Por Henrique Oliveira
mundodacomunicacao@blogdacomunicacao.com.br

Fonte: http://epocanegocios.globo.com
Após o modernismo dos últimos séculos; após as revoluções industriais, as divisões do trabalho, o capitalismo e, principalmente, o consumo inaugurado pelos primórdios da nossa atual organização social, muitos acreditam que a humanidade está embrenhando-se numa era diferente. Calcada numa nova forma de se enxergar e de interagir com o mundo, os “profetas” dizem, muitas vezes de maneira até irresponsável, que a época da modernidade morreu e que adentramos na fase do chamado pós-modernismo. Como bem diz Antony Giddens em seu livro “As consequências da modernidade”, “hoje [...], muita gente argumenta que estamos no limiar de uma nova era, [...] que está nos levando para além da própria modernidade. Uma estonteante variedade de termos tem sido sugerida para esta transição, alguns dos quais se referem positivamente à emergência de um novo tipo de sistema social (tal como a ‘sociedade de informação’ ou a ‘sociedade de consumo’), mas cuja maioria sugere que, mais que um estado de coisas precedente, está chegando a um encerramento (‘pós-modernidade’, ‘pós-modernismo’, ‘sociedade pós-industrial’, e assim por diante)”.
Nessa “sociedade nova”, os processos de organização se dão sobre bases cada vez mais informacionais. E a comunicação assume um importante papel nessa discussão: Google, Yahoo, Youtube, Blogger, Hotmail… Tudo isso se eleva frente aos nossos olhos de maneira cada vez mais forte e hipnotizante. Estamos reconstruindo nosso próprio fluxo comunicacional, nossa maneira de lidar com a enorme gama de informações que invade o mundo todos os dias. A internet traz em si novos e gigantescos horizontes e, nós, cada vez mais, nos parecemos com os “prosumers” das profecias pós-modernas. Vejam:

Por incrível que pareça, hoje, nenhum de nós é capaz de desacreditar nas previsões feitas pelo vídeo acima. Cada vez mais, parece que estamos adentrando numa era de transformação e ruptura. Uma era que ainda não sabemos entender, mas que já conseguimos sentir a força. As formas de comunicação estão, de fato, sofrendo gritantes transformações. As novas gerações estão muito mais próximas das mídias digitais do que do antigo jornal ou telejornal. A televisão, já há alguns anos, vem tentando dominar o espaço da internet para a produção dos seus conteúdos. A música já não mais suporta suas antigas formas de distribuição e os filmes já são vistos de outra maneira em “outras telas”…
Ignorar esse movimento é fechar os olhos para a própria história. Estamos sim numa era de mudanças informacionais drásticas. Os velhos padrões de controle e de propriedade intelectual estão caindo por terra. E a própria forma de se produzir informação está se voltando para um novo horizonte. Nesta semana, por exemplo, a Rede Record de televisão, vem anunciando maciçamente a construção de um gigantesco portal de notícias na Internet: o R7. Conforme publicado pela Info online, “Segundo a edição 697 do Jornalistas & Cia, foram contratados mais de 40 profissionais para produzir conteúdo ao novo empreendimento; deste grupo, a maioria deles veio dos três websites rivais já citados (o UOL e o G1 da Rede globo), ou de veículos com experiência na cobertura online, como Folha de S.Paulo, Reuters e Abril.com. [...] A Record já anunciou que o R7 reunirá vídeos da Record News, seu canal de TV com notícias 24 horas, além do que será produzido pelos profissionais do site”.
Ou seja, mais do que uma mera previsão, as mudanças comunicacionais desta nossa “nova era”, já se fazem sentir na prática. Portais como o R7 vêm para provar que estamos diante de uma grande virada e que muito mais ainda virá. Além dos delírios pós-modernos, então, existe um pouco (ou muito?) de realidade…