abr 2011 09


A radialista Michelle Bruck – Crédito: Divulgação

Aos 15 anos de carreira na comunicação a radialista Michelle Bruck se orgulha de sua trajetória e fala em tom de otimismo sobre o rádio e seu papel na sociedade

Leandro Pereira
mundodacomunicacao@blogdacomunicacao.com.br

Fim do mistério. Este é o rosto tantas vezes idealizado por ouvintes das rádios Savassi FM, Inconfidência FM, BH FM, Alvorada FM, Transamérica e Jovem Pan. Filha de Marco Antônio Bruck, que atua há mais de 40 anos no plantão do programa Apito Final da Rádio Itatiaia, a radialista Michelle Bruck comemora 15 anos de trabalho e fala do seu amor pelo rádio e em tom otimista reflete sobre o papel desse veículo na sociedade e seus pontos de convergência com a internet.

Sua convivência com o mundo da comunicação da infância com o apoio do pai que ela considera um norte, apoio, um parceiro, um amigo além de profissional incrível. Michelle chegou a cursar cinco períodos de Comunicação Social abandonando posteriormente para optar pela formação artística que começou no Cine Belas Artes quando um amigo pessoal lhe mostrou um folder da Escola para Locutores da Beth Seixas. Foi o ponto de partida para a descoberta de sua paixão pelo trabalho com a voz e sua interpretação.

Além das emissoras de BH pelas quais ela passou ela também trabalhou com locuções comerciais, espetáculos, narrações de personagens para peças de áudio e estudou matérias isoladas no curso de teatro e atualmente é a diretora artística de Pelo Mundo com a mídia digital na pesquisa sobre música, gravação de chamadas, VHt’s, e programas, conteúdos para o blog e para a TV e todo o conteúdo transmito pelas redes sociais como Twitter, Facebook, Tumblr. A locutora acredita no potencial do rádio em ser um suporte para a internet e que isso significa que os meios que comunicação estão se convergindo e não se separando como tanto se discute entre os comunicadores modernos.

“Trabalhar com mídia digital é extremamente prazeroso e perigoso. O prazer de estar acompanhando o momento em tecnologia, arte e comunicação convergem e se tornam acessíveis. Perigoso porque como temos uma gama enorme de informação e fontes de pesquisa, precisamos ser mais criteriosos e pesquisar cada assunto com mais atenção. É bom falar também que a era digital pede um profissional mais diversificado, alguém que escreva, fale, grave TV, use as ferramentas das redes de relacionamento e assim por diante. O que também é ótimo porque o profissional tem mais opções de atuação no mercado”, afirma.

Outro ponto que vale ressaltar são as suas entrevistas exibidas no site Youtube. Elas não têm periodicidades para serem postadas, mas os vídeos além de trazerem novidades sobre o que há de melhor na música popular brasileira abrem espaço para novos artistas que por outros meios teriam dificuldade de dilvulgação de suas músicas. Sem falar na irreverência, no astral que são a marca principal da apresentadora que, para quem não se lembra, também já foi a voz do Good Times na BH, um de seus trabalhos mais elogiados.

Estes já são motivos suficientes para que os leitores continuem acompanhando as novidades dessa comunicadora comprometida com o bom gosto e a inovação a cada novo projeto.

Michelle está há 15 anos no rádio – Crédito: Divulgação
mar 2011 25

“FRASES DE LEANDRO PEREIRA”3

Escrito por Leandro Pereira | Postado em Comportamento | Tags: , , ,

por Leandro Pereira
comportamento@blogdacomunicacao.com.br

“Amor é linguagem e metalinguagem”.

“Em tempos de Facebook, o que oficializa um amor é o status”.

“A internet é a coluna social dos mais pobres”.

“A essência de um amor está no canto de alvoroço do passarinho”.

“Mulher de verdade não é a que seduz muitos homens, mas a que conquista o mesmo homem todos os dias”.

“Chorar também é coisa de macho”.

“Jogar com o ciúme é como dar um tiro no nosso próprio pé”.

“Eu colho os seios dela no quintal dos meus sonhos como duas mangas maduras”.

“É das reticências que nós tiramos as melhores e as piores conclusões”.

mar 2011 11
Imagem de Amostra do You Tube

por Leandro Alves
comportamento@blogdacomunicacao.com.br

Quando assisti ao vídeo da jornalista Rachel Sheherazade o meu sentimento foi de indignação. As suas palavras são de um absurdo que incomoda. Perturba. Rachel e eu seriamos meros opositores com ideias e pensamentos diferentes se ela não terminasse seu comentário falando que bom é o carnaval de outrora. E o que é que ela entende do carnaval de outrora? Responda quem souber. Quantos anos, amigos, vocês acham que esta criança metida a intelectual tem? Para mim no máximo uns trinta.

Sei que a minha questão pode parecer um tanto quanto idiota se comparada aos dados, estatísticas apresentados por ela; mas não me restam dúvidas de que o lapso no final revela que ela não fala do carnaval com conhecimento de causa. Ela quer passar a impressão de que vivenciou a fundo o início do século XX, o surgimento da primeira escolas de samba, das marchinhas nas décadas de 1920, 1930, 1940. Viveu? Claro que não. Simplesmente porque não deu tempo. É aí que vemos quando um ser humano é pernóstico e fala do que não entende.

Outro absurdo é atribuir ao carnaval a culpa por problemas como falta de segurança, deficiência de leitos para doentes nos hospitais e miséria dos cidadãos que não podem ir ao carnaval por falta de dinheiro. É papel do Estado lidar com questões complexas para que uma festa tão genuinamente popular transcorra em paz e seja acessível a todos. Pura retórica da jornalista.

fev 2011 25

HAICAIS1

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por Leandro Alves
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1
Viver o amor
Exercitando o humor
Vida com sabor

2
Ninguém vive só de flores
Não sabemos o quanto duram os amores
Aproveitemos os ardores

3
Tempo é sinônimo de construção
Falta de tempo não é desculpa
Para uma vida sem paixão

4
O teu olhar me desnuda
O teu amor me conjuga
Enquanto a vida não muda

5
Ela ama quem não a quer
Quem a ama mandou embora
Para ficar a migué

6
Estar só não é sinônimo de ser só
Se não suportamos nosso silêncio
Não formamos o nós

fev 2011 18

MINISTÓRIAS1

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por Leandro Alves
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01
No Bar, Maria senta-se com João, bebem juntos. Ele acaricia seu rosto com a mão esquerda, ela bebe o copo de cerveja e por eles passa um homem grisalho de porte elegante. Ela o olha de soslaio enquanto João grita pelo garçom que parece não enxergá-lo. O homem passa novamente e Maria lhe sorri. Ele lhe parece indiferente. Em volta, um negro toca no violão um samba antigo, casais aos beijos, um piá oferece amendoim torradinho nas mesas. João compra e oferece à Maria. Ela nega. O negro continua a cantar. Uma dúvida: aquele seria o velho sucesso do Noite Ilustrada?

02
Domingo à tarde. Ele assiste entusiasmado Cruzeiro e Atlético na televisão. Ela passa por ele com olhar doce. Ela atravessa a sala por duas vezes trajando uma Camisola Odalisca Longa vermelha que ele parece não notar. Atleticano roxo. Cruzeiro vencendo por dois a um. Explode um gol. Depois outro. Galo na cabeça. Ele grita, seus berros parecem incomodar os visinhos. Ele está bêbado. Caminha a passos trôpegos até a cozinha para pegar mais cerveja. Postada em frente à geladeira: – você não me ama mais, é isso?
Hora de dormir ela se tranca no quarto. Sem sucesso o bruto esmurra a porta até a manhã seguinte.

03
-O meu namorado me conheceu aqui. Não acredita, querido, pois é verdade?! Veio aqui umas duas ou três vezes e depois saímos juntos. Bebemos juntos. Depois ele me levou para casa dele. Minha mãe não é daqui. Em Belo Horizonte eu não tenho ninguém. Claro, claro que continuei na zona. Imagine, eu tenho minhas contas! E nunca escondi dele a vida que eu levo. Já tentei sair e morar com ele. O problema é que sempre que a gente briga eu volto. Esta semana ele disse que deixa e que na outra não. Vida de puta com homem normal não é fácil.

04
-Sei que aos vinte e sete anos você é abençoado pelas mãos de Baco e pouco indiferente aos caprichos de Afrodite.

fev 2011 11

por Leandro Pereira
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1. Por que me apaixonei por você?

2. Não sei. Primeiro pelo prazer que sentimos quando estamos juntos; porque melhor é a tua voz que o som das harpas.

3. Cada dia mais cúmplices; perseguimos a nossa alegria e cuidamos dela. Como o viticultor da tua vinha.

4. Sereia de voz melíflua que me arrebata; que se aninha em meu peito; que me beija compartilhando o teu mel. Com teu canto prenuncia uma língua quente a passar pelo meu ouvido.

5. Eu gosto dos teus beijos; dos contornos da tua pele branca e arrepiada; das tuas saboneteiras.

6. E me agrada os teus olhos claros; que são pedras preciosas; que se fixam em mim e me provocam pensamentos impuros.

7. São pelos teus seios pequenos e de bicos durinhos e rosados que procuro debaixo da tua blusa; são teus frutos e os saboreio com prazer e deleite.

8. Decerto que melhores são eles em minha boca; do que o vinho de Caná da Galiléia.

9. Sussurro aos teus ouvidos os Cantares de Salomão; mas teu é o cantar de Raquel; aquela que esperou seu amado por quatorze longos anos não se curvando diante da iniqüidade de Labão.

10. Agora você me quer dentro de si; sem medo ou pudor; pudendas.

11. O nosso silêncio é feito de desejo e gozo; de uma felicidade que não espera pelo juízo final.

12. Estes são os nossos segredos de alcova onde você me abraça louca e feminina.

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