Os editoriais serão publicados regularmente e estarão disponíveis na homepage do site e depois na aba “Editorial”, localizado no cabeçalho do blog. O editorial representa as ideias e opiniões dos editores e idealizadores do Blog da Comunicação: James Freitas e Guilherme Freitas. Boa leitura!
A capa da Folha de S. Paulo da semana passada exibia como manchete principal: “Copa no Brasil em 2014 já custa mais que África-2010”. Nada de tão surpreendente assim, tratando-se do histórico de altos gastos na realização de megaeventos no país e do grande estouro no orçamento dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro em 2007. A Copa do Mundo de 2104 e os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, serão ótimos eventos para a projeção do Brasil no cenário internacional. Porém, ao mesmo tempo será a glória para cartolas, políticos e empreiteiras, que poderão abusar dos gastos caso não entre em vigor uma fiscalização de controle eficiente.
O ministro dos esportes Orlando Silva (PCdoB) afirmou que duvida que os africanos vão gastar menos que o Brasil, mas o ministro esquece de olhar a retaguarda. Infelizmente as autoridades brasileiras não têm o menor pudor quando se está em jogo verba pública. Além de tudo que ocorreu nas obras dos Jogos Pan-Americanos do Rio, os políticos brasileiros como um todo (raros mocinhos e muitos vilões) são famosos pelos altos números de escândalos de corrupção. Não adianta erguer modernos estádios para depois os deixarem fechados. É preciso deixar um legado para as cidades-sedes. E este legado não é só uma arena, e sim melhorias no transporte público, hotelaria, segurança e educação.
Recentemente, o jornal americano The New York Times, publicou uma reportagem sobre a situação do majestoso estádio Ninho do Pássaro, palco principal dos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008. Totalmente abandonado, o estádio está sendo aberto apenas para visita de turistas estrangeiros que pagam por isso e ainda podem comprar souvenirs nas lojas do estádio. Graças aos altos custos para manter a arena, o principal time de futebol da cidade não quis ficar com o estádio. Assim como modernas arenas erguidas no Rio de Janeiro para o Pan-2007, o Ninho de Pássaro não passa de um grande elefante branco na paisagem de Pequim.
A sociedade não pode ficar calada e tem que cobrar as autoridades sobre a verba gasta nestes dois grandes eventos. Será impossível fazer uma Copa e uma Olimpíada sem gastar dinheiro público, porém é preciso haver um controle. O COB (Comitê Olímpico Brasileiro) e a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) na condição de órgãos máximos do esporte olímpico e do futebol, respectivamente, também precisam ser fiscalizados e cobrados. O Brasil não tem luxos para gastar tanto dinheiro público. No futuro esse dinheiro pode fazer falta.
James Freitas e Guilherme Freitas
Editores e Idealizadores do Blog da Comunicação
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O velho ditado que intitula este editorial do Blog da Comunicação cai como uma luva para o caso das enchentes em São Paulo. O mês de janeiro e agora fevereiro estão sendo uma tortura para o cidadão paulistano que enfrenta os transtornos da chuva na maior cidade do Brasil. Alagamentos, deslizamento de terras, trânsito e mortes, tristes assuntos que insistem em não sair do noticiário. Mas de quem a culpa de todo esse problema? Não dá para culpar o pobre São Pedro, que nada tem a haver com isso. A sociedade em si tem culpa em todo este problema.
Os órgãos públicos são os maiores culpados de todo esse problema. O prefeito Gilberto Kassab (DEM) e o governador José Serra (PSDB) não podem se omitir nessas horas e dar desculpas a cada transtorno que ocorre na capital. Culpar gestões anteriores também é um erro, pois agora é hora de por a mão na massa e trabalhar para contornar o problema. O fato de a Prefeitura ter cortado gastos com a varrição agravou o problema dos alagamentos e as obras do governo estadual na Marginal Tietê também contribuíram para mais transtornos. É obrigação das autoridades fiscalizar obras, visitar os lugares crônicos e observar as áreas de risco, proibindo construções nestes locais. Ficar de braços cruzados ou apenas dando desculpa não é bom para a cidade. São Paulo precisa de mais ação.
Porém, não se pode apenas culpar as autoridades e a chuva pelo caos que o cidadão paulistano esta enfrentando. A população muitas vezes colabora de maneira negativa com a cidade, jogando lixo nas ruas e nos bueiros, gerando mais transtorno. Alguns abusam desfazendo-se de móveis em plena rua, achando que é obrigação da Prefeitura recolhê-los. Outro problema são as construções em locais públicos ou em áreas condenadas. É irresponsabilidade de uma família levantar uma casa nestes locais mesmo quando elas não têm lugar para morar. A prática da invasão de terrenos públicos em São Paulo continua a agravar ainda mais a situação! Todos devem ter lugar regularizado para morar! Regularizado! E dotado de infra-estrutura mínimas se viver, como por exemplo: Saneamento básico, água, asfalto e eletricidade! A culpa de todo caos que vivemos em Janeiro é dos dois lados! E cabe as autoridades abrir diálogo com a sociedade buscando entendimento para evitar com que cenas assistidas em todo o verão não se repitam nos próximo anos!
Falta muita coisa para esse problema ser resolvido. Falta principalmente, comunicação, diálogo entre governo e população. A Prefeitura começará a divulgar uma campanha publicitária alertando sobre o risco de jogar lixo nas ruas e desencadear em enchentes. É uma boa iniciativa, mas apenas publicidade não resolve o problema. A Prefeitura tem que melhorar, e muito, seu serviço de varrição (que sofreu cortes de orçamento em 2009) e fazer um trabalho mais responsável. Se todas as esferas da sociedade colaborarem, os verões paulistanos serão mais tranquilos e seguros.
James Freitas e Guilherme Freitas
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Há poucos dias começou um ano chave para o Brasil. 2010 é ano de a população ir as urnas eleger um novo presidente, governador, deputados e senadores. Será uma eleição importante, tendo vista que os olhos do mundo todo se voltam ao Brasil, um dos países menos afetados pela crise econômica e que vai sediar mega-eventos nesta década. Esta eleição será importante porque o presidente Lula, talvez o brasileiro mais conhecido no mundo, não vai disputá-la. E por falar em Lula, sua influência poderá ser decisiva na eleição.
O primeiro ano da década de 2010 também é marcado por datas comemorativas. A capital federal do Brasil, Brasília, chega aos 50 anos de idade em meio a corrupções e pastelões no Senado e na Câmara, sem falar no escândalo governador do Distrito Federal, Roberto Arruda. Centenários de personalidades como Noel Rosa, Chico Xavier e Tancredo Neves e do tradicional clube de futebol do Corinthians também serão comemorados, assim como a implantação do salário mínimo há 70 anos. E o Blog da Comunicação em junho completará dois anos na blogosfera.
No campo internacional, mantém-se o script da luta dos EUA contra o terrorismo pelo mundo afora. A Al-Qaeda cresce em países desestabilizados e continua sua ofensiva contra os americanos. Será um ano decisivo para Barack Obama, que precisa conter essa ameaça caso contrário vai sofrer forte oposição interna. Na Europa os países tentam se recuperar da crise econômica, enquanto a China vai consolidando seu plano de se aproximar cada vez mais dos EUA.
E por fim, 2010 é ano de Copa de Mundo. A primeira no continente africano, que contará com todos os campeões mundiais e que antecederá o Mundial de 2014 que ocorrerá aqui. Como sempre, o Brasil vai parar e ficar colado na TV para torcer pela seleção brasileira, que chega como favorita mais uma vez ao título. O brasileiro vai vestir a camisa e comemorar pelas ruas do país. É literalmente a pátria das chuteiras.
Este ano promete muita coisa e pode ser melhor do que 2009. Esperamos que o cidadão brasileiro vote conscientemente e não eleja o candidato “menos pior”. Esperamos que ele avalie muito bem seus candidatos e cobre deles depois tudo que foi prometido depois. Esperamos que atentados terroristas e conflitos civis cessem e que a paz de as caras. E claro, torcemos pelo hexa da nossa seleção na África do Sul. Portanto, feliz 2010!
James Freitas e Guilherme Freitas
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O ano de 2009 foi excelente para o Blog da Comunicação. Mais acessos foram computados, ganhamos novos competentes colunistas e melhorias foram incrementadas. Um ao que ficará marcado como um divisor de águas na curta história do BGC. 2009 foi o ano da afirmação do site. Conseguimos nos firmar na blogosfera e em junho comemoramos um ano de vida, produzindo um especial sobre jornalismo que rendeu boa crítica.
Segundo nosso provedor Locaweb tivemos 355 mil visitas únicas de 111 países em 2009, uma média muito melhor em relação ao ano passado. Cerca de 2 milhões de páginas foram visualizadas pelos leitores, uma média de 5,5 mil por dia. Outro número expressivo foi o tempo médio gasto pelos leitores no BGC: seis minutos e quatro segundos, maior em relação a 2008. Também subimos no ranking do contador Alexa e hoje estamos entre os 16 mil sites mais acessados no Brasil.
Fizemos também mudanças visando melhorias no blog. Ganhamos um novo layout, mais moderno e dinâmico, para dar uma cara profissional ao site. Mais artigos foram postados este ano aqui e novas editorias foram adicionadas: internacional, autos e motos, concursos & empregos, turismo e educação. Também criamos uma nova sessão esse ano: a “Indicações BGC”, onde semanalmente um blog é indicado aos leitores e passamos a assinar regularmente um editorial. E agora temos um sistema de newsletter para ficarmos mais próximos ao público.
Para finalizar esse editorial especial, não poderíamos esquecer de citar o Prêmio Top Blog que recebemos. Terminamos em segundo lugar na categoria melhor blog de comunicação (votação popular) que deixou toda a equipe do BGC feliz e motivada. Além disso, fomos indicados a integrar a seleção de melhores sites do Brasil na lista da Veja Blog.
O ano que vem promete! Com toda a equipe motivada, teremos Copa do Mundo, cinquentenário de Brasília e eleições presidenciais a vista, e com isso, mais trabalho. Também estamos de olho nas indicações no Prêmio The Bobs, que reúne os melhores do mundo, buscando um lugar entre os blogs finalistas. Que venha 2010!
A equipe do Blog da Comunicação deseja a todos um Feliz 2010!
James Freitas e Guilherme Freitas
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É impressionante o número de comerciais de TV, rádio, jornal e cartazes espalhados pelo metrô do Governo do Estado de São Paulo e da Prefeitura de São Paulo. Muitas vezes são comerciais bem montados, mostrando uma cidade perfeita, de primeiro mundo. Mas na prática não é bem assim. Para comprovar como essas propagandas mostram “outra cidade”, basta conferir o efeito das chuvas da semana passada que castigou a maior metrópole da América Latina. Ruas alagadas, pessoas ilhadas em casa ou trabalho, casas destruídas e mortes, não refletem o que vemos nos comerciais.
A semana inteira através da imprensa, ouvimos especialistas afirmando que São Paulo é deficiente no combate as chuvas. O prefeito da cidade Gilberto Kassab (DEM-SP), disse que havia fatos positivos nas enchentes porque dois piscinões não alagaram. Mas outros 105 pontos de alagamento encheram d’água. Nessas horas faria mais sentido reconhecer o fracasso da cidade em conter fortes chuvas, como disse o governador José Serra (PSDB-SP), afirmando que as bombas do Tietê não suportariam o volume de tanta água. Os órgãos públicos mostraram que não estão preparados para enfrentar tempestades e seus efeitos. Prova disso é que alguns bairros ficaram inundados por dias.
Duas matérias sobre as conseqüências da chuva merecem ser divulgadas aqui, e foram publicadas na edição de sábado, dia 12 de dezembro, da Folha de S. Paulo. Um era intitulada “Governo não usa 45% de verba antienchente”, mostrando que a gestão do governo de José Serra não utilizou quase metade do orçamento para tal. Como sempre, o governo deu uma desculpa ao invés de reconhecer a incompetência própria, culpando a burocracia e os atrasos ao financiamento de um programa de obras. A outra era uma imagem de um garoto andando por uma rua no Jardim Romano, zona leste, ainda alagado em razão das chuvas da terça-feira!
Some a isso tudo o aumento da verba de publicidade da Prefeitura em R$ 10 milhões, as vésperas da eleição de 2010. A desculpa para a gastança desnecessária foi “mostrar a população publicações de interesse público”. A Prefeitura disse que a publicidade seria usada na campanha contra a dengue, mas na mesma edição da Folha de S. Paulo citada acima, os mais de 2.000 agentes da Prefeitura incumbidos na cruzada contra a dengue não têm veículos para fazerem seu trabalho e percorrem a cidade a pé.
Fica aqui um recado às autoridades paulistas: “Menos publicidade e mais ação! A população paulistana agradece”.
James Freitas e Guilherme Freitas
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Este mês de novembro registrou dois grandes incidentes para o governo (leia-se PT) e para a oposição (leia-se PSDB). Um apagão de energia elétrica deixou milhões de brasileiros sem luz em quase duas dezenas de estados. Depois, três vigas de concreto em uma obra viária despencam do céu em plena pista e deixam feridos e carros destruídos pelo caminho. Nessas horas todos lamentam o fato, mas tentam tirar sua responsabilidade pela fatalidade. Ninguém tem coragem e humildade de assumir o erro e pedir investigações mais completas. Nesse sentido, governo e oposição são todos iguais.
Primeiro foi o apagão de energia elétrica ocorrido em Itaipu, que deixou 18 estados brasileiros e uma parte do Paraguai sem energia elétrica na noite do dia 10 e madrugada de 11 de novembro. No dia seguinte, já com a luz estabelecida, o governo deu informações divergentes sobre o blecaute. O ministro da Justiça Tarso Genro (PT), que não entende nada do assunto, disse que ocorreu um micro incidente. O ministro de Minas e Energia, Edson Lobão (PMDB) deu explicações que não convenceram. A presidenciável e ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT) sumiu nas primeiras horas e dois dias depois declarou que “o problema estava resolvido”, sem dar mais detalhes. Do governo, apenas o presidente Lula (PT) cobrou por uma investigação. E claro, o assunto foi um prato cheio para a oposição criticar o governo de olho no pleito do ano que vem.
Três dias depois foi a vez do governador de São Paulo, José Serra (PSDB) levar um duro golpe. Na noite do dia 13 de novembro, três vigas que ligariam uma ponte na obra do Rodoanel desabaram no município de Embu e deixaram três pessoas feridas. A viga despencou sob carros e as obras foram suspensas. Serra jogou a culpa nas empreiteiras, que não se manifestaram sobre o ocorrido. A oposição paulista criticou a condução da obra e cogita abrir uma CPI para investigar o acidente. Acusam o governo de acelerar as obras para que fiquem prontas em março, época onde os candidatos as eleições serão conhecidos. O governo tucano nega que elas façam parte de propaganda eleitoral e que estão no prazo.
O governo e a oposição estão com a cabeça em 2010. Estão mais preocupados com as eleições do ano que vem do que com os problemas do cotidiano, que são minimizados a cada incidente. Quando algo positivo acontece é uma tremenda festa para os marqueteiros. As propagandas de TV que o digam, parece que tudo é uma maravilha. É uma pena que ambos não têm humildade para reconhecer seus erros, porque acidentes acontecem e podem acontecer a qualquer momento, caso haja descaso de seus responsáveis. As eleições serão daqui a quase um ano. Falta muito tempo ainda. Neste período as autoridades bem que poderiam cuidar do hoje, e deixar o amanhã para depois.
James Freitas e Guilherme Freitas
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