ago 2009 31

Por Henrique Oliveira

saude@blogdacomunicacao.com.br

Fonte:  ultimosegundo.ig.com.br

Fonte: ultimosegundo.ig.com.br

Nesta segunda feira, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a ANVISA, publicou por meio do Diário Oficial da União, a proibição do uso do chamado cigarro eletrônico como forma de combate ao tabagismo. A decisão se ancora na falta de comprovação científica da eficácia do produto e é, no mínimo, bastante polêmica.

O cigarro eletrônico foi inventado pela empresa chinesa Golden Dragon Group e, num primeiro momento, foi tido como uma boa alternativa ao tabagismo. O equipamento, que tem forma e aparência de um cigarro comum, é composto por um inalador, um cartucho, um chip e uma bateria recarregável. Devidamente montado, o equipamento emite um vapor com gosto parecido com o de tabaco teoricamente não prejudicial à saúde, e reproduz, no fumante, a sensação de estar inalando fumaça verdadeira. Até aí tudo bem. Seria mesmo muito bom que um invento como esse pudesse combater os males e prejuízos que o cigarro causa em milhões de pessoas ao redor do mundo. Tabagistas convictos e inveterados viram nessa invenção uma boa oportunidade para largar o hábito de fumar. No entanto, uma análise realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) descobriu diversas substâncias tóxicas envolvidas na fabricação do cigarro eletrônico, o que levou a organização a recomendar sua proibição.

 O Brasil foi um dos países que seguiram a recomendação da OMS e já proibiu o uso do equipamento como forma de tratar o vício do cigarro. Afinal, conforme publicado pelo UOL Notícias, “de acordo com estudos realizados pela FDA, agência equivalente à Anvisa nos Estados Unidos, os dispositivos do cigarro eletrônico são 1,4 mil vezes menos cancerígenos do que o cigarro convencional, mas ele contém produtos químicos que podem trazer danos à saúde, como o nitrosamina e dietilenoglicol, substâncias cancerígenas que servem para dar sabor ao fumo. Por isso, o cigarro eletrônico também está proibido nos Estados Unidos”.

 Em outras palavras, o cigarro eletrônico não é tão eletrônico assim. Ao reproduzir o gosto do cigarro comum, a invenção reproduz também alguns de seus efeitos maléficos, e isso, para um equipamento que se diz saudável, é, para muitos, intolerável. Porém, uma questão paira em torno de toda essa discussão: será que não seria melhor fumar um cigarro 1,4 mil vezes melhor para saúde dos tabagistas? Nesse caso, os benefícios não superariam os malefícios? Não dá para saber. Até porque ninguém em sã consciência irá viajar ao exterior para experimentar um “maço” da engenhoca…

ago 2009 30

Os editoriais serão publicados regularmente e estarão disponíveis na homepage do site e depois na aba “Editorial”, localizado no cabeçalho do blog. O editorial representa as ideias e opiniões dos editores e idealizadores do Blog da Comunicação: James Freitas e Guilherme Freitas. Boa leitura!

Suplicy deveria mostrar o cartão vermelho para toda a política nacional - Crédito: Estadão
Suplicy deveria mostrar o cartão vermelho para toda a política nacional – Crédito: Estadão

Na semana passada o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) mostrou um cartão vermelho para o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) em plena sessão da Casa. O petista argumentava que Sarney não tinha mais condições de presidir o Senado e deveria renunciar ao cargo. Mas Suplicy estava atrasado. Mostrou cartão vermelho para Sarney dias após o mesmo ser inocentado pelo conselho de Ética com ajuda do Partido dos Trabalhadores. Suplicy foi motivo de chacota pelos próprios colegas e ainda questionado pelo senador Heráclito Fortes (DEM-PI), se mostraria o cartão vermelho para o presidente Lula.

A ideia do petista é boa. E se fosse aplicada na política nacional muita gente mereceria “ir para o vestiário mais cedo”. A começar pelos deputados federais, que andam quietinhos. Depois dos escândalos da farra das passagens aéreas e do castelo de Edmar Moreira (sem partido-MG) no começo do ano, a Câmara viveu dias de ostracismo com os diários escândalos no Senado Federal. Pois bem, ela está de novo na mídia. Agora a Câmara deu sinal verde para o projeto que criará mais de 7 mil vagas para vereadores em todo o país e deve encaminhar a proposta em breve para o Senado.

Mas será que é necessário criar mais 7 mil vagas de vereadores? Não seria melhor diminuir o número deles ao invés de aumentar? Um exemplo é a cidade de São Paulo, onde a principal ação dos vereadores é criar datas comemorativas e homenagens a “cidadãos paulistanos”. Lei que é bom para cidade nada. E o que dizer dos parlamentares que queriam furar a fila para receber medicamentos que combatem a gripe A antes mesmo do que a população. Estes não mereciam levar um cartão vermelho também?

Além de todos esses fatos outro caso é digno de expulsão. O mesmo Heráclito Forte que sugeriu um cartão vermelho para Lula, poderia levar esse prêmio. O senador é um dos maiores defensores da construção de uma nova praça de alimentação no Senado, que custará a bagatela de R$ 1,5 milhão. E isso que o prédio já conta com um restaurante e uma lanchonete para seus funcionários. Realmente, não há limites para a gastança de dinheiro público. Se a ideia de Suplicy fosse realmente aplicada na vida real, o jogo não terminaria. Faltariam jogadores para continuar a partida.

James Freitas e Guilherme Freitas
Editores e Idealizadores do Blog da Comunicação
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ago 2009 30

Chegou ao fim o oitavo mês de 2009. Como fazemos mensalmente, é hora de eleger o fato mais marcante de agosto. Listamos cinco opções para vocês, que estão logo abaixo. Vote na nova enquete do BGC, localizada na barra lateral a direita do seu monitor:

* Entrada da Lei Antifumo em São Paulo: Decreto estadual que proíbe o fumo em locais fechados entrou em vigor dia 7 de agosto e gerou protestos e aplausos.
* Saída de Marina Silva do PT: A senadora que estava desde 1985 na sigla, deixou o partido e se filiou ao PV. Marina deve disputar a eleição presidencial do ano que vem.
* Recordes mundiais de Usain Bolt: O jamaicano assombrou o mundo ao bater dois recordes mundiais no Mundial de atletismo e se tornar o homem mais rápido da história.
* Absolvição de Palocci pelo STF: Mais uma pizza foi assada em Brasília e o Supremo Tribunal Federal inocentou o ex-ministro Antônio Palocci por quebra de sigilo bancário.
* O cartão vermelho de Suplicy: O senador petista mostrou em plena Casa um cartão vermelho para José Sarney dias depois do PT ajudar a inocentar o presidente do Senado.

RESULTADO - Na enquete anterior perguntamos aos leitores sobre a entrada em vigor da nova Lei Antifumo no estado de São Paulo. O decreto estadual prevê a proibição de fumo em lugares fechados. A maioria esmagadora, 90%, se manisfestou a favor da nova lei. Os demais 10% não concordam com o novo decreto.

ago 2009 30

PRÉ-SAL X MEIO AMBIENTE12

Escrito por Sônia Mesquita | Postado em Meio Ambiente | Tags: , , , , ,

por Sônia Mesquita

meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

Para começar meu post sobre Meio Ambiente, uma entrevista:

Um índio de 101 anos, xamã de sua tribo, deu as seguintes respostas numa entrevista :
Repórter: O que o Sr. faz como xamã ?
Índio:  Eu ensino !
Repórter: O quê ?
Índio: As quatro coisas que todos precisam saber !
Repórter: Quais são ?!?
Índio:

É preciso saber escutar

Tudo está ligado com tudo

Tudo está em transformação … e o mais importante …

A terra não é nossa … nós é que somos a terra !

Jaya Ahowwwww!

O vídeo A História das Coisas ilustra bem essa entrevista sobre como tudo está interligado,  mostra os problemas ambientais e sociais criados por nossos hábitos consumistas e aponta soluções para esta realidade atual.  Logo abaixo um relato sobre a lei 9478/97, que num âmbito maior causará prejuízos ao meio ambiente, se não for bem planejada a extração do petróleo no mundo.

Imagem de Amostra do You TubeCom descoberta do campo de Tupy e fim das licitações da Agência Nacional do Petróleo para o Pré-sal o governo federal vê a necessidade de modificar a Lei 9478/97 de acordo com as conveniências políticas sócio-econômicas atuais, mas deixa uma abertura para que as empresas estrangeiras continuem neste mercado.

A lei 9478/97, conhecida como lei do petróleo, facilita às empresas estrangeiras a propriedade do produto extraido nas reservas de sua concessão.

A lei 9478/97, criada no governo de Fernando Henrique, anulou a lei 2004/53 que criou o monopólio Estatal do Petróleo e permitiu a venda de 36% das ações da Petrobrás nas bolsas de Nova York a um valor de 5 bilhões, e hoje elas valem 120 bilhões.

O objetivo da lei era ter mais empresas explorando o petróleo e com isso ter redução do preço do barril, realidade da década de 70, mas que hoje é provado que o preço do barril é feito através do monopólio da OPEP, independente de qualquer mercado. Sendo assim, a proposta é a mudança da lei, nacionalizando a extração do petróleo evitando a extração. Pois, com a extração mais rápida, teremos mais demanda mundial para consumo após refino do petróleo, aumentando com isso a emissão de gás carbônico. Essa preocupação seria uma maneira de segurar esse crime ambiental no planeta.

A maneira de deter um consumo acelerado seria conter essa extração num ritmo que o próprio país pudesse desenvolver as técnicas de extração sem intervenção de países estrangeiros, poupando o meio ambiente.

ago 2009 29

por Guilherme Freitas
entretenimento@blogdacomunicacao.com.br

A família mais famosa do mundo - Crédito: Reprodução
A família mais famosa do mundo – Crédito: Reprodução

Homer, Margie, Bart, Lisa e Maggie formam a família mais famosa dos desenhos animados. São Os Simpsons, que vivem na pequena (mas não tão pacata) Springfield. O desenho é totalmente politicamente incorreto, com piadas maliciosas e sátiras a celebridades, além de críticas ao comportamento da sociedade americana. Eleita pela revista Time como a maior série de TV do século 20, Os Simpsons já ganharam mais de 80 prêmios televisivos. A série estreou na FOX no dia 17 de dezembro de 1989 nos Estados Unidos e já contabilizou em quase 20 anos mais de 400 episódios.

É praticamente impossível não rir e com as piadas que são apresentadas no desenho. O patriarca da família é Homer Simpson, que com seu jeito rude e ignorante conquistou a simpatia de milhões de pessoas. Ele sempre se mete em enrascadas, mas consegue sair delas das maneiras mais improváveis possíveis. Além dele cada membro da família tem seu charme. Bart é o garoto travesso. Lisa é a intelectual da família. Margie é a responsável por colocar a casa em ordem e a pequenina Maggie é o bebê que chupa a chupeta e mostra sinais de inteligência fora do comum.

A família Simpson ainda conta como o “Vovô” (pai de Homer) e os animais de estimação, um gato e um cachorro. Outros personagens engraçados completam o elenco de Springfield. Atualmente a série é exibida pelo canal FOX, que está apresentando a 20ª temporada. Além do desenho animado, Os Simpsons já tiveram dezenas de jogos para videogames e recentemente um filme da família foi exibido nos cinemas.

Eu adoro assistir ao desenho e sempre que é possível ligo minha TV na FOX. Me divirto com o humor negro do seriado e considero Os Simpsons a melhor e maior série de televisão do mundo. Se já é muito difícil para qualquer seriado conseguir ficar cinco ou seis anos na TV, o que dirá 20 anos! Sempre com humor renovado a cada temporada, Os Simpsons ainda tem espaço na telinha para muitos anos. Porém o criador da série, Matt Groening, dá pistas que apenas mais duas temporadas serão produzidas.

Confira abaixo uma das aberturas dos Simpsons, que sempre muda a cada episódio:

Imagem de Amostra do You Tube

ago 2009 28

por Serg Smigg
politica@blogdacomunicacao.com.br

As estranhas questões que têm envolvido o nome do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e revolvido seu passado também estranho, escancaram uma careta política que parlamentares sempre tentam esconder – sejam eles de que mundo forem: do primeiro ou do terceiro: a careta da acomodação de interesses grupais.

Todos sabemos (ou melhor, nem todos: os que votam nos mesmos candidatos em dois pleitos seguidos talvez não saibam) que há meandros, entrepalavras e intracircunstâncias que alteram profundamente os princípios de um político. E os que sabemos, compreendemos que nem sempre tais alterações representam falta de escrúpulos desse ou daquele parlamentar. Para atender os direitos de muitos, às vezes é necessário sacrificar as próprias opiniões para fazê-las condizer com as de poucos, de forma que os interesses desses poucos abram portas para os direitos daqueles muitos. Mas isso é raridade, somente os políticos do nível de um Teotônio Vilela.

É o que deve estar acontecendo no “Caso Sarney”, como provavelmente será reconhecida no futuro a maneira como o presidente do Senado, movendo peças de xadrez complicado, conseguiu com que a Comissão de Ética (?) esquecesse todas as denúncias sobre seu comportamento, ao que consta, nepotista e usurpador de influência.

Até pouquíssimo, mas não seriíssimo, tempo atrás, José Sarney e seu staff eram para o PT a própria encarnação do conceito “tudo isso que tá aí”, algo como uma raiz que deveria ser extirpada do terreno político do Brasil para que novas plantas, árvores e frutos rendessem as glórias que “um país tão rico como o nosso não pode deixar de ter, companheiros”.

O Senador Mercadante que disse uma coisa e fez outra - Crédito: Divulgação
O Senador Mercadante que disse uma coisa e fez outra – Crédito: Divulgação

Nunca se sabe o que realmente acontece nos bastidores dos plenários. Qualquer jornalista político em início de carreira percebe isso já nas primeiras investidas. Mas a opinião pública está completamente desolada com a ferrenha defesa que o alto escalão do PT produziu pela permanência do presidente no cargo. Pareceu que um tsunâmi bralisienses arrasaria o País se Sarney fosse exonerado, que um dilúvio destruiria o mundo se as investigações se aprofundassem, que um novo surto de baixas econômicas acabaria com as finanças da ONU e do FMI se a oposição fizesse o levantamento real dos casos ilegais, ou no mínimo repreensíveis e indignos de homens, em que o nome Sarney estava enlameado.

Por outro lado, em se prevendo o poder de fogo que Sarney e todas as velhas raposas do Congresso mantêm guardado justamente para tempos como esse, talvez o que o País passasse fosse mais ou menos tudo isso mesmo, se ele o usasse.

A oposição abandonou o Conselho de Ética do Senado, expressando a vergonha após o anúncio do arquivamento dos processos contra o presidente do Senado. Mas, como mostra o passado político do País, o ato não foi exatamente para salvaguardar a honra incorruptível dos revoltados.

DEM e PSDB estão propondo reformulação na estrutura funcional do Conselho de Ética. Mas, como mostra o passado político do País, não exatamente porque o comportamento dos conselheiros tenha ferido a imagem, mas talvez porque os resultados tenham ido contra seus próprios interesses.

Depois da decisão pelo arquivamento dos processos, os senadores se dividiram em dois grupos contrários, a exemplo do passado político do País: o bem menor, dos que pretendem levar o caso ao STF e o bem maior, dos que simplesmente gostariam de esquecer tudo isso.

Aloízio Mercadante (PT-SP) anunciou sua retirada da liderança após a instalação da “vergonha perante a opinião pública”, como disse Cristovam Buarque (PDT-DF). Mas, em consonância com o passado político do País e depois de rápida conversa com Lula e Berzoine, (PT-SP), voltou atrás.

Enquanto isso, a Câmara aprovou a proposta de aumento do número de vereadores e oito mil cadeiras em todo o Brasil.

Depois de casos como esse, e outros tantos de que se tem notícia, é provável que os parlamentares façam de tudo para esconder a careta da acomodação de interesses grupais não somente para atender a seus anseios, mas porque tal careta é realmente muito, muito feia e tanto assuste os que os conhecem como surpreenda os que ainda lhes dão o voto em pleitos seguidos.

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