OS OLHOS SE VOLTAM PARA A AMÉRICA0
Escrito por Guilherme Freitas | Postado em Política | Tags: 4 de novembro, Bush, eleições americanas, Guilherme Freitas, Mccain, Obama, voto
por Guilherme Freitas
guilherme@blogdacomunicacao.com.br

Os senadores McCain e Obama se cumprimentam antes do primeiro debate presidencial - Crédito: Charles Dharapak/AP
Encerradas as eleições muncipais em todo o Brasil, que fizeram de PMDB, PT e PSDB os partidos mais vencedores, as atenções se voltam agora para outra disputa eleitoral. Uma eleição com apenas dois partidos e dois candidatos. De um lado John McCain, senador pelo estado do Arizona, do Partido Republicano. De outro, Barack Obama, senador pelo estado de Illinois, do Partido Democrata. Em jogo, a sucessão a presidência dos Estados Unidos da América, a nação mais poderosa do mundo.
Daqui a pouco mais de uma semana ocorre a tão esperada eleição. Durante meses vários personagens fizeram parte desta disputa eleitoral que chega ao fim no dia 4 de novembro. No momento os especialistas apontam uma vitória para Obama, mas o pleito eleitoral ianque sempre aponta supresas. Que o diga George W. Bush. O atual presidente era dado como derrotado em 2004, mas no fim superou o democrata John Kerry e conseguiu a reeleição. A eleição americana é assim, cercada de surpresas.
Os eleitores americanos são diferentes dos brasileiros. Eles não levam as pesquisas eleitorais tão a sério como nós. Obama já liderou com folga, McCain se aproximou e depois passou a frente e agora Obama está de novo na liderança. Atualmente, o democrata oscila entre cinco a sete pontos à frente do rival republicano nas últimas pesquisas. Mas pesquisas nos Estados Unidos não são seguras. O principal fator para isso é que o voto não é obrigatório. Um eleitor pode ter respondido as pesquisas dizendo votar em um candidato, mas no dia não sai para votar. As campanhas eleitorais são sempre sujas e os candidatos abusam do golpe baixo para conseguir eleitores. Bush era um mestre nisso.
Nos últimos dias foi levantado nos Estados Unidos o fator do racismo enrustido na sociedade americana. Eleitores que dizem apoiar Obama, mas na hora H podem optar por McCain. Isso já aconteceu em outras eleições menores no passado, quando candidatos negros que estavam na frente nas pesquisas perderam no final para o candidato branco. De fato o racismo nos Estados Unidos existe, mas os tempos são outros e Obama não é típico negro americano. Ele é um intelectual, que estudou em univesidades de prestígio como Harvard e Columbia.
O sucessor de Bush entrará para a história. Pode ser o primeiro presidente negro do país ou o mais velho a ser eleito (afinal McCain tem 72 anos). Assim que ele assumir o cargo terá muito trabalho pela frente como controlar a crise financeira, rever a questão das tropas no Iraque, e resolver outras das muitas besteira que Bush fez em oito anos de governo. Para o Brasil tanto faz quem for eleito, afinal continuaremos a ser vistos como um mero coadjuvante e uma nação aliada em ascenção.
O dia 4 de novembro é apenas o primeiro passo do futuro presidente americano. No dia 20 de janeiro de 2009 ele toma posse em Washington para quatro anos de governo. Ao mundo todo só resta torcer por uma coisa: que ele seja melhor que George W. Bush.







