FÓRUM MUNDIAL DE SUSTENTABILIDADE: RICHARD BRANSON “ UMA FLORESTA VIRGEM PARA MIM SERIA UMA ÓTIMA OPORTUNIDADE DE NEGÓCIOS”4
Escrito por Marcello Ghigonetto | Postado em Meio Ambiente | Tags: Forum de Sustentabilidade, Grupo Virgin, Marcello Ghigonetto, Richard Branson
por Marcello Ghigonetto
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Um dos empresários mais influentes do meio artístico, dono do Grupo Virgin em um conglomerando formado por mais de 300 empresas dos mais diversos ramos de atuação, Richard Branson não mede as palavras quando o assunto em questão é Sustentabilidade e possibilidade de expansão dos negócios. Em sua palestra, o mega milionário surpreendeu em todos os aspectos, seja por defender a mitigação ao mesmo tempo em que apoiaria pela exploração de florestas.
Para muitos o que se viu foi um pragmatismo ambiental, contabilizando entre outros posicionamentos ser favorável ao uso de energia nuclear e de conflitos como os da Líbia e do Oriente Médio, além de sugerir estratégia de posicionamento ao governo brasileiro “Só temos de estar atentos, talvez na floresta tropical tenha petróleo, gás, produtos que não devemos deixar de explorar em um país onde pessoas precisam sair da linha de pobreza” afirma.
Um tanto quanto polêmico, defendeu ainda que esta exploração é uma questão de equilíbrio e sempre haverá quem defenda pontos de vista contrários como no caso do etanol brasileiro, citado como um exemplo para o mundo, mas que mesmo assim desperta em ambientalistas um certo contraponto por entender que para plantação da cana de açúcar serão necessárias debandar uma grande área de florestas, o que na verdade não procede.
Entre os poucos pontos que podem ser destacados, o inglês se mostra focado na busca por uma mudança de postura. “Empreendedores poderiam acabar com os problemas do mundo e não deixar isso para os governantes, eles não conseguiriam”. Para Branson, seriam necessários U$ 300 bilhões em investimentos para pesquisa e produção de energia limpa. Se nos basearmos no ritmo de crescimento de potencias como Brasil, China e Africa, bem certo que em cinco anos a demanda vai exceder ao preço e o barril chegar ao preço limite. “Apenas vocês “Brasil” que descobriram novas reservas de petróleo, estejam fora deste cenário, talvez seja o momento mais propício de negócios e estudos que possam viabilizar a produção de combustível renovável.
Por fim, pode parecer estranho, mas segui a linha de raciocínio adotada pelo próprio palestrante em sua apresentação. Enquanto todos previam um final bucólico, o mais interessante ainda estava por vir. “Muitas empresas a qual eu presido trabalham com energia suja, sobretudo de aviação marítima, aviação e de trem. Talvez se os EUA deixassem o ego de lado, uma parceria com o Brasil viabilizaria a produção de combustível renovável para avião” afirma o empresário que descartou de imediato o uso de etanol brasileiro pois ele congela a 15 mil pés de altura, mas acrescentou que já teve boas experiências com isobutenol a base de algas marinhas.
Talvez você esteja se perguntando que tipo de ego impediria os EUA de propor parceria ao Brasil, ou que tal uma explicação sobre o combustível de algas marinhas em companhias aéreas com emissão de carbono em níveis mínimos. Pois bem, eu e todos presentes também nos questionamos. Como resposta, “Obrigado pela oportunidade” conclui Richard Branson.



















