POR Colaboradores Especiais 4 ANOS ATRÁS
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Os argentinos lutam pelo tri na África – Crédito: Flávio Florido/UOL

por Pablo Aro Geraldes *
Especial para o Blog da Comunicação

A Argentina chegou as quartas de final, graças a suas individualidades e a contundência de sua temida linha de frente. E ainda estão reservados os gols de Lionel Messi. Mas para além desta simples análise, vale a pena avaliar a pouca oposição que se viu nos quatro adversários que enfrentou: Nigéria, Coreia do Sul, Grécia e México, não estão à altura do time da Argentina. Talvez apenas Alemanha, Brasil, Holanda e Espanha são adversários que podem ser comparados ao nível da equipe de Diego Maradona[bb]. No próximo sábado, dia 3 de julho, será o grande confronto entre as duas seleções que mais gols fizeram até aqui.

Quais são os pontos fortes da Argentina? Seu poderio ofensivo. Os seis atacantes convocados para a Copa na África do Sul tiveram uma temporada espetacular em seus respectivos clubes: Lionel Messi marcou 32 gols pelo Barcelona no Campeonato Espanhol, apenas um de pênalti. Gonzalo Higuain anotou 27, nenhum de pênalti, e Carlos Tevez balançou as redes 22 vezes pelo Manchester City. O trio titular da Argentina marcou 81 gols, ao qual devemos adicionar os marcados na Liga dos Campeões, onde Messi foi o artilheiro. E não podemos ignorar os demais: Diego Milito, 21 gols pela Inter de Milão, Sergio Aguero, 12 pelo Atlético de Madrid e Martin Palermo dez pelo Boca Juniors no Torneio Clausura.

Outro ponto forte deste time é o aspecto histórico. A equipe faz jus a tradição argentina, sempre jogando para frente, pura vocação ofensiva. Maradona age como uma esponja, absorvendo toda a pressão para si e liberando os jogadores para jogarem soltos. Isso se nota em campo. Claro que há pontos fracos que devem ser trabalhados esta semana. Algumas distrações defensivas e no meio de campo por ser fatais diante um rival mentalmente concentrado os 90 minutos, como a Alemanha. A Argentina[bb] lutou para se classificar para o Mundial da África do Sul e Maradona optou por se concentrar no grupo, assumindo a responsabilidade, antes que eles pudessem sofrer com lesões em amistosos. No dia 3 de março, a seleção derrotou a Alemanha por 1 a 0 em Munique, gol do artilheiro da Copa Higuain, e no último teste venceu o fraco Canadá por 5 a 0 em Buenos Aires, em comemoração ao bicentenário do país.

O grupo B do Mundial era tranquilo para a seleção albiceleste e ela passou com perfeição. A vitória sobre o México coloca o time entre as oito melhores seleções do mundo. Na Cidade do Cabo, Argentina e Alemanha revivem as finais de 1986 e 1990. Mas a memória recente registra a eliminação na última Copa, quando os argentinos caíram após a disputa de pênaltis. O desejo de vingança é outro ponto forte deste time “maradoniano”.

“Uma equipe de homens que o amor e o respeito é invencível”, resumiu o escritor argentino Alejandro Dolina. Juntando este grupo sobre o manto protetor do poderoso Diego Maradona, queremos continuar neste caminho e fazer história.

* Pablo Aro Geraldes, é argentino e jornalista esportivo. Colabora com revistas especializadas de vários países e é autor do blog Periodismo de Fútbol Internacional. Escreveu este artigo a convite do Blog da Comunicação.

Para conhecer o blog de Pablo, clique aqui. Confira abaixo na íntegra o texto original, escrito em espanhol.

Argentina ante la hora de la verdad

O técnico da seleção argentina, Maradona – Crédito: Flávio Florido/UOL

Argentina llegó a cuartos de final gracias a sus individualidades y la contundencia de su temible artillería de delanteros…y todavía se reserva los goles de Lionel Messi. Pero más allá de este análisis simple, vale evaluar la poca oposición que encontró en los cuatro rivales que enfrentó: Nigeria, Corea del Sur, Grecia y México no están a la altura de la escuadra argentina. Quizá, de los nombres que aún perduran en Sudáfrica, solamente Alemania, Brasil, España y Holanda puedan medirse de igual a igual con los dirigidos por Diego Maradona. El sábado 3 de julio se verá el choque entre las dos selecciones más goleadoras del torneo.

¿Cuáles son los puntos fuertes de Argentina? Su poder de gol. Los seis delanteros que llevó a Sudáfrica tuvieron una temporada espectacular en sus clubes: Lionel Messi marcó 32 goles en la Liga Española (solamente 1 de penal), Gonzalo Higuaín lo escoltó con 27 (ninguno de penal) y Carlos Tevez 22 en Manchester City. Entre los tres delanteros titulares suman 81, a los que habría que agregarles los marcados en Champions League, en la que Messi también es el goleador. El resto: Diego Milito (21 con el Inter), Martín Palermo (10 en el Clausura argentino con Boca Juniors), y Sergio Agüero (12 con el Atlético en la Liga).

Otro punto fuerte es el peso de la historia, y este equipo modelo 2010 le hace honor a ella: va siempre al frente, vocación ofensiva pura. Maradona funciona como una esponja que absorbe toda la presión para que los jugadores jueguen liberados, sueltos. Y eso se nota en la cancha. Claro que tiene sus debilidades para seguir trabajando esta semana. Algunas distracciones defensivas y el descuido de la mitad de la cancha pueden condenarla ante un rival mentalmente concentrado los 90 minutos, como Alemania. Argentina sufrió para clasificar a Sudáfrica y Maradona prefirió concentrar al grupo, mentalizarlo del objetivo, antes que jugar amistosos que pudieran traer lesiones. El 3 de marzo venció a Alemania 1-0 en Munich (gol de Higuain, hasta hoy el goleador de la Copa) y solamente salió a la cancha para la despedida de Buenos Aires, en la conmemoración del bicentenario argentino: vapuleó 5-0 a una muy débil Canadá, que solamente sirvió como partenaire de entrenamiento.

El Grupo B del Mundial era accesible y el equipo celeste y blanco lo ganó sin sobresaltos, con puntaje ideal. El triunfo ante México lo pone entre los 8 primeros del mundo. En Ciudad del Cabo Argentina y Alemania reeditarán las finales de 1986 y 1990. Pero la memoria del equipo registra un choque hace cuatro años, cuando los argentinos se despidieron tras caer en los penales. Las ganas de revancha son otro punto fuerte de este equipo versión ‘maradoniana’. “Un equipo de hombres que se quieren y se respetan es invencible”, resumió el escritor argentino Alejandro Dolina. La unión de este grupo bajo el poderoso manto protector de Diego Maradona quiere seguir ese camino hacia la historia.

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  • http://www.blogdacomunicacao.com.br Guilherme Freitas

    Pablo, primeiramente muito obrigado pela colaboração. As portas estão sempre abertas. Acredito que a prova de fogo da Argentina será contra a Alemanha, um bom time. Se passar pelos germânicos pode embalar e bater possívelmente Espanha na semifinal e Brasil ou Holanda na final. O time é muito bom, tem um ataque fantástico e um cracasso (Messi), mas tem uma defesa muito vunerável. A figura de Maradona é importante e isso também faz diferença. Torço muito para uma final entre Brasil e Argentina. Seria fantástico. Saludos Amigo!

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