nov 2011 29

MURRO EM PONTA DE FACA2

Escrito por Victor Oliveira | Postado em Comportamento | Tags: , , , ,

por Victor Oliveira

comportamento@blogdacomunicacao.com.br

Ditadinho antigo, do tempo da vovó, que sempre vem com um significado contemporâneo, com encaixe perfeito em diversas situações cotidianas. Dar murro em ponta de faca é, em simples palavras, persistir naquilo em que se sabe ser errado o resultado. É a teimosia em sua forma mais terrível, ou seja, não abrir mão de um ponto de vista ou de uma ação em prol de um conceito ou atitude que se sabe equivocado, sem possibilidade de sucesso, em prol de um orgulho imbecil.

E quantas vezes, caro amigo, não nos vemos em situações assim, apostando em relacionamentos, empregos, atitudes, opiniões, que são considerados errados por nós mesmos e que ainda assim são alvos de veemente defesa? Qual será o motivo de tamanha insistência? Qual será o resultado que se pretende agindo assim, contra tudo e contra todos, não sendo necessário nenhum dom de vidência para saber como será o desdobramento final?

Não faço apologia ao comodismo, não mesmo! As pessoas devem sim exercitar uma boa dosagem de insistência, persistência, até mesmo uma teimosia moderada. Mas isso não pode significar falta de percepção das consequências. Muitas coisas são previsíveis, pode-se antever qual será o resultado. E por que persistir nisso? Alimentar o orgulho, provocar reações em outras pessoas (ou ao menos tentar) ou vingar-se não devem ser razões para agir contra a consciência.

Em diversos casos é preciso admitir o erro, admitir a derrota, usá-los como fonte de crescimento, de entendimento, de evolução. Não é válido canalizar os sentimentos ruins como força para atacar o que fez mal. Nosso tempo por aqui é curto para insistir no que já fez mal um dia. O novo deve ser experimentado, pessoas diferentes, situações distintas, tudo isso como forma de revigorar, de se livrar de situações maléficas.

Talvez seja inerente ao ser humano passar por crises de Homer Simpson, tomando choque atrás de choque e insistindo em colocar o dedo na tomada, sem propósito algum. Mas essas crises devem ser minimizadas, devem ser analisadas com um pouquinho de razão para que não se tornem repetitivas. Por que sofrer de novo? Por que não ter de novo? Por que não ser de novo? Vale mesmo pagar o preço que o orgulho vai cobrar no futuro ou é melhor deixar de lado e partir pra outra? Fica o questionamento para os amigos que tiveram paciência de ler até aqui.

É isso. 

out 2011 11

por Victor Oliveira

comportamento@blogdacomunicacao.com.br

Não quero enlouquecer. O mundo passa por períodos difíceis, coisas inimagináveis acontecem, pessoas nos decepcionam a cada dia mais. E não foi sempre assim? Qual terá sido a sensação de quem viveu no passado e se viu em meio a guerras, doenças mortais, ascensão de figuras ditatoriais ao poder? Será que essas pessoas também pensavam que ali seria o fim do mundo? Que a modernidade não trouxe tantos benefícios assim para eles? Bem provável que a frase “antigamente era melhor” também era dita com certa frequencia.

Não posso concordar. Nada me obriga a aceitar que a corrupção é inerente aos brasileiros. Não acredito na conversa dessa turma que comanda há tempos e que não consegue provocar grandes mudanças sociais. Não entendo como a impunidade é a capa protetora da classe política deste país.  É inadmissível ver que a aplicação do Direito não é feita de forma igualitária.

Não vou deixar de fazer minha parte. Não vou me orgulhar de ser honesto, isso não é virtude, é obrigação. Não vou adotar o jeitinho brasileiro para me dar bem. Mas também não vou me calar quando vir que outras pessoas alcançam êxitos desta maneira. Quero falar o que penso e também quero que as providências sejam tomadas. Não quero votação secreta para livrar político corrupto de punição, não quero ver a polícia sendo acusada de usar algemas quando o foco das atenções deveria ser a corrupção das pessoas detidas.

Não devo deixar as coisas como estão apenas por comodidade. Posso me esforçar, fazer bem meu trabalho, melhorar um pequeno ponto e ter a esperança que outros tantos se juntarão ao meu, formando um sistema melhor, mais justo. Não vou colocar a culpa apenas no deputado palhaço, quando na verdade nós é que estamos no centro do picadeiro, com nariz vermelho, vendo toda a corja se movimento sempre em benefício próprio. Não dei meu voto para que excelentíssimo senhor fique fazendo homenagens e dando medalhas em vez de subir à tribuna para falar algo que preste, para propor ideias que realmente farão a diferença.

Não me rotule como chato. Não pense que a omissão muda alguma coisa. Está satisfeito com o rumo das coisas? Tome partido, cobre, fiscalize, denuncie. Deixe de ver um pouquinho da novela ou do futebol para acessar a página do seu vereador, do seu deputado, veja o que ele anda aprontando. Deixe de copiar uma citação que você nem sabe de quem é na sua rede social para demonstrar sua indignação com alguma coisa. Seja criativo, você pode sim ajudar nas mudanças. Se não sabe a resposta, pergunte, questione, mas, por favor, caro amigo, não se cale, não se omita. Faça sempre a sua pequena revolução.

Não quero. E não posso. E não vou. E não devo. E não. Não!

É isso. 

set 2011 20

por Victor Oliveira

comportamento@blogdacomunicacao.com.br

Imagine a cena: o cidadão sentado em uma cadeira, ambiente escuro, apenas uma luz em cima do rapaz. Em volta dele, alguns homens com cara de poucos amigos, fazendo perguntas aos gritos. Para completar, a cada resposta negativa, sessões de esmagamento dos testículos, enforcamentos com cordas, pancadas com objetos perfurantes na barriga e lanças fincadas nas costas. Parece cena de um filme ou algum documentário retratando períodos da ditadura militar no Brasil? Pois bem, não é.

Hoje em dia, caros amigos, ainda que se espante com isso, este tipo de coisa acontece praticamente em todos os finais de semana. E, por incrível que pareça, as pessoas gostam e pagam caro para assistir a estas sessões de tortura. Os torturados estão lá, ficam quietos em seus cantos, esperando a evoluída raça humana ditar os rumos de suas sofridas vidas. E a cada anúncio dos auto falantes, lá estão eles, sendo submetidos às mais variadas formas de tortura, de crueldade, tudo em prol de alguns segundos de “diversão’ para a platéia, milhares de reais para quem tortura e milhões para quem organiza todo este circo.

É de se indignar, não é mesmo? Como pode, em pleno século XXI, acontecer este tipo de atrocidade? Como autoridades podem permitir que tais práticas sejam mantidas aos olhos de todos, como se normal fosse? Pois é, permitem e ainda apóiam, com incentivos fiscais, disponibilizando locais, incentivando com recursos públicos. Para piorar um pouco, diversos artistas de renome nacional e internacional vão a estes locais apresentarem seus shows.

Pois bem, a realidade é esta. O último caso de tortura alvo de matérias na imprensa é o de um peão que, em uma prova conhecida como bulldog, lesionou um bezerro a ponto de deixá-lo tetraplégico, tendo que ser sacrificado logo após a prova. Essa prova consiste no peão pular de um cavalo e, ainda em movimento, pegar o bezerro que foge desesperado, torcer seu pescoço até que o mesmo, para não ser ainda mais machucado, pule e se vire de costas para o chão. Outra prova com bezerros é a do laço, na qual o bezerro foge do peão montado em seu cavalo, até ser atingido por um laço no pescoço. Com o bezerro correndo, é possível imaginar o resultado disso: diversos casos de enforcamento do animal, além de lesões na coluna provocado pela freada repentina.

Na Espanha, país de primeiro mundo, evoluído, símbolo da supremacia da Europa, as touradas acontecem com frequência. Do mesmo que por aqui, lá os touros estão sujeitos às mais diversas formas de crueldade. Os animais são atingidos por estacas, lanças, espadas e adagas. Ao final, após o animal sangrar e sofrer muito, o toureiro finaliza a crueldade com uma espada, dando o golpe final e ceifando a vida do touro. Tudo isso aplaudido por milhares de espectadores.

Que tipo de espetáculo é esse em que as pessoas vão para se divertirem com o sofrimento dos animais? Até quando vamos tolerar que se maltratem seres vivos para que empresários e peões profissionais enriqueçam? Quando os artistas vão se tocar que ao se apresentarem nestes eventos, estão dando sinal positivo para tudo que ocorre lá? Por que nosso dinheiro é investido pelo poder público nestes eventos?

Somos pequenos frente à máquina que controla tudo isso. Mas podemos, ao menos, fazer nossa parte. Boicote rodeios, caro amigo, ainda que seu artista favorito vá tocar lá, não compre ingresso para vê-lo. As redes sociais estão aí, demonstre sua insatisfação com este tipo de coisa. Por mais que ache pouco, se cada um fizer sua parte, pode ser que alguma mudança aconteça. E se não acontecer do modo que desejamos, ao menos durmo tranquilo, sabendo que não contribuí para que esta barbárie continue acontecendo.

É isso. 

ago 2011 30

 

 

por Victor Oliveira

esportes@blogdacomunicacao.com.br

Ontem, dia 29 de agosto de 2011, o Correio Braziliense deu uma manchete com o seguinte teor: “Supostos lutadores da UFC espancaram rapaz na 106 Sul neste domingo”.  De acordo com a matéria, alguns jovens, após assistirem, pela televisão, ao campeonato de UFC que acontecera no Rio de Janeiro, saíram do bar e espancaram um jovem, que teve que ser submetido à cirurgia no maxilar por conta das agressões sofridas. Após a matéria, muitos comentários surgiram, sempre colocando a culpa no campeonato de artes marciais, como o próprio teor da manchete já explicita.

No mesmo fim de semana do UFC, o Campeonato Brasileiro teve a rodada dos clássicos estaduais, onde está sempre presente a grande rivalidade dos times e, infelizmente, das torcidas, sobretudo das organizadas. Diversos conflitos foram registrados, até mesmo em jogos de torcida única, como foi o caso do jogo Atlético MG x Cruzeiro, que recebeu apenas a torcida do Galo, mas que ainda assim casos de agressões foram vistos. Isso sem falar no jogo do Corinthians X Palmeiras, com registro de homicídio praticado em conflito de torcidas.

Tudo isso leva à reflexão: até quando será tolerado, e não digo apenas pelo poder público, mas por todos nós como sociedade, que este tipo de evento, no formato que tem ocorrido, aconteça? Todos os jogos que envolvem grandes torcidas acabam do mesmo jeito, com atos de violência e vandalismo. E isso porque as televisões não mostram realmente os bastidores, pois ali que acontecem as intimidações, pequenas brigas, torcidas visitantes sendo obrigadas a receber escolta da polícia desde a chegada à cidade, entrando correndo no estádio e esperando até 3 horas após o jogo para poder sair. Que tipo de diversão é esta?

Além disso, pense na quantidade de serviços públicos desviados para o atendimento a este tipo de evento: efetivo enorme de policiais, ambulâncias, médicos e enfermeiros, fiscais, entre outros. Lógico que estes serviços estão aí para nos atender, já que são mantidos pelos nossos impostos, mas será mesmo que deslocar mais de mil policiais apenas para um evento é necessário? Quanta falta estes profissionais farão no cotidiano das outras pessoas que resolveram não ir ao estádio. E este efetivo é deslocado para lá justamente pelo histórico de problemas que se tem nesses eventos. Tudo certo em se ter serviços públicos de qualidade nos eventos que nos garantam diversão, mas o que se critica é a mobilização uma verdadeira operação de guerra a cada jogo que acontece.

Partindo para o esporte em si, o UCF parece ser o mais violento, aquele que carrega consigo sangue, agressões, pancadas. E o futebol não é do mesmo jeito? Quantas e quantas vezes assistimos pancadarias em campo? E as entradas desleais, algumas chegando até mesmo a serem julgadas pelo STJD com punições aos atletas? Futebol é sim um esporte violento, mesmo em peladas os atletas saem contundidos, roxos. E isso é normal, assim como é normal no UFC o atleta sair de olho roxo, sangrando. Faz parte do esporte. E isso não quer dizer que as pessoas que assistem as lutas vão sair por aí quebrando o primeiro cidadão que aparecer na frente. Assim como quem assiste a uma partida de futebol não vai sair por aí dando carrinho por trás em todo mundo.

É preciso repensar o formato da exibição dos eventos, principalmente os esportivos. Não dá mais para ir aos estádios e passar por tudo isso. Não dá mais para ver milhares de servidores deslocados para atender a um bando de marmanjos que vão para lá somente para brigar, causar tumulto. Não dá mais para aceitar organizações mantidas com dinheiro sabe-se lá de onde, que se escondem atrás dos escudos dos clubes, mas que detém poder muito maior do que deveriam ter. Não dá mais para pagar para assistir futebol e ter de brinde seções de vale tudo (vejam, não é sinônimo do que se pratica no UFC) do lado de fora dos estádios. Chega! O árbitro já apitou o fim deste jogo e todos nós já fomos nocauteados faz tempo.

É isso. 

ago 2011 23

CONJUGANDO8

Escrito por Victor Oliveira | Postado em Comportamento | Tags: , , ,

por Victor Oliveira

comportamento@blogdacomunicacao.com.br

A percepção do tempo varia de acordo com o desejo e ambos são razões diretamente proporcionais. Por saudade, por ansiedade, o tic tac do relógio não soa igual para todos, os ponteiros não correm na mesma velocidade. Querer muito, desejar demais, atrasa, posterga, distorce o tempo em desfavor de quem o aguarda.

O tempo está ali, caro amigo, quer você queira, quer não. Querer antecipá-lo mudará algo no resultado final? E por que, então, todo este sofrimento, toda esta tensão? Faça bem feito o meio, que o fim virá da forma que se espera. E se não vier, paciência, mude a rota, o sonho, talvez aquilo não lhe preenchesse, não seria tudo o que esperava.

Tempo, tempo, tempo. Coisa estranha é o tal do tempo! Outro dia era apenas um menino, que distância havia do mundo adulto! Demorou tanto para crescer e agora vejo o quão rápido foi tudo. Cadê aquela vontade de brincar, cadê a despreocupação, onde estão as relações sem interesse, cadê todo mundo na rua para jogar golzinho, cadê, cadê?

Temos muito pouco tempo por aqui. Em alguns casos o jogo termina ainda antes do apito final. E a passagem para alguns é marcada por rancor, arrogância, indiferenças, tudo que prejudica não só quem sente, mas, principalmente, quem recebe.  Qual o sentido de se viver assim?  Por que buscar o conflito se as arestas podem ser aparadas? Por que não abrir mão de posições extremistas sabendo que é assim que se pacificam relações?

Relações duradouras, relações efêmeras, mas relações. Não fuja delas, no fundo são elas que sustentam nossa existência, que fazem com que as coisas por aqui adquiram algum sentido. Desfrute o tempo que tiver perto das pessoas que lhe fazem bem, que proporcionam boas sensações. Esse tempo corre igual como em todos os casos, mas cada minuto assim demora mais, se arrasta, quando vivido, e que depois será marcado na memória como tempo que passou veloz, mas tempo que será lembrado, tempo marcado no próprio tempo.

É isso.

ago 2011 08

ONDE ISSO VAI PARAR?6

Escrito por Victor Oliveira | Postado em Política | Tags: , , , ,

por Victor Oliveira

comportamento@blogdacomunicacao.com.br

Que as coisas não vão bem em diversos campos, isso é notório para todos. A saúde agonizando, educação precária, profissionais mal remunerados, desmotivados, falta de estrutura e equipamentos. Parece ser sempre o mesmo blá, blá, blá. Mas entre as diversas mazelas sociais que ocorrem neste pobre rico país, uma me chama mais a atenção: a segurança pública.

Não irei entrar no mérito do sucateamento das polícias, da falta de efetivo, dos míseros salários pagos em alguns estados, transformando a profissão em um subemprego, em uma última opção de trabalho. Isso também já é senso comum, notícia corriqueira. O que mais preocupa dentro da segurança pública é a inversão de valores que ocorre atualmente.

Entendo perfeitamente o espírito da Constituição de 1988. Ela foi elaborada por pessoas que vivenciaram situações de extremo abuso de poder, sobretudo pelos militares. Entendo também que a polícia de outrora era por demais politizada, entranhada em um sistema brutal e corrupto, servindo a interesses de um ou outro grupo que se revezava no poder. Tudo isso contribuiu para que um conjunto de leis mais rígidas no que tange o controle de abusos fosse criado. Além disso, a proliferação de políticas voltados aos interesses de defesa dos direitos humanos tornou-se uma realidade indissociável de qualquer lei que porventura seja criada.

O que está acontecendo nos dias atuais é justamente uma inversão de valores. A cada dia novas leis penais são criadas, favorecendo que opta pelo mundo crime. Brechas legais são utilizadas por experientes advogados para postergar condenações. Policias, ao contrário do que dita a lei, são praticamente considerados culpados até que se prove a inocência.  Militantes dos direitos humanos confortam famílias de presos, mas não auxiliam famílias de policiais mortos no cumprimento do dever. O próprio Estado paga auxílio reclusão de R$ 798,30 para famílias de detentos, enquanto briga para que o salário mínimo fique em R$545,00 e, ao mesmo tempo, tira todas as gratificações do policial da ativa que teve que se aposentar por invalidez em decorrência de acidente em serviço.

Onde está, afinal, a real defesa dos Direitos Humanos? Ela só existe para um lado da moeda? Cadê o Estado que não está vendo que as pessoas estão perdendo o principal de seus direitos, que é a liberdade? Como ter qualidade de vida se ela vem desacompanhada da sensação de segurança? Por onde andam os direitos dos cidadãos de bem de possuírem seus bens sem a preocupação de ter que escondê-los? Até quando vamos suportar infratores com mais de trinta passagens pela polícia soltos nas ruas e cometendo os mesmos crimes?

O Brasil marcha, perigosamente, para um caminho sem volta. Não gera votos investir em segurança pública. Não gera mídia o esforço para que um novo modelo de segurança seja implantado. As coisas não vão bem e a tendência é piorar. Os bandidos debocham de todo o sistema penal, a polícia e a justiça estão cada vez mais amarradas por leis criadas sem um mínimo critério, os presídios caríssimos não recuperam mais ninguém. Muitas questões, nenhuma ação e o sangue de gente inocente sendo derramado sem respingar nos detentores do poder, já que para eles o sistema não falha, pois vivem num país paralelo, com carros blindados, seguranças particulares e condomínios de luxo.

É isso.

Obs: Para ilustrar, segue vídeo com depoimento do bandido envolvido em um latrocínio e entrevista de seu advogado.

Imagem de Amostra do You Tube

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