POR QUE TERMOS ESPERANÇAS EM 2009?2
Escrito por Henrique Beirangê | Postado em Política | Tags: Buda, Deus, divina, esperança, Gandhi, mundo, religião
Por Henrique Beirangê
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“O iniciar de cada ano é a oportunidade de renovarmos nossas esperanças”. Uma frase bastante batida, mas que carrega um sentido existencial que passa despercebido entre nós. Esperanças nos permitem infundir nossa alma, espírito ou outro nome que se queira dar, daquilo que já vive paradoxalmente plenamente em nós; porém sufocado, asfixiado, desprezado, o que há de perfeito em nós, nossa essência Divina.
“Vós sois Deuses, podeis fazer tudo o que faço e muito mais”, ensinou o Cristo. Tal ensinamento é o mesmo ensinado pelas filosofias orientais mais antigas que possuímos conhecimento. O Livro dos Preceitos de Ouro, dos monges tibetanos, do período pré budístico, ou seja, anterior a 500 a.C traduzido no Ocidente por Blavatsky, o Baghavad Gita dos hindus, e inclusive nas palavras dos maiores filósofos antigos e modernos, leia-se Sócrates através de Platão, Descartes, Spinoza e tantos outros.
O calendário aparenta somente um formalismo. Uma medição do lapso temporal para que organizemos nossa vida. Mas não o é. O passar de um ano significa uma rotação completa ao redor do Sol. Uma obviedade que devemos a Copérnico, porém que guarda significados que desconsideramos. Sabemos que na Vida tudo é cíclico, assim como em todo o Universo. Os ciclos nos oferecem sempre uma nova oportunidade. Infinitamente.
“Nada há superior a Verdade” ensina a Teosofia. “Conhece te a ti mesmo” insistia Sócrates. Na medida em que mergulhamos para dentro de nós, nos damos a oportunidade de enfrentarmos a escuridão que obscurece a centelha divina que guia nossa consciência. Esse pequeno fragmento do Uno, do Absoluto, do Imanifesto, do que comumente passamos a dar o nome de Deus, por mais incrível que pareça, coabita dentro de nossas imensas iniqüidades e imperfeições morais. “ Entre os iluminados EU sou a Luz, entre os seres vivos EU sou a Vida, na música das esferas EU sou a Harmonia,” as descrições que Deus, ou como quer que o chamem, faz de si a Arjuna, figura central da esplêndida obra Bhagavad Gita, nos oferece uma fantástica oportunidade de percebermos a incomensurável potência, a enorme magnitude que também é possível de ser vivida em nós.
A jornada é longa, bastante longa, tão longa quanto for nossa resistência em nos harmonizarmos com a Verdade, que nos salta aos olhos todos os dias, mas que nossa visão obtusa, estreita e tacanha não nos permite enxergar. “Ao lançarmos mão de uma lanterna em uma noite escura e focalizarmos determinado lugar, vamos torná-lo evidente. Quando destacamos algo, convergimos todas as nossas percepções mais íntimas para o motivo de nossa atenção e, ao examiná-lo, estaremos estabelecendo profundas ligações mentais através de nosso olhar ligado a esse lugar específico. Focalizar com a lanterna de nossas atenções os lugares, as pessoas, os fatos, os eventos e as coisas em geral significa estarmos enfatizando, para nós mesmos, o que queremos que a vida nos mostre e nos forneça”, nos ensina em “As dores da alma”, o magnífico mentor espiritual Hammed.
Tudo no Universo está conectado, inclusive nós uns aos outros, pois só haverá paz em nossos espíritos quando todos estivermos gozando desse estado existencial, pois não há plenitude na consciência do sábio por conhecer a aflição em que vive seu irmão. Sidarta Gautama, conhecido como, Buda, sabia disso, quando disse “Só entrarei pelas portas do Nirvana quando ver o último homem também o entrando”. Concluo com um dos mais exemplares e magníficos exemplos que o poder da sabedoria pode proporcionar ao espírito humano.
Até os vinte poucos anos, o jovem de uma família rica indiana, Gandhi, vivia na Inglaterra. Sequer conhecia e se interessava pela rica cultura da sabedoria milenar de seu povo. Tratava da filosofia de seu país como “Superstições de seus pais”. Na verdade a desprezava. Ao conhecer Helena Blavatsky, na Inglaterra, é surpreendido por uma mulher de espírito provocativo e inspirador. A partir desse momento,diz a história,passa a se ligar ao conhecimento e ao poder da Verdade. Gandhi nos legou um dos maiores exemplos de conduta e vida que um homem pode aspirar, pois como ele mesmo dizia: “Sejamos a mudança que queremos ver no Mundo”.












