CIGARRO ELETRÔNICO É PROIBIDO NO BRASIL34
Escrito por Henrique Oliveira | Postado em Saúde | Tags: Anvisa, cigarro, Guerra contrao Tabagismo, Saúde
Por Henrique Oliveira
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Fonte: ultimosegundo.ig.com.br
Nesta segunda feira, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a ANVISA, publicou por meio do Diário Oficial da União, a proibição do uso do chamado cigarro eletrônico como forma de combate ao tabagismo. A decisão se ancora na falta de comprovação científica da eficácia do produto e é, no mínimo, bastante polêmica.
O cigarro eletrônico foi inventado pela empresa chinesa Golden Dragon Group e, num primeiro momento, foi tido como uma boa alternativa ao tabagismo. O equipamento, que tem forma e aparência de um cigarro comum, é composto por um inalador, um cartucho, um chip e uma bateria recarregável. Devidamente montado, o equipamento emite um vapor com gosto parecido com o de tabaco teoricamente não prejudicial à saúde, e reproduz, no fumante, a sensação de estar inalando fumaça verdadeira. Até aí tudo bem. Seria mesmo muito bom que um invento como esse pudesse combater os males e prejuízos que o cigarro causa em milhões de pessoas ao redor do mundo. Tabagistas convictos e inveterados viram nessa invenção uma boa oportunidade para largar o hábito de fumar. No entanto, uma análise realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) descobriu diversas substâncias tóxicas envolvidas na fabricação do cigarro eletrônico, o que levou a organização a recomendar sua proibição.
O Brasil foi um dos países que seguiram a recomendação da OMS e já proibiu o uso do equipamento como forma de tratar o vício do cigarro. Afinal, conforme publicado pelo UOL Notícias, “de acordo com estudos realizados pela FDA, agência equivalente à Anvisa nos Estados Unidos, os dispositivos do cigarro eletrônico são 1,4 mil vezes menos cancerígenos do que o cigarro convencional, mas ele contém produtos químicos que podem trazer danos à saúde, como o nitrosamina e dietilenoglicol, substâncias cancerígenas que servem para dar sabor ao fumo. Por isso, o cigarro eletrônico também está proibido nos Estados Unidos”.
Em outras palavras, o cigarro eletrônico não é tão eletrônico assim. Ao reproduzir o gosto do cigarro comum, a invenção reproduz também alguns de seus efeitos maléficos, e isso, para um equipamento que se diz saudável, é, para muitos, intolerável. Porém, uma questão paira em torno de toda essa discussão: será que não seria melhor fumar um cigarro 1,4 mil vezes melhor para saúde dos tabagistas? Nesse caso, os benefícios não superariam os malefícios? Não dá para saber. Até porque ninguém em sã consciência irá viajar ao exterior para experimentar um “maço” da engenhoca…















