo lúdico, de atitude respeitosa, com diálogo e disputa integradora, além do estímulo à prática de qualquer atividade física delineada aos tópicos de cidadania, indicando vínculos sociais, a gama de direitos e liberdades e o desfrutar da vida.
O dia do desafio foi criado no Canadá e vem sendo difundido mundialmente pela TAFISA (Trin & Fitness International Sport for all Association), entidade alemã de promoção de esportes a todos.
Realizado anualmente, sempre na última quarta-feira do mês de maio, o dia do desafio propõe que todas as pessoas parem suas atividades rotineiras pelo menos em 15 minutos e façam alguma atividade física diariamente.
Nesta data, cidades de mesmo porte estabelecem uma saudável competição, visando mobilizar o maior número de pessoas a praticar atividades físicas. As competições estimulam a participação da população. E os ganhos? Isso quem ganha é a população por ampliar e desenvolver uma boa qualidade de vida, colocando em seu dia-a-dia exercícios físicos para melhoria da saúde.
Como funciona:
As cidades inscritas são agrupadas em sete categorias, seguindo critério do número oficial de habitantes. Para as cidades brasileiras, esses dados são fornecidas pelo IBGE, Censo de 2000. Já para as cidades internacionais, são fornecidas através de órgãos municipais responsáveis pelo evento.
Categorias:
Categoria 1: até 9.999 habitantes
Categoria 2: de 10.000 à 19.999 habitantes
Categoria 3: de 20.000 à 49.999 habitantes
Categoria 4: de 50.000 à 99.999 habitantes
Categoria 5: de 100.000 à 249.999 habitantes
Categoria 6: de 250.000 à 999.999 habitantes
Categoria 7: Acima de 1.000.000 habitantes
O sorteio eletrônico estabelece os desafios entre duas ou três comunidades de mesma categoria, que irão disputar qual delas consegue mobilizar o maior percentual de habitantes para praticar atividade física. Tudo isso em relação ao seu percentual de habitantes oficial. Este ano, o desafio será realizado no dia 28 de maio, próxima quarta-feira, até às 21h.
No continente americano, a responsabilidade pela coordenação do dia do desafio foi assumida pelo SESC em 1995. Para mais informações acesso o site: http://www.sescsp.org.br/sesc/hotsites/diadodesafio/
Como participar:
Cada pessoa ou grupo pode participar se dirigindo a algum ponto aonde esteja havendo evento ministrado pela prefeitura ou secretaria de esportes da cidade, ou até mesmo no SESC onde poderá efetuar o cadastro e participar do dia do desafio. Todos os anos são divulgados os resultados através do site do SESC: http://www.sescsp.org.br/sesc/hotsites/diadodesafio/
Everton Rego é estudante de Educação Física
Será que a liberdade é uma bobagem?… Será que o direito é uma bobagem?…
A vida humana é que é alguma coisa a mais que ciências, artes e profissões.
E é nessa vida que a liberdade tem um sentido, e o direito dos homens.
A liberdade não é um prêmio, é uma sanção. Que há de vir.
(Mário de Andrade)
por Fernanda Pereira
fernanda@blogdacomunicação.com.br
A história do tráfico de pessoas para escravidão no mundo é tão antiga quanto a da própria humanidade. Em busca de trabalho e melhores condições de vida dezenas de trabalhadores migram para regiões onde a procura por mão de obra barata é maior, é o caso dos trabalhadores das usinas, plantações e carvoarias. Eles são contratados por um “gato” (como são conhecidos os recrutadores de mão de obra escrava), o “gato” é sempre uma pessoa que se mostra agradável, tem a oferecer boas oportunidades de ganhar dinheiro, com transporte gratuito até o local de trabalho, promete bons salários, boas condições de trabalho e às vezes chega a dar um adiantamento para a família do trabalhador, é aí que começa o ciclo da servidão por dívida. Levados à noite para o novo local de trabalho, para que não saibam para onde estão indo, os trabalhadores são apresentados à sua nova situação de vida: condições degradantes de moradia, altas jornadas de trabalho, nenhum direito trabalhista e uma dívida ilegal e crescente a cada dia.
O adiantamento dado à família, o transporte, as ferramentas de trabalho, o espaço onde vai dormir, o pouco que vai comer tudo é apontado pelo “gato” em um caderno de dívidas que o trabalhador não tem acesso. Os preços anotados nesse caderno estão superfaturados, com valores bem diferentes daqueles praticados pelo comércio, e o trabalhador muito humilde, sem nenhuma instrução, e com medo do que possa lhe acontecer, já que as ameaças são constantes, chega a acreditar realmente que deve o que o “gato”, ou às vezes o gerente da fazenda, está cobrando. Fica caracterizada então a servidão por dívida transformou-se então, um trabalhador rural em escravo.
Quanto menos vagas há no trabalho formal, mais os trabalhadores são jogados na informalidade e no mercado de trabalho ilícito é o que torna vulnerável o trabalhador em situação escrava, e o faz temer por buscar ajuda. O Brasil tomou conhecimento das formas contemporâneas de escravidão na década de 70. Durante anos, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) denunciou fazendas ligadas a empresas nacionais e multinacionais que cometiam o crime no Sul do Pará, mas apenas no início dos anos 90 o governo brasileiro assumiu a existência do trabalho escravo, tornando-se uma das primeiras nações do mundo a reconhecer oficialmente a escravidão contemporânea.
De acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT), o ano de 2007 registrou número recorde de trabalhadores encontrados em situações precárias no Brasil. Graças ao Grupo Móvel de Fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego nas 110 operações realizadas foram resgatadas 5.877 pessoas, só no Mato Grosso do Sul, que é o segundo Estado com maior incidência de trabalhadores nessa situação, foram 1.634 pessoas resgatadas. Mato Grosso do Sul protagonizou um dos maiores resgates de trabalhadores do Brasil. Na fazenda Debrasa, unidade da Companhia Brasileira de Açúcar e Álcool, no município de Brasilândia, há 285 quilômetros da capital. Foram 1.011 indígenas que estavam alojados em condições precárias. “Nessa fazenda, nós encontramos alojamentos sem qualquer condição de moradia, higiene e conforto, com muito lixo espalhado pelo chão, moscas, insetos e restos de comida, além do esgoto correndo a céu aberto e a água que eles bebiam era uma água suja, que não se dá nem para os animais”, lembra Ratier. No local, os fiscais constaram que os trabalhadores estavam com o pagamento atrasado e a empresa não havia depositado o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), “nas senzalas da era colonial os alojamentos eram melhores do que os que encontramos hoje, com trabalhadores em barracos de lona, palha e sem água limpa para beber”, comenta o procurador.
As principais liberações acontecem em áreas de expansão de cana-de-açúcar e envolvem, em especial, trabalhadores indígenas. Ruth Vilela, secretária nacional de Inspeção do Trabalho avisa que em 2008 o Grupo Móvel vai intensificar as fiscalizações, principalmente nos estados que concentram o maior número de denúncias, Pará, Mato Grosso do Sul e Goiás, e vai redobrar as ações nos períodos de colheita, quando há um número muito alto de recrutamento de trabalhadores.
Segundo o procurador do trabalho e coordenador nacional para erradicação do trabalho escravo do Ministério Público do Trabalho, Jonas Ratier Moreno, os focos de trabalho escravo estão espalhados pelo interior do Estado, e se concentram nas áreas onde estão instaladas as usinas e as carvoarias. “Nós temos que dar parabéns aos investidores do setor sucroalcoleiro, pelo investimento na região, porém ele precisa estar ciente que não basta gerar postos de trabalho, é preciso dar dignidade ao trabalhador, é preciso ter responsabilidade social e respeito ao ser humano, e nós estamos de olho no crescimento desse setor”, garante o procurador.
E esta semana foi montada uma verdadeira operação de guerra para resgatar 38 trabalhadores que eram submetidos a condições subumanas, num regime semelhante ao de escravidão, no sudeste do Pará. São Félix do Xingu, fica a mil quilômetros de Belém e é o município da Amazônia conhecido por ser o que mais desmata a floresta. Uma região onde o uso de mão-de-obra escrava é comum.
“O trabalho escravo é difícil de vencer porque, infelizmente, boa parte da sociedade não o reconhece, as pessoas pensam que trabalho escravo é apenas o cerceamento da liberdade. Trabalho escravo é o tratamento indigno, é a privação dos direitos essenciais do trabalhador enquanto homem, enquanto cidadão”, diz o procurador do trabalho Carlos Leonardo Silva.
É preciso que a sociedade se atente a isso e vistorie, fiscalize, denuncie as irregularidades que presenciar. Não é possível nos mantermos imersos no torpor social diante de barbáries como essas. É preciso pensar no desenvolvimento e no crescimento sim, mas de maneira sustentável, sempre.