mar 2011 31

Richard Branson

por Marcello Ghigonetto

meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

Um dos empresários mais influentes do meio artístico, dono do Grupo Virgin em um conglomerando formado por mais de 300 empresas dos mais diversos ramos de atuação, Richard Branson não mede as palavras quando o assunto em questão é Sustentabilidade e possibilidade de expansão dos negócios. Em sua palestra, o mega milionário surpreendeu em todos os aspectos, seja por defender a mitigação ao mesmo tempo em que apoiaria pela exploração de florestas.

Para muitos o que se viu foi um pragmatismo ambiental, contabilizando entre outros posicionamentos ser favorável ao uso de energia nuclear e de conflitos como os da Líbia e do Oriente Médio, além de sugerir estratégia de posicionamento ao governo brasileiro “Só temos de estar atentos, talvez na floresta tropical tenha petróleo, gás, produtos que não devemos deixar de explorar em um país onde pessoas precisam sair da linha de pobreza” afirma.

Um tanto quanto polêmico, defendeu ainda que esta exploração é uma questão de equilíbrio e sempre haverá quem defenda pontos de vista contrários como no caso do etanol brasileiro, citado como um exemplo para o mundo, mas que mesmo assim desperta em ambientalistas um certo contraponto por entender que para plantação da cana de açúcar serão necessárias debandar uma grande área de florestas, o que na verdade não procede.
        
Entre os poucos pontos que podem ser destacados,  o inglês se mostra focado na busca por uma mudança de postura. “Empreendedores poderiam acabar com os problemas do mundo e não deixar isso para os governantes, eles não conseguiriam”. Para Branson, seriam necessários U$ 300 bilhões em investimentos para pesquisa e produção de energia limpa. Se nos basearmos no ritmo de crescimento de potencias como Brasil, China e Africa, bem certo que em cinco anos a demanda vai exceder ao preço e o barril chegar ao preço limite. “Apenas vocês “Brasil” que descobriram novas reservas de petróleo, estejam fora deste cenário, talvez seja o momento mais propício de negócios e estudos que possam viabilizar a produção de combustível renovável.

Por fim, pode parecer estranho, mas segui a linha de raciocínio adotada pelo próprio palestrante em sua apresentação. Enquanto todos previam um final bucólico, o mais interessante ainda estava por vir. “Muitas empresas a qual eu presido trabalham com energia suja, sobretudo de aviação marítima, aviação e de trem. Talvez se os EUA deixassem o ego de lado, uma parceria com o Brasil viabilizaria a produção de combustível renovável para avião” afirma o empresário que descartou de imediato o uso de etanol brasileiro pois ele congela a 15 mil pés de altura, mas acrescentou que já teve boas experiências com isobutenol a base de algas marinhas.

Virgin Atlantic

Talvez você esteja se perguntando que tipo de ego impediria os EUA de propor parceria ao Brasil, ou que tal uma explicação sobre o combustível de algas marinhas em companhias aéreas com emissão de carbono em níveis mínimos. Pois bem, eu e todos presentes também nos questionamos. Como resposta, “Obrigado pela oportunidade” conclui Richard Branson.

mar 2011 31

RADIOATIVIDADE: VOCÊ TEM MEDO?4

Escrito por João Paulo Denófrio | Postado em Saúde | Tags: , , , , ,

Por João Paulo Denófrio

saude@blogdacomunicacao.com.br

O acidente nuclear em Fukushima, no Japão, causado pelo terremoto de 11 de março, trouxe à tona novos debates sobre usinas nucleares e todas as pesquisas baseadas nesse setor. Afinal, será que esse material é mais nocivo ou benéfico para o ser humano? Até que ponto é arriscado lidar com algo “nuclear”?

As últimas notícias sobre a tragédia dizem que o nível de iodo radioativo encontrado na água do mar, ao sul japonês, é quase 3.400 vezes maior que o limite legal. Segundo especialistas, essa radiação não representa riscos à população, pois se dissipa rapidamente. Acredita-se também que o material radioativo esteja escapando pelo ar, só que em pequenas proporções.

Pesquisadores relacionam o medo da radioatividade ao desconhecido

Autoridades do Japão e dos Estados Unidos voltaram a dizer que esses níveis de radiação não são nocivos à saúde. Mesmo assim, a população não usa água das torneiras e parte da população das cidades atingidas pelo acidente nuclear ainda não voltou para casa. Em entrevista à rede de TV americana CNN, o professor de psicologia, Richard John, explicou que é muito comum que as pessoas tenham mais medo do desconhecido, daquilo que ainda não tiveram um contato próximo. E, segundo ele, para a maioria, a energia nuclear e suas aplicações ainda são algo estranho e, portanto, temeroso.

É possível ir ainda mais afundo e investigar a origem do medo do “nuclear”. Pesquisadores afirmam que, na década de 1930, as pessoas já associavam a radioatividade a algo doloroso, que provoca uma morte horrível e aos cientistas malucos que tentavam controlar tudo isso. Se formos usar números para desmistificar esse medo da energia nuclear, aqui estão eles: 10 mil pessoas morreram de câncer devido ao acidente nuclear na usina de Chernobyl, o pior da história. Por outro lado, a poluição gerada pelas usinas termelétricas provocou mais de 13 mil mortes no ano passado, e sem mencionar os cerca de 20 mil mortos por ataques cardíacos todos os anos nos Estados Unidos.

Acidente no Japão aumentou debates sobre segurança ao redor de usinas nucleares

Em níveis corretos, a radioatividade ajuda a salvar milhares de vidas nos tratamentos contra câncer e em inúmeros procedimentos médicos, como exames de raios-X e outras avaliações. A radiação é usada para “matar” as células cancerígenas e impedir sua multiplicação. Sendo assim, é preciso avançar nos tratamentos contra câncer com base no uso de radioatividade, como também são necessários mais debates sobre a segurança ao redor de usinas nucleares. Quando começarmos a enxergar a palavra “nuclear” como algo positivo, talvez seja possível descobrir novas aplicações e obter resultados mais importantes.

mar 2011 30

Ana Magal. Para concorrer ao livro “Blogs: Revolucionando os Meios de Comunicação“, era preciso responder a seguinte pergunta: “O que te levou a blogar”. Nossa equipe escolheu a resposta da blogueira Ana Magal: “Comecei pela necessidade de expor meus sentimentos, como se eu transportasse meus velhos diários de papel para a tela do computador. Enfim, meu mundinho pessoal evoluía junto com a tecnologia. Ele passou de diário para confessionário e daí para um portifólio. Isso venho fazendo seguidamente por 11 anos…blogando, relatando, opinando…confessando”. Parabéns a blogueira que irá receber em casa uma cópia do livro “Blogs: Revolucionando os Meios de Comunicação“.

Capa do Livro Blogs: Revolucionando os Meios de Comunicação – Crédito: Reprodução

Recebemos muitos comentários, mas apenas um pode ganhar. Participaram da escolha das melhores frases os colunistas do blog: Guilherme Freitas, James Freitas, Leandro Lopes, Leandro Alves, Marcello Ghigonetto, Maísa Capobiango, João Paulo Denófrio, Douglas de Castro, Isabela Fonseca, Isaque Criscuolo, Vitor Oliveira e Henrique Fernandes.

Essa é a primeira promoção da parceria entre o Blog da Comunicação e a Editora Cengage Brasil. Aproveite e conheça também o site da Editora Cengage Learning. Lá há mais opções de lançamentos de livros e informações. Não deixe de conferir e aguarde a promoção do mês que vem!

mar 2011 29

Parque Olimpico da Cidade de Londres

Por Marcello Ghigonetto

meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

Sem falsa modéstia, muito mais que uma palestra, eu classificaria como uma consultoria gratuita ao COB. Seu nome é Dan Epstein. Sua função esta em desenvolver um plano de regeneração urbana sustentável para Londres, cidade sede das Olimpiadas de 2012. O tema um tanto quanto instigante “Grandes Eventos e Cidades Sustentáveis”.

De inicio, sua fala mansa remete a impressão que teríamos um conteúdo manso e morno. Muito pelo contrário, logo de cara a pergunta. “O Rio de Janeiro deve se perguntar o que quer ganhar com os jogos e não levar ele como uma mera oportunidade”. Para ele, o ideal seria a criação de um instituto que pensasse a cidade como um evento e tirar os proveitos desse com o intuito de herdar experiência e deixar um legado para a população.

Em Londres foram muitos os desafios e ainda hoje a “batalha” persiste. Em seu Parque Olímpico, o terreno antes era abrigado por gangues um tanto quanto violentas. A paisagem de nada agradava, tendo índices um tanto quanto curiosos “A expectativa de vida não passava de 50 anos, estamos falando de um bairro e não de uma cidade” afirma. Buscando uma solução para o então desafio, foram definidos 10 objetivos prioritários:

1º – Emissão Zero de Carbono
2º – Produção Zero de Lixo
3º – Transporte Sustentável
4º – Água Limpa
5º – Biodiversidade
6º – Baixo Impacto Ambiental
7º – Apoio as comunidades locais
8º – Acesso: emprego e negócios
9º – Saúde e bem estar
10º – Inclusão Social

Para Dan, todas as metas estão inseridas no conceito de “sustentabilidade”. Como exemplos alguns dos méritos que já deixaram de ser metas. Londres será a primeira olimpíada que não irá dispor de área de estacionamentos para carros. “Todas as áreas envolvidas com esporte terão acesso a transporte urbano limpo e sustentável, fundamentados na idéia de emissão zero e transporte renovável” mesmo principio adotado durante as obras, pela qual 60% do transporte em deslocamento de materiais para construção utilizando ferrovia.

Dan Epstein

Outro ponto de destaque se deu pela área desabrigada. No total foram demolidos 240 prédios. Deste montante, 77% totalmente reciclados para utilização em outras operações. Os rios no entorno do parque foram despoluídos para transporte por hidrovias. E para mim, o mais incrível. Conhecido como a cidade do chá, a cobertura de um dos ginásios recém construídos, é totalmente inusitada e fruto da reciclagem de 14 milhões de xícaras.

Ainda segundo Epstein, o mundo está olhando o Rio e para o governo brasileiro. “Coloquem de lado os problemas e a maneira tradicional de trabalhar. Reúnam todos, coloquem o ego de lado e trabalhem juntos. O prêmio é enorme: 4 bilhões de pessoas estarão olhando para isso”, destacou. “Digam aos políticos que eles passarão a ser amados depois disso”, concluiu Epstein, que foi bastante aplaudido pelo público que participou do primeiro dia do 2º Fórum Mundial de Sustentabilidade promovido pelo LIDE (Grupo de Líderes Empresariais) e realizado pela Seminars, no Hotel Tropical, em Manaus (AM).

mar 2011 29

por Guilherme Freitas
meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

Esqueça Tóquio, Seul, Nova Déli ou Pequim. A cidade de Cingapura[bb] foi considerada a metrópole mais verde e com maior índice de sustentabilidade no continente pela Economist Intelligence Unit (EIU), companhia do grupo de mídia Economist Group, o mesmo que edita o jornal britânico The Economist. A pesquisa foi encomendada pela gigante de telefonia Siemens e analisou 22 grandes cidades asiáticas em relação à proteção ambiental e climática.

A pesquisa Índice das Cidades Verdes da Ásia (Asian Green City Index) analisa a situação ambiental das maiores metrópoles da região em oito categorias: energia e gás carbônico, uso da terra e edifícios, transportes, resíduos, água, saneamento básico, qualidade do ar e governança ambiental. O objetivo da ação é expandir as infraestruturas sustentáveis nas cidades e melhorar a qualidade de vida. Especialistas em urbanismo e meio ambiente de vários países, além de autoridades do Banco Mundial, participam dessa pesquisa internacional.

Vista do centro comercial de Cingapura – Crédito: Divulgação

O continente asiático está empenhado na causa ambiental. A emissão de gás carbônico na região é menor do que o registrado na Europa. As 22 cidades analisadas também produzem menos resíduos por habitante/ano que Europa (511 kg) e América Latina (465 kg). A média na Ásia é de 375 kg. O ponto mais negativo é no quesito qualidade do ar, bem acima da média de europeus e latino-americanos.

Capital do país com o mesmo nome, Cingapura é uma metrópole de 4,9 milhões de habitantes e está localizada em uma área planejada de 266 hectares -urbanos. É considerada uma das cidades mais limpas do mundo, devido a rígida legislação ambiental. Além de belezas naturais e densas áreas verdes, existem muitos arranha-céus no centro financeiro da cidade. Cingapura é hoje um dos pólos econômicos mais importantes da Ásia, que cresce a cada ano.

mar 2011 28

por Guilherme Freitas
blog@blogdacomunicacao.com.br

Hoje vamos apresentar uma resenha crítica do livro “Blogs: Revolucionando os Meios de Comunicação“, como parte da nossa parceria com a Editora Cengage Learning. A obra foi escrita pelos espanhóis Octavio I. Rojas Orduña, Julio Alonso, José Luis Antúnez, José Luis Orihuela e Juan Varela, acadêmicos, blogueiros e comunicadores especializados em comunicação. Orduña assina o prefácio do livro.

A obra é divida em cinco capítulos. O primeiro é mais explicativo e apresenta aos leitores o que é um blog. No segundo analisa as plataformas de blogs, como WordPress e Blogger, por exemplo. O terceiro é dedicado ao jornalismo 3.0, também conhecido como jornalismo participativo, pois socializa os conteúdos dos meios de comunicação.

O quarto capítulo é dedicado a relação das empresas com os blogs, mostrando como um negócio pode prosperar quando uma página virtual é bem utilizada. Por fim, o capítulo 5 analisa a importancia da parceria entre os blogs e as relações públicas. O livro é indicado não apenas para blogueiros, mas também para aqueles que pensam em criar um blog algum dia. Ele é uma espécie de manual para blogueiros iniciantes e também uma ótima fonte de consulta para os mais experientes.

É um livro de cabeceira para blogueiros e deve estar sempre na estante e ao lado do seu computador. Com uma linguagem fácil e objetiva, o livro é fascinante e conquista os eu público alvo. Se você tem um blog ou pretende ter esse livro é essencial para o seu projeto.

Capa do Livro Blogs: Revolucionando os Meios de Comunicação – Crédito: Reprodução

FICHA TÉCNICA
Blogs: Revolucionando os Meios de Comunicação, Octavio I. Rojas Orduña, Julio Alonso, José Luis Antúnez, José Luis Orihuela e Juan Varela.
ISBN: 8522105731
ISBN13: 9788522105731
Categoria: Marketing e Comunicação
Copyright: 2007
Número de páginas: 208
Preço: R$ 45,90

*** PROMOÇÃO ENCERRADA ***
O tempo para enviar frases para concorrer ao livro acabou. Agora, nossa equipe está analisando as melhores frases e no dia 30 anunciaremos aqui no Blog da Comunicação o nome do grande vencedor desta promoção! Aguarde e fique na torcida!

Aproveite e conheça também o site da Editora Cengage Learning. Lá há mais opções de lançamentos de livros e informações. Não deixe de conferir!

Página 1 de 9123...Última »