por Maísa Capobiango
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Uma capa histórica do jornal The Palestine Post - Crédito: Reprodução
Era fevereiro de 1947 quando a Grã-Bretanha, um império em declínio, passou o controle da Palestina à Organização das Nações Unidas (ONU). O aumento dos conflitos entre judeus, ingleses e árabes forçou a reunião da Assembleia Geral da ONU, realizada em 29 de novembro de 1947, presidida pelo brasileiro Osvaldo Aranha e que decidiu pela divisão da Palestina Britânica em dois estados, um judeu e outro árabe, que deveriam formar uma união econômica e aduaneira. Em 14 de maio de 1948, David Ben-Gurion, primeiro de Israel, assinou a Declaração de Independência do Estado de Israel. A partir daí, começa a era de conflitos no país.
GUERRA DE INDEPENDÊNCIA
A Primeira Guerra Árabe-Israelense irrompeu logo após a independência, quando o Egito, Transjordânia, Iraque, Síria e Líbano mandaram suas tropas para invadir o estado nascente. O projeto de partilha da Palestina aprovado pela ONU previa o estabelecimento de dois estados, um árabe e outro judeu. Os árabes da Palestina não aceitaram a partilha e, com o apoio dos cinco países vizinhos, iniciaram o conflito, atacando bairros e cidades judias.
A guerra durou de 1948 a 1949 e culminou na fuga de cerca de 800 mil árabes palestinos e na invasão da Faixa de Gaza pelo Egito e da Cisjordânia pela Transjordânia gerando, assim, a Jordânia. Israel também conquista cerca de 75% do território que seria destinado aos palestinos e a parte ocidental da cidade de Jerusalém.

- O mapa original que criaria os dois estados. De vermelho o árabe e de verde o judeu – Crédito: Arquivo das Nações Unidas (ONU)
A GUERRA DE SUEZ
Em 26 de julho de 1956, o líder do Egito Gamal Abdel Nasser ocupa, nacionaliza e bloqueia o Canal de Suez impedindo o acesso de navios israelenses. Em resposta, Israel se alia à França e ao Reino Unido e integra uma força militar que invade o Egito em 29 de outubro. Israel penetra na Península do Sinai, mas é obrigado a recuar pela pressão dos Estados Unidos e da União Soviética. A ONU envia uma força de paz internacional a Suez.
A GUERRA DOS SEIS DIAS
Em 1964 é fundada no Cairo a Organização para a Libertação da Palestina (OLP). Ao longo das duas décadas anteriores, houve ataques terroristas esparsos contra Israel apoiados por países vizinhos. Com o acirramento das hostilidades e ante a iminência de um ataque militar conjunto árabe, Israel ataca Egito, Síria e Jordânia. Em 5 de junho de 1967, ao amanhecer, a força aérea israelense (FAI), fez um ataque coordenado às principais bases aéreas do Egito, destruindo todos os seus aviões no solo e inutilizando as pistas, marcando o início da Guerra dos Seis Dias.

- Tanque de guerra israelense ocupa as colinas de Golã na Guerra dos Seis Dias Crédito: Assaf Kutin/The State of Israel Government Press Office
No período da guerra, a FAI, destruiu 350 aviões árabes e perdeu 31. O exército egípcio tinha sete divisões e cerca de 950 carros de combate. O exército israelense montou a Operação Lençol Vermelho, fazendo um ataque-relâmpago.
Em 8 de junho, os israelenses fizeram uma armadilha, destruindo 60 tanques, 100 caminhões e 300 veículos. Para reabrir o estreito de Tiran, foi enviado um grupo de combate para o sul da península, a fim de encontrar com as forças pára-quedistas que saltavam em Sharma-el-Sheikh, não teve luta porque a guarnição egípcia havia se retirado.
Dificilmente na história militar, ocorreu uma vitória tão ampla e que foi conquistada em tão pouco tempo. Foram apenas quatro dias para derrotar um grande exército com sete divisões. A partir daí, a tensão só cresceu na Terra Santa.
Amanhã tem a segunda parte, aguardem!