UMA AVALIAÇÃO SOBRE O URUGUAI NA COPA DO MUNDO2
Escrito por Colaboradores | Postado em BGC Especial - Copa do Mundo 2010 | Tags: BGC Especial, Copa do Mundo 2010, Fanáticos Del Mate, futebol uruguaio, Martin Ocretich, Uruguai
por Martin Ocretich *
Especial para o Blog da Comunicação
O Uruguai se classificou de maneira sofrida para a 19ª edição da Copa do Mundo, como é habitual nestes últimos 24 anos. Pela terceira vez consecutiva, a seleção jogou a repescagem. Desta vez seu adversário não foi a Austrália, quando o time venceu uma e perdeu outra, mas sim a Costa Rica. Após a dramática classificação, o técnico Oscar Tabarez optou por armar o time para a Copa, dando prioridade para o grupo que jogou as eliminatórias e não a jogadores que estavam bem em seus clubes. Com os resultados observados até agora, haveria direito de convocar alguns destes jogadores. Atletas como Gonzalo Castro, do Mallorca, Juan Albin, do Getafe, Jonathan Urretavizcaya, do Peñarol e Santiago Silva, do Velez Sarsfield, que poderiam integrar tranquilamente a lista uruguaia.
A minha opinião tende a ser muito otimista para o futebol uruguaio, sempre, e acho que há muito potencial. Milagrosamente, já que é um país com uma população pequena, que tem crescido ao longo da história. Também não podemos competir financeiramente com a maioria das ligas na América do Sul. O futebol uruguaio é o mais pobre do continente depois do boliviano. No entanto, ainda surgem talentos, que assim como em outros países sul-americanos, partem rapidamente para a Europa. Alguns com mais sucessos do que outros, mas existem alguns uruguaios jogando bem nos gramados da Europa. Quando começou o trabalho de Tabarez, tinha uma grande esperança nele, mas ela diminuiu quando vi que a equipe não apresentou resultados que esperava. Além disso, o técnico não sabia explorar plenamente os bons jogadores da Celeste.
A agonia em se classificar e o grupo que caiu no sorteio, reservava uma primeira fase dura e suada para a Celeste Olímpica que não ganhava uma partida e nem passava para a segunda fase desde a Copa de 1990. A classificação para as oitavas de final era um objetivo esperado e compatível com a atuação do time. Mas depois de um início muito promissor, empatando com a seleção francesa e depois vencendo a seleção local e o time mexicano, o Uruguai terminou em primeiro lugar no grupo e nas oitavas de final ficou frente a frente com um rival não tão poderoso. O pensamento de todos foi de chegar as quartas e estar entre os melhores do mundo após 40 anos. A Coreia do Sul provou ser um simples adversário, mas o time suou para vencê-la. Agora é a vez de Gana, outro duro adversário, que apesar de não ter uma grande história em Copas do Mundo, joga um futebol veloz e de força física. Essa característica ganense vai forçar o setor defensivo da Celeste à tomar cuidado e não dar passos em falso. Acredito que todos os uruguaios estão muito satisfeitos pelo time ter chegado tão longe. A maioria do povo não acreditava nisso.
Poderíamos falar de uma boa campanha da nossa seleção nesta Copa, independentemente do resultado da próxima sexta-feira. Ninguém tira de nós o sonho de vencer o último representante africano na competição e jogar todos os sete jogos possíveis, esperando para enfrentar os irmãos brasileiros na semifinal. Isso seria um grande feito para o futebol da América do Sul, continente tão importante para a Copa do Mundo. Agora teremos que esperar para ver o que acontece.
* Martin Ocretich, é uruguaio, jornalista e autor do blog Fanáticos Del Mate. Escreveu este artigo a convite do Blog da Comunicação.
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Confira abaixo o texto original enviado por Martin e escrito em espanhol:
Impresiones de Uruguay em la Copa del Mundo 2010
Uruguay clasificó sufriendo a la decimonovena edición de la Copa del Mundo, como es usual en los últimos 25 años, más o menos. Jugó el repechaje por tercera vez consecutiva; aunque esta vez su rival no fue Australia, con quien ganó uno y perdió otro, sino Costa Rica.
Tras la angustiosa clasificación, el técnico Oscar Tabárez optó por armar el plantel mundialista dándole prioridad al grupo que participó de las eliminatorias y no a unos cuantos valores que estaban en un óptimo momento en sus clubes. Con el resultado visto hasta ahora habría que darle la derecha, aunque de haber llevado a algunos de estos que dejó afuera tal vez tendría más variantes en el juego de este mundial. Jugadores como Gonzalo Castro del Mallorca español; Juan Albín del Getafe de ese mismo país; Jonathan Urretavizcaya de Peñarol, el último campeón uruguayo o Santiago Silva de Velez de Argentina podrían haber sido tranquilamente parte de la lista.
Mi opinión suele ser muy optimista para el fútbol uruguayo siempre, creo que hay mucho potencial. Milagrosamente, ya que es un país con muy poca población, que no ha crecido a lo largo de la historia. Además no puede ni empezar a competir económicamente con la mayoría de las ligas sudamericanas. El fútbol uruguayo es el más pobre de Sudamérica después del boliviano. Aun así las canteras se las arreglan para sacar talentos que, como sucede a lo largo del continente, rápidamente se van para Europa. Algunos con mayor suceso que otros pero hay unos cuantos uruguayos pateando la bola en los céspedes europeos. Cuando comenzó el proceso de Tabárez le tuve una gran fe, que fue disminuyendo cuando vi que no planteaba los partidos de la manera que uno preferiría, además de no saber aprovechar del todo a los buenos jugadores con los que cuenta La Celeste.
La clasificación agónica y el grupo que le tocó en suerte presagiaban una primera fase dura y sumado a que La Celeste no ganaba un partido ni pasaba de ronda desde 1990, la clasificación a 8vos de final era un objetivo esperable como para quedar conformes con la actuación. Pero luego de un arranque poco prometedor frente a una vetusta selección francesa, el técnico encontró el equipo y tras las posteriores victorias consecutivas frente al local y la selección mexicana que lo pusieron primero en el grupo y enfrentado a un rival a priori accesible, uno pensó que se podía llegar a 4tos y volver a figurar entre los 8 mejores del mundo después de 40 años. Corea demostró no ser para nada sencillo y hubo que sudar para superarlo. Ahora toca Ghana, otro difícil rival que, a pesar de no contar con gran historia mundialista, juega un fútbol muy veloz y físico que obligará al sector defensivo celeste a estar muy atento y no dar pasos en falso. Yo creo que todos los uruguayos estamos muy conformes con haber llegado hasta esta instancia que la mayoría no esperaba alcanzar antes de comenzar.
Se podría hablar de un buen mundial para nuestro seleccionado, sea cual fuere el resultado del viernes. De todos modos nadie nos quita la ilusión de vencer al último representante africano en competencia y conseguir jugar los 7 partidos del Mundial, esperando enfrentar a los hermanos brasileros en semis, para lo que seria un emotivo clásico sudamericano en una importante instancia de Copa del Mundo. Tendremos que esperar para ver.
























