POR Marcello Ghigonetto 4 ANOS ATRÁS
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Por Marcello Ghigonetto
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Os desastres ocorridos no estado do Rio de Janeiro na última semana me fizeram refletir sobre a forma como muitas pessoas despejam o seu lixo sem ao menos sonhar sobre a destinação correta e o que acontece com este lixo. Alguma vez você já parou para pensar quanto de lixo você produz ao dia? Pois bem, estudos indicam que um adulto de hábitos normais chega a descartar até 500g de detrito por dia, mas por um acaso você leitor, tem idéia para onde vai o lixo de todos os dias?

Segundo IBGE coleta-se no Brasil cerca de 130 milhões de toneladas de lixo diariamente, sendo que deste montante,  52% vão direto para os famosos “lixões”, áreas de disposição final de resíduos sólidos mas que não apresentam nenhum tipo de preparação anterior do solo, sem nenhum sistema de tratamento de efluentes líquidos – o chorume (liquido preto que escorre do lixo), que penetra pela terra levando substancias que contaminam o solo e os lençóis freáticos. O mais desesperador esta na exposição a céu aberto com moscas, pássaros, ratos e também crianças, adolescente a adultos que buscam comida e materiais recicláveis para vender.

Outra forma de disposição final do lixo esta pelos aterros sanitários, considerada a mais adequada, o terreno é preparado previamente com o nivelamento da terra e com o selamento da base com argila e mantas de PVC. Esta impermeabilização garante a não contaminação do lençol freático pelo chorume, este coletado através de drenos e encaminhado para o poços de acumulação. Após 6 meses, este mesmo liquido é encaminhado para uma estação de tratamento de efluentes para depois ser devolvido a meio ambiente em plenas condições. Lembrando que esta é a forma mais adequada ou menos agressiva de descarte ao lixo.

Pois bem, fica a dica. Todo mundo se preocupa em não comprar grandes quantidades, pois pode ser exagero ou até mesmo desperdício, mas atualmente deveríamos parar para pensar em uma logística inversa, antes de sabermos o que colocar para dentro de casa, devemos saber o que fazer com aquilo que terá de ser substituído, como acontece com muitas empresas no país. Pare e pense.. que atire a primeira pedra quem alguma vez já parou para se preocupar com o lixo que produz após ele sair de sua casa…..

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COMENTÁRIOS
MAIS SOBRE Marcello Ghigonetto
é paulistano de coração e corinthiano de formação. Esse pode ser um pequeno resumo de Tché, apelido pelo qual Marcello gosta de ser chamado. Com 26 anos de idade, é Relações Públicas e Jornalista. Atualmente trabalha com Assessoria de Imprensa. Nas horas livres adora tocar cavaquinho, instrumento pelo qual dedica horas e horas da semana e correr, mas correr pelas ruas. Em seus textos o que prevalece é sempre o humor, seja na saúde, na doença, na alegria ou na tristeza, mas de uma forma inteligente sem exageros e não saindo do tema central. “Com a reestruturação do blog, tenho certeza que vamos desenvolver um excelente trabalho, são novas idéias, nova equipe. O resultado depende da contribuição de cada um. Seja bem vindo” finaliza Marcello “Tché” Ghigonetto.
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  • Guilherme Freitas

    Tché, este é um problema que deve ser levado a sério e discutido pelas autoridades de encontrar bons locais para acúmulo do lixo. Creio que seu post é muito esclarecedor e nos ajuda a pensar mais sobre o caso. Abraços.

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