ago 2009 30

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Suplicy deveria mostrar o cartão vermelho para toda a política nacional - Crédito: Estadão
Suplicy deveria mostrar o cartão vermelho para toda a política nacional – Crédito: Estadão

Na semana passada o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) mostrou um cartão vermelho para o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) em plena sessão da Casa. O petista argumentava que Sarney não tinha mais condições de presidir o Senado e deveria renunciar ao cargo. Mas Suplicy estava atrasado. Mostrou cartão vermelho para Sarney dias após o mesmo ser inocentado pelo conselho de Ética com ajuda do Partido dos Trabalhadores. Suplicy foi motivo de chacota pelos próprios colegas e ainda questionado pelo senador Heráclito Fortes (DEM-PI), se mostraria o cartão vermelho para o presidente Lula.

A ideia do petista é boa. E se fosse aplicada na política nacional muita gente mereceria “ir para o vestiário mais cedo”. A começar pelos deputados federais, que andam quietinhos. Depois dos escândalos da farra das passagens aéreas e do castelo de Edmar Moreira (sem partido-MG) no começo do ano, a Câmara viveu dias de ostracismo com os diários escândalos no Senado Federal. Pois bem, ela está de novo na mídia. Agora a Câmara deu sinal verde para o projeto que criará mais de 7 mil vagas para vereadores em todo o país e deve encaminhar a proposta em breve para o Senado.

Mas será que é necessário criar mais 7 mil vagas de vereadores? Não seria melhor diminuir o número deles ao invés de aumentar? Um exemplo é a cidade de São Paulo, onde a principal ação dos vereadores é criar datas comemorativas e homenagens a “cidadãos paulistanos”. Lei que é bom para cidade nada. E o que dizer dos parlamentares que queriam furar a fila para receber medicamentos que combatem a gripe A antes mesmo do que a população. Estes não mereciam levar um cartão vermelho também?

Além de todos esses fatos outro caso é digno de expulsão. O mesmo Heráclito Forte que sugeriu um cartão vermelho para Lula, poderia levar esse prêmio. O senador é um dos maiores defensores da construção de uma nova praça de alimentação no Senado, que custará a bagatela de R$ 1,5 milhão. E isso que o prédio já conta com um restaurante e uma lanchonete para seus funcionários. Realmente, não há limites para a gastança de dinheiro público. Se a ideia de Suplicy fosse realmente aplicada na vida real, o jogo não terminaria. Faltariam jogadores para continuar a partida.

James Freitas e Guilherme Freitas
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3 comentários

  1. Suplicy perdeu a oportunidade de ficar calado. Ao pedir a benção de Sarney antes de se pronunciar, deixou bem claro que essa palhaçada foi apenas isso: uma palhaçada.

  2. Com tudo isto que está acontecendo, o ideal, seria uma renúncia coletiva de todo o congresso nacional e uma nova eleição sem a participação dos atuais parlamentares. Parabéns pelo artigo.

    Abraços

  3. E foi o impostor do Panico que entregou o cartão ao Eduardo ahahhahah

    Mateus

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