Por James Freitas
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Carta Bomba ao Blog da comunicação! Não! Não se trata de uma ameaça da Al Qaeda de Osama Bin Laden ao governo americano,tão pouco podemos associar a imagem dele à de um terrorista, se bem, que suas reportagens e comentários costumam abalar as estruturas do esporte mais popular do país pentacampeão do mundo, alguém aí lembra do escândalo envolvendo o então árbitro, Edilson Pereira de Carvalho no campeonato Brasileiro de 2005? Converso agora com, André Rizek, repórter especial da revista Placar, comentarista esportivo da SPORTV, dono do blog Carta-bomba do portal IG e autor da reportagem: A Máfia do apito, para a veja em outubro de 2005. 
James Freitas: O que precisa ser feito de fato para dar um real início à moralização do futebol brasileiro?
André Rizek: Melhores dirigentes e mais rigor na fiscalização dos clubes. Não adianta governo aqui. Tem de partir dos clubes uma revolução na gestão deles.
Gostaria de saber a sua opinião sobre o estatuto do torcedor. O que é preciso para torná-lo eficiente?
AR:Vontade política, como sempre. Acho uma bela idéia ter criado o estatuto. Ir ao estádio, hoje, é um ato de heroísmo. Mas só uma folha de papel não adianta nada. Tem de haver vontade política para transformar os estádios e o programa futebol, como um todo.
O que fazer para acabar com a ação dos cambistas nos estádios brasileiros?
AR: Antes de mais nada, vontade política. Vontade das autoridades. É assim que funciona no Brasil. O Ministério Público, porém, acredita que é colocando o cambismo como crime na nossa legislação. Hoje, os cambistas respondem por crime contra a economia popular. Se cambismo for crime, acredita o MP, a repressão seria mais eficaz, por causa da punição. Sinceramente? Para mim isso é detalhe. O que falta mesmo é vontade de todo mundo: autoridades e clubes, que não conseguem organizar direito uma mísera venda de ingressos pela internet.
Quais ações são de responsabilidade do clube e quais cabem ao poder público?
AR:Do clube, antes de mais nada, mais rigor na fiscalização. Quem vai a estádio sabe que existem mil esquemas envolvendo cambistas/bilheteiros/fiscais de catracas. E melhorar a venda de ingressos, oras, com mais pontos de venda e, principalmente, bom serviço de internet. Ao poder público, vontade política acima de tudo. Neste país, quando o poder público tem vontade de resolver, resolve.
Falando sobre a COPA de 2014 no Brasil e pensando exclusivamente no Morumbi, Você que já teve experiência em competições internacionais de alto nível, acredita ser possível adequar o Morumbi aos padrões necessários para receber uma Copa do Mundo? Qual a avaliação que você faz do projeto apresentado pelo São Paulo para a Copa?
AR: A informação que tenho é de que a CBF está apenas cozinhando o São Paulo. A Copa não será no Morumbi, mas em algum novo estádio a ser construído na cidade – e tem apoio da FPF, do governo do estado e da atual gestão municipal. O Morumbi oferece péssima visão para boa parte dos espectadores e este é um grande problema, ao lado da cobertura (inexistente) do estádio. O resto é mais ou menos fácil, como as instalações para a imprensa, estacionamento, cadeiras novas etc. Mas o Morumbi oferece péssima visão em mais de 10 mil lugares… Isso é inaceitável para o padrão de uma copa.
No começo do o governo federal sinalizou a vontade de acabar com o a exclusividade na transmissão do futebol ao clube dos treze. Você acredita que é possível tirar essa exclusividade da Rede Globo? Qual a fórmula de transmissão de jogos que você defende?
AR:Não tenho grande conhecimento sobre isso, mas sou a favor do livre mercado. Os clubes é que devem decidir como e por quanto devem vender seus jogos. Isso não é assunto do governo.
Após o escândalo envolvendo árbitro Edílson Pereira que você trouxe a tona, você acredita em mais cenas obscuras do futebol que exerça influência na decisão de uma partida, ou até mesmo de um campeonato?

AR:Acreditar eu acredito! Depois do Edílson (quando recebi a denúncia, achei que ela era infundada…), não podemos mais duvidar disso. Os sites de apostas proliferam e por estarem na ilegalidade aqui, o controle e a parceria com o poder público para monitorar o movimento dos apostadores inexiste. Isso é um grande risco. Mas não tenho informação sobre nenhum outro esquema. Fico feliz de ter aprendido, também, que nem sempre o juiz consegue entregar o resultado que prometeu, por causa dos craques…