POR Guilherme Freitas 3 ANOS ATRÁS
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por Guilherme Freitas
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Na última sexta-feira, dia 6 de agosto, completaram-se 100 anos do nascimento de João Rubinato, ou simplesmente Adoniran Barbosa. O grande poeta do samba paulista, assim como o Corinthians[bb], comemora seu centenário em 2010. Falar de Adoniran é falar de São Paulo, essa metrópole tão diversa e apaixonante. Cada verso de seus sambas nos faziam lembrar ou imaginar a paulicéia de muitos anos atrás. Irreverente, ele também foi ator e humorista, e compôs clássicos do samba que foram muitas vezes cantados pelos Demônios da Garoa e até hoje estão na boca do povo.

O gênio do samba Adoniran Barbosa – Crédito: Reprodução

São Paulo é sempre retratada por Adoniran, embora ele tenha nascido em Valinhos e chegado a capital paulista na adolescência. “Saudosa Maloca” é um clássico que fala sobre a demolição de uma habitação humilde que deu lugar a um prédio alto e novo. Hoje quando vejo alguns edifícios abandonados no centro de São Paulo, me recordo da canção. Outra das minhas favoritas é “Iracema”, que tem a Rua São João como destaque. Sem falar do “Samba do Arnesto”, retratando o bairro do Brás[bb].

Sou paulistano e sempre vive nesta cidade. Curiosamente, moro no bairro do Jaçanã, o mesmo retratado por Adoniran na música “Trem das Onze”: Não posso ficar nem mais um minuto com você/ Sinto muito amor, mas não pode ser/ Moro em Jaçanã/ Se eu perder esse trem/ Que sai agora as onze horas/ Só amanhã de manhã. A música imortalizou este bairro na zona norte. Qualquer morador daqui, conhece a canção e a canta com muito orgulho.

Quando escuto os sambas de Adoniran, me vem a mente uma São Paulo diferente, como a das fotografias antigas. Imagino na minha cabeça como era a cidade nos anos 1950 ou 1960, quando o poeta compôs seus sambas e sucessos. Sempre quando ouço seus versos, meu amor e carinho por São Paulo só aumenta. Parabéns ao eterno poeta!

Escute abaixo o clássico “Trem das Onze” e caia no ritmo do samba!

Imagem de Amostra do You Tube

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COMENTÁRIOS
MAIS SOBRE Guilherme Freitas
Nasceu em São Paulo, no dia 5 de fevereiro de 1986, é jornalista formado pela UniFIAMFAAM, pós-graduado em Globalização e Cultura pela FESPSP, apaixonado por esportes e geopolítica, além de ser vegetariano desde os quatro anos. Trabalhou para as Organização das Nações Unidas em Nova York, é correspondente de imprensa da FINA (Federação Internacional de Natação) no Brasil e jornalista na revista Swim Channel.
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  • http://mitigacao.blogspot.com Marcello Ghigonetto

    FAntástico Gui. Falar de Adoniran é falar de São Paulo, é falar das coisas boas. Sou um grande admirador de sua obra, mas destaco “As Mariposas”
    “AS MARIPOSAS QUANDO CHEGA O FRIO…. FICA DANDO VORTA EM VORTA DA LAMPIDA PRA SE ESQUENTAR…..
    Parabéns pelo texto gui….
    Abração

  • Celia Regina Torres

    O que é a vida não! Explico: sou nascida no Estado do Rio (Petrópolis), onde cresci e vivi até me casar, e vir morar em São Paulo. Conhecia o bairro do Jaçanã apenas pela música Trem das Onze. Hoje, 25 anos depois moro no bairro do Jaçanã imortalizado pelo Adoniran Barbosa.
    Abraços
    Celia Regina

  • Pingback: Tweets that mention ADONIRAN BARBOSA E SÃO PAULO: SINÔNIMOS « Blog da Comunicação -- Topsy.com

  • http://wwwavivarcel.blogspot.com/ Fênix27

    Menino, vc. é 10, que coisa um jovem como vc. fazer uma matéria sobre o grande Adoniran Barbosa, parabens. Olha quando menina cansei de andar no trem que passava no Tucuruvi(a próxima era do jaçanã), morei anos onde hoje é a estação do metro. Tenho um filho com a sua idade, quem não curti Adoniran elê retrata a cara de Sampa.
    Bjos, menino e seja muito feliz.

  • http://radiolinha.blogspot.com JC

    Adoniran, um dos melhores da MPB. Quem não conhece, veja esse disco aí: http://radiolinha.blogspot.com/search/label/Adoniran%20Barbosa

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