UMA CRÍTICA AO JORNALISMO ESPORTIVO2
Escrito por Guilherme Freitas | Postado em Mundo da Comunicação | Tags: dunga, Guilherme Freitas, Jornalismo esportivo, Neymar e a imprensa
por Guilherme Freitas
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Sou jornalista e atuo na imprensa esportiva há quatro anos. Estou no meio e conheço muita gente. Admiro alguns pela competência, honestidade e imparcialidade. Também não gosto de ouros que se acham superiores aos atletas e se sentem os donos da razão. Mas faz parte, tem muita gente boa e ruim nesse campo. Porém, muitas vezes a mídia esportiva é mais destrutiva do que pensamos. Videm o caso de Neymar.
Há quase um mês atrás, quando Dunga estava prestes a convocar a seleção brasileira para a Copa do Mundo, o clamor popular pedia os nomes de Ronaldinho Gaúcho, Paulo Henrique Ganso e Neymar. Os dois primeiros entraram na lista de espera de Dunga, mas o artilheiro santista foi ignorado. Ontem, o Santos foi derrotado no clássico contra o Corinthians por 4 a 2, com uma atuação fraca de Neymar. Depois do jogo foi massacrado pela imprensa esportiva.
O garoto foi chamado de mascarado pelo comentarista do jogo na transmissão do Pay Per View do canal Sportv e depois teve que encarar a imprensa que queria arrancar declarações polêmicas da revelação do Peixe. Após a não convocação para a Copa, Neymar não jogou tão bem e ainda foi punido pela diretoria do clube por chegar atrasado a concentração do time depois de uma balada com André, Ganso e Madson. O craque santista pisou na bola também ao dizer há uns meses atrás que não era negro, renegando suas origens.
Pessoalmente, não acho que Neymar deveria ir a Copa. Ele ainda é muito imaturo e me parece deslumbrado pela fama. Mas nesta hora a imprensa pode ser fatal para um astro do esporte. Infelizmente tem muita gente na mídia que acha que pode fazer, escrever e dizer o que quiser e sobre quem quiser. Alguns acreditam que estão acima do bom e do mal, como nosso colega aqui no blog Henrique Oliveira escreveu semana passada.
Isso ocorre demais no meio esportivo, onde heróis nascem e são crucificados a qualquer hora. Vide exemplos de Barbosa no futebol, e de Rubens Barrichello na Fórmula 1. São dois vencedores, que falharam em alguns momentos de suas carreiras e foram classificados como perdedores e amarelões. Uma injustiça que a imprensa esportiva sempre fez e sempre irá fazer. Infelizmente essas opiniões inflamam a sociedade, que sem pensar compra a ideia e condena “a vítima”. Fica aqui uma crítica aos colegas de mídia esportiva.






















