jun 2010 30
Jogadores uruguaios celebram vitória nas oitavas de final – Crédito: Oleg Popov/Reuters

por Martin Ocretich *
Especial para o Blog da Comunicação

O Uruguai se classificou de maneira sofrida para a 19ª edição da Copa do Mundo, como é habitual nestes últimos 24 anos. Pela terceira vez consecutiva, a seleção jogou a repescagem. Desta vez seu adversário não foi a Austrália, quando o time venceu uma e perdeu outra, mas sim a Costa Rica. Após a dramática classificação, o técnico Oscar Tabarez optou por armar o time para a Copa, dando prioridade para o grupo que jogou as eliminatórias e não a jogadores que estavam bem em seus clubes. Com os resultados observados até agora, haveria direito de convocar alguns destes jogadores. Atletas como Gonzalo Castro, do Mallorca, Juan Albin, do Getafe, Jonathan Urretavizcaya, do Peñarol e Santiago Silva, do Velez Sarsfield, que poderiam integrar tranquilamente a lista uruguaia.

A minha opinião tende a ser muito otimista para o futebol uruguaio, sempre, e acho que há muito potencial. Milagrosamente, já que é um país com uma população pequena, que tem crescido ao longo da história. Também não podemos competir financeiramente com a maioria das ligas na América do Sul. O futebol uruguaio é o mais pobre do continente depois do boliviano. No entanto, ainda surgem talentos, que assim como em outros países sul-americanos, partem rapidamente para a Europa. Alguns com mais sucessos do que outros, mas existem alguns uruguaios jogando bem nos gramados da Europa. Quando começou o trabalho de Tabarez, tinha uma grande esperança nele, mas ela diminuiu quando vi que a equipe não apresentou resultados que esperava. Além disso, o técnico não sabia explorar plenamente os bons jogadores da Celeste.

A agonia em se classificar e o grupo que caiu no sorteio, reservava uma primeira fase dura e suada para a Celeste Olímpica que não ganhava uma partida e nem passava para a segunda fase desde a Copa de 1990. A classificação para as oitavas de final era um objetivo esperado e compatível com a atuação do time. Mas depois de um início muito promissor, empatando com a seleção francesa e depois vencendo a seleção local e o time mexicano, o Uruguai terminou em primeiro lugar no grupo e nas oitavas de final ficou frente a frente com um rival não tão poderoso. O pensamento de todos foi de chegar as quartas e estar entre os melhores do mundo após 40 anos. A Coreia do Sul provou ser um simples adversário, mas o time suou para vencê-la. Agora é a vez de Gana, outro duro adversário, que apesar de não ter uma grande história em Copas do Mundo, joga um futebol veloz e de força física. Essa característica ganense vai forçar o setor defensivo da Celeste à tomar cuidado e não dar passos em falso. Acredito que todos os uruguaios estão muito satisfeitos pelo time ter chegado tão longe. A maioria do povo não acreditava nisso.

Poderíamos falar de uma boa campanha da nossa seleção nesta Copa, independentemente do resultado da próxima sexta-feira. Ninguém tira de nós o sonho de vencer o último representante africano na competição e jogar todos os sete jogos possíveis, esperando para enfrentar os irmãos brasileiros na semifinal. Isso seria um grande feito para o futebol da América do Sul, continente tão importante para a Copa do Mundo. Agora teremos que esperar para ver o que acontece.

* Martin Ocretich, é uruguaio, jornalista e autor do blog Fanáticos Del Mate. Escreveu este artigo a convite do Blog da Comunicação.

Para conhecer o blog do Martin, clique aqui. Confira abaixo na íntegra o texto original, escrito em espanhol.

Diego Forlán em ação contra a Coreia do Sul – Crédito: Lee Jim-Man/AP

Confira abaixo o texto original enviado por Martin e escrito em espanhol:

Impresiones de Uruguay em la Copa del Mundo 2010

Uruguay clasificó sufriendo a la decimonovena edición de la Copa del Mundo, como es usual en los últimos 25 años, más o menos. Jugó el repechaje por tercera vez consecutiva; aunque esta vez su rival no fue Australia, con quien ganó uno y perdió otro, sino Costa Rica.

Tras la angustiosa clasificación, el técnico Oscar Tabárez optó por armar el plantel mundialista dándole prioridad al grupo que participó de las eliminatorias y no a unos cuantos valores que estaban en un óptimo momento en sus clubes. Con el resultado visto hasta ahora habría que darle la derecha, aunque de haber llevado a algunos de estos que dejó afuera tal vez tendría más variantes en el juego de este mundial. Jugadores como Gonzalo Castro del Mallorca español; Juan Albín del Getafe de ese mismo país; Jonathan Urretavizcaya de Peñarol, el último campeón uruguayo o Santiago Silva de Velez de Argentina podrían haber sido tranquilamente parte de la lista.

Mi opinión suele ser muy optimista para el fútbol uruguayo siempre, creo que hay mucho potencial. Milagrosamente, ya que es un país con muy poca población, que no ha crecido a lo largo de la historia. Además no puede ni empezar a competir económicamente con la mayoría de las ligas sudamericanas. El fútbol uruguayo es el más pobre de Sudamérica después del boliviano. Aun así las canteras se las arreglan para sacar talentos que, como sucede a lo largo del continente, rápidamente se van para Europa. Algunos con mayor suceso que otros pero hay unos cuantos uruguayos pateando la bola en los céspedes europeos. Cuando comenzó el proceso de Tabárez le tuve una gran fe, que fue disminuyendo cuando vi que no planteaba los partidos de la manera que uno preferiría, además de no saber aprovechar del todo a los buenos jugadores con los que cuenta La Celeste.

La clasificación agónica y el grupo que le tocó en suerte presagiaban una primera fase dura y sumado a que La Celeste no ganaba un partido ni pasaba de ronda desde 1990, la clasificación a 8vos de final era un objetivo esperable como para quedar conformes con la actuación. Pero luego de un arranque poco prometedor frente a una vetusta selección francesa, el técnico encontró el equipo y tras las posteriores victorias consecutivas frente al local y la selección mexicana que lo pusieron primero en el grupo y enfrentado a un rival a priori accesible, uno pensó que se podía llegar a 4tos y volver a figurar entre los 8 mejores del mundo después de 40 años. Corea demostró no ser para nada sencillo y hubo que sudar para superarlo. Ahora toca Ghana, otro difícil rival que, a pesar de no contar con gran historia mundialista, juega un fútbol muy veloz y físico que obligará al sector defensivo celeste a estar muy atento y no dar pasos en falso. Yo creo que todos los uruguayos estamos muy conformes con haber llegado hasta esta instancia que la mayoría no esperaba alcanzar antes de comenzar.

Se podría hablar de un buen mundial para nuestro seleccionado, sea cual fuere el resultado del viernes. De todos modos nadie nos quita la ilusión de vencer al último representante africano en competencia y conseguir jugar los 7 partidos del Mundial, esperando enfrentar a los hermanos brasileros en semis, para lo que seria un emotivo clásico sudamericano en una importante instancia de Copa del Mundo. Tendremos que esperar para ver.

jun 2010 30

DA REDAÇÃO
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Vista da beira-mar de Durban – Crédito: Divulgação

Terceira maior cidade da África do Sul, atrás apenas de Johanesburgo e Cidade do Cabo, Durban está localizada na costa do Oceano Índico e tem 2,7 milhões de habitantes. Uma curiosidade é o alto número de indianos vivendo na cidade e que o zulu é a língua mais falada. A economia da cidade gira em torno do turismo, devido as belezas naturais. Há fortes laços de Durban com Portugal[bb]. O navegador Vasco da Gama descobriu a cidade no dia 25 de dezembro de 1497 e Fernando Pessoa viveu parte de sua juventude lá.

A cidade de Durban ao fundo – Crédito: Divulgação

Assim como a Cidade do Cabo, Durban é famosa pela belíssima costa. Praias que atraem turistas e muitos surfistas são os cartões postais da cidade. O clima quente o ano todo faz com que ela seja considerada o “Rio de Janeiro[bb]” africano. Além das belíssimas praias, outro ponto turístico badalado é o Shaka Marine World, um parque construído em uma homenagem a rei zulu Shaka. Lá o turista encontra lojas, restaurantes, shows de golfinhos e um aquário construído dentro de um barco naufragado. A vida noturna de Durban é agitada e há lá excelentes restaurantes e casas noturnas como a Florida Road, Davenport Road e Swapo Avenue.

O estádio Moses Mabhida – Crédito: Divulgação

O moderno estádio Moses Mabhida foi construído especialmente para a Copa do Mundo. A arena foi projetada para se tornar multiuso e há um anfiteatro com teleférico que leva os fãs a uma plataforma de observação no topo do arco de 100 metros de altura, acima do gramado do estádio. De lá, é possível observas belos pontos da cidade de Durban. A arena está localizada no Complexo Esportivo Kings Park e tem capacidade para 69 mil pessoas. O Brasil empatou com Portugal neste estádio, que se despede da Copa no dia 7 de julho, na semifinal entre os vencedores dos jogos Argentina x Alemanha e Paraguai x Espanha.

Veja abaixo um vídeo com fotos de Durban:

Imagem de Amostra do You Tube

jun 2010 30

Definitivamente vulnerável a homens e carros bomba, mas cada vez mais interessado em jogar e gostar de futebol

por Leandro Lopes
blog@blogdacomunicacao.com.br

Estamos no meio de mais uma Copa do Mundo e torcendo para que o Brasil conquiste a sexta estrela da competição. Porém, paira no ar uma preocupação mais relevante do que qualquer jogo de futebol. Terrorismo. Historicamente os Estados Unidos da América, até por ser considerado o país mais importante e influente do mundo, é sempre alvo de criticas e ameaças terroristas, e a participação norte-americana no Mundial não é uma exceção.

Independente de qualquer questão política[bb], religiosa ou posicionamento que os norte-americanos tenham em relação à determinada situação, o terrorismo não deve ser utilizado como arma de represália ou forma de aviso para um grupo de governantes e suas decisões, afinal, o terrorismo atinge todo um grupo (quase sempre de civis) de pessoas que são alheias a este tipo de questão, além é claro, de utilizar-se de violência, o que é inadmissível.

Infelizmente o torneio que se realiza na África do Sul foi e ainda é alvo de sérias investigações a respeito de ameaças terroristas. Recentemente, o Congresso dos Estados Unidos disparou críticas veementes em relação ao combate realizado por autoridades locais a essas ameaças terroristas. Tudo isso, por conta de supostas ameaças vindas da Al-Qaeda, que realizaria atentados contra a delegação americana em jogos durante a Copa. Quando se trata de terrorismo, não devemos supor nada, então, se essa suposição de ameaças existe, medidas de segurança devem ser tomadas imediatamente.

Torcedores em bar na cidade de Milwaukee – Crédito: Morry Gash/AP

De uma forma (quase) extra-oficial, um antigo oficial da marinha sul-africana declarou que o país sede do Mundial é: “completamente vulnerável a homens-bomba e carros-bomba”, o que só serve para corroborar com a preocupação e criticas dos norte-americanos. Quando desembarcaram na África do Sul, os norte-americanos foram cercados por centenas de homens com a missão de zelar pela segurança de todos da delegação, eram cerca de 300 homens entre militares e serviço secreto, além, de acompanharem com um helicóptero todo o deslocamento da delegação até o hotel onde se hospedaram que é claro, também é cercado de seguranças.

A Copa do Mundo[bb] é vista por praticamente todo o planeta, um atentado contra os norte-americanos seria um terrível golpe contra não só os sul-africanos, norte-americanos e organizadores da FIFA, seria um golpe contra toda a sociedade deste planeta, sim, toda a sociedade deste planeta, porque seria um aviso literal, mais ou menos assim: “Estamos vendo vocês, e podemos, a qualquer hora, agir contra vocês”.

Os americanos estão começando a gostar de futebol. A nação teve um grande aumento no número de adeptos ao futebol e esperava uma boa campanha da equipe em solo africano. O jogo de estreia contra a Inglaterra (aliás, o principal alvo de ameaças) mostrou que os “yankees” podem jogar de igual para igual contra os grandes da bola. Mesmo caindo nas oitavas de final, os jogos da equipe bateram recordes de audiência no país. Prova que o soccer está crescendo.

Por enquanto nada aconteceu, mas, por favor, não deixem manchar a rica história da Copa do Mundo. O primeiro Mundial na África merece todo respeito e torço muito para que o futebol seja o único a ganhar manchetes neste período.

De olho neles.

Abraço,

Leandro Lopes.

formspring.me

@falecomleandro

jun 2010 29
Os argentinos lutam pelo tri na África – Crédito: Flávio Florido/UOL

por Pablo Aro Geraldes *
Especial para o Blog da Comunicação

A Argentina chegou as quartas de final, graças a suas individualidades e a contundência de sua temida linha de frente. E ainda estão reservados os gols de Lionel Messi. Mas para além desta simples análise, vale a pena avaliar a pouca oposição que se viu nos quatro adversários que enfrentou: Nigéria, Coreia do Sul, Grécia e México, não estão à altura do time da Argentina. Talvez apenas Alemanha, Brasil, Holanda e Espanha são adversários que podem ser comparados ao nível da equipe de Diego Maradona[bb]. No próximo sábado, dia 3 de julho, será o grande confronto entre as duas seleções que mais gols fizeram até aqui.

Quais são os pontos fortes da Argentina? Seu poderio ofensivo. Os seis atacantes convocados para a Copa na África do Sul tiveram uma temporada espetacular em seus respectivos clubes: Lionel Messi marcou 32 gols pelo Barcelona no Campeonato Espanhol, apenas um de pênalti. Gonzalo Higuain anotou 27, nenhum de pênalti, e Carlos Tevez balançou as redes 22 vezes pelo Manchester City. O trio titular da Argentina marcou 81 gols, ao qual devemos adicionar os marcados na Liga dos Campeões, onde Messi foi o artilheiro. E não podemos ignorar os demais: Diego Milito, 21 gols pela Inter de Milão, Sergio Aguero, 12 pelo Atlético de Madrid e Martin Palermo dez pelo Boca Juniors no Torneio Clausura.

Outro ponto forte deste time é o aspecto histórico. A equipe faz jus a tradição argentina, sempre jogando para frente, pura vocação ofensiva. Maradona age como uma esponja, absorvendo toda a pressão para si e liberando os jogadores para jogarem soltos. Isso se nota em campo. Claro que há pontos fracos que devem ser trabalhados esta semana. Algumas distrações defensivas e no meio de campo por ser fatais diante um rival mentalmente concentrado os 90 minutos, como a Alemanha. A Argentina[bb] lutou para se classificar para o Mundial da África do Sul e Maradona optou por se concentrar no grupo, assumindo a responsabilidade, antes que eles pudessem sofrer com lesões em amistosos. No dia 3 de março, a seleção derrotou a Alemanha por 1 a 0 em Munique, gol do artilheiro da Copa Higuain, e no último teste venceu o fraco Canadá por 5 a 0 em Buenos Aires, em comemoração ao bicentenário do país.

O grupo B do Mundial era tranquilo para a seleção albiceleste e ela passou com perfeição. A vitória sobre o México coloca o time entre as oito melhores seleções do mundo. Na Cidade do Cabo, Argentina e Alemanha revivem as finais de 1986 e 1990. Mas a memória recente registra a eliminação na última Copa, quando os argentinos caíram após a disputa de pênaltis. O desejo de vingança é outro ponto forte deste time “maradoniano”.

“Uma equipe de homens que o amor e o respeito é invencível”, resumiu o escritor argentino Alejandro Dolina. Juntando este grupo sobre o manto protetor do poderoso Diego Maradona, queremos continuar neste caminho e fazer história.

* Pablo Aro Geraldes, é argentino e jornalista esportivo. Colabora com revistas especializadas de vários países e é autor do blog Periodismo de Fútbol Internacional. Escreveu este artigo a convite do Blog da Comunicação.

Para conhecer o blog de Pablo, clique aqui. Confira abaixo na íntegra o texto original, escrito em espanhol.

Argentina ante la hora de la verdad

O técnico da seleção argentina, Maradona – Crédito: Flávio Florido/UOL

Argentina llegó a cuartos de final gracias a sus individualidades y la contundencia de su temible artillería de delanteros…y todavía se reserva los goles de Lionel Messi. Pero más allá de este análisis simple, vale evaluar la poca oposición que encontró en los cuatro rivales que enfrentó: Nigeria, Corea del Sur, Grecia y México no están a la altura de la escuadra argentina. Quizá, de los nombres que aún perduran en Sudáfrica, solamente Alemania, Brasil, España y Holanda puedan medirse de igual a igual con los dirigidos por Diego Maradona. El sábado 3 de julio se verá el choque entre las dos selecciones más goleadoras del torneo.

¿Cuáles son los puntos fuertes de Argentina? Su poder de gol. Los seis delanteros que llevó a Sudáfrica tuvieron una temporada espectacular en sus clubes: Lionel Messi marcó 32 goles en la Liga Española (solamente 1 de penal), Gonzalo Higuaín lo escoltó con 27 (ninguno de penal) y Carlos Tevez 22 en Manchester City. Entre los tres delanteros titulares suman 81, a los que habría que agregarles los marcados en Champions League, en la que Messi también es el goleador. El resto: Diego Milito (21 con el Inter), Martín Palermo (10 en el Clausura argentino con Boca Juniors), y Sergio Agüero (12 con el Atlético en la Liga).

Otro punto fuerte es el peso de la historia, y este equipo modelo 2010 le hace honor a ella: va siempre al frente, vocación ofensiva pura. Maradona funciona como una esponja que absorbe toda la presión para que los jugadores jueguen liberados, sueltos. Y eso se nota en la cancha. Claro que tiene sus debilidades para seguir trabajando esta semana. Algunas distracciones defensivas y el descuido de la mitad de la cancha pueden condenarla ante un rival mentalmente concentrado los 90 minutos, como Alemania. Argentina sufrió para clasificar a Sudáfrica y Maradona prefirió concentrar al grupo, mentalizarlo del objetivo, antes que jugar amistosos que pudieran traer lesiones. El 3 de marzo venció a Alemania 1-0 en Munich (gol de Higuain, hasta hoy el goleador de la Copa) y solamente salió a la cancha para la despedida de Buenos Aires, en la conmemoración del bicentenario argentino: vapuleó 5-0 a una muy débil Canadá, que solamente sirvió como partenaire de entrenamiento.

El Grupo B del Mundial era accesible y el equipo celeste y blanco lo ganó sin sobresaltos, con puntaje ideal. El triunfo ante México lo pone entre los 8 primeros del mundo. En Ciudad del Cabo Argentina y Alemania reeditarán las finales de 1986 y 1990. Pero la memoria del equipo registra un choque hace cuatro años, cuando los argentinos se despidieron tras caer en los penales. Las ganas de revancha son otro punto fuerte de este equipo versión ‘maradoniana’. “Un equipo de hombres que se quieren y se respetan es invencible”, resumió el escritor argentino Alejandro Dolina. La unión de este grupo bajo el poderoso manto protector de Diego Maradona quiere seguir ese camino hacia la historia.

jun 2010 29

por Guilherme Freitas
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O bispo da Igreja Anglicana e Prêmio Nobel da Paz, Desmond Tutu – Crédito: Divulgação

Uma das figuras mais carismáticas e simbólicas da África do Sul é o destaque de hoje dessa sessão sobre ícones do país sede do Mundial de futebol. Desmond Tutu, bispo da Igreja Anglicana[bb], roubou a cena na cerimônia de abertura da Copa do Mundo. Vestindo camisa, gorro e cachecol da seleção sul-africana, Tutu gritou, cantou, dançou e convocou a todos para que unissem e assistissem a Copa. Na partida de estreia dos Bafana Bafana, lá estava ele mais uma vez cantando e torcendo pela seleção. Uma alegria contagiante e emocionante.

Desmond Tutu nasceu em Klerksdorp, no dia 7 de outubro de 1931. Na época do seu nascimento, os negros tinham que ter uma identificação especial e sempre que necessário tinham que mostrar para os policiais brancos. Quando ainda era criança, mudou-se com a família para Johanesburgo e lá estudou na Escola Normal de Johannesburgo. Aos 24 anos, fez um ato de coragem: escreveu uma carta ao primeiro-ministro Johannes Gerhardus Strijdom classificando o apartheid de “política diabólica”. Sonhava em ser físico, mas cursou a faculdade de teologia na King’s College de Londres.

De volta a África do Sul, Tutu foi nomeado decano da Catedral de Santa Maria, em Johannesburgo, em 1975. Foi o primeiro negro a conseguir este feito e anos mais tarde tornou-se secretário-geral do Conselho das Igrejas da África do Sul. Aos poucos foi ganhando fãs e popularidade no país e passou a combater o apartheid junto com outras personalidades negras. Sua luta por uma sociedade igual rendeu um Prêmio Nobel da Paz em 1984 e outras dezenas de honras em todo o mundo.

Após o fim da segregação racial, apoiou a eleição de Nelson Mandela e em 1996 presidiu a comissão de Reconciliação e Verdade, órgão que procurou promover uma integração racial na África do Sul e julgar crimes do regime racista. Atualmente Tutu é idolatrado pela população. É crítico das políticas do governo sul-africano e reclama constantemente dos casos de corrupção e da crescente xenofobia no país. Ele também esteve envolvido em polêmicas com Israel, tendo criticado a forma como o governo israelense conduz o bloqueio a Faixa de Gaza. Carismático e pacífico, Desmond Tutu[bb] é um homem do qual a África e o mundo podem, e devem, se orgulhar.

Para ver: “Reconciling Love: Archbishop Desmond Tutu”, vídeo especial onde Desmond Tutu discursa para a produzido em 2005 pelo canal UCSB.

Imagem de Amostra do You Tube

Para ver: Desmond Tutu na cerimônia de abertura da Copa do Mundo 2010 esbanjando simpatia e alegria.

Imagem de Amostra do You Tube

jun 2010 29

Time inglês recebeu ameaças pela Al-Qaeda, mas nada de grave ocorreu. A tradição de um torcedor inglês é ver sua seleção em um legítimo pub, mas dessa vez a decepção pela queda nas oitavas afetou a torcida

por Isabela Fonseca
blog@blogdacomunicacao.com.br

A Inglaterra é o país de Shakespeare e Emile Bronte, do Palácio de Buckingham, do Museu de Cera Madame Tussaud e do Big Ben, dos famosos pubs e sua diversidade de cervejas, tem transporte público extremamente eficiente, grandes nomes na cena musical como The Beatles[bb], Rolling Stones e Pink Floyd, e do governo recém formado entre Conservadores e Liberais Democratas.

O English Team, apelido do time, provoca admiração fanática entre os fãs ingleses. Eles vão para os pubs beber e torcer pela seleção da Rainha[bb]. Vibram feito loucos cada gol e vitória, e cantam God Save the Queen, o hino do Reino Unido. Entre eles há também os temidos hooligans, beberrões que procuram confusão pelas ruas.

Alguns dizem que o futebol foi inventado pelos ingleses, e existem histórias de documentos antigos que citavam um jogo peculiar onde habitantes de várias cidades inglesas saíram às ruas chutando uma bola de couro para comemorar a expulsão dos invasores vickings[bb]. Em 1871 disputou-se entre clubes a primeira Copa da Inglaterra, e logo depois a primeira partida internacional da história entre Inglaterra e Escócia, empatada em 0 a 0.

Fãs ingleses bebem e torcem em pub londrino – Crédito: Daily Mirror

Apesar de ganhar apenas uma vez a Copa do Mundo, os ingleses esperam ansiosamente mais uma conquista, desta vez trazida da África do Sul. Nem as ameaças terroristas lançadas pelo grupo extremista Al-Qaeda aos atletas, abalaram as estruturas da Inglaterra e FIFA. Em um artigo publicado na revista islâmica Mushtaqun Lel Jannah e reproduzido pela CBS, o grupo insinuou que poderia organizar um atentado no jogo entre EUA e Inglaterra que aconteceu dia 12 de junho pelo Grupo C.

Não houve nenhum acidente grave. O único acidente foi o frango do goleiro Green que resultou no empate em 1 a 1. A Copa existe para os que amam o futebol ao redor de todo o mundo, e serve para aproximar as pessoas, independente do seu país, sua raça, cor e credo. O que nos resta fazer é acreditar que tudo vai dar certo até o fim do Mundial e assistir ao grande espetáculo.

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