nov 2009 08

ISSO É UMA VERGONHA!3

Escrito por Elisabete Lima | Postado em Esportes | Tags: , , , ,

Por Elisabete Lima

esportes@blogdacomunicacao.com.br

A frase de Boris Casoy é a que melhor se encaixa diante dos números que serão apresentados.

Desde que o Brasil foi anunciado como sede da Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas 2016, criou-se uma atmosfera de felicidade, afinal, que orgulho sediar os dois maiores eventos de esporte da atualidade. E, ao mesmo tempo, de desespero. Como vamos bancar tudo isso? Teremos dinheiro, estrutura, segurança? Todas essas questões foram discutidas milhares de vezes. Muita gente apoiando e outras tantas, abominando as decisões da FIFA e do COI.

De acordo com números oficiais, coletados no site do Contas Abertas (www.contasabertas.com.br), ponto para os que são da torcida ‘do contra’. Os números equivalem a 2009 (de janeiro a outubro).

O Ministério do Esporte apresenta o pior desempenho de todos os órgãos dos poderes da República. Dos R$ 1,4 bilhão da dotação inicial, foram gastos apenas R$ 84 milhões, quer dizer, o Ministério usou apenas 5,9% do dinheiro disponível em 2009.

O Ministério do Turismo[bb], por sua vez, gastou 15,10% do seu orçamento. O que equivale a R$ 405,9 milhões. E o Ministério das Comunicações executou 14,2% (R$ 922 milhões).

Quer saber qual é a real?
Três órgãos do governo federal com envolvimento direto na Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas 2016 são os que pior usam os recursos orçamentários disponíveis. Ou seja, juntos, Comunicação, Turismo e Esporte ficam em vergonhosos 35% de aplicações de suas verbas.

O principal motivo desse fracasso é o contingenciamento que os ministérios da Fazenda e Planejamento impõem a cada início de ano, limitando os gastos, principalmente dos órgáos que têm maior número de emendas orçamentárias dos parlamentares (verbas para quadras, de esporte etc).

É dificil entender porque o governo investe tantos e tantos milhões em campanhas para conquistar o título de país sede e depois, o empaca em sua própria ‘burrocracia’.

set 2009 30

por Elisabete Vital

esportes@blogdacomunicacao.com.br

Confirmando os rumores da última semana, a Ferrari[bb] anunciou nesta quarta-feira a contratação de Fernando Alonso para a temporada de 2010. O bicampeão fará dupla com Felipe Massa nas pistas. Já o finlandês Kimi Räikkönen que, em comum acordo, rescindiu o contrato com a escuderia italiana, está bem perto da McLaren que sonha em ter, além do inglês Lewis Hamilton, mais um campeão mundial em sua equipe.

O talentoso espanhol Fernando Alonso é conhecido também por sua forte personalidade, o que certamente vai esquentar a briga interna dentro da Ferrari e trazer à tona a velha pergunta: Quem será o 1º piloto da escuderia? Quando esse é o assunto, os dirigentes italianos desconversam. O chefe da equipe, Stefano Dominicali, declarou: “Fernando tem uma personalidade excepcional, e nós vamos fazer de tudo para dar a ele e a Felipe um carro competitivo. Nós estamos certos de que esses dois pilotos vão formar a melhor dupla possível para uma equipe como a nossa”. Tomara! A torcida canarinho está cansada de ver pilotos brasileiros em segundo plano.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução - Pilotos: Massa, Alonso, Hamilton, Barrichelo, Nelsinho e Raikonen

Enquanto a eletrizante temporada de 2009 nem chegou ao fim, a próxima já promete. Vamos continuar na torcida pelo brasileiro Rubens Barrichelo, que ainda tem chances de ser campeão esse ano e já cruzar os dedos para 2010. Afinal, teremos a volta de Felipe Massa às pistas e desta vez, lado a lado com Alonso. A Brawn que, com menos de um ano de vida, já é gigante, certamente lutará pelo bicampeonato. E pelo que tudo indica, Hamilton e Räikkönen defendendo a McLaren.

Como sempre, a Fórmula 1[bb] trazendo muitas emoções. Que crápulas como o Briatore, protagonista da forjada batida de Nelsinho Piquet, mantenham-se longe do mundo da velocidade. Longe do mundo dos esportes. E que esse triste episódio não desgaste a imagem da F1.

ago 2009 15

Por Elisabete Vital

entretenimento@blogdacomunicacao.com.br

Amigos do Blog, há quanto tempo não escrevo! Devido a compromissos profissionais, me ausentei mês passado, mas estou de volta e muito feliz porque hoje escreverei sobre entretenimento, tema que muito me agrada e que é uma fonte inesgostável de assuntos.

Sou o tipo de pessoa que não consegue ficar uma semana sem ver um filme, assistir à uma peça, show ou fazer qualquer atividade cultural. Por mais que os dias tenham sido corridos ou outras obrigações tenham consumido minhas energias, sempre estou pensando: “O quê vou fazer esse fim de semana?”.

Admito que morar em São Paulo é um privilégio, afinal, sempre há algum evento legal para curtir e o que é melhor, com preços convidativos. Nesta cidade, há cultura para todos os bolsos! Se você quer sair e se divertir, sair apenas por sair ou mesmo ficar em casa e relaxar, seguem algumas dicas:

Peça infantil: “A Casa da Ruth”
Em cartaz no Teatro Anchiêta – SESC Consolação
Aos sábados, a apresentação das 11h00 é gratuita, basta chegar com uma hora de antecedência para retirar os ingressos.
Veja mais: http://www.sescsp.org.br/sesc/programa/indexbusca.cfm?Atividade_ID=0&Contador=1&Palavra=&Unidade_ID=3&data=0&first=1&olodum=1&page=1

Museu do Futebol
Se você é apaixonado por futebol tem de conhecer esse museu! Quem acompanha meus textos aqui no blog, sabe que sou suspeita em recomendar um passeio que esteja ligado à paixão nacional, afinal, eu amo futebol! Mas a verdade é que vale muito a pena reservar algumas horas e embarcar nessa viagem ao mundo da bola.
Entrada R$6,00. Meia-entrada: R$3,00
Visitação gratuita às quintas-feiras
Site oficial: http://www.museudofutebol.org.br/

Bar Tubaína
“Quem nunca tomou Tubaína que atire a primeira pedra!”
Foi com essa ideia que duas amigas resolveram abrir um bar dedicado à bebida que fez parte da infância e história de muita gente. Lá, você pode degustar essa bebida tão querida pela geracão dos anos 80 e experimentar alguns drinques preparados com ela. Além de saborear um delicioso pão com mortadela.
Endereço: Rua Haddock Lobo, 74
Telefone: (11) 3129-4930
Horário: das 18h às 3h

Filme: “Um estranho no Ninho” - Direção: Milos Forman

Um estranho no Ninho
Cartaz de Um Estranho no Ninho – Crédito: Reprodução

Se você prefere ficar em casa e se entregar ao prazer de ver um bom filme comendo pipoca, assista “Um Estranho no Ninho”. O filme é de 1975 e protagonizado pelo genial Jack Nicholson, que ganhou o Oscar de melhor ator por esse trabalho. Ele interpreta um detento fingindo ter problemas mentais para fugir do presídio convencional e se internar num sanatório, acreditando que ali a vida seria mais mansa. O desenrolar da história é uma verdadeira lição de vida e amizade.

Bem, é isso! É um prazer estar de volta ao Blog da Comunicação e espero que vocês curtam as dicas.
Até a próxima!

Elisabete Vital

jun 2009 08

Por Elisabete Vital
especial@blogdacomunicacao.com.br

A internet mudou profunda e definitivamente a forma como as notícias chegam às pessoas. E mudou também a forma como os jornalistas tratam a informação.

Com a globalização e a difusão da rede mundial de computadores, nos acostumamos ao acesso fácil e rápido a todo tipo de informação. Hoje, editoras disponibilizam em seus sites o conteúdo de anos de publicação. Com um click, o leitor tem acesso a uma edição que foi distribuída há 20 anos. Nos sites das emissoras de televisão, é possível tirar dúvidas com os entrevistados dos telejornais, rever reportagens e participar de forma interativa da programação.

Essa revolução no acesso à informação afetou o mundo da comunicação. Os profissionais da mídia precisam estar cada vez mais “antenados”, pois o acompanhamento das notícias acontece em tempo real. Se um portal ainda não divulgou nenhuma nota sobre um acidente que acabou de acontecer, por exemplo, o internauta vai para outro site. Imediatismo é a palavra da vez. O usuário tem acesso rápido à concorrência e ele não está preocupado em ser fiel; o importante é se informar rapidamente sobre o que está acontecendo.

Nesse âmbito, os jornalistas têm de ser profissionais multimídia. Já passou o tempo em que um texto era escrito por um profissional, revisado por outro e editado por um terceiro. Hoje, o mesmo jornalista escreve, revisa, seleciona e trata a imagem para a matéria e ainda a coloca no site. Sempre correndo e se pressionando para postar a notícia antes do concorrente.

Diversos sites transmitem partidas de futebol em tempo real, com direito vídeos, aúdio e fotos - Crédito: Reprodução do site Globo.com
Diversos sites transmitem partidas de futebol em tempo real, com direito vídeos, aúdio e fotos – Crédito: Reprodução do site Globo.com

Essa questão de falta de tempo, infelizmente, acaba tirando dos leitores a oportunidade de prestigiar grandes reportagens e exclusivas. Em contrapartida, o jornalista não pode escrever grandes matérias na internet porque o usuário costuma ter muita pressa na hora de se informar e, se o conteúdo se tornar cansativo, ele simplesmente interrompe a leitura. Muitos, inclusive, leem somente a chamada da notícia. Para mim, essa é a grande armadilha da internet: a superficialidade da informação. O fato do internauta não querer se aprofundar nas notícias e acreditar que está bem informado, apenas lendo as chamadas na página principal dos portais de notícias.

Outra questão levantada pelos profissionais de comunicação é se a chegada da Internet pode pôr fim ao velho e bom amigo de todas as manhãs, o jornal.

Particularmente, creio que isso não vai acontecer. Mesmo que a notícia esteja disponibilizada praticamente em tempo real e de forma gratuita na rede, acredito que o jornalismo tem condições de se reinventar e a imprensa escrita continuará sendo fonte de informação por muitos anos.

mai 2009 25

por Elisabete Vital

politica@blogdacomunicacao.com.br

O presidente Luís Inácio Lula da Silva fez um balanço positivo de sua última viagem internacional. Ele visitou China, Arábia Saudita e Turquia. Em seu programa semanal de rádio “Café com o presidente”, que foi ao ar hoje pela manhã, afirmou que continuará viajando pelo mundo para mostrar que o Brasil existe e é um país “vendedor”, pois tem muitos produtos para oferecer e não quer depender apenas dos Estados Unidos e da Europa para fechar negócios.

A viagem à China foi a mais proveitosa porque conseguiu fechar um acordo para exportação de frango e deixou em aberto, uma negociação sobre exportação de carne. E o melhor, o Banco de Desenvolvimento da China emprestou os US$ 10 bilhões que a Petrobrás precisava para explorar o pré-sal, disse o presidente.

Sobre a visita à Arábia Saudita, Lula explica que há grandes chances de negócios com o país mais importante do Golfo. Como o país está em constante processo de desenvolvimento, grandes investimentos serão feitos e é essa fase que o Brasil tem de aproveitar, exportando serviços como engenharia, por exemplo.

Quanto à Turquia, o presidente disse que é de extrema importância manter boas relações e principalmente, fechar negócios com um país cujo território se divide entre Europa e Ásia. “A possibilidade de crescimento das exportações e importações brasileiras é infinita. A tendência é o nosso fluxo na balança comercial crescer”, afirmou ele.

Presidente Lula - Fonte: O Globo
O presidente Lula – Crédito: O Globo

Tudo estava correndo aparentemente bem na viagem do presidente, mas em Istambul, ele cometeu um pequeno deslize ao explicar aos empresários que, no Brasil, todo vendedor de roupa ou qualquer outro produto que passe de casa em casa é conhecido como “turco”. Segue a frase: “No Brasil, tem uma coisa interessante. Apareceu alguém vendendo algo na porta de um brasileiro, ele diz que é um ‘turco’.” E continuou: : “Não sei se é o turco nascido em Istambul ou no tempo do Império Otomano, nascido na Arábia Saudita ou no Líbano”.

A plateia não reagiu, talvez por não ter entendido nada. Afinal, turcos não são árabes nem falam a mesma língua. A presença de turcos no Brasil é quase insignificante e as pessoas vindas do Líbano e Síria ganharam esse nome porque usaram passaportes do Império Otomano. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O nosso presidente bem que poderia ter voltado para casa sem mais essas pérolas em seu currículo de frases memoráveis.

*** Revisado por Ane Patrícia Flora

mai 2009 08

por Elisabete Vital

esportes@blogdacomunicacao.com.br

Coloquei em xeque o meu gosto por Fórmula 1. Na verdade, eu adoro esportes e sempre acompanhei tudo que pude, mas por influência do meu marido, a F1 se tornou mais interessante para mim. Comecei a entender as regras, os pneus, motores, a conhecer as escuderias e pilotos e acabei me apegando à velocidade.

Infelizmente não acompanhei o esporte na época de ouro quando o grande ídolo Ayrton Senna foi tricampeão mundial. E desde que comecei a assistir aos treinos e corridas, só via a hegemonia Schumacher/Ferrari, aprendi até a cantar o hino italiano. Não é para menos… Domingo sim, domingo não, eu ouvia! Apesar do esforço, o alemão não deu para aprender.

Mas ainda bem que Fernando Alonso apareceu para mudar um pouco o monótono pódio da F1. Com toda categoria, o espanhol foi ganhando espaço, se destacando e o melhor, ganhando corridas. Por outro lado, para nós brasileiros, as coisas não iam bem. O Rubinho era o segundo piloto da Ferrari e dificilmente conseguiria vencer um campeonato estando em desvantagem dentro da própria equipe.

Graças a Deus, Michael Schumacher decidiu pendurar o macacão. Ele é incontestavelmente genial, mas até mesmo os amantes do esporte estavam pedindo para ele se retirar das pistas. Era a sede por novidades. E, por sorte, elas vieram. O inglês Lewis Hamilton, por exemplo, quebrando todos os recordes de um estreante na categoria. Porém, em seu ano de estreia, a taça ficou nas mãos do finlandês Kimi Haikkonen.

Felipe Massa

 Felipe Massa – Campeão do GP Brasil 2008

Contudo, foi em 2008 que perdi o fôlego. A disputa entre Massa e Hamilton me rendeu eufóricas manhãs de domingo. Mas, com erros primários, a Ferrari conseguiu perder e tirar o título de campeão mundial de Massa. Ainda assim, me enchi de esperanças para 2009 e pensei: “No ano que vem, não tem para ninguém!”.

Eis que já estamos em maio, esse fim de semana acontece a quarta corrida da temporada e até agora, a minha única felicidade foi ver o Rubinho conquistar seu lugar na nova e poderosa Brawn GP. Agora me pergunto: “Eu gosto de F1 ou gosto do Felipe Massa?”. Sim, eu gosto muito de F1. Na verdade, estou frustrada com o desempenho da Ferrari. Aliás, esse é um sentimento natural quando depositamos grandes esperanças em alguém ou alguma coisa e não temos nossas expectativas superadas ou, ao menos, alcançadas.

Bem, vou torcer muito para o Felipe Massa e também para o Rubinho e Nelsinho Piquet, que precisa melhorar seu desempenho para se manter na Renault. Espero que a Ferrari cumpra a promessa de ter um carro mais competitivo para as próximas corridas e principalmente, espero que as mudanças dessa temporada continuem trazendo muitas emoções, ultrapassagens e surpresas aos fãs da velocidade.

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