ago 2011 03

por Júnior Batista

cidades@blogdacomunicacao.com.br

O Dia Internacional do Orgulho Gay é comemorado todos os anos, no dia 28 de Junho, desde 1969. Esse dia é o marco da revolta de vários gays no bar Stonewall, em Nova Iorque, nos Estados Unidos. O bar era frequentado por vários grupos de LGBT, porém, esse grupo de pessoas era discriminado e violentado pelo fato de serem gays. Após muito tempo sofrendo represálias, vários LGBT resolveram fazer um ato de revolta que durou três dias, e assim, foi sancionado o Dia Internacional do Orgulho Gay como o dia em que não é necessário esconder sua sexualidade, não ter vergonha, nem ter medo de ser assassinado, ou violentado por conta da sexualidade.

Vereador Carlos Apolinário (DEM-SP) foi o autor da lei
Vereador Carlos Apolinário (DEM-SP) foi o autor da lei (Foto: Roney Domingos/G1)

No mesmo mês em que é comemorado o Dia Internacional do Orgulho Gay, também acontece a Parada Gay, um evento político que conta com milhões de gays na cidade de São Paulo, precisamente na Avenida Paulista, feito para manifestar a favor dos direitos dessa minoria da população.

Ontem, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou, em votação simbólica, o projeto de Lei 294/2005, do vereador Carlos Apolinário (DEM), que institui na capital do Dia do Orgulho Heterossexual, a ser comemorado no terceiro domingo do mês de dezembro. Agora, o projeto depende da aprovação do prefeito Gilberto Kassab.

Dos 39 vereadores presentes, 19 se mostraram contra o projeto, mas mesmo assim, como a votação foi simbólica, o projeto foi aprovado. Apolinário justifica que, ao criar esse dia, não quer confrontar os gays, e sim, manifestar-se contra os excessos e privilégios que são dados aos gays. Na opinião dele, um dos excessos, seria a parada gay.

Excesso, segundo o dicionário da língua portuguesa, significa “aquilo que excede o normal, aquilo que sobra”. E para os gays, sobram ataques, violências, atentados, assassinatos. Também sobram preconceitos, surras e facismo. Excede o normal. O que seria normal? Em uma sociedade mesclada, como é a brasileira, o que poderia ser considerado normal? Temos negros, índios, brancos, amarelos, pardos; pessoas com descendência chinesa, japonesa, polonesa, portuguesa, francesa, africana, inglesa, alemã… Temos uma das maiores culturas do mundo e ainda assim, 55% dos brasileiros se mostram contra o casamento gay e um vereador acha que temos que ter uma Dia do Orgulho Hétero porque os gays têm muitos privilégios.

Que privilégios são esses? A vantagem de ter que sair nas ruas e se esconder? De não poder demonstrar o seu amor em público? De ter demonstrações de carinho vetadas nas emissoras brasileiras? Recentemente o SBT, do empresário Silvio Santos, mostrou, em primeira mão, um beijo gay.

A vantagem que os gays têm, também conta com agressões constantes – quase que diárias – na avenida mais importante da cidade, a Avenida Paulista. Instituir um Dia do Orgulho Hétero, é corrobar com o afronte que foi feito pelo vereador Carlos Apolinário e os rotineiros desrespeitos homofóbicos do Deputado Jair Bolsonaro.

Acordar com esse dia, é praticamente dizer que se os gays merecem um dia, nós também queremos. Não nos importamos com o que acontece com eles, nos importamos em preservar a família, a moral e os bons costumes. A família é uma instituição de amor, ela não define sexo, a moral é a ética presente em cada um, de acordo com as leis vigentes e o respeito. “Os bons costumes”, seriam criar um cidadão com esses valores que citei, não seriam? E por que um gay não pode ter esses valores? Por que um gay ou uma lésbica não pode ser um bom profissional, com ética e respeito?

O Dia do Orgulho Hétero só aprova todas as atrocidades que vem ocorrendo com essa população. Espero que não se crie um Dia do Orgulho Branco, Dia do Orgulho Pardo, Dia do Orgulho Pedófilo…

ago 2011 01
PT disputa para concorrer
PT disputa para concorrer – Crédito: Divulgação

por Júnior Batista

politica@blogdacomunicacao.com.br

As eleições nem começaram e o clima de disputa já está fervilhando. O Partido dos Trabalhadores ainda não decidiu o seu nome para concorrer à prefeitura da maior cidade brasileira – São Paulo, e o nos corredores do partido a guerra pelo possível posto está preocupando até o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, que disse, em entrevista, que as prévias por quem irá à votação popular em 2012 pode ser um “desastre”.

O ex-presidente Lula insiste no nome do ministro da Educação Fernando Haddad, porém este, em pesquisa realizada pelo Vox Populli divulgada no último dia 27, teria somente 3% das intenções de voto.

A senadora do PT, Marta Suplicy, que já é fichinha repetida em eleições, aparece em primeiro lugar, com 29% das intenções de voto contra 24% do também fichinha repetida, José Serra.

Mesmo sem nome, o PT agora quer mudar seu estatuto e fazer prévias para escolher seu candidato. O mesmo partido que já está na presidência há mais de oito anos, continua enfrentando crises. A distorção interna pode, e vai, prejudicar as relações causando um racha dentro do partido, provavelmente entre aqueles que apoiam um ou outro candidato.

O sentimento de união e maturidade fica de lado, restando somente o que sempre se espera dos políticos no Brasil: um lugar para concorrer às eleições e ter os privilégios que o cargo trás. O eleitor? Este fica sempre de fora, a mercê da vontade daqueles que nos governam, e em que nós mesmos votamos.

As crises dentro do partido só demonstram que estamos cada vez mais vulneráveis a feroz política que assola a República Federativa do Brasil. No fim, um nome será escolhido de acordo com a sua influência e interesses dos maiores, porque, segundo Fernando Henrique Cardoso ensinou, “é preciso focar na classe média”. Por quê? Porque a nova classe média está em ascensão, está consumindo mais, ou seja, gastando mais dinheiro, movimentando a economia, gerando lucro. Lucro esse que vai para os bolsos dos deputados, prefeitos e vereadores. Então, quem vence a eleição tem mais.

jul 2011 27
Reprodução mostra como funcionará o novo sistema eletrônico

Nobo sistema eletrônico cobra pedágio automaticamente. Fonte: Reprodução.

Hoje o Jornal O Estado de S. Paulo estampou, em sua capa do caderno Metrópole, o seguinte: “Estado terá pedágio por km rodado; testes vão começar por Campinas”. A julgar a notícia pela capa, qualquer pessoa diria que isto é ótimo. E será, caso fique mais barato para o bolso do consumidor, é claro. Mas pelo jeito, não é bem isso que vai acontecer. O Presidente da Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR), Moacyr Duarte, declarou para o diário Estado que é “Evidentemente não vai haver redução na tarifa, mas uma ampliação da base de cobrança, o que vai beneficiar as pessoas que hoje já pagam pedágio, que aí, sim, poderia ser reduzido”.

De uma maneira mais simplificada, é claro que o brasileiro continuará pagando, e caro, pelos pedágios. O novo sistema conta com radares que fará uma leitura automática nos carros, que terão um chip identificador e o valor do pedágio será cobrado automaticamente através de débito automático ou boleto bancário a ser entregue em casa. Isso vai desafogar o trânsito nas chamadas “praças” de pegádios.

Ainda assim, é necessário um índice de 80% para que este sistema dê certo, segundo o assessor de tecnologia da informação da Artesp, Giovanni Pengue Filho. “O índice de 80% é um padrão que verificamos nos principais locais do mundo que mudaram a forma de cobrança”.

Mas, os chips que serão colocados nos carros, chamados pelos técnicos de tags, terá também o seu valor, que ainda não foi divulgado. Em países mais desenvolvidos, sistemas alternativos deram certo. Em Austin, no Texas, não há praças de pedágios, o sistema de detecção é automático e a cobrança vai para a casa da pessoa, pelo correio.

Ainda assim, por mais que pareça bom, é necessário a massificação destas tags, além de uma maneira para baratizar os pedágios, que, no estado de São Paulo, são um dos mais caros do mundo. “O alto valor cobrado para manter as estradas paulistas em bom estado equivalem ao cobrado em países como França e Noruega, onde o trabalhador ganha cinco vezes mais. Em Portugal, os motoristas também têm de pagar um alto preço em estradas muitas vezes sub-utilizadas”, diz a reportagem do R7.

No entanto, os testes deste sistema com chip serão feitos somente no fim do ano. E o mais importante, os valores aproximados a quem interessa, a população, não foram estudados. Tentar importar meios para facilitar a vida das pessoas, é ótimo, o que tem-se que saber, é quanto isso vai custar nos nossos bolsos. Afinal, na Noruega e na França deu certo, mas lá eles ganham nada menos do que cinco vezes mais que nós, os subdesenvolvidos.

jun 2011 15

RETROCEDER NÃO PODE, PRESIDENTA3

Escrito por Júnior Batista | Postado em Política | Tags: , , , ,

O governo de Dilma Rousseff começou bem, com muita aprovação e direito a elogios até de quem se julgava da direita, ou seja, da “oposição”. Grifo oposição entre aspas porque já tivemos amostras de que a oposição no nosso país é camuflada, exacerbada, sensacionalista.

Nos primeiros 100 dias, muito se disse que Dilma não era Lula e que as mudanças viriam. E vieram, mas muitas delas para pior. Delúbio Soares está de volta, Palocci se envolveu em novo escândalo e aumentou seu patrimônio em 20 vezes, a Pesca foi para as Relações Instucionais e vice-versa. E o Palocci? Bom, o Palocci fez consultoria e ganhou milhões. Qualquer um consegue, não é?

Depois disso, o jeito “Dilma de governar” começou a vir à tona. Nossa presidenta quer privatizar os aeroportos, diz que o governo não fará “propaganda de opção sexual”, investe pouco no PAC e ainda quer guardar, para sempre, “documentos sigilosos”… Democracia disfarçada?

Me pergunto onde está o PT da esquerda, o partido dos trabalhadores, a social-democracia. Mudança de lado ou simplesmente estratégia para conseguir chegar ao poder?

Dilma Rousseff, em sua posse, ao lado de Lula. Foto: Reprodução

Dilma Rousseff, em sua posse, ao lado de Lula. Foto: Reprodução

jan 2011 10

Por Júnior Batista

politica@blogdacomunicacao.com.br

A primeira mulher presidente da República Federativa do Brasil já chegou fazendo mudanças. A começar pelo seu Ministério, que é o mais feminino da história. Em seu discurso de posse, prometeu erradicar a extrema pobreza e melhorar a educação. Espero que isso realmente aconteça. Não só como jornalista que tem o compromisso com a sociedade de imparcialidade, isenção e verdade, espero também como cidadão brasileiro que também precisa do estudo e quer uma educação digna para um país tão bonito, grande e híbrido como é o Brasil.

O que me deixou desconfortado, foi o fato da presidentA (como quer ser chamada) ter deixado Antônio Palocci na Casa Civil, que é um dos cargos mais importantes do Poder Legislativo.  Palocci não tem um histórico dos melhores, pois, quando ocupava o cargo de Ministro da Fazenda do governo ex-presidente Lula, se envolveu no escândalo da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo. Ou talvez apenas a descoberta do maior esquema de propina já visto no Brasil, posto que ele sempre existiu, convenhamos.

Dilma Rousseff dando entrevista ao SBT, em Brasília/DF, 02/11/2010 - Foto: Roberto Stuckert Filho. Fonte: www.dilma.com.br

Dilma Rousseff dando entrevista ao SBT, em Brasília/DF, 02/11/2010 - Foto: Roberto Stuckert Filho. Fonte: www.dilma.com.br

No Ministério das Comunicações, e este muito nos interessa, o cargo ficou por conta de Helena Chagas, que é jornalista formada pela UNB na década de 80, vem prometendo liberdade de imprensa, e tomara que cumpra mesmo e que consiga tomar uma posição sobre as medidas de regulação de conteúdo que estão vindo por aí, para que não nos prejudique, principalmente os webjornalistas. Há uma série de discussões sobre o assunto; precisamos sim, de uma regulamentação que garanta a informação séria, isenta e verdadeira à população, para que erros que frequentemente acontecem porque pseudo-jornalistas publicaram uma notícia sem a devida apuração prejudicam, e muito, as pessoas, que são nosso foco de trabalho. Isso mesmo, trabalhamos com e para pessoas, e é para elas têm-se que pensar regras que mostrem o direito de resposta imediato a um erro e não uma pequena passagem no jornal, como é visto diariamente. Uma pequena nota de desculpas não disfaz o escândalo, por exemplo, de alguma publicação com sensacionalismo, vista por grande parte da sociedade. Nosso compromisso é com a verdade, e essa discussão é necessária ao jornalismo.

Voltando ao discurso de educação, como fez a presidente no Palácio do Planalto, e até se emocionou ao fazê-lo, espero que a nossa educação possa melhorar realmente, porque somos envergonhadamente atrasados em relação ao estudo nos outros países com mesmo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) que o nosso. Aqui, ela ainda é carente e a diferença entre as escolas particulares e estaduais é gritante.

Enfim, presidenta, espero que a senhora possa realmente dar uma mudada nesse panorama da educação no país. Peço não só como jornalista que quer publicar uma boa notícia a esses milhões de brasileiros, desejo também como ativista que deseja o melhor para o Brasil. Torne-o um lugar melhor, tome cuidado com a economia – esta que também muito me preocupa, nunca gostei muito do liberalismo, acho que o Estado precisa intervir e não “deixar tudo rolar” como acontece na maioria das vezes. Boa sorte a presidentA Dilma. E com você, leitor, o meu, o nosso compromisso é informar com isenção, qualidade, verdade. Farei o meu papel de cobrar com o jornalista e como pessoa, façam mesmo.

Abraço

O momento que Lula passa a faixa a Dilma e o discurso no Palácio do Planalto, para quem não viu.

Imagem de Amostra do You Tube

nov 2010 09

por Júnior Batista

autosemotos@blogdacomunicacao.com.br

O Salão Internacional do Automóvel é o maior evento do setor automobilístico e um dos cinco maiores do mundo. Este ano aconteceu entre os dias 27 de Outubro e 7 de Novembro, no Arena Anhembi, em Santana, zona norte da capital paulista. O evento reuniu cerca de 450 modelos, neste que foi o ano de comemoração de 50 anos do evento. Entre eles, estão alguns que são, na minha opinião os mais curiosos do evento.

Com certeza o mais bonito (e por sinal o segundo mais caro) é o Bugatti Veyron 16.4 Grand Sport. Além de lindo, o Bugatti é todo feito em alumínio, magnésio e fibra de carbono, além de conter grades de ventilação de titânio, que ajudam o carrão a esfriar e evitam que pássaros fiquem presos e causem acidentes. Essa belezinha faz de 0 a 100 km/h em 2,5 SEGUNDOS. E chega a 431km/h. O preço? 7,7 milhões de reais. Tá afim?

O Bugatti Veyron - Crédito: Flavio Moraes/G1

Mas o mais rápido não é o mais caro. Este Pagani zonda R., da importadora Platinuss tem apenas 10 unidades no mundo e o Brasil ficou com a 7ª. É um carro de competição e faz de 0 a 100km/h em 2,7 segundos. Custa, “apenas”, 10 milhões de reais.

Este é o meu preferido em questão de inovação tecnológica: O Mohave, da Kia, virou um robô no Salão e ainda falouo saudando quem estava na feira. É tão lindo, que dá vontade de levar pra casa.

Vejam a transformação do carro:

Imagem de Amostra do You Tube

Demais, né?

Em vários filmes, vemos o poder da invisibilidade, mas, nos carros esta realidade já começa a se tornar possível. Vejam este carro, que infelizmente é apenas um protótipo, mas é TRANSPARENTE:

Carro foi feito para campanha publicitária - Crédito: Divulgação)

Ele foi desenvolvido na Inglaterra e possui 2 mil peças feitas artesanalmente! Incrível!

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