fev 2011 08

Uma harmonia difícil de se alcançar - Imagem: www.forumamazoniasustentavel.org.br

Por Henrique Oliveira

meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

Nesta segunda-feira o Banco de Desenvolvimento Asiático (BDA) divulgou uma informação importante para o quadro de impactos ambientais no planeta: segundo um relatório produzido pela Instituição, as fortes mudanças climáticas que ocorrem na região da Ásia e do Pacífico estão prestes a causar uma enorme onda migratória nesta que é uma das regiões mais populosas do planeta. Conforme notícia publicada pelo Portal IG (com informações da Agência Reuters), “os governos da região da Ásia-Pacífico correm o risco de ver um número sem precedentes de pessoas se deslocando por conta de enchentes, tempestades e outros impactos da mudança climática[...]. O banco e os climatologistas afirmaram que a região, que abriga 4 bilhões de pessoas, estará entre as mais afetadas pelos impactos da mudança climática, que levará a uma importante migração tanto dentro dos países, como entre as nações, sobrecarregando os recursos”.

Em outras palavras, as mudanças climáticas globais mostram, cada vez mais, a sua força. E não é só na Ásia: não nos esqueçamos que, só no início deste ano, cerca de 30 mil pessoas ficaram desabrigadas por conta das enchentes nas regiões serranas do Rio de janeiro. No ano passado, em Portugal, a turística Ilha da madeira foi completamente destruída pelas enxurradas e as pessoas que lá viviam perderam trabalho, casa, amigos, família…

Imagem de Amostra do You Tube

Diante de uma forte interferência numa dita “relação harmoniosa” entre um animal e o seu meio, nada mais natural do que o aparecimento de fenômenos migratórios de defesa. È uma reação natural, que não se dá apenas com a raça humana. A migração de grupos sociais demonstra um aspecto importante da relação do homem com o seu contexto e, muito mais do que uma questão climática, ela envolve os diversos fatores que compõem o complexo “meio ambiente humano”.

Como bem afirma Pedro Ruivo, da Universidade de Coimbra, os principais fatores do fenômeno migratório refletem, no geral, sinais de uma conjuntura negativa. Dentre esses sinais se destacam, segundo o Ruivo, “o fraco crescimento econômico, a repartição desigual dos rendimentos, o excesso de população (um forte crescimento demográfico), as taxas de desemprego elevadas, os conflitos armados e limpeza étnica, as violações dos direitos do homem e perseguições, as catástrofes naturais (degradação do ambiente em geral), bem como um governo deficiente”.

Os impulsos migratórios que brotam nas relações humanas, podemos dizer, são expressões íntimas da complexidade das nossas inclusões  no meio que nos cerca. Nossas ocupações territoriais e a relações que desenvolvemos dentro dos diferentes aspectos da nossa vida social fazem parte do que chamamos de meio ambiente. A tragédia que está sendo anunciada para o continente asiático, não se enganem, é resultado da nossa colocação em todo um contexto ampliado que vai desde a interferência climática até as complicadíssimas consequências socioeconômicas posteriores.

Talvez o que nos esteja faltando perceber é que o meio ambiente não se restringe ás matas ou florestas. Não é algo além de nós. Não é algo que tenhamos que socorrer lá fora. O meio está em nós e nós somos partes ativas desse meio… Talvez se passássemos a entender isso; se passássemos a enxergar nossos contextos de maneira mais transversal, pudéssemos evitar que uma intempérie climática, literalmente, abalasse meio mundo. Ou melhor: se entendêssemos melhor a relação que nutrimos com o meio, muitas dessas intempéries sequer existiriam…

Nada é estanque:

Imagem de Amostra do You Tube

jan 2011 17
Por Henrique Oliveira
esportes@blogdacomunicacao.com.br
 

Depois de leilões e muita especulação, os times da elite do futebol brasileiro finalmente retornaram para fazer o que, de fato, importa: jogar bola. Com o início dos campeonatos estaduais, os ditos grandes times nacionais e alguns de seus badalados reforços começaram a mostrar um pouco daquilo que teremos nesse primeiro semestre “futebolístico” no país. Times como Corinthians e São Paulo estrearam bem nesse final de semana e demonstram ter elencos fortes para o decorrer do ano.

No Rio de Janeiro o Botafogo fez festa para apresentar suas contratações e o Flamengo, ainda sem Ronaldinho, afirma total confiança no retorno positivo para os investimentos feitos em 2011 (que não foram poucos). Em outras palavras as vitrines do mercado nacional da bola finalmente se abriram para esse ano.

Porém, diante a tantas contratações, uma velha pergunta volta com força: dinheiro e jogadores de “peso” garantem sucesso no “planeta do futebol”? O time milionário do Barcelona que vem atropelando um adversário após o outro e conta com, nada mais, nada menos que os três melhores jogadores do mundo (Messi, Iniesta e Xavi), parece responder com um sonoro sim à nossa pergunta. Boas contratações, desde que bem pensadas e estruturadas, podem sim trazer um retorno muito positivo aos clubes de futebol.

Neste domingo o barcelona goleou o Málaga por 4 a 1. Crédito: Folha.com

Mas, é claro que só isso não basta. È preciso que o futebol mundial viva com mais do que meras especulações e negociatas sobre jogadores consagrados.  Em 2011, como sempre, as categorias de base ainda serão partes cruciais no mundo da bola. Países como Brasil e Argentina  alimentam com craques cada vez mais jovens o mercado mundial / europeu  de futebol, e isso é o que garante rotatividade nos elencos e, pelo menos, um pouco de imprevisibilidade nos campeonatos. Afinal, num país continental como o nosso, sempre surirão novos craques.   A seleção brasileira sub-20, com Neymar e companhia, mostra que os gramados viverão muito além dos “Ronaldinhos” e que o futuro, apesar da “certeza” do dinheiro, é mais imprevisível do que parece…

O rio do futebol é caudaloso, mas sempre começa no nascedouro.

out 2010 28

NA PRÓXIMA, CRIEMOS AS ALTERATIVAS1

Escrito por Henrique Oliveira | Postado em Política

Fonte: 4.bp.blogspot.com

Por Henrique Oliveira
política@blogdacomunicacao.com.br

As eleições se aproximam do final. É chegada a hora de o brasileiro escolher os seus últimos representantes dentre os candidatos que disputam o segundo turno. Depois de uma primeira etapa eleitoral cheia de “tiriricas”, estamos prestes a finalizar as escolhas que irão dar rumo à conturbada vida política nacional. Os últimos anos mostraram que o nosso país, mesmo mais desenvolvido em algumas das suas mais importantes áreas estratégicas – como a economia, por exemplo –, ainda precisa repensar a sua atuação em diversos setores. Temos muito a caminhar na saúde, na segurança pública e, não podemos esquecer, na educação.  

Todos esses desafios são bem conhecidos, porém, outro fator, comumente esquecido na hora da escolha do voto, tem vindo à tona com um pouco mais de força neste último pleito: devemos dar nosso voto apenas àquele político de perfil “obreiro” (aquele que arrota aos quatro ventos a construção de prédios, estradas, viadutos…), ou algo mais é preciso? A lei da ficha limpa teve como ponto muito positivo nos fazer pensar no fato de que as pessoas eleitas para os maiores cargos de confiança da nação – sim, para ser político é preciso ser depositário da confiança popular –  precisam ser mais do que meros executores de tarefas. Eles precisam ter outras dimensões em sua atuação: precisam entender, e muito, os componentes éticos dos cargos que ocupam e, com isso, serem honestos frente àqueles que os elegeram.

É assustador que no Brasil muitas vezes não se pense na vida pregressa ou, mesmo, na postura adotada pelos nem tão ilustres candidatos. Nesse ponto, o primeiro turno foi emblemático. Ele demonstrou que, em muitos Estados, elegeram-se políticos sem uma mínima experiência para ocupar cargos importantes. Elegeram-se muitos “políticos profissionais” – pessoas sem nenhuma experiência administrativa pregressa, dotadas apenas de um claro e absurdo projeto de enriquecimento. Longe de queremos aqui estabelecer uma interpretação “udenista” cheia de vieses morais vazios, o que levantamos nesse texto é a importância do critério ético na hora da escolha democrática de nossos representantes.

Nesse domingo elegeremos o próximo presidente do nosso país. Teremos duas opções maquiadas, cheias de manipulações marqueteiras e com uma postura que dificilmente refletirá a realidade. No entanto, devemos estar cientes de que o nosso voto vai muito mais além do que um investimento numa “empreitada obreira” ou numa “construção de meras imagens”. Além dos prédios e do uso da máquina pública para a geração de dividendos eleitorais, devemos optar pelo candidato que, além de tudo, nos pareça ter uma postura séria e com firmes contornos éticos. Devemos lembrar que estaremos escolhendo aquele (a) que irá representar o bom governo e o desenvolvimento do Brasil nos próximos quatro anos, e essa é uma escolha muito importante.

Tendo a concordar com Simon Schwartzman quando ele afirma que “se passamos do nível do relacionamento pessoal para o funcionamento da sociedade, podemos entender que sociedades organizadas para o bem comum e a obtenção de benefícios de longo prazo necessitam de comportamentos éticos, em que as pessoas podem confiar umas nas outras; enquanto que em sociedades voltadas para a busca de resultados imediatos e de curto prazo, prevalecem os comportamentos predatórios” (citação: http://www.schwartzman.org.br/simon/etica.pdf).

 E o que estamos vendo atualmente, se não uma série de comportamentos que privilegiam o ganho individual ou de um pequeno grupo de pessoas? Escolher entre o “sujo e o mal lavado” (perdoem o chavão) parece ser o que nos restou nesse pleito. Porém, a importância de nos posicionarmos continua crucial. Mais do que nunca o Brasil precisa mostrar a sua indignação, dizendo ao mundo que aqui daremos um basta à bandalheira que, nos contextos tupiniquins, parecem estar ficando assustadoramente comum. 

Outro velho bordão popular ensina que é na eleição que o povo tem realmente prestígio. Que é nesse momento em que ele pode fazer valer seu poder. Então, caros leitores, reajam. Não podemos mais ficar à mercê da falta de opções. Criemos nossas novas caras, nossas novas formas de governo. Talvez, assim, possamos sair da mesmice deturpada que tanto nos faz mal…

out 2010 12

“FETICHE CAVEIRÃO”4

Escrito por Henrique Oliveira | Postado em Autos&Motos | Tags: , , , , ,

por Henrique Oliveira

autosemotos@blogdacomunicacao.com.br

Com o lançamento do filme “Tropa de Elite 2”, muita coisa relacionada ao BOPE, Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro está na boca do povo. É flagrante o sucesso e o apelo popular de personagens como o Capitão (agora Coronel) Nascimento.

Porém, outra “estrela” está fazendo muito sucesso nas ruas: jovens, adultos e, até crianças, viraram fãs (isso mesmo, fãs) do “Caveirão”, o carro blindado símbolo do BOPE. Conhecido por ser o “abre-alas” nas ações de invasão e eliminação da violenta tropa de elite carioca nas favelas, o carro agora virou uma verdadeira peça de fetiche para o público do filme e para muitos moradores do Rio. Para se ter uma ideia, na cidade do Rio de Janeiro o carro virou brinquedo e, rapidamente, se tornou sucesso de vendas nesse dia das crianças.

Segundo o portal Extra, o brinquedo pode ser encontrado em uma loja de Bangu, na Zona Oeste, na Saara, e no Centro da capital carioca: “O carro acompanha dois bonecos fardados como policiais e duas armas de brinquedo”, publicou o portal.

O caveirão de brinquedo pode ser encontrado em vários pontos da capital carioca. Crédito: extra.globo.com

Mas, porque tanta “adoração” por esse símbolo da máquina repressiva do Estado? Talvez as razões sejam muito mais profundas do que possamos imaginar. Mas, o fato é que o carro blindado do BOPE, além de simbolizar a violência do aparato policial, é, no mínimo, alvo da curiosidade dos moradores do Rio e, por que não dizer, dos brasileiros.

Mas, você, caro leitor, sabe como é o Caveirão por dentro e como ele funciona? Vejam:

Crédito: bope-elite-squad.blogspot.com

Crédito: pessoas.hsw.uol.com.br

O Caveirão carrega em si dois fetiches muito presentes nos seres humanos do nosso tempo: é um carro, demonstra força, virilidade e, ao mesmo tempo, carrega em si as marcas de uma violência que trazemos em nossos instintos contemporâneos.

Como bem diz Álvaro Acioli, acadêmico da Academia Fluminense de Medicina, “o uso da violência como meio de combater a própria violência é o tema diário dos  principais meios de informação. Como conseqüência, a grande massa chocada pela violência crescente e aterrorizada por uma mídia alarmista brada pelo agravamento das punições e castigos, dos transgressores, com um furor que faz lembrar o século XVIII. Clamam, como na idade média, pela instituição de penas que envolvam suplícios, mutilações, castigos corporais, torturas e até mesmo a morte dos transgressores, com requintes de crueldade”.

O caveirão, muito mais do que uma mera viatura da polícia, é um carro que representa esse clamor pelas penas violentas contra os transgressores, os marginais. O fetiche do Caveirão é, justamente, tradução do instinto violento que cultivamos dentro dos nossos moldes modernos de vida…

Talvez, por isso estejamos vendo tanto sucesso e tanta curiosidade em torno desse objeto.

set 2010 24

Filme é acusado de se valer de critérios políticos para ganhar disputa ao Oscar com outros filmes brasileiros.

Por Henrique Oliveira
entretenimento@blogdacomunicacao.com.br

Está dando o que falar. A escolha do filme Lula: O filho do Brasil, do diretor Fábio Barreto, para ser o representante brasileiro a uma vaga na disputa do Oscar não desceu muito  suavemente na garganta de boa parte da crítica especializada e dos cineastas tupiniquins.

Vários foram os argumentos que afirmaram veementemente que o filme não tem qualidade para representar a cinematografia nacional na festa do cinema estadunidense (parece até paradoxo, mas não é: nosso maior prêmio de cinema é estadunidense). O realizador Fernando Meirelles numa matéria publicada pela Folha de São Paulo, por exemplo, afirmou que “o personagem retratado pode ter pesado na decisão, principalmente para os votantes americanos que não estão acompanhando este patético final de carreira do presidente”. Vale lembrar que Fernando é um crítico assumido do governo Lula e um partidário da campanha de Marina silva (PV).

Outros diretores, como Sandra Werneck, acreditam que o peso político da imagem de Lula tenha influído, sim, na escolha do Júri. Porém, Roberto Farias, presidente da Academia Brasileira de Cinema, discorda: “Um corpo de jurados tão diverso chegou à mesma conclusão por unanimidade. Isso mostra que a comissão buscou o interesse do cinema brasileiro, independente de críticas políticas ou cinematográficas. A comissão é muito mais especializada para indicar um filme do que o povo em geral, que se deixa levar pelo filme que acabou de ver, por gostos específicos, pela repercussão na mídia. Lula é uma figura internacional. Talvez seja o nosso maior astro. Não tem nenhum ator tão conhecido quanto ele. (Fonte: Folha.com)”

Se há ou não lastros políticos na escolha dos jurados da “academia brasileira de cinema” é uma questão que fica um pouco nebulosa e, por isso, difícil de afirmar.  O fato, porém, é que a premiação do Oscar é tendenciosa. Trata-se de uma festa “partidária”, que elege seus astros em um nicho de interesses bem específicos e os promovem, muitas vezes, sem critério algum. O cinema brasileiro deveria não dar essa importância toda a uma festa que ele não criou. Afinal, se estamos lutando para criar uma estética cinematográfica própria, sem amarras colonialistas (pelo eu espero que estejamos), é preciso que nos libertemos daquilo que nos ensinaram, empurrando goela a baixo, a entender como o certo, o bonito, o bom…

A escola do “filme de Lula” para a seleção do Oscar pode ter sido política sim. Mas, e daí?

set 2010 09

MUNDIAL DE BASQUETE: QUEM LEVA?2

Escrito por Henrique Oliveira | Postado em Esportes | Tags: , , ,

A disputa se acirra e as quatro melhores seleções do mundo se preparam para o confronto final. Imagem: www.rr.pt
Por Henrique Oliveira
esportes@blogda comunicacao.com.br

Infelizmente, o Brasil não foi bem sucedido em mais um torneio internacional de basquete. Fomos eliminados nas oitavas de final pelos nossos arqui-rivais argentinos. Porém, a evolução da equipe brasileira nos últimos tempos foi notável. Com boas atuações de Leandrinho, Marcelinho Uetas e Anderson Varejão, o time brasileiro mostrou estar bem azeitado para tentar uma vaga na Olimpíada de 2012.

E isso não é falso otimismo. Nas duas derrotas para os fortes times dos Estados Unidos e da Argentina, o Brasil se mostrou muito competitivo e travou verdadeiras batalhas pela vitória., perdendo por uma diferença mínima de pontos nos dois jogos. Porém, o fato é que fomos desclassificados (apesar, de não termos feito nenhum papelão) e agora, resta à torcida brasileira esperar por uma melhor sorte no pré-olímpico, que acontecerá entre 24 de agosto e 14 de setembro do ano que vem, na cidade argentina de Mar Del Plata.

Enquanto isso, as atenções continuam voltadas para os jogos das quartas de final do mundial da Turquia. Afinal, estão ali as oito mais fortes seleções do mundo. Os jogos das quartas-de-final terminam hoje e, logo mais, saberemos quais as seleções irão para a etapa semi-final do torneio. Ontem a Sérvia bateu a Espanha (atual campeã) por 92 a 89 e garantiu sua vaga entre as quatro melhores. E a Turquia venceu facilmente a Eslovênia por 95 a 68.

O favoritismo, é claro, sempre estará do lado dos americanos e, para a ira de alguns, dos argentinos. Estes por serem sempre bem sucedidos nesse tipo de competição e aqueles por terem a maior e mais talentosa liga de basquete do mundo, a NBA. Porém, a competição mostrou que é preciso bastante cuidado, pois surpresas sempre podem pintar…

Confiram a tabela dos próximos jogos (fonte: www.quadrodemedalhas.com):

Jogos das Quartas-de-final:

08/09/2010 – Sinan Erdem Dome – Istambul

Sérvia 92 x 89 Espanha

Turquia 95 x 68 Eslovênia

09/09/2010 – Sinan Erdem Dome – Istambul

Estados Unidos x Rússia

Lituânia x Argentina

Jogos das Semifinais:

1/09/2010 – Sinan Erdem Dome – Istambul

Sérvia x Turquia

Vencedor QF 3 x Vencedor QF 4

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