abr 2010 26

por Sônia Mesquita

economia@blogdacomunicacao.com.br

Vamos falar de dinheiro. E como falar sobre isso com aqueles que supostamente têm poucas moedas em suas contas? Como educá-los e orientá-los a usarem e fazerem seu depósito bancário crescer?

A princípio é preciso entender como pensam as classes menos abastadas sobre sua situação monetária. Sobre o que é importante para elas consumirem e porque adquirem este ou aquele produto ou serviço.

Renato Meirelles, sócio-diretor do Instituo Data Popular,  autor do livro Um Jeito Fácil de Levar a Vida, Denise Toledo, jornalista e comentarista de economia e Fábio Moraes, diretor de Educação Financeira da Febraban, falaram nesta tarde na Associação Comercial de São Paulo, em curso para jornalista: Como abordar o tema da orientação financeira para o público de baixa renda.

Segundo Meirelles, há 10 anos o mercado não enxergava que esta classe existia, porque só a classe A e B comprava, hoje é notório que a classe C movimenta 381 bilhões de reais por ano. O mercado descobriu que o varejo de massa é o que sustenta o comércio.

Para Meirelles é preciso então saber como se comunicar com esta classe. “Endividamento para a classe de baixa renda é estar com prestação atrasada. Busca o consumo de inclusão. São pessoas que contam centavos e não podem errar em suas escolhas, por isso são fiéis às marcas”. Meirelles ainda explica que em seus estudos constatou que as empresas líderes do mercado são líderes entre as classe mais baixas. ” Para estas classes os valores são outros, a forma de ver o mundo é outra”.

Outro dado interessante apontado por Meirelles é com relação ao comportamento: “Quanto mais pobres, mais interagem uns com os outros”. Ele acredita que foram obrigados a se relacionar devido à falta de dinheiro. Acrescenta também que quanto mais pobres, maior é a concentração de jovens nas famílias.

A segunda oradora do evento ,Denise Toledo, aconselha que o jornalista esteja bem inteirado sobre os assuntos de economia para escrever a respeito do tema. Acompanhar noticiários de economia, ver a base de tudo, subida da taxa de juros, gastos públicos, crises internacionais, e, para oferecer orientação financeira deve fazer uso de algumas medidas, como o uso de uma linguagem simples e acessível, com abordagem diferenciada para o público alvo e fazer com que o entrevistado seja objetivo.

“Hoje é o momento de mostrar para as pessoas grandes oportunidades para aplicar o dinheiro. O brasileiro sempre teve que cuidar mais do dinheiro por conta das inúmeras medidas governamentais como confisco, congelamento e crises.” A jornalista aponta o rádio como o melhor veículo para falar mais próximo com a população sobre finanças.

Denise Toledo finaliza criticando a educação em escolas de jornalismo que não cobram a leitura de jornais e a facilidade da internet com a prática do copia e cola. “Isto atrapalha porque não há uma prática de pesquisa, mas o jornalista tem que buscar sua qualificação”.

Fábio Moraes apontou o case do portal financeiro www.meubolsoemdia.com.br que busca auxiliar a população a cuidar melhor do dinheiro. Para ele a educação financeira é um processo mais comportamental que didático.

Ele salienta que o problema do consumo é comum no mundo inteiro. A grande preocupação do programa é mostrar para a população que o consumo só é bom se puder ocorrer sempre. Daí a necessidade de poupar para ter reservas para o futuro.  Fazer com  que o consumidor entenda que o consumo se torna inviável sem reservas.

Fábio Moraes mostra a mulher como grande aliada nesse processo porque tem mais controle financeiro e se preocupa com o bem estar de todos na família. Já os jovens sem filhos e com carteira assinada são os que mais se endividam. Então o programa se foca nestes dois para uma educação financeira que dê resultados positivos.

Para o diretor é necessário também que este programa seja levado para dentro das empresas pois os endividamentos de trabalhadores tem se tornado um problema social, com diversos indivíduos em situação de insolvência.

“As pessoas se sentem endividadas somente quando não conseguem pagar suas dívidas, vivem no fio da navalha, não têm reservas, daí para se tornarem inadimplentes é um passo”.  Estas pessoas só consideram-se endividadas quando não conseguem pagar a prestação do carnê.

Outro dado preocupante encontrado nos resultados das pesquisas é que as pessoas não se sentem responsáveis por sua inadimplência, sempre culpam um fator externo. Fábio aponta que é preciso mudar este comportamento, fazê-las entender que é sim culpa delas porque não se planejaram, não se prepararam.

Alguns caminhos sugeridos são usar linguagem simples para abordar este tema com as pessoas, utilizar situações reais para o uso do dinheiro e crédito, explicar os produtos e serviços bancários com clareza, apontar medidas para refazer o controle financeiro, mostrar que é possível fazer economia e mais uma vez fazê-los entender que a reserva garante o consumo perene.

abr 2010 20

Por Júnior Batista

economia@blogdacomunicacao.com.br

Sempre tento ser o mais ativista possível, sou colaborador do Green Peace, WWF, uma instituição chamada LBV que ajuda crianças carentes, as educa e é super reconhecida, inclusive pela ONU.

Toda vez que penso em postar algo aqui sobre economia eu tento ver alguma coisa legal (e que eu entenda, rs) para informar vocês e fazê-los criar  uma opinião sobre o assunto, dar uma lidinha, pensar, etc.

Quando abri o G1 hoje vi que um leilão havia acabado de terminar. Ok, vamos lá ver qual(é) desse leilão.

Dois consórcios (organizações) estavam disputando a compra de uma hidrelétrica que será construída no norte do país, nas imediações do estado do Pará, no rio Xingu. Hoje mesmo já saiu o resultado e a empresa Norte Energia é quem vai construir a Belo Monte, que será a segunda maior usina hidrelétrica do país.

Ao mesmo tempo em que li essa notícia, resolvi dar uma olhada no histórico dessas negociações e percebi que já houve 3 liminares negadas pelo governo federal para impedir a construção da hidrelétrica. A construção foi autorizada pelo ibama, mas segundo orgão de proteção ao meio ambiente, como WWf Brasil, por exemplo, a concessão do Ibama foi inadequada porque vai desabitar 6 mil famílias e alterar o fluxo do rio, o que pode causar secas na região e prejudicar a biodiversidade local. Hoje, na hora do leilão, manifestantes do Green Peace se alojaram em frente ao prédio, tentando impredir a entrada dos “compradores”.

O que dizer de tudo isso? Serão mais de 19 milhões de reais gastos para produzir mais uma hidrelétrica. Ótimo, mais luz! Mas por que não invertir esse dinheiro em energia renovável? Em outros tipos de energia? Caramba, se mais de 6 mil famílias serão realojadas, pra onde elas vão? O governo prometeu subsídios (moradias) para elas, mas até esses locais estarem prontos, eu não acredito.

E o que dizer do fluxo do rio que será alterado e provocará ainda mais destruição e modificação na biodiversidade local? Será que nisso ninguém pensa? Será que só pensam em dinheiro? Acho que o Brasil já deveria ter aberto os olhos para o aquecimento global e a destruição da biodiversidade, logo logo não haverá mais nada, e aí, pedirão clemência…

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Abraços.

mar 2010 09

IR – DICAS1

Escrito por Isaque Criscuolo | Postado em Economia | Tags: , , , , , ,

por Isaque Criscuolo

economia@blogdacomunicacao.com.br

Hoje venho dar uma dica.

O prazo declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2010, ano-base 2009, vai de 1º de março a 30 abril, somente para os que declaram o imposto. Portanto, não perca tempo.

Pensando nisso, reuni alguns sites que podem te ajudar.

Especial G1 Imposto de Renda

Estadão – Entenda seu IR

Uol – Imposto de Renda

Folha Online – IR

Boa Sorte!

mar 2010 09

por Henrique Beirangê
economia@blogdacomunicacao.com.br

Brasil tem a maior expectativa de contratações das Américas no segundo trimestre de 2010. A informação é de uma pesquisa da empresa de recursos humanos ManPower. A Expectativa Líquida de Emprego é de 38% no país. De acordo com o estudo, os empregadores do setor de Finanças/Seguros e Imobiliário são os mais otimistas quanto ao aumento de postos de trabalho no Brasil, com uma Expectativa Líquida de Emprego de 49%, seis pontos percentuais acima do primeiro trimestre do ano. Os empregadores do setor de Administração Pública/Educação também apontaram um ritmo acelerado de contratações, com uma intenção de 48% contra 19% no último período. O setor da construção, o mais otimista nos primeiros três meses do ano, permaneceu estável, em 45%.

“No Brasil, a pesquisa indica um excelente ano para o emprego, com a geração de novas vagas em todos os setores pesquisados. Os dados refletem a estimativa para 2010 do ministro do trabalho, Carlos Lupi, que espera a criação de mais de dois milhões de empregos formais, o melhor ano do governo Lula para a geração de postos de trabalho”, aponta Pedro Guimarães, diretor comercial da Manpower no Brasil. “A expectativa é de expansão do mercado de trabalho brasileiro, com aumento dos investimentos privados e o lançamento da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, pelo Governo Federal em março. Essas são notícias excelentes para quem está procurando emprego”, afirma.

Crédito da imagem: Reprodução

A pesquisa, que abrange 36 países e territórios, mostra que o Brasil só fica atrás da Índia. A amostra avaliou a intenção de contratação de mais de 61 mil empresas em todo o mundo para o segundo trimestre de 2010. No Brasil, quase mil empregadores foram entrevistados.

Sobre a Expectativa Líquida de Emprego
A expectativa líquida de emprego é resultado da diferença entre as porcentagens positiva e negativa presentes nas respostas dos entrevistados quanto à expectativa de crescimento da empregabilidade no mercado de trabalho para o próximo trimestre. No caso do Brasil, 43% acreditam que aumentarão sua força de trabalho, e 5% prevê reduzir a mão de obra. Logo, a Expectativa Líquida de Emprego no Brasil é de 38%.

mar 2010 04

por Henrique Beirangê
economia@blogdacomunicacao.com.br

O recente avanço na taxa de depósitos compulsórios dos bancos indica que o Banco Central (BC) começa a se preocupar com um possível excesso de liquidez no mercado. “De fato, há mais liquidez no sistema do que é necessário neste momento. Mas o BC também sinalizou uma direção de política monetária, em um momento de alta das expectativas de inflação.” afirmou em nota o Itaú Unibanco.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, se limitou a dizer que a decisão “foi uma medida acertada” e que não vê razões para que os bancos aumentem as taxas de juros e os spreads. Já o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, fez questão de ressaltar que o uso do depósito compulsório é uma alternativa de política monetária contra o aumento dos preços. “O BC dá um sinal claro de que, além do simples manuseio da taxa de juros, pode usar outros instrumentos para controlar a inflação”.

O último relatório do boletim Focus (levantamento semanal do Banco Central junto a economistas) prevê alta da Selic a partir de abril, fechando o ano em 11,25%. Atualmente a taxa se encontra em 8,75%.

A sede do Banco Central – Crédito: Divulgação

Tragédia Grega ameaça unidade do Euro
A crise fiscal que se abate sobre Grécia tem levantado boatos sobre a possibilidade de exclusão do país da zona do Euro. O diretor da agência alemã de administração da dívida, Karl Heinz Daube afirmou que a crise na Grécia ameaça toda a zona do Euro “Acredito que se um dos 16 membros tornar-se inadimplente, isso trará um colapso de todo o sistema”.

No Brasil tudo bem…
A agência de classificação de risco Moody’s afirmou, em relatório, que se a política econômica no Brasil mantiver sob a administração do próximo presidente, os avanços dos anos anteriores poderá elevar a classificação do Brasil. Grandes fundos de pensão mundial orientam seus investimentos segundo a nota que agências de risco dão a países de todo o mundo.

mar 2010 02

por Danilo Vaz

economia@blogdacomunicacao.com.br

Hoje dia 2 de março, o presidente mundial da Fiat, Sergio Marchionne, informou que o grupo poderá ampliar os investimentos no Brasil, após os R$ 6 bilhões programados para o período de 2007 a 2010, a empresa oficialmente instalada em Betim (MG), desde 1976. A Fiat Automóveis opera atualmente em três turnos com ritmo de produção diária superior a 3 milcarros, e prepara-se para consolidar uma capacidade de produção de 800 mil veículos por ano, o que a torna uma das maiores fábricas de automóveis do mundo. Sergio Marchionne disse ainda que o grupo esta pensando na possibilidade de produzir veículos  da marca norte-americana Chrysler no país. O que poderá trazer ao Brasil grandes faturamentos,que acarretará a nossa economia a um avanço bilionário.

“Precisamos fortalecer nossa presença na América Latina. Estamos no Brasil há 60 anos e nos próximos cinco anos queremos reforçar essa presença”, disse Marchionne à agências internacionais após participar da inauguração, em Sorocaba, da maior fábrica no mundo da Case New Holland, unidade de máquinas agrícolas do grupo.

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