abr 2010 30

Todas as sexta-feiras é dia de excelentes indicações de blogs aqui no Blog da Comunicação. Aproveitando que estamos chegando perto da Copa do Mundo e que o Campeonato Inglês está na reta final, vamos indicar hoje o blog Ortodoxo e Moderno, produzido pelos estudantes de jornalismo Daniel Leite e André Vince. O blog é exclusivamente dedicado ao futebol da terra da Rainha e conta com notícias, comentários, análise dos jogos e um podcast após cada rodada. Sobre o nome do blog, Daniel conta que o título vem do fato do futebol inglês preservar tradições. “Alguns estádios foram pouco retocados no último século, por exemplo, e há alguns elementos típicos do futebol moderno, como proprietários estrangeiros em metade dos clubes da Premier League”, conta.

O futuro jornalista acredita que os visitantes leem mais o conteúdo do que comentam. “Minha sensação é de que a leitura, pura e simples, vem em primeiro plano. Os visitantes não costumam comentar muito. Gostaria, honestamente, que houvesse mais reações, contestações”, afirma. Restam duas rodadas para o fim da temporada na Inglaterra. Chelsea e Manchester United brigam pela taça, que pode ficar com o time londrino, favorito de Daniel, neste fim de semana. “Aposto no Chelsea. Tem o conjunto mais forte e um ataque mais eficaz que o do Man. United, carente de Rooney. Os Blues devem vencer um desanimado Liverpool e confirmar o titulo contra o Wigan”.

Homepage do blog Ortodoxo e Moderno – Crédito: Reprodução

Com a Copa do Mundo chegando, Daniel e André vão focar seus artigos na seleção inglesa. “Vamos cobrir apenas a Inglaterra. Infelizmente, eu e o André não temos tempo para uma cobertura ampla. Outras atividades, na universidade e no estágio, impedem uma profundidade ideal”, revela o estudante. Então vocês já sabem, quem quiser tudo sobre o English Team acesse o Ortodoxo e Moderno.

Blog da Comunicação indica essa semana o blog Ortodoxo e Moderno, (http://ortodoxoemoderno.blogspot.com/). Semana que vem tem mais. Boa leitura!

Se você quiser indicar seu blog ou site para o Blog da Comunicação envie sua dica para blog@blogdacomunicacao.com.br ou deixe o link lá na comunidade oficial do BGC no Orkut, clicando aqui, ou no nosso twitter: www.twitter/blogcomunicacao.

abr 2010 29

por Taiane Matins
politica@blogdacomunicacao.com.br

Estamos em pleno ano eleitoral e percebo que a maioria dos brasileiros não tem nenhum interesse em influenciar nas políticas públicas por não acreditarem que possam exercer algum tipo de poder. E os que acreditam no poder exercido através do voto se sentem traídos por seus eleitos assim que eles assumem o poder e modificam estruturas.

Essa semana ouvi algo que me fez refletir. Um cidadão que utiliza a linha de metrô estava em uma fila imensa na estação Tucuruvi e disse em alto e bom som para que todos ouvissem “A culpa é do Kassab. Não, a culpa é do Serra”, ele se referia a super lotação na estação do metrô de São Paulo. Realmente, a estação estava lotada e as pessoas ao seu redor e que o ouviram simplesmente continuaram seu trajeto, indiferentes. Apenas um homem, que estava atrás dele contestou, dizendo “Não, a culpa é nossa que os colocamos onde estão”.

Esse ano tem eleição – Crédito: Ilustração

Não pude ver que fim levou aquela discussão porque tive que cumprir com outros compromissos, mas a verdade é que fiquei pensando nessa situação. Atualmente, estamos tão acostumados a culpar nossos governantes, sejam eles, o prefeito da cidade, o governador do estado, o presidente do país; que não nos atemos aos fatos, aos verdadeiros culpados.

Não estou dizendo que nossos governantes não são culpados, ao contrário, eles também são credenciados com sua parcela de culpa, pois sabemos dos inúmeros casos de cassação, má administração, péssima distribuição de renda e diversos outros fatores que influenciam nessa minha afirmação, aliás, são polêmicos os casos de corrupção brasileira.

Mas a culpa principal é nossa, cidadãos brasileiros. A maior parte da população não tem motivação política. Para o cidadão comum, política lembra coisas pouco nobres; são famosas as expressões “é coisa de político”, “ele fez maracutaia” e por assim segue. Devemos lembrar, contudo, que os políticos são nossos representantes legítimos, somos nós que os escolhemos, livre e democraticamente, entre nossos próprios membros.

Este ano os políticos vão fazer muita promessa – Crédito: Ilustração

Nesse ano, a decisão de escolher quem serão os governantes está nas mãos do eleitorado. É necessário estar atento as informações, basear o voto em argumentações, analisar histórico, partido, propostas, projetos e idéias do candidato.

Somente o cidadão apto para discernir e cônscio das suas competências junto à sociedade irá comprometer-se com as causas e os fins comuns. Após as eleições, é necessário, cobrar do eleito aquilo que foi prometido para que não sejamos vítimas de engodo e desencantos. Talvez assim, num futuro não muito distante podemos estar satisfeitos com nossas escolhas e com nosso papel de cidadão.

abr 2010 29

Nova York[bb] é uma cidade cara para tudo. É cara para se hospedar, cara para comer, para fazer turismo e na maioria das vezes para se fazer compras (depende da compra, já que eletrônicos, roupas e tênis são mais baratos em relação ao Brasil). O turismo em alguns lugares é caro. Alguns museus cobram quase US$ 20,00 por visita, quase R$ 34,00. O famoso arranha-céu Rockfeller Center, cobra US$ 30,00 para abrir seu terraço e poder ver Nova York do alto, ou seja, R$ 52,00. Também há por aqui ônibus de dois andares que circulam pela cidade, parando nos pontos turísticos. Um pacote completo pode sair por quase US$ 200,00, R$ 348,00. E cuidado com os taxistas, pois muitos deles gostam de enrolar os clientes e exigir gorjetas.

Para comer aqui é preciso abrir a carteira, a não ser que você queria comer um sanduíche ou fatia de pizza. É impressionante o número de pizzarias que há por aqui. Quase uma a cada esquina. Os americanos comem muita massa e não será difícil ver alguns enrolado a pizza[bb] e comendo pela rua. Sanduíches também são mais baratos. Um lanche no McDonalds, por exemplo, sai por menos de US$ 5,00. A comida americana é ruim e gordurosa, embora quase todos os lugares vendam saladas. Também há poucos restaurantes de quilo no Brasil. Um arefeição boa sai normalmente por quase US$ 15,00, cerca de R$ 26,00.

A nota de 1 dólar – Crédito: Reprodução

Uma dica para quem não se importa com luxo, é se hospedar em albergues[bb], como eu estou. Nova York está cheia deles e eles são uma opção mais econômica para os turistas. Porém, um quarto particular é bem mais caro do que um quarto para mais de quatro pessoas. Muitas vezes o banheiro é comunitário, sendo dividido por todos de um andar. A maioria dos albegues conta com cofres para você poder deixar seus pertences mais valiosos. É isso pessoal, a série está quase terminando. Amanhã eu volto com mais novidades. Até!

Guilherme

abr 2010 28

por Guilherme Freitas
guilherme@blogdacomunicacao.com.br
direto de Nova York

Quem achou que eu ia só elogiar Nova York, esta enganado. A cidade tem glamour e luxo de sobra, mas tem pobreza também. Esse parece ser o estereótipo de uma grande metrópole. Onde há grandes lojas, carros último modelo e pessoas ricas desfilando, como na chique 5ª Avenida, há mendigos e pedintes. São os famosos “homeless”, na tradução, os sem casa. Eles vagam pelas ruas nova iorquinas pedindo dinheiro para comer. A pessoa que disser não ter visto mendigos em NY esteve no lugar errado.

É comum ver mendigos vagando pelas ruas de NY – Crédito: Divulgação

Mas os mendigos[bb] aqui são pacíficos e criativos. Destaco dois deles. Um que fica sempre na frente da Grand Central Station equipado com placas e cartazes dizendo que a crise acabou com ele. E o outro que fica na região da Times Squares com um cartaz dizendo “preciso de dinheiro para sexo, drogas e bebidas. A vida em qualquer metrópole não e fácil, mas aqui não há favelas a vista como no Rio de Janeiro[bb]. Há bairros mais afastados, os subúrbios, que em sua maioria concentram imigrantes.

Pessoal por hoje é só. Ainda estarei postando mais histórias daqui de NY. Quem quiser ver minha matéria com o presidente da Funai pela Rádio ONU em português, basta clicar aqui. Minha estada está chegando ao fim, mas ainda há espaço para mais artigos até domingo. Fui. Até mais!

Guilherme

abr 2010 28

Por Henrique Torres

cidades@blogdacomunicacao.com.br

               A cidade do Rio de Janeiro nos deu mostras nas últimas semanas de como funciona uma cidade completamente despreparada para receber uma Copa do Mundo e principalmente, uma Olimpíada. Isto é, não funciona. O caos imperou no Rio de Janeiro enquanto a chuva caiu: alagamentos por todos os cantos da cidade, pessoas ilhadas, carros com água até o teto, morros que vieram a baixo, casas e pessoas soterradas.

            Com todas estas feridas abertas se faz necessário (como tudo no Brasil) “pegar alguém para Judas”. Quem é o culpado pelos desastres causados pela chuva no Rio de Janeiro?

            A pergunta já evoca o causador dos desastres; a chuva. Mas para a infelicidade dos verdadeiros culpados nós não podemos culpar um fenômeno da natureza, (embora alguns insistam em fazer isso) por que a natureza é uma força cega, não racional, a qual não cabe atribuir inocência ou culpabilidade, justiça ou injustiça. Simplesmente chove, e isto em si mesmo não é bom nem mau. Mas tudo isto é patente.

            Porém, isto não está de acordo com a opinião que emitiu o prefeito do Rio, Eduardo Paes, acerca da causa da tragédia carioca. Segundo ele, o excesso de chuvas é o grande culpado pelos seguidos desastres nos morros do Rio. Diga-se de passagem, esta parece ser uma justificativa coringa, pois os governantes de São Paulo também afirmaram a mesma coisa em janeiro deste ano quando a chuva causou fortes inundações na cidade.

Bombeiros trabalhando no morro do Bumba. - Crédito: Divulgação.

            Já o governador do Rio, Sérgio Cabral, acredita que toda esta tragédia só se deu por que as pessoas realizaram ocupações irregulares em diversos morros cariocas. Isto é, a culpa é daqueles que não tinham onde morar, e construíram em áreas de risco. Ainda segundo o governador, acabar com as ocupações irregulares e garantir a vida das pessoas é o motivo para a construção de muros (que estão sendo feitos) ao redor das favelas. Talvez construir casas para que as pessoas tenham algum lugar para morar ao invés de construir muros para que elas não possam construir um lugar para morar seja mais eficiente. Parece lógico, mas este é um dilema para profissionais da área, mais entendidos do que eu.

            Ao lado destes quatro integrantes do banco dos réus (a chuva, o povo, o prefeito e o governador) nós ainda temos um quinto integrante que também pode levar para casa uma fatia do bolo da culpa. O nome do cidadão é Geddel Viera Lima, ex-ministro da Integração Nacional. Segundo uma auditoria feita pelo Tribunal de Contas da União a distribuição dos recursos para prevenção de desastres está um “pouquinho” fora dos padrões. Isto por que quase 65% da verba destinada à prevenção de desastres que deveria ser distribuída para todo o país foi destinada aos municípios da Bahia. Pode ser que ele tenha feito alguma previsão de desastre na Bahia. Talvez. Felizmente por lá ainda não aconteceu nenhum desastre. O que aconteceu mesmo foi algo mais corriqueiro na Política. Ele apenas deixou o ministério em que estava para disputar o governo do Estado da Bahia. Ufa! Não há mais desastre.

            Temos com isso nossos cinco principais suspeitos: a chuva, o povo, o prefeito, o governador e o ex-ministro. Qual deles é responsável pela tragédia? Será que são vários responsáveis? Talvez seja formação de quadrilha. Parece provável. Mesmo assim tenho minhas dúvidas. Apenas estou certo de que uma cidade que deixa em quatro dias de chuva 14 mil desabrigados e 180 mortos, que faz tudo com operações especiais sem nenhum planejamento, que ergue muros para esconder as favelas e com elas a pobreza (sim, por que este é o real motivo  dos muros que são levantados para cercar as favelas), não pode receber uma Copa do Mundo ou uma Olimpíada. Uma cidade que tem vergonha da sua gente, da sua gente pobre sim, mas gente como qualquer outra, não tem que pensar em grandes e gloriosos eventos. Uma cidade assim tem somente a obrigação de buscar a devida ajuda aos desabrigados, recolher os mortos, e orar à Deus pedindo para que não chova mais.

abr 2010 27

Por Leandro Lopes

economia@blogdacomunicacao.com.br

Estamos nos preparando para uma grande eleição que já bate em nossa porta. Após oito anos de um governo tucano liderado por Fernando Henrique Cardoso e mais oito anos de um governo petista liderado por Luis Inácio Lula da Silva, aproxima-se a hora de uma nação escolher entre os “discípulos” destes importantes nomes políticos.

Obviamente que a população brasileira terá mais opções de escolha para avaliação de voto, mas o embate entre Serra e Dilma é com certeza o mais provável e o mais aguardado pela chamada opinião pública.

O fato é que não só a economia, mas o país como um todo avançou e ocupa hoje uma posição mais sólida frente ao mundo. A evolução brasileira e a mudança na qualidade de vida de sua população será núcleo de debate durante todo o período eleitoral. Seja decorrente da visão futura de Fernando Henrique e sua base econômica sólida, ou do trabalho e projetos de Luis Inácio o Brasil parece um lugar melhor para se viver do que fora anos atrás.

A luta será ferrenha.

Há também a teoria de que a globalização foi determinante para nosso crescimento e essa sem dúvida é uma hipótese da qual não devemos levantar suspeitas, já que como sabemos o capital que faz da globalização o que ela é, faz também com que nações se movimentem e economias se aqueçam.

A grande questão é que na próxima eleição o eleitorado brasileiro (diga-se de passagem, obrigatório) será responsável pela escolha entre duas visões de governo que perduraram durante oito anos em nosso país. A diferença entre essas visões é justamente o ponto que pretendo explorar: o povo brasileiro não se prende a visões ou bandeiras!

Para o eleitor (ou a grande maioria dele) pouco importa se o partido é de esquerda ou de direita, pouco importa se existe ou não uma esquerda ou uma oposição, o povo está ligado somente a nomes. Lula foi eleito como símbolo de esperança em uma mudança, repare que Lula foi eleito e não o PT. A guerra política que já se faz presente nos meios de comunicação é uma guerra de imagens públicas. Idoneidade, caráter e “ficha limpa” farão grade diferença na hora de confirmação do voto.

Sem bandeiras e sem rosto... e isso não é necessariamente ruim.

Sem se prender a bandeiras, ou a grandes causas políticas, o brasileiro fica exposto ao duelo de popularidade e ao duelo de influencias políticas no qual será “atirado” nos próximos meses. A imensa popularidade de Lula será suficiente para eleger Dilma presidente? A corrupção que se fez vista no atual governo será descontada da conta petista ao ponto de colocar Serra no poder? Há espaço para uma eventual surpresa no pleito?

Diferentemente do que acontece nos Estados Unidos, por exemplo, com uma clara divisão entre republicanos e democratas, o Brasil é um país de eleitores obrigatórios tão somente.

Julgue você se isso é bom ou não.

Há também de se salientar que o duelo político será divulgado como um duelo de idéias e praticas que na teoria serviriam para a melhoria do país; saúde, moradia, saneamento básico, segurança, política externa, educação e outros, porém, deve-se dizer que as propostas e o plano trilhado para os próximos anos é um imenso jogo de palavras e nós eleitores estamos sujeitos a cair em um deles.

Ouso dizer que quaisquer planos seguem linhas positivistas de raciocino para nosso país e que pouco diferem umas das outras.

O jogo político já começou. Façam suas apostas. O páreo promete ser cabeça a cabeça e os jóqueis já estão prontos.

De olho (bem aberto) neles.

Abraços,

Leandro Lopes.

@falecomleandro

Página 1 de 1112310...Última »