jun 2008 28

por Jackson Marcelo

jackson@blogdacomunicacao.com.br

A interiorização da violência é um fenômeno cresce no Brasil, números mostram que as cidades com os maiores números de homicídios não estão localizadas em grandes centro, segundo dados da Rede de Informação Tecnológica Latino Americana (Ritla) em parceria com o Instituto Sangari e os Ministérios da Saúde e da Justiça, que promoveram um levantamento sobre a violência no Brasil, apenas 3 capitais aparecem entre as 10 mais violentas para os jovens que são Recife, Maceió e Vitoria, o estado do Paraná aparece com 3 cidades entre as 10 que mais ocorre taxa de homicídios, entre elas esta a cidade de Foz do Iguaçu que é considerada a cidade onde ocorre mais mortes violentas juvenis. Sua posição faz com facilidade com que pessoas entrem para o mundo do crime, a cidade que tem altas taxas de homicídios, media de 234 mortes a cada cem mil habitantes, entre jovens de 19 a 24 anos.

A cidade que é a quarta maior do estado Paraná, com 311.336 habitantes, faz fronteira com Argentina e o Paraguai, essa peculiar localização faz com que Foz do Iguaçu seja um corredor para entrada de contrabandos, entorpecentes, e armamento para o Brasil, segundo o estudo realizado pelo NUPREV, (Núcleo de Pesquisas e Prevenção a Violência) a falta de um planejamento faz com que a cidade se torne vitima de um impacto sócio econômico “Nos últimos 30 anos a cidade não pode constituir uma economia de raiz sólida e profunda, e não houve interesse ou estratégia para a instalação de um parque industrial. Na medida em que temos, na década de 80, os finais da construção da hidrelétrica de Itaipu, coincidindo com a Revolução Tecnológica, começam a viver a questão de um desemprego crescente e em massa, dado o alto número de pessoas na cidade.” Analisa o estudo.

Esses números estão diretamente ligados à instituição da família, apenas 30% dos jovens internados no Centro de Socioeducação (Cense), tinham pais que moravam juntos, outros 14% não conhecem seu próprio pai, esses números mostram como a realidade domestica pode ser refletida fora de casa. Outro dado divulgado pelo site do Ritla, é o aumento de menores infratores internados na cidade, em 1998 eram 12 hoje esse numero é de 98. Para o presidente do conselho antidrogas do município José Aiex Neto, o grande problema esta nas favelas, onde os jovens sem ocupação são facilmente aliciados. “É preciso dar condições para que o cidadão que mora nesses locais não fique refém dos traficantes”.

A Secretaria de Segurança Pública do Paraná rebate as acusações, com o argumento de que Foz do Iguaçu por estar na fronteira, dificultaria as ações para o combate do crime organizado que domina a região.

PITACO 1

O Rio de Janeiro que diariamente é noticia nos principais meios de comunicação nacionais, aparece em 96º no ranking com 102,2 homicídios para cada grupo de 100 mil, o numero é quase a metade comparada com o de Foz do Iguaçu.

PITACO 2

A solução dada pelo Governo do Estado foi cria a “Foz Segura”, trazendo diversos policias do Estado, para passarem 2 meses na cidade brincando de “TROPA DE ELITE”, humilhando, e torturando o cidadão da fronteira, e fazendo uma falsa visão de cidade segura.

PITACO 3

Foz do Iguaçu só é um pequeno exemplo de tantos outros, que acontecem em nosso País pelo desinteresse dos governantes.

jun 2008 27

Desde “Central do Brasil” produções nacionais melhoram sua visibilidade com o público e conquistaram prêmios internacionais

 

por Guilherme Freitas

guilherme@blogdacomunicacao.com.br

Padilha recebe o Urso de Ouro de Berlim - AP

 

Padilha recebe o Urso de Ouro de Berlim por “Tropa de Elite”

Crédito: Associated Press

Quando “Central do Brasil”, de Walter Salles, estreou nas telas em 1997, o cinema brasileiro iniciou uma grande revolução. Depois de fracas produções e a era da pornochanchada nos anos 80, os filmes nacionais caíram em descrédito com o público. A estréia de “Cartola Joaquina: Rainha do Brasil”, de Carla Camurati, em 1995, começou aos poucos a mudar esse quadro. Com um grande elenco, o filme atraiu muitos espectadores. A seguir vieram “O Quatrilho”, de Fábio Barreto, e “O Que é Isso Companheiro?”, de Bruno Barreto. Ambos concorreram ao Oscar de melhor filme estrangeiro, respectivamente em 1996 e 1997.

Mas foi mesmo “Central do Brasil” quem mudou tudo. A trama, que conta à história de uma escrevente na estação e que decidi ajudar um menino órfão, conquistou a crítica internacional e levou um dos prêmios mais importantes do cinema mundial, o Urso de Ouro de Berlim. Após o feito, o filme de Salles chegou a Hollywood e concorreu a dois Oscars. Além de revelar o talentoso Vinícius de Oliveira (o menino do filme, que era engraxate na estação da Central do Brasil) e consagrar Fernanda Montenegro (indicada ao Oscar de melhor atriz), a produção foi vista com bons olhos pelo público, que voltou a assistir filmes nacionais nos cinemas.

 

Depois de “Central”, outros filmes foram lançados, como “O Auto da Comparecida” (1999) e “Caramuru – A Invenção do Brasil” (2001), até o grande sucesso “Cidade de Deus”, considerado por muitos como um dos melhores filmes da história do cinema nacional. A produção de Fernando Meirelles, lançada em 2002, foi um sucesso internacional, arrematando dezenas de prêmios e concorrendo a quatro Oscars. “Cidade de Deus” aborda a história da comunidade do local (título do filme) e o mundo do tráfico de drogas. Outro destaque é que o filme conta com muitos garotos carentes da comunidade local e que depois participaram de mais trabalhos cinematográficos.

 

A seguir vieram “Carandiru” (2003), “2 Filhos de Francisco” (2005), “Se Eu Fosse Você” (2006) e “Meu Nome Não é Johnny” (2007). Mas em nível de premiações internacionais o cinema brasileiro só comemorou em 2008. Primeiro com o grande sucesso de 2007: “Tropa de elite”, que vazou na internet antes de sua exibição no cinema e teve pouco público nas salas. O filme que conta à história de um comandante do BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais), preste a se aposentar e procura de um substituto. A produção de José Padilha que aborda a violência policial, a corrupção dentro da corporação e os males causados pelo tráfico de drogas no Rio de Janeiro, venceu em março o Urso de Ouro de Berlim. “Tropa” conquistou fãs e convenceu o júri, mas também foi duramente criticado pela violência de algumas cenas. Mas não a o que negar, o trabalho produzido por Padilha é excelente.

 

A bola da vez agora é “Linha de Passe”, de Walter Salles e Daniela Thomas, que conta à história de uma família pobre da periferia de São Paulo. A desigualdade social, as dificuldades de obter sucesso e o futebol, são o roteiro deste longa, que em maio ganhou um prêmio no Festival de Cannes, na categoria melhor atriz. Um prêmio inesperado para Sandra Corveloni, que interpreta uma mãe solteira, protagonista feminina na trama.

 

O cinema brasileiro nestes últimos 11 anos evoluiu. Muitos filmes mostram a verdadeira face da sociedade brasileira e não apelam para o estilo blockbusters que não acrescenta em nada (como a maioria dos longas americanos). Em outubro estreará outra grande produção “Última Parada – 174”, que é a história do traficante Sandro do Nascimento, responsável pelo seqüestro do ônibus em 1999, que parou o Rio de Janeiro. Hoje o cinema brasileiro está sendo respeitado e visto com outros olhos pela crítica internacional. Parabéns a todos que através das telas mostram o Brasil para o mundo.

Daniela Thomaz e Walter Salles, durante a premiação em Cannes - AP

Daniela Thomaz e Walter Salles, durante a premiação de “Linha de Passe” em Cannes
Crédito: Associated Press
jun 2008 26

PROFISSÃO: FISIOTERAPEUTA18

Escrito por James Freitas | Postado em Saúde | Tags: , , , , ,

Conheça o lado técnico e emotivo desta ciência que ajuda a salvar e recuperar vidas

por James Freitas

james@blogdacomunicacao.com.br

A fisioterapia é uma ciência que estuda, avalia, previne e trata os distúrbios da cinesia humana decorrentes das alterações de órgãos e sistemas humanos. Atualmente a fisioterapia é uma das profissões que mais crescem no mercado, casos do âmbito esportivo ajudaram a propagar ainda mais a prática dessa profissão. No futebol, denominado como paixão nacional, por exemplo vemos clubes como o São Paulo, Santos e Palmeiras investindo pesado em seus centros de recuperações. O Reffis por exemplo, é referência internacional, diversos jogadores brasileiros optam por tratar-se nesse centro. Eduardo Lima de Jesus, 22 anos, é estudante do quinto ano de fisioterapia da PUC de Campinas, próximo de terminar o puxado curso da universidade campinense, ele nos conta em detalhes como é atuar nesse ramo e as principais dificuldades em atuar nesse mercado.

James Freitas: Quando você decidiu que queria seguir por essa área? Qual foi o fator predominante? Você consegue imaginar atuando em outra área?

Eduardo Lima: Decidi pela fisioterapia no 2° colegial até então eu achava que a fisioterapia era uma especialização da Medicina, como por exemplo, Neurologia, Ortopedia, Urologia etc… Felizmente já tinha uma noção do que a fisioterapia fazia, pois minha mãe fez fisioterapia para recuperar seu ombro após uma cirurgia durante a minha infância. Interessei-me quando vi lá no guia do estudante que é uma profissão independente e não uma especialização da Medicina e fiquei com ela na cabeça, assim sendo, nunca mais consegui tirar ela da minha cabeça! Na época eu tinham três opções: além de fisioterapia (que era a mais forte na minha cabeça), tinha ainda administração, hotelaria. Desde aquela época já escolhi esta profissão pensando em ajudar as pessoas a se recuperar e a se sentir melhor… até hoje este é o motivo principal. Não me vejo atuando em outra área, nem mesmo como baterista, que é o meu hobby.

JF: Você pretende focar em alguma especialidade da fisioterapia?

EL: Infelizmente ainda não decidi a minha área de especialização, já sei ao menos o que não quero: ginecologia, respiratória, hospitalar. Neste caso sobra ortopedia, neurologia e pediatria. Seria bem legal trabalhar em alguma clínica boa ou também em algum clube bom. No futuro pretendo abrir uma clínica própria, tratando ortopedia e neuro.

JF:Qual o teto salarial de um fisioterapeuta?

EL:As revistas do tipo guia do estudante fala em média inicial de R$ 1.000 ou R$ 1.200. Já conheci gente que trabalhou por menos quinhentos reais, um absurdo! Também já ouvi falar de profissionais que ganham muito bem em clínicas particulares e em clubes, agora não sei afirmar quanto é esse salário destes afortunados.

JF: Como é o lado “humano” da profissão de fisioterapia?

EL: Vou citar um exemplo: Certa vez uma criança que nasceu com paralisia cerebral (PC) e teve um acometimento muito sério do sistema nervoso e por maior que seja o nosso esforço, a criança não conseguirá andar, a mãe vem e nos fala “Deus vai fazer ela andar.” Nós não podemos tirar essa esperança da mãe, porém, devemos ser realistas, sem ser frios. Não podemos criar falsas esperanças, também não podemos eliminar esperança. É bem complicado!. Também não é bom levar para a nossa casa o emocional do paciente, pois se também ficamos fragilizados, não conseguiremos ajudá-lo da melhor forma possível. Não devemos ter dó do paciente, pois ter pena não ajuda ninguém, o que ajuda sim é estarmos bem para trabalhar e estudar os casos destes pacientes e saber orientar o paciente e a família de forma adequada.

JF:Qual a real importância da fisioterapia para a sociedade?

EL:Além de ser para reabilitação e cura, é principalmente, para prevenção de doenças e de disfunções de vários sistemas do organismo, como o músculo-esquelético e o cardiopulmonar, por exemplo. Conscientizar a sociedade quanto à importância de fazer exercícios físicos moderados regularmente, alimentar-se bem, ter uma vida saudável. Agora sobre o conhecimento da profissão, muitas pessoas não sabem o que a fisioterapia trata, nem conhece algumas áreas, como a fisioterapia em ginecologia, que trata Incontinência Urinária e Mastectomia, por exemplo. Cabe a nós divulgarmos tais informações aos nossos pacientes e à sociedade.

JF:O que fazer para conscientizar a sociedade da importância do trabalho de fisioterapia?

EL:Mostrar bons resultados com o nosso trabalho e explicar mais sobre todas as áreas da nossa profissão, como atuam, em quais casos… Por exemplo, você está tratando um paciente de ortopedia então você fala sobre cardiorrespiratória, neuro, gineco, pediatria, fala sobre as demais áreas. Muitas vezes eles respondem que tem amigos ou parentes que poderiam ser tratados nestas áreas ou perguntam se podem ser tratados, se a área realmente serve para o caso deste conhecido deles. Pronto! Já aumentou o conhecimento do seu paciente sobre a fisioterapia e talvez até tenha ganhado mais pacientes ou para você, ou para algum colega fisioterapeuta. Folders explicativos nos Centros de Saúde também são uma boa idéia, assim como entrevistas e programas para a divulgação na mídia. Pesquisas também são muito importantes para mostrar bons resultados!

Fonte:

Eduardo Lima – Estudante do 5º ano de Fisioterapia – (PUC-CAMPINAS)

Wikipedia – A enciclopédia livre

jun 2008 25

Por Luciane Carnevali Miyata

luciane@blogdacomunicacao.com.br

Ontem li uma matéria muito interessante na revista Consumidor Moderno sobre os avanços da web e as respectivas mudanças na comunicação em decorrência disso. A reportagem trazia uma linha do tempo mostrando o progresso da Internet no mercado americano, desde o ano de 1995 até os dias de hoje.

Nessa linha do tempo é nítido o grande avanço tecnológico dessa ferramenta, e o que era apenas um provedor de acesso tornou-se um instrumento interativo capaz de transformar um mero usuário em um gerador de mídia. Hoje, mais do que nunca, leitores elaboram conteúdos, opinam sobre diversos assuntos, criticam filmes e peças teatrais, ou seja, têm livre espaço para discursar suas idéias na web. E, os canais usados para tais discussões são inúmeros como comunidades, fóruns, sites de relacionamento e blogs.

Assim como os leitores e consumidores, que interagem e opinam sobre os mais variados produtos do mercado, as empresas também querem dialogar. No dia 2 de julho, a operadora de telefonia celular Claro vai lançar seu blog corporativo. Este será o primeiro blog corporativo do Brasil de uma companhia desse porte e com esse número de clientes (32 milhões). A proposta é criar um canal de interatividade com o consumidor e não de propaganda e marketing dos produtos, como acontece em muitos blogs corporativos. As discussões serão guiadas pelos clientes que farão o papel de protagonistas da história.

E aqui estou eu, discutindo de um blog sobre outro blog. Esse é o mundo da comunicação. Pura metalinguagem!

Fonte: Revista Consumidor Moderno. Ano 13 – nº 126. Edição: Junho/2008

jun 2008 25

Por Ruither Ferrão

ruither@blogdacomunicacao.com.br

Os indivíduos do mundo atual, do chamado mundo globalizado, se dão ao luxo de viverem rodeados de novidades no campo da comunicação. A Internet, por exemplo, veio revolucionar a vida dessas pessoas, deixando-as conectadas 24 horas por dia, com qualquer parte do planeta, através de um simples click no mouse do computador. Tal facilidade é fruto do avanço tecnológico que, dia após dia, despeja novidades no mercado, principalmente no campo da comunicação on-line, o que faz com que todos se familiarizem com os mais diversos lançamentos e estejam antenados com os acontecimentos mundo afora.

Os jornais eletrônicos são atualizados a cada minuto e levam a informação precisa no momento em que os fatos acontecem. Nas principais páginas desses jornais, o internauta se vê diante de uma gama de links que o levam a incontáveis endereços e podem detalhar o assunto que lhe é de maior interesse.

Através das salas de bate-papo, Orkut ou blogs, as pessoas se interagem de diversas maneiras e isso pode ser uma saída para que o ser humano seja mais comunicativo. Pessoas que vivem tristes, tímidas e sem amigos, costumam sair da “redoma” quando passam a ter contato com essas novidades.

Quem sabe, num futuro não muito distante, saberemos que algumas doenças estarão sendo curadas por um simples remédio chamado internet? Isso mesmo! Se você não precisa mais ir ao banco, ao supermercado, à farmácia e a nenhum outro lugar para resolver seus problemas pessoais, pois tem tudo num clicar de mouse, não há razão para se estressar! Com isso nós humanos seremos mais saudáveis e teremos mais tempo para viver a vida no sentido literal da palavra. Até que não seria má idéia!

jun 2008 24

por Danilo Barros Andrade
danilo@blogdacomunicacao.com.br

Você já ouviu falar no conceito de Redes Sociais? Não? Nem imagina o que seja? Bom, a internet está se tornando um modo de vida. Milhares de usuários da internet são membros de uma ou mais redes sociais.

Segundo o site Wikipedia, são relações entre os indivíduos na comunicação por computador. O que também pode ser chamado de interação social, cujo objetivo é buscar conectar pessoas e proporcionar a comunicação e, portanto, utilizar laços sociais.

Mas e quais são as redes sociais na internet? Resposta simples: Redes Sociais na Internet são as páginas da web que facilitam a interação entre os membros em diversos locais. Elas existem para proporcionar meios diferentes e interessantes de interação.

Atualmente, existem vários sites da Rede Social que operam mundialmente. Para você entender melhor qual é o conceito que move essas Redes Sociais, veja este vídeo que chama a atenção pelo conteúdo e também pela criatividade da produção, extremamente simples, porém com ótimo efeito de entendimento.

Imagem de Amostra do You Tube

Para ver alguns exemplos de Redes Sociais na Internet, acesse: http://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_redes_sociais

E o que é OpenSocial?

Open Social leva o conceito da plataforma Facebook e converte-o num padrão aberto que pode ser adaptado por qualquer pessoa na Web. É uma forma para que todos façam o que o Facebook já fez na sua plataforma de Rede Social. Se você se interessar pelo tema leia mais ao clicar no logo abaixo.

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