fev 2009 26

ENTIDADES VÃO À JUSTIÇA CONTRA DEMISSÕES NA EMBRAER6

Escrito por João Paulo Denófrio | Postado em Economia | Tags: , , , ,

Por João Paulo Denófrio
blog@blogdacomunicacao.com.br

Uma semana depois que a Embraer anunciou a demissão de 20% da força de trabalho, devido à crise global, entidades defensoras dos direitos dos trabalhadores vão entrar na Justiça para reverter o corte. As primeiras a se mobilizarem são a Força Sindical e a Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas). A ação judicial será protocolada no Tribunal Regional do Trabalho de Campinas, no interior de São Paulo. As entidades alegam que a demissão dos 4,2 mil funcionários foi feita sem nenhuma negociação prévia e, por isso, a Justiça deve determinar que sejam reintegrados à Embraer.

Para fazer o questionamento do corte de vagas, a Força Sindical e a Conlutas se baseiam em um precedente judicial de dezembro de 2008. Na época, os juízes do TRT-SP suspenderam por unanimidade as demissões de 600 metalúrgicos da Amsted Maxion, que fica em Osasco.

As entidades também afirmam que, nos últimos meses, tentaram reuniões com a diretoria da Embraer quando já circulavam boatos sobre as demissões em massa. Mas, segundo os sindicalistas, a empresa não respondeu aos contatos.

Embraer diz sofrer com queda na demanda mundial - Crédito: Divulgação
Embraer diz sofrer com queda na demanda mundial – Crédito: Divulgação

O anúncio dos desligamentos causou repercussão nacional, inclusive com críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi acusado de permanecer inativo diante da situação. No contra-ataque, Lula anunciou, dois dias depois das demissões, que iria cobrar pessoalmente esclarecimentos da Embraer.

É a crise cortando mais e mais postos de trabalho, e criando desentendimentos dentro e fora do governo brasileiro.

fev 2009 17

A RECESSÃO NO MUNDO RICO2

Escrito por Guilherme Freitas | Postado em Economia | Tags: , , , , ,

Depois dos EUA e do Japão, é a vez de toda a zona do euro mergulhar na recessão

por Guilherme Freitas
guilherme@blogdacomunicacao.com.br

O mudo rico está em recessão. Primeiro foram os Estados Unidos que anunciaram a crise econômica e a falência de seus bancos e montadoras, que foram resgatados pelo ainda governo Bush. Depois começou um efeito dominó com Japão e outras nações européias anunciarem que suas economias estavam se retraindo. Islândia, Alemanha, Reino Unido, Itália, Holanda, França, República Tcheca, Bélgica e mais recentemente Espanha e Portugal.

A zona do euro em apuros - Crédito: Reprodução
A zona do euro em apuros – Crédito: Reprodução

A situação mais caótica ocorre na Europa, na chamada zona do euro (que reúne os 16 países que utilizam a moeda única européia). O efeito dominó que foi derrubando as nações européias, arrastou praticamente todas as economias da região para o fundo do poço. A Alemanha registrou sua pior retração desde 1990, a Itália desde 1980 e a França desde 1975. Desde a criação do euro,em 1999, o bloco sofreu sua maior recessão: fechou 2008 com um PIB negativo em 1,5%. O mundo rico passa por dificuldades, que respigarão nos países emergentes, que vão ver seus crescimentos serem brecados.

Os países emergentes e em desenvolvimento, também estão e vão sofrer com a crise econômica. A China, que vinha crescendo quase 10% ao ano, terá uma queda brusca e segundo especialistas deverá crescer entre 4% e 6%. O Brasil que está em crescimento também sofrerá uma queda. Especialistas dizem que o país não passará dos 1,4%, mas o governo insiste em dizer que o Brasil crescerá quase 4%. Índia e Rússia, que completam o chamado BRIC, também já virão suas economias estagnarem.

A sede do Euro, em Frankfurt - Crédito: Divulgação
A sede do Euro, em Frankfurt – Crédito: Divulgação

A crise econômica, que estourou no final do ano passado, vem se aprofundando e crescendo no começo de 2009. As previsões para este ano não são muito boas. Os mais otimistas dizem que até o final de 2009 as economias voltarão a crescer e a crise será passado. Porém, os mais pessimistas afirmam que esta crise demorará alguns anos para passar. Agora é esperar para ver os efeitos das ajudas dos governos nas economias e bancos para saber se essa crise veio realmente para ficar ou não.

fev 2009 16

por Henrique Beirangê
henrique@blogdacomunicacao.com.br

Completou esse ano dez anos o tripé da política econômica brasileira. Em 1999, o então governo Fernando Henrique Cardoso, implementou três alicerces de condução básicas da economia nacional: superávit fiscal primário, câmbio flutuante e metas de inflação. Isso demonstra que o Brasil consolidou um programa econômico de Estado mais do que de um partido, afinal mudou-se o governo, mas os fundamentos se consolidaram.

Quando iniciou seu mandato em 2003, Lula havia sido alertado pelo então ministro da fazenda, Antônio Palocci, que os dois primeiros anos seriam de muitas dificuldades, haja vista o país enfrentar uma escalada inflacionária decorrente da apreciação cambial, reflexo da incerteza que um futuro governo Lula alimentava no mercado financeiro. Lula se saiu muito bem. Nem os economistas mais ortodoxos e nem os mais desenvolvimentistas imaginariam que Lula seria tão pragmático na orientação da economia brasileira.

Sob o comando de Palocci no ministério da Fazenda, os focos de inflação foram debelados e o soerguimento da economia brasileira começou seu trajeto de ascensão. Lula bancou com sua popularidade a subida dos juros, apesar de toda a gritaria de determinados setores da sociedade, entre eles a FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e sindicatos como a CUT e a Força Sindical, além do chamado fogo amigo, vindo do vice presidente José Alencar que sempre manteve uma postura bastante crítica à política monetária exercida pelo Banco Central.

É preciso que sejam feitos elogios e críticas a esse modelo. Ficou bastante claro que é um modelo de sucesso razoável, uma vez que permitiu que saíssemos dos minguados 2% médios de crescimento anual dos dez anos anteriores, para uma taxa próxima dos 4% a partir de 2003. A estabilidade da moeda conquistada por Fernando Henrique e a dinamização da política econômica sob Lula, permite que hoje em tempos de tsunami econômica mundial, o país possa contar com estruturas mais sólidas para se defender. Possuímos reservas internacionais da ordem de U$$ 200 bilhões, inflação sob controle, balança comercial ainda superavitária e crescimento da massa salarial.

Por outro lado é preciso que se faça uma grande ressalva. A política fiscal por sua vez é decepcionante. A carga tributária não só é alta como incide em sua maior parte de impostos sobre a produção e não sobre a renda, modelo que é adotado na maior parte das economias desenvolvidas. Essa forma de cobrança permite maior justiça na cobrança de tributos, sendo progressiva, cobra mais de quem ganha mais.

Possuímos um verdadeiro caos tributário, impostos que incidem em cascata e uma guerra fiscal fruto de disparidades nas formas de arrecadação dos diversos entes da federação. Tudo isso para custear um Estado perdulário. O governo, tanto nas três esferas, união, estados e municípios é gastador, pior, gasta mal. A máquina está inchada de cargos criados como moeda de barganha nas relações entre os poderes, especialmente, executivo e legislativo, a grosso modo, corrupção.

Vamos indo bem, mas é preciso muitas mudanças ainda. Creio que uma reforma moral no código de ética que orienta muitos agentes públicos brasileiros é a pedra angular sobre a qual se deve dedicar aqueles que trabalham com a opinião pública no Brasil. Fica imperioso o trabalho da imprensa de ser um dos braços dessa labuta extremamente árdua, mas categoricamente necessária.

Diga não a corrupção - Crédito: Reprodução

Diga não a corrupção – Crédito: Reprodução
fev 2009 10

CRISE: REAPROVEITE OS ALIMENTOS E ECONOMIZE!5

Escrito por João Paulo Denófrio | Postado em Economia | Tags: , , ,

por João Paulo Denófrio
joaopaulo@blogdacomunicacao.com.br

O Brasil está entre os países que mais desperdiçam alimentos no mundo. Dados das Nações Unidas apontam que os brasileiros jogam fora um terço do que compram. E em meio à crise financeira, uma boa dica seria o consumo consciente dos alimentos, evitando desperdício e gastos desnecessários. Quanto maior for o reaproveitamento do que cozinhamos, menos iremos gastar na próxima visita ao supermercado.

Na semana passada, o Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) apurou que a cesta básica na cidade de São Paulo teve queda de 1,32% em janeiro. Com base no dado, este é o momento certo para fazer compras e utilizar melhor os alimentos. As cascas de várias frutas e legumes podem ser ingeridas, sendo que algumas delas têm mais vitaminas que seu próprio “recheio”. O acondicionamento correto de comidas também ajuda na economia, já que poderão ser reaproveitadas em uma breve oportunidade.

Brasileiro joga no lixo 1/3 dos alimentos que compra - Crédito: Divulgação
Brasileiro joga no lixo 1/3 dos alimentos que compra – Crédito: Divulgação

A crise mundial gerou efeitos considerados interessantes. Por exemplo, na Espanha, o consumo de tupperware cresceu 16% em 2008. Isto tem a ver com a mudança no estilo de vida dos trabalhadores espanhóis que passaram a deixar de almoçar em restaurantes para levar a boa e velha marmita. No Brasil, esta prática é bem mais comum entre as classes mais baixas, mas pode ser aproveitada por aqueles que querem se precaver diante da turbulência nas economias. A atitude simples de deixar de ir ao restaurante pode significar créditos fantásticos no extrato do banco no fim do mês. Além disso, é muito mais saudável saber o que estamos comendo.

Existem muitas ONGs e entidades do gênero que se voltam diretamente ao ensinamento de como reaproveitar os alimentos. Um exemplo é o Instituto Akatu que lançou a campanha “Consumo Consciente” (www.akatu.org.br). Outro ponto de referência nestes programas de reaproveitamento é o Sesc (Serviço Social do Comércio). São iniciativas simples como estas que nos ajudam a contribuir com a natureza, com aqueles que passam fome e, além disso, a proteger o nosso bolso.

Faça economia e ganha mais saúde em troca!

fev 2009 08

CRISE, SINÔNIMO DE REFLEXÃO2

Escrito por Colaboradores | Postado em Economia | Tags: , , , , ,

por Artur Mota

arturmota@blogdacomunicacao.com.br

Recessão, cortes, demissões, fechamentos, desemprego,protecionismo, prejuízo. Crise. Essa é a palavra que impera atualmente no mundo dos negócios. A sorte foi lançada e os governos estão tomando suas decisões; a lei da sobrevivência chegou. As grandes multinacionais se encolhem diante deste panorama arrasador: quedas nas vendas, demissões em grandes portes; a formula é simples e o processo é o mesmo, só o que parece mudar são os números.

A GM (General Motors) registrou queda de 49% em suas vendas no mês passado, em relação a dezembro de 2008, resultando em 11 mil demissões mais a promessa de fechar fabricas no território americano. A Panasonic anunciou que vai fechar 27 fábricas e cortar 15 mil postos de trabalho no mundo todo até março de 2010. A Toyota prevê o seu primeiro prejuízo anual da historia, em mais de 70 anos, com perdas de 350 de bilhões de ienes (cerca de US$ 3,8 bilhões). A Philips anunciou que demitirá 6 mil pessoas em todo o mundo em 2009. A empresa farmacêutica Pfizer divulgou que deve fazer um corte de 10% em seu quadro de funcionários, o que pode representar cerca de 8 mil demissões na companhia. Os EUA registraram a perda de 598 mil postos de trabalho em janeiro, a maior dos últimos 34 anos.

A crise é democrática. Nem mesmo alguns mercados intocáveis como o de luxo, que conta com um público específico, conseguiu se safar dessa, as vendas estão menores e o crescimento já preocupa alguns setores. Esse dados são sintomáticos. Em tempos de crise é cada um por si, “a minha empresa depende da falência de outra”. Claro que sempre alguém lucra com a desgraça de outros, pelo menos sempre foi essa a pregação do mundo capitalista. Mas o lucro, nem sempre vem em cifras.

Me pergunto quando depois dela passar, o que terá mudado efetivamente. Novamente o poder se desloca para as mãos dos governantes;  é o governo incidindo diretamente nas decisões tornando-se o motor central da economia. Não foi diferente em outros tempos, a história é sempre a mesma, apenas o que muda é a maneira como ela  é contada. Acredito que toda crise, sirva como um estado de reflexão, um momento em que devemos ponderar mais abertamente sobre o que temos sido até então.

A crise reflete o homem, será ele capaz de enxergar, ou estará preocupado em manter o seu emprego ou salvar sua empresa, pais, da bancarrota? O ritmo desenfreado de produção e consumo, apresenta as conseqüências. Não acredito que o sistema esteja em estado terminal ou algo do tipo (coisa que muitos gostariam de acreditar), mas acredito que se não pararmos para pensar de forma coletiva, a crise vai voltar e cada vez mais destruidora, até que tenhamos consciência de seus alertas, provavelmente tarde demais.

Penso no aquecimento global, e logo vejo uma intercessão. Quanto mais degradamos a natureza, mais ela nos remete em dobro. Enchentes,ondas de calor, nevascas, furacões, tempestades. O clima enlouqueceu. Momento de reflexão para o homem. Precisamos preservar, para sobreviver, foi esse o pensamento que preponderou e se espalhou. Pensamento equivocado esse. O homem vive em meio a um individualismo extremo. Em todos os seus níveis e estágios de convivência, a competitividade reina absoluta. Cada setor cuida de si mesmo em separado, não existe um coletivo. Mas o mundo está interligado, para produzir, precisamos tirar da natureza. O equivoco consiste no fato de que o homem não esta em comunhão com a natureza. Nada contra a economia, produzam se quiserem, vendam e comprem quem quiser, mas precisamos buscar um equilíbrio em tudo isso.

A crise evidencia o desequilíbrio, empresas que antes faturavam montantes astronômicos, agora acumulam cifras negativas e prejuízos indigestos. O mundo dos extremos, não existe meio-termo, ou ganha ou perde. Ela está ai, todos discutem, debatem e tomam medidas. Espero que quando passar, com seqüelas ou não, de alguma coisa tenha servido, além enfartar alguns executivos e falido algumas empresas.

jan 2009 12

EUROPA EM CRISE3

Escrito por Daiane Torres | Postado em Economia,Política | Tags: , ,

Crise do gás na Europa

Por Daiane Torres

daiane@blogdacomunicacao.com.br

  

Responsável por cerca de 25% do gás consumido na União Europeia, a Rússia não fornece gás há mais de uma semana, acusa a Ucrânia de desviar gás após um impasse sobre o reajuste de preços do produto e sobre a falta de pagamento de contas pelo governo ucraniano. Mais de 15 países foram afetados pelo corte.

O presidente russo, Dimitri Medvedev, cancelou o acordo firmado com a União Europeia e a Ucrânia sobre o envio de observadores para acompanhar a distribuição de gás russo para a Europa.  

O governo ucraniano aceitou firmar um novo acordo para permitir a retomada do envio do gás russo à Europa, sem o adendo manuscrito feito por Kiev que levou Moscou a cancelar o tratado obtido na véspera.

Resta saber, até onde vai todo esse gás?

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