DESCULPE TALESE, MAS O GOOGLE NÃO É UM VILÃO1
Escrito por Editores | Postado em Editorial | Tags: Editorial BGC, flip, Gay Talese Google, Guilherme Freitas e James Freitas, New Journalism, novas tecnologias, Roda Viva da TV Cultura
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Na segunda-feira da semana passada, dia 20 de julho, o grande jornalista americano Gay Talese esteve no programa Roda Viva da TV Cultura, que foi gravado após a passagem de Talese na FLIP em Paraty. Durante o programa o jornalista americano falou sobre o livro que prepara para falar sobre seus 50 anos de casamento e momentos marcantes da carreira, como a histórica matéria sobre Frank Sinatra e os encontros com o ditador cubano Fidel Castro e o boxeador Mohammed Ali.
Talese também resolver revelar sua opinião sobre o serviço de busca mais famoso do mundo virtual: o Google. O jornalista americano disse que desconhece o buscador. “Eu nem sei o que é. Minha mulher diz que eu sou preguiçoso. Não sei se é isso, mas acho que o jornalista que se baseia nisso tem uma mediocridade em termos de relato. Porque o importante é encarar a pessoa nos olhos”, disse o jornalista durante o programa. Talese ainda afirmou que não gosta das novas tecnologias e que elas prejudicam o bom jornalismo. “O laptop é uma armadilha, limita muito o trabalho do jornalista. A pessoa que é curiosa anda por aí atrás de histórias”, disse ao Roda Viva.
Respeitamos a opinião do grande Gay Talese, um dos maiores jornalista que esse mundo já viu e pai do New Journalism. Porém, não podemos concordar quando ele afirmou que as novas tecnologias prejudicam o jornalismo. As novas tecnologias como o Google, o Bing, o e-mail, as redes sociais e os blogs estão ai para mostrar que o jornalismo evolui e continuará evoluindo. As máquinas de escrever do passado viraram computadores e hoje já é possível escrever uma matéria em um celular. E não é só com o jornalismo que isso ocorre. O mundo evoluiu.
Gay Talese faz parte da geração saudosa e romântica do jornalismo onde não existiam computadores e a internet. Mas hoje a tecnologia caminha junto com o jornalismo e parece teimosia do jornalista americano negar este fato. Sem dúvida Talese está certo quando diz que nada é melhor do que uma entrevista feita cara a cara. Porém, nos dias atuais poucos se dão ao luxo de gastar dinheiro. Enviar um repórter para alguma cobertura muitas vezes sai caro e as empresas aproveitam o fato das agências de notícias existirem para conseguir material. O conteúdo na internet e no Google pode não ser 100% correto, mas é melhor contar com eles do que não tê-los.
James Freitas e Guilherme Freitas
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