jan 2012 30

por Isabela Fonseca

comportamento@blogdacomunicacao.com.br

Sempre a mesma coisa, acabam as férias, acaba a procrastinação. Aquele sentimento de que você ainda pode deixar para depois qualquer coisa que esteja na sua cabeça, qualquer prioridade. Você olha ao redor, para pensar – refletir – e planejar o que tem que fazer a seguir.

Calvin e o pânico do último minuto

Planejar…essa é uma palavra que assusta muito. Por que esse tal de ‘planejar’ vem sempre de mãos dados com decisões a tomar, sonhos a realizar, pessoas a deixar para traz, o fim de momentos especiais, da farra e diversão e por fim: o desapego.

Ao logo da vida nos apegamos a muitas coisas, isso é inevitável. Você se apega àquele caminho que faz todos os dias para a faculdade (ou trabalho/casa), ao cachorro que fica sempre naquela mesma padaria todos os dias com as orelhas baixas só esperando um olhar, atenção e afago (muitas vezes oferecidos por você), àquela roupa surrada que você já usou tantas vezes, mas  que para você ainda é nova, ao corte de cabelo manjado e sem graça que você não tem coragem de mudar, à barba mal feita que você acha que te dá um ar mais “hispster”’, ao trabalho, aos amigos da faculdade, àquela pessoa querida…e por fim, a tudo que te passa segurança e conforto.

Tomar grandes decisões e traçar planos não é fácil. Escolher o que você quer para a vida e como conseguir parece um trabalho simples, mas precisa de muita dedicação e foco. Esse ‘’foco’’ inclui afastar tudo que te atrasa, faz mal e consome. Chega de procrastinar (pode ser mais uma ‘’meta do ano-novo’’, mas isso depende de você).

È isso aí.

ago 2011 19

Por Isabela Fonseca

entretenimento@blogdacomunicacao.com.br

Amanhã vai ser outro dia!

Perdida nos pensamentos me peguei fazendo uma comparação muito injusta. Ao ver os ideais, opiniões e interesses da nossa juventude, me senti forçada a estabelecer uma relação, e consequentemente uma comparação com os jovens daquela época. Talvez eu simplesmente não entenda como a importância dada a problemas insignificantes toma o lugar de preocupações realmente relevantes.

(1960)

No cenário político do nosso Brasil, víamos o golpe político-militar que depôs João Goulart (acusado de planejar um golpe de esquerda), a posse de Castelo Branco e a criação do bipartidarismo; de um lado a Aliança Renovadora Nacional e na oposição o movimento democrático Brasileiro. Em 1967 Costa e Silva assume eleito indiretamente pelo Congresso Nacional, com um governo marcado por manifestações sociais. Em pouco tempo Médici estava no poder e surgia a Ditadura: época de censura,  repressão, perseguição política e a falta de democracia.

E é dentro desse contexto que volto à comparação. Os jovens estudantes que viveram nessa época sentiam-se destinados a defender alguma causa. Era lutar pelos seus ideais, ou ceder às imposições de um governo autoritário. A questão não era provar nada, e sim mostrar que o país era um só, e que a liberdade de expressão era um direito de todos.

No livro UnB 1977 – o início do fim, Antônio Ramaiana fala o que significou fazer parte dessa história: “As pessoas que tiveram coragem de enfrentar o sistema e quiseram fazer a história pagaram o preço com a dor. Tudo era proibido. Você levava porrada e ia para a cadeia”. Ele afirma que 60% dos presos políticos na época eram jovens e que entre os 350 assassinados ou desparecidos durante o regime, mais da metade tinha idade entre 22 e 25 anos. “Os estudantes surgiram como porta-vozes da sociedade. Havia um objetivo bem definido que era acabar com a ditadura”, ressalta.

 Analisando o contexto político atual, vejo como difícil a nossa juventude tomar as rédeas do país e se impor, exigir mudanças e definir o seu futuro. Uma juventude apática, em sua maioria sem idéias bem definidas, ou bagagem para argumentar e com muito conteúdo desnecessário ocupando um espaço significativo em suas cabeças. Eu posso me incluir, você que está lendo esse texto também, tudo depende do que você acha justo e injusto. Quais os seus ideais e princípios. O que você anda fazendo.

“Ir às ruas e exigir as mudanças é coisa dos nos 60-70, daquela ‘‘época ultrapassada”

 Mas foi nessa época ultrapassada que vimos a força de uma juventude capaz de mudar seu país.

 O contexto político é bem mais abrangente do que a autora desse texto simplório conseguiu explicar, vale a pena pesquisar e se for de seu interesse, entender mais sobre o assunto.

Próximo texto falará do contexto cultural dos anos 60 – 70 (1965-1973).

mai 2011 27

por Isabela Fonseca

comportamento@blogdacomunicacao.com.br

Sempre tentei entender (e sentir) o que a frase “As pessoas não entram em nossa vida por acaso” significa. Analisando essa frase (e consequentemente o seu significado), é possível entender que ela é utilizada para expressar um sentimento de amor, carinho, paixão e até gratidão de uma pessoa para a outra.

Vemos diversos livros e filmes com histórias de personagens que se “esbarram”, e a partir de uma simples conversa se conectam e sentem algo instantaneamente pelo outro. Isso pra mim sempre foi uma fantasia. Isso, até eu passar por essa experiência de uma forma mais intensa. Não que eu nunca tenha sentido, porque ao longo da minha simples existência, conheci pessoas únicas e peculiares, com todas as suas particularidades: loucuras, desejos, idéias, manias e etc. Mas dessa vez teve um significado maior, por que estávamos todos ali, compartilhando da mesma emoção, felicidade, euforia…

No filme de Sofia Copolla, Encontros e Desencontros (2003) – com atuações da extraordinária Scarlett Johansson e Bill Murray –  podemos ver essa conexão acontecendo entre dois personagens exaustos de uma vida (que mais parecia ser vivida sem eles), que se encontram no bar de um hotel , e a partir daí começam a preencher o espaço vazio que tinham dentro do peito.   Da forma mais pura vemos uma amizade acontecer, essa que salva os dois de um abismo que estava logo ali à frente; no coração e na alma.

Scarlett Johansson e Bill Murray em Encontros e Desencontros Crédito: Divulgação

Em Tudo acontece em Elizabethtown também vemos um jovem frustrado (Orlando Bloom) com sua carreira falida e a morte de seu pai (que não via há tempos e não teve a chance de dizer o que realmente sentia antes da sua partida), sair de uma depressão e de uma vida angustiante com a ajuda de uma estranha ( a bela Kirsten Dunst demonstra todo seu talento e beleza no papel de Clare Colburn) que o salva de um possível suicídio e o leva a sentir (com toda intensidade) as emoções da vida: dor, sofrimento, remorso, alegria de estar vivo, e por fim. O amor, da forma mais sincera que poderia existir.

Orlando Bloom e Kirsten Dunst em Tudo Acontece em Elizabethtown Crédito: Divulgação

Naquela tarde eu pude sentir esse vulcão de emoções dentro do meu peito e entendi como as pessoas andam sem rumo e simplesmente ‘’ se esbarram’’, deixando sua marca nos outros. Você sabe que não irá esquecê-las, que sempre terá uma lembrança boa para se apegar e um momento para reviver quando sentir que é necessário. Naquele show, ao som daquelas músicas e na companhia daquelas pessoas, pude vivenciar esse momento único. Ache o seu  momento ‘único’ e traga ele o mais perto possível do seu coração. Ele ficará ali quanto tempo você quiser…

mai 2011 19

Por Isabela Fonseca

entretenimento@blogdacomunicacao.com.br

Desde pequena adorava os desenhos da Disney e queria ser a Cinderela ou a Branca de Neve. Para mim, elas eram o modelo de perfeição. Belas heroínas tão puras e encantadas…

Eu me via nos castelos e sonhava com aqueles vestidos rodados e cheios de babados. Achava que um príncipe realmente iria aparecer na porta da minha casa – na calçada de concreto, em plena cidade grande – no seu cavalo branco (eu sempre quis que fosse em um unicórnio pra ser bem sincera).

Essa era a beleza de ser uma criança inocente e sem maldade.

Eu adorava a Sessão da Tarde. Foi sentada no sofá, esperando as tardes ensolaradas irem embora, que eu assisti aos filmes mais incríveis e marcantes da minha vida.

Quando assisti Goonies pela primeira vez, tive aquela sensação de que eu podia fazer tudo que quisesse, e que qualquer problema por menor que fosse, poderia desaparecer.

Ator Jeff Cohen, o eterno Chunk dos Goonies

A inocência me fazia ir onde eu imaginasse. E se eu encontrasse um tesouro embaixo da minha casa? Quem disse que não é possível? Quem ousaria me dizer que era uma mentira?

Como falar do filme Elvira a Rainha das Trevas? Com toda sua excentricidade, ela se tornou minha musa! O enredo da história é mais ou menos assim: Elvira é anfitriã de um programa de baixo orçamento, que herda uma fortuna da sua tia e tem que se mudar  para uma cidadezinha pequena e lidar com pessoas conservadoras (que acreditam que ela deve ser a encarnação do diabo em uma forma sedutora) e um tio querendo roubar um ‘‘livro de receitas” que dará a ele imensos poderes para fazer diversos tipos de bruxarias.

Definitivamente é uma história única, e somada ao figurino, roupas e atuações trashs tornou – se um clássico!

Cassandra Peterson como Elvira a Rainha das trevas

Esses são alguns (poucos) filmes que fizeram da minha infância um momento único e que eu sinto falta até hoje. Não quero ser Peter Pan, só lembrar que mesmo com toda a insanidade, maldade, arrogância, egoísmo, estupidez e MUITA cara de pau por aí, ser uma criança e ter esses momentos fazem toda a diferença.

Parece que a nova geração esqueceu-se da fantasia, do ‘’faz- de – conta’’, de se aventurar nas ruas brincando de ‘’roba bandeira’’, do ‘’pique esconde’’, do ‘’pega ladrão’’ e definitivamente eles sentirão falta desses momentos ao entrarem na vida adulta, onde a maturidade, responsabilidade, contas a pagar e muita coisa errada fazem parte do cotidiano.

mar 2011 14

por Isabela Fonseca

comportamento@blogdcomunicacao.com.br

Destemidos

Como é bom ter seus vinte e poucos anos! Tudo é festa, os problemas mais complicados são resolvidos com umas cervejas na mesa de bar com os amigos. Brigar pra que? Discutir não vale a pena, vivemos o momento, somos inconsequentes e insensatos muitas vezes, mas definitivamente teremos muita história pra contar!  A vida é uma só, será que não nos importamos demais?

Lembro quando era criança que a minha preocupação era acordar nas tardes ensolaradas pra ver a Sessão da Tarde! Assistindo Goonies – ou Curtindo a Vida Adoidado – eu sentia que tudo era possível (até achar um tesouro pedido…) e eu poderia escrever a história da minha vida, fazer acontecer, tudo estava ali na frente , e as decisões me levariam onde eu achava que deveria ir.  Quando escuto In My Life dos Beatles, percebo o quanto quero a mesma coisa pra mim!

Olhar para trás e saber que na minha vida conheci lugares e pessoas únicas, tive amores e amigos inesquecíveis. Que chorei, mas também sorri muito.Que briguei, mas pouco depois pedi desculpas. Me arrependi por ter magoado as pessoas. Sofri por me magoarem. Que mudei e que muitas pessoas, ao longo da minha existência contribuíram pra isso, de forma positiva ou negativa.

Imagem de Amostra do You Tube

Nessa idade sentimos tudo de forma mais intensa, e estamos sempre buscando alguma coisa. A dor de um coração partido é excruciante! Como se nada, e ninguém pudesse colocá-lo  de volta no seu peito! E a de perder um amigo angustiante; as risadas, os momentos, o apoio nas decisões, o ombro amigo fazem tanta falta que é quase impossível substituir o que essa pessoa significava para você.

Te Amo

Sinta, de forma mais intensa e pura, todos os sentimentos que você puder! Seja feliz e faça as pessoas ao seu redor felizes, sempre! Quando você realmente sabe quem é, e o que gosta em você, mudar por outras pessoas não é tão difícil.

mar 2011 10

Por Isabela Fonseca

politica@blogdacomunicacao.com.br

Queridos políticos Crédito: Divulgação

Mesmo após o anúncio dos cortes orçamentários nas emendas parlamentares, os deputados continuam de folga, voltando à ativa apenas semana que vem.

A história foi mais ou menos assim: Decidiram cortar a mesada e esses cortes atingiram emendas de 381 parlamentares, onde aliados e oposição foram afetados.

Os senadores e deputados podiam apresentar para esse ano até 25 emendas totalizando R$ 13 milhões.

Os 10 estados governados pela oposição foram os mais atingidos: juntos perderam cerca de R$ 739,6 milhões e as 17 unidades da federação restantes perderam cerca de R$ 1 bilhão.

Falando de regiões, para o Sudeste cancelaram R$ 413 milhões, Norte R$ 405,2, Centro-Oeste R$ 271, Sul R$ 134,5, e o mais atingido – Nordeste – ficou sem R$ 533,5 milhões.

 

A explicação do governo para esses cortes é bem direta: Eles tem como objetivo forçar a eficiência dos gastos (investir onde realmente é necessário e trazer o resultado esperado); manter e preservar os programas sociais (como a medida provisória que criou o crédito voltado para o Ministério da Educação, que irá custear o programa de alimentação escolar em todo o país), e garantir a expansão dos investimentos.

Todos querem ver resultados, saber que seu dinheiro foi investido em algo que teve um retorno para suas famílias e sua comunidade. Investimentos desnecessários fazem com que as pessoas sintam vergonha do seu governo, seus políticos e representantes…

Se o governo está buscando melhorias, que elas realmente aconteçam.

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