A PRECOCIDADE PODE ATRAPALHAR O ESPORTE0
Escrito por Guilherme Freitas | Postado em Esportes | Tags: esporte competitivo, Guilherme Freitas, Ian Thorpe, jovens atletas aposentados, Nadia Comaneci, precocidade no esporte, Rafael Nadal
por Guilherme Freitas
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Quando se é jovem, médicos e professores recomendam a prática de esportes. Sabemos que o esporte ajuda no desenvolvimento físico, mental, emocional e social. No mundo competitivo a história é outra. Quanto mais cedo um atleta começa a se destacar, mais rápido ele tende a encerrar a carreira, por vários motivos que vão da desmotivação ao acumulo de contusões. Claro que há exceções, mas na maioria dos casos a história é sempre a mesma: jovens atletas aposentados.
Um dos casos atuais dessa precocidade, mas que ainda não rendeu em uma aposentadoria, é o tenista Rafael Nadal. Atual número 4 do mundo, o espanhol já ganhou 36 títulos e acumula mais de 27 milhões em premiação. Venceu seis vezes os torneios de Grand Slams (foi tetra em Roland Garros), foi campeão olímpico e já foi líder do ranking mundial. Nadal, porém passou os últimos meses sofrendo com problemas no joelho direito e já realizou uma cirurgia para amenizar as dores. O espanhol tem apenas 24 anos e muitos especialistas em tênis, acreditam que ele não deve atuar por muitos anos.
O motivo de todos estes problemas pode ser sua entrada precoce ao circuito profissional do tênis, quando tinha apenas 15 anos de idade. Além disso, Nadal tem um estilo de jogo muito agressivo, que abusa do esforço físico. Apenas como comparação Gustavo Kuerten e Roger Federer, tornaram-se profissionais aos 19 e 18 anos respectivamente. Guga parou de jogar aos 30 anos e Federer, atualmente com 28 anos, lidera o ranking mundial. Nadal esta em atividade, mas já não exibe o mesmo tênis que o consagrou em 2008.
É claro que a intensidade varia de esporte para esporte. Na natação existem casos de jovens que se aposentaram precocemente. Um dos maiores nomes da história, o australiano Ian Thorpe decidiu parar de nadar aos 24 anos. Dono de nove medalhas de olímpicas e dezenas de recordes mundiais, o “Torpedo” se disse desmotivado. Talvez por ter sido campeão nacional com apenas 14 anos. Na ginástica artística há o exemplo de Nadia Comanecci, única ginasta a ganhar a nota 10 em Jogos Olímpicos. Campeã olímpica em Montreal-1976 aos 14 anos, ela parou definitivamente aos 20 anos de idade.
Natação e ginástica são esportes que exigem muito do atleta desde cedo, mas as contusões podem abreviar uma carreira como ocorre em outras modalidades. Pular etapas é sempre perigoso em qualquer área e no esporte isso não é uma exceção. Não se pode apressar uma carreira esportiva, é preciso dar um passo de cada vez. Assim grandes atletas poderão mostrar suas genialidades por mais tempo.

Nasceu em São Paulo, no dia 5 de fevereiro de 1986, é jornalista formado pela UniFIAMFAAM, pós-graduado em Globalização e Cultura pela FESPSP e vegetariano desde os quatro anos. É correspondente de imprensa da FINA (Federação Internacional de Natação) no Brasil e jornalista responsável pela revista Swim Channel. Em 2006, iniciou com seu amigo e também jornalista James Freitas na época da faculdade o BLOG DA COMUNICAÇÃO, que cresceu e ganhou ares de profissionalização.














