ago 2010 10

Os editoriais serão publicados regularmente e estarão disponíveis na homepage do site e depois na aba “Editorial”, localizado no cabeçalho do blog. O editorial representa as ideias e opiniões dos editores e idealizadores do Blog da Comunicação: James Freitas e Guilherme Freitas. Boa leitura!

Sakineh Ashtiani, condenada a morte por apedrejamento – Crédito: Reprodução

E mais uma vez o Irã causa dor de cabeça ao Brasil. Após sofrer mais sanções das Nações Unidas, o país persa agora está na mira do mundo ao manter a sentença de apedrejamento de Sakineh Ashtiani, uma mulher iraniana acusada de adultério. Na semana passada, o presidente Lula foi a público fazer um pedido ao colega Mahmoud Ahmadinejad. O brasileiro propôs asilo a Sakineh em troca da vida da mulher. O governo iraniano negou e ainda debochou: “Sabemos que o presidente Lula é uma pessoa muito emotiva”, disse Ramin Mehmanparast, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.

Sakineh Ashtiani é uma mulher iraniana de 43 anos que está presa desde 2006 acusada de adultério. Ela é acusada de se envolver com outros dois homens enquanto estava casada e já recebeu 99 chibatadas. Seu marido foi assassinado e ela também é acusada de participação no crime, embora documentos da Justiça do país neguem que ela esteja envolvida. A acusada se diz vítima do machismo e preconceito da sociedade conservadora contra as mulheres. O advogado que a defendia fugiu para a Turquia após a prisão de sua família. Também há uma campanha na web chamada Free Sakineh, em apoio a mulher.

Após tanta repercussão negativa, o caso deve sofrer mudanças. Sakineh não deve ser apedrejada agora. A tendência é que o regime dos aiatolás espere a poeira baixar para depois executar a mulher. Após ter tentado se esquivar das perguntas sobre o tema, Lula voltou atrás e pediu asilo político para a iraniana. Sua relação com o Irã não é bem visto pelos EUA, que encabeçam as sanções contra o país persa. Lula acredita que o país asiático busca enriquecer urânio para fins pacíficos e disse certa a vez a Hillary Clinton que tem medo que o Irã se torne um novo Iraque, ou seja, um palco de guerra.

É perigoso para o Brasil manter posições tão próximas com o Irã. O regime de Ahmadinejad é bruto e não respeita os direitos humanos. No ano passado, reagiu de forma truculenta contra opositores que fizeram manifestações pacíficas nas ruas de Teerã. Prende e tortura opositores em várias prisões espalhadas pelo país e ainda insiste em enriquecer urânio para obter armas nucleares. Nos últimos dias uma nova polêmica: o governo lançou um site chamado Holocartoons para denegrir a imagem de Israel e negar a existência do Holocausto. Clique aqui para ler.

Será que o Brasil faz um bom negócio ao estreitar laços com um governo tão autoritário e perverso? Vale a pena se rebaixar tanto em busca de um lugar no Conselho de Segurança da ONU? Entendemos que o Brasil não. O país está crescendo, mas ainda está longe de ser um protagonista mundial. Exemplo disso é que não consegue nem apaziguar uma crise entre os vizinhos Colômbia e Venezuela, que se estende há muito tempo. O Brasil precisa primeiro resolver seus muitos problemas internos para depois assumir uma postura de líder mundial.

James Freitas e Guilherme Freitas
Editores e Idealizadores do Blog da Comunicação
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jul 2010 27

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Dilma Rousseff e José Serra, disputam a liderança nas pesquisas – Crédito: Divulgação

Recentemente saíram novas pesquisas eleitorais sobre a corrida pela presidência. Os institutos Datafolha e Vox Populi publicaram os resultados colhidos em julho. No Datafolha, José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) aparecem tecnicamente empatados: o tucano tem 37% contra 36% da petista. No Vox Populi, Dilma está bem à frente de Serra: 41% contra 33%. Ai surge a pergunta que não quer calar: como duas pesquisas conceituadas e respeitadas pela opinião podem apresentar resultados tão diferentes?

Realmente é difícil saber. Uma diferença de dois ou três pontos é até compreensível, mas a diferença agora é de oito pontos e o líder é diferente em cada pesquisa. Na maioria das vezes as pesquisas acertam o resultado, mas já ocorreram erros. Vale a pena lembrar que nas eleições para prefeito de 2008 da cidade de São Paulo[bb], elas apontavam uma vitória de Marta Suplicy no 1º turno, com Gilberto Kassab e Geraldo Alckmin disputando o segundo lugar. Resultado: Kassab passou para o 2º turno com uma boa vantagem para os adversários.

Nós editores-chefes do Blog da Comunicação não acreditamos e confiamos nas pesquisas eleitorais. Nada contra os institutos, mas não cremos que esse tipo de atividade enriqueça a disputa eleitoral. Além disso, vale lembrar que Carlos Augusto Montenegro, presidente do Ibope, foi citado na CPI do Banestado. As pesquisas são úteis para o eleitor tomar conhecimento dos nomes que estão na disputas pelos cargos públicos. Porém, no Brasil elas funcionam como um termômetro. Muita gente simplesmente vota no nome mais bem colocado ou simplesmente no mais famoso. Ao invés de usar a pesquisa para se informar, grande parte dos eleitores não procura conhecer as propostas de todos os candidatos.

Dois exemplos ilustram bem o que queremos dizer. Após os escândalos de corrupção que culminaram na prisão do ex-governador José Roberto Arruda, eis que surge mais uma vez o nome de Joaquim Roriz. Com escândalos e até renúncias no currículo, ele é o líder nas pesquisas no Distrito Federal e com chances de vencer no 1º turno. Em Alagoas é Fernando Collor de Melo[bb] quem lidera as pesquisas. Único presidente da República a sofrer impeachment em toda a história, Collor segue forte no estado onde se elegeu Senador em 2006.

O que escrevemos aqui só mostra como as pesquisas não ajudam a população a entender o processo eleitoral. Sem contar que muitas vezes beneficiam uma das partes. A democracia do Brasil é jovem, mas precisa crescer. As pesquisas eleitorais precisam sofrer uma reciclagem e melhorar seus métodos de avaliação. Somando isso, a população tem que se interessar mais pela eleição e os candidatos. Tem que fazer a sua parte de cidadão. O Brasil não é só seleção e Copa do Mundo.

James Freitas e Guilherme Freitas
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jul 2010 07

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O presidente da CBF, Ricardo Teixeira - Crédito: Divulgação

Não foi dessa vez! A seleção brasileira partiu confiante e como favorita para disputar a Copa do Mundo na África do Sul, mas o tão desejado hexacampeonato não veio. Após duas belas exibições diante Costa do Marfim e Chile, uma estreia dura contra a Coreia do Norte e uma pelada contra Portugal, o Brasil mediu força contra a Holanda[bb] pelas quartas de final. E sucumbiu diante a equipe laranja. Após um belíssimo primeiro tempo, onde Robinho marcou um belo gol e a seleção massacrou o adversário, a equipe canarinho mostrou uma outra postura na segunda etapa. Tomou dois gols bobos, se descontrolou e deu adeus ao Mundial. Mas de quem é a culpa pelo tropeço em solo africano?

Dunga e Felipe Melo foram eleitos pela grande maioria da sociedade brasileira os grandes vilões. Para nós, Editores-chefes do Blog da Comunicação, eles têm uma parcela de culpa igual ao de todos os demais jogadores e membros da comissão técnica. Mas não podem ser crucificados como “responsáveis pela derrota”. A cultura brasileira de punir jogador de seleção que falha em momentos cruciais é muito cruel e injusta. Lembrem-se que Barbosa (1950), Zico (1986) e mais recentemente Roberto Carlos (2006) carregam a fama de responsáveis por fracassos. Dunga errou ao levar muitos volantes e privar a equipe de jogadores criativos como Ronaldinho ou Ganso, mas não podemos esquecer que durante quatro anos ele conquistou um belo currículo. Já Felipe Melo fez uma boa Copa em números e deu uma linda assistência a Robinho diante a Holanda. Seu erro capital foi o pisão em Robben e a expulsão, que acabou de vez com o time.

Mas o time todo não rendeu. Kaká não foi o grande craque que esperávamos e teve apenas lampejos durante a Copa. Michel Bastos não emplacou na lateral-esquerda, Daniel Alves não se acertou como meia, Júlio César falhou no lance capital e Robinho e Luis Fabiano marcaram gols insuficientes. O capitão Lúcio foi de longe do melhor jogador da seleção na Copa e é uma pena que não vai poder erguer a taça. A torcida esteve sempre ao lado da seleção durante a Copa, mas sem com um pé atrás com Dunga. Ela não deve crucificar o técnico e os jogadores. O Brasil perdeu para si mesmo, para seu péssimo preparo emocional.

Não podemos esquecer da imprensa. Ela tem sua parcela de culpa na história. Antes do Mundial muitos veículos de comunicação infernizaram a seleção durante os treinos. O clima estava tão ruim que Dunga ofendeu um jornalista TV Globo durante uma coletiva. Chega a ser engraçado ver os mesmos jornalistas que reclamavam da bagunça de Weggis, por último, reclamavam do pouco contato que tinham com a seleção. Mas não podemos nos esquecer de Ricardo Teixeira, o presidente da CBF. Pouca gente lembrou do cartola nesta Copa. Ele esteve mais preocupado com a Copa de 2014 e com a exclusão do estádio do Morumbi (projeto de seu desafeto político, Juvenal Juvêncio) do que com a equipe que lutava pelo hexa na África do Sul.

Teixeira quer o comando da Fifa e só pensa em si mesmo. Não liga a mínima para a situação do futebol brasileiro. Teixeira deveria se espelhar no ex-presidente da Federação Francesa de Futebol, Jean-Pierre Escalettes, que pediu desculpas públicas e demissão do cargo após o fiasco da França neste Mundial. É preciso começar a mudar do topo para recolocar o futebol brasileiro no caminho das glórias. Nós editores do Blog da Comunicação perguntamos a você, caro internauta, de bate pronto, sem auxilio ao Google[bb]: Qual o nome do último presidente da CBF antes do inicio da “era Ricardo Teixeira” e quanto tempo ele ficou à frente da instituição?

James Freitas e Guilherme Freitas
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jun 2010 09

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O Mavi Marmara, navio abordado por militares de Israel – Crédito: Divulgação

A truculência do exército de Israel contra a embarcação Mavi Marmara, lotada de pacifistas na semana passada, foi um tiro no pé do Estado judeu. Foi um ato de total despreparo diplomático, a melhor forma da política do “atire primeiro e pergunte depois”. Está certo que os soldados foram recebidos com pedaços de pau e pedra, mas nada justifica desastrosa ação que resultou em nove mortes e dezenas de feridos. É inadmissível que os militares do país abordem dessa maneira uma embarcação em águas internacionais.

O Mavi Marmara rumava com outros barcos para o litoral da Faixa de Gaza. A região é governada pelo partido terrorista Hamas, que além de negar a existência de Israel, ainda prega a destruição do Estado judeu. Após a vitória do Hamas nas eleições palestinas de 2006, Gaza vive cercada por todos os lados e seu litoral é vigiado 24 horas por dia pela marinha israelense. O bloqueio do governo de Israel confina cerca de 1,5 milhão de pessoas em uma área de 360 km². Nada entra lá sem a autorização dos israelenses.

Israel[bb] sempre foi uma nação que investiu pesado em armamento e segurança. O pequeno país de 22 mil km², vive próximo a inimigos hostis como Hamas, o terrorista Hizbollah no Líbano e o Irã. No passado já entrou em guerra contra o Egito, Síria e Jordânia, e hoje está em atrito com o governo turco. O país asiático é um dos nove no mundo que possui armamento nuclear, embora nunca tenha assumido ou negado. O fato de manter bloqueio em Gaza causa protestos em várias partes do planeta, mas o governo conservador não dá sinais de recuar.

A embarcação pretendia levar mantimentos a Gaza. Alguns dos membros do Mavi Marmara tem ligações com o alto comando do Hamas, e na prática são considerados inimigos por Jerusalém. Após o incidente outro navio, o Rachel Corrie, tentou chegar até Gaza, mas foi interceptado (desta vez com segurança) e levado a base naval de Ashdod. Até o momento a comunidade internacional criticou a ação de Israel.

Somos totalmente contra a violência e o ódio no Oriente Médio. Também não concordamos com o bloqueio imposto por Israel em Gaza, pois nada justifica privar a liberdade de milhões de palestinos inocentes. Porém, condenamos as ações terroristas de grupos extremistas que insistem em negar a existência de uma nação legítima como é o Estado israelense. Cabe a ONU tomar frente nessa situação e fazer valer seu peso político. E os Estados Unidos[bb] devem deixar a parcialidade de lado e agirem como principal potencial mundial. Se houver justiça e bom-senso, a paz poderá reinar na Terra Santa.

James Freitas e Guilherme Freitas
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mai 2010 25

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Lula quer fazer do Brasil um protagonista mundial – Crédito: Reuters

No início da semana passada aconteceu a tão polêmica visita do presidente Lula ao Irã. O brasileiro se reuniu com o colega iraniano Mahmoud Ahmadinejad para conversar sobre relações comerciais e claro, discutir sobre o programa nuclear do país asiático. Os iranianos afirmam que o enriquecimento de urânio é destinado para fins pacíficos, civis e medicinais. Os Estados Unidos[bb], a ONU e as potências europeias não acreditam, e acusam o Irã de estar desenvolvendo sua bomba atômica.

Buscando mostrar que o Brasil está interessado em ser um protagonista mundial, Lula assinou junto com Ahmadinejad e com o primeiro-ministro turco Recep Tayyip Ergodan um acordo nuclear, onde o Irã se compromete a enviar urânio pouco enriquecido a Turquia. Depois ele receberia o urânio totalmente enriquecido, que seria insuficiente para produzir uma arma nuclear. Por outro lado, os Estados Unidos, Europa e ONU mostraram-se céticos e ainda defendem sanções econômicas ao regime dos aiatolás.

Podemos tirar várias conclusões desse acordo entre Brasil-Irã-Turquia, mas nenhuma parece certa. O esforço do presidente Lula deve ser reconhecido e não pode ser menosprezado. O brasileiro, que parece estar em plena campanha pelo cargo de Secretário-Geral da ONU ou de presidente do Banco Mundial, foi até o Irã para mostrar ao mundo que o Brasil pode ser uma opção as grandes potências para se resolver impasses internacionais. Porém, o acordo não convenceu os principais inimigos de Teerã: Estados Unidos e Israel.

Pesa contra o Irã o histórico do regime dos aiatolás, que não respeita os direitos humanos e que reprimiu com truculência manifestações durante as últimas eleições no país. Sem falar no presidente ultraconservador Ahmadinejad, que prometeu varrer Israel do mapa. Imaginem o que pode ocorrer se o Irã desenvolver um arsenal atômico. Seus vizinhos na região (Israel, Índia e Paquistão) também têm armas atômicas e o clima ficaria tenso. Um confronto entre eles seria catastrófico para toda a humanidade.

O que resta ao mundo agora é aguardar uma nova movimentação desta estratégica partida de xadrez[bb]. Com este acordo ao lado do Brasil e da Turquia, o Irã ganha um pouco mais de tempo e vai enriquecendo seu urânio. Brasileiros e turcos são contra as sanções econômicas que os EUA e aliados tentam impor aos aiatolás. Os americanos querem isolar cada vez mais Teerã, que parece não temer as repressões de Obama e Hillary. Essa novela parece esta longe de um fim. E em breve saberemos se o Brasil será um protagonista ou apenas um personagem secundário.

James Freitas e Guilherme Freitas
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abr 2010 01

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O presidente a Associação Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, recebe o presidente Lula – Crédito: Reuters

Em março o presidente Luis Inácio Lula da Silva estive no Oriente Médio, mais precisamente em Israel, Palestina e Síria, para mostrar ao mundo que o Brasil está interessado em trabalhar pela paz na região mais conturbada do mundo. Lula se reuniu com os principais líderes locais, discursou no Knesset (Parlamento israelense) e passou uma noite em Belém, cidade onde nasceu Jesus Cristo[bb]. O giro do presidente repercutiu em vários jornais mundiais e o nome do brasileiro foi cogitado para o cargo de Secretário-geral da ONU. Em maio Lula vai ao Irã, que sofre pressão internacional devido ao seu controverso enriquecimento de urânio. Mas o que o Brasil pode ganhar com essa política de paz no Oriente Médio?

A região é uma das mais tensas do mundo e a violência nunca dá trégua. Nas últimas semanas a tensão voltou à tona quando Israel anunciou novas construções de casas para judeus em Jerusalém Oriental, território de maioria árabe. O caso gerou mal-estar entre palestinos e israelenses, causando críticas do mundo árabe e até do maior aliado: os Estados Unidos, que não gostaram do anúncio da manutenção das obras ter sido feito quando o vice-presidente Joe Biden estava no país. O Brasil também não gostou da posição israelense e a criticou durante a visita de Lula, mas nada parece capaz de demover o premiê Binyamin Netanyahu.

A visita de Lula a Israel, a primeira de um Chefe de Estado brasileiro desde o Imperador Dom Pedro II[bb], foi muito proveitosa. O Brasil tem uma das maiores comunidade judaicas do mundo e estava na hora de um presidente visitar o país. Mas os israelenses ainda não parecem confiar totalmente no presidente brasileiro: pelo fato do Brasil ter estado ausente durante décadas dos problemas da região e muito mais pela aproximação de Lula com o regime autoritário dos aiatolás do Irã. Lula diz que é necessário manter conversas com os iranianos para chegar a paz, mas Israel que é ameaçado constantemente pelo presidente Mahmoud Ahmadinejad não quer saber de conversa.

É boa a intenção de Lula em ajudar na campanha pela paz no Oriente Médio e pela criação do Estado Palestino. Os Estados Unidos que no governo Bush eram ferrenhos aliados de Israel, mudaram o tom com Obama[bb]. Agora é mais comum ouvir críticas da Casa Branca sobre a política israelense. O Brasil quer ser um protagonista, mas pode ao mesmo tempo se complicar devido a gravidade dos fatos. Sempre dizem que Oriente Médio é um ninho de cobras. Lula não é bobo e sabe disso. Resta saber o que ele fará após deixar a presidência? Vai se empenhar pela paz, talvez como membro da ONU? E qual política o futuro governo brasileiro vai adotar? Se eleito Serra manteria relações com o Irã?

São perguntas que apenas o tempo pode nos responder, o mesmo tempo que vai aguardar pela criação do Estado Palestino. Resta-nos apenas torcer que a paz e o bom senso prevaleçam na Terra Santa.

James Freitas e Guilherme Freitas
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