fev 2010 25

por Guilherme Freitas
mundodacomunicacao@blogdacomunicacao.com.br

A última capa da revista alemã Focus esta dando o que falar em todo o mundo. Não foi por nenhuma foto sensacional ou manchete espetacular na capa, e sim por uma montagem eletrônica. A vítima dessa montagem é a famosa escultura Vênus de Milo, estátua encontrada no século 19 na ilha grega de Milos e hoje exposta no Museu do Louve, em Paris[bb]. O monumento que não tem mais os braços, e é um dos maiores símbolos da arte grega, aparece mostrando o dedo médio aos leitores acompanhada da manchete: “Traidores na família do euro: a Grécia está matando a nossa moeda. E Portugal, Espanha e Itália”. O motivo de tanto alarde é a situação crítica da economia na zona do euro.

Nos últimos meses a Grécia[bb] entrou no noticiário mundial. O país helênico não conseguiu reduzir seu déficit que hoje gira na casa dos 12% e não vai resolver seus problemas sozinhos. Uma ajuda econômica aos gregos é inevitável e a missão cabe aos alemães e franceses, países mais ricos da zona do euro. O provável resgate a Grécia irrita a Alemanha, que ainda se recupera da crise econômica mundial. Além dos gregos, que estão no olho do furacão, outros países que utilizam o euro são criticados por especialistas econômicos. Eles formam o PIGGS (Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha), que em inglês significa porcos, uma gíria ofensiva aos cinco países que integram a periferia da zona do euro e enfrentam problemas econômicos e sociais, como estagnação da economia, rombos no orçamento e alto índice de desemprego.

A capa da publicação alemã especializada em negócios foi reprovada em toda a Europa. Diplomatas de países do continente criticaram a revista e a acusaram de preconceito. A capa revoltou os gregos e rendeu uma reunião no Ministério das Relações Exteriores de Atenas. Nos últimos dias a imprensa alemã apertou suas críticas aos gregos, a quem acusam de serem os responsáveis pela crise da moeda no continente. O lado helênico retruca e acusa os alemães de preconceito e perseguição. O clima tenso no bloco respinga também na chanceler alemã Angela Merkel, que sofre pressão da população e da oposição para não ajudar a Grécia.

E o que você acha deste caso caro leitor? Concorda com a capa ofensiva da Focus? Ou acha que uma publicação jornalística não deve tomar partido em casos como esse e deve apenas informar o leitor?

Crédito: Folha de S. Paulo

fev 2010 10

CHINA: CADA VEZ MAIS GIGANTE2

Escrito por João Paulo Denófrio | Postado em Economia | Tags: , , , ,

por João Paulo Denófrio

A China ultrapassou a Alemanha e se tornou o maior exportador mundial. No ano passado, o país vendeu ao exterior US$ 1,201 trilhão em mercadorias. E tem mais um número impressionante: nas últimas duas décadas os chineses multiplicaram por 20 as exportações. Já a Alemanha, fortemente afetada pela crise financeira, exportou US$ 1,1 trilhão em 2009 – a maior queda em 50 anos. A maior economia da Europa sofreu a pior recessão desde a 2ª Guerra Mundial, com uma contração de 5% no Produto Interno Bruto.

China exportou US$ 1,2 trilhão em mercadorias em 2009 – Crédito: Reprodução

A China é a principal parceira comercial do Brasil e já substituiu os americanos como o principal fornecedor de mercadorias para a Europa. A distância entre Brasil e China também se ampliou. Em 1990, o Brasil exportava um terço do valor vendido pela China. Em 2009, Pequim exportou 8 vezes mais que as empresas brasileiras.

Voltando à Ásia, há apenas 10 anos, a China era o sétimo maior exportador mundial com 250 bilhões de dólares em vendas. Em 2009, os chineses já tinham superado os alemães e assumido o posto de terceira maior economia do planeta. Agora, o pensamento é ir mais à frente: ultrapassar o Japão e ocupar o segundo lugar, atrás apenas da superpotência chamada Estados Unidos.

fev 2010 02

Por onde andam as moedas de um centavo? O valor é baixo, mas pode ajudar a economia brasileira.

por Guilherme Freitas
economia@blogdacomunicacao.com.br

Essa foi uma pergunta que ficou martelando na minha cabeça recentemente. Fazia muito tempo que não via uma dessas. Parecia uma relíquia, afinal quem hoje em dia comercializa essas moedas[bb]? Ainda há moedas circulando por ai e elas estão válidas para serem utilizadas. O Banco Central parou de produzir a moeda em 2004 afirmando que era muito caro e inútil, pois a população não utilizava a mesma. Considero isso um erro do governo, que deveria incentivar e informar o povo.

E pensar que no exterior elas são muito valiosas para qualquer cidadão. Em 2008 estive na Inglaterra e recebia a rodo trocos com moedinhas de um centavo de libra esterlina. Era até engraçado, pois se você tentava facilitar o troco, o comerciante se ofendia, pois ele deve se virar para arrumar o troco. Te devolver em bala ou dizer “estou sem troco”, nem pensar. Voltei com várias delas para casa, porque as casas de câmbio só aceitam trocar notas, e hoje vejo com elas podem ser útil a sociedade[bb].

Uma peça rara de se ver hoje em dia – Crédito: Reprodução

Essa é uma mentalidade que não se resume aos ingleses, mas aos países mais ricos e desenvolvidos. Comercializar moedas desse valor podem ajudar a facilitar o troco e ajuda a combater o arredondamento de preço de produtos para cima. Recentemente o governo federal brasileiro lançou uma campanha pedindo para a população utilizar com mais frequência as moedas. Creio que muita gente o fez, mas a pequenina moeda de um centavo foi esquecida.

Comercializar as moedas de um centavo será benéfico à sociedade. Não haverá mais a desculpa do “não tenho troco para uma compra que custa R$ 49,99” e vamos parar de receber balinhas ao invés de dinheiro[bb]. É um direito do cidadão brasileiro se informar e saber porque não há apoio a moeda de um centavo. Se primeiro mundo ela funciona tão bem, porque aqui tem que ser diferente?

jan 2010 12

por Júnior Batista
economia@blogdacomunicacao.com.br

Primeiramente, gostaria de agradecer ao Guilherme e ao James pelo convite. Agradeço também ao meu amigo, Isaque Criscuolo, por ter me apresentando o blog no ano passado. Vou me empenhar no blog! E como diria Abramo, “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter!”.

Economia, cidade, globalização… Todas essas palavras ficaram na minha cabeça dias e dias para eu saber sobre o que escrever aqui no blog desde que li meu primeiro tema da minha primeira postagem: Economia. Procurei no Google a definição de economia e em uma das páginas que visitei havia esta frase de Lionel C. Robbins, um economista inglês que deu o ponta pé inicial na definição desta ciência que engloba quase tudo que nos rodeia.

“A economia é a ciência que estuda as formas de comportamento humano resultantes da relação existente entre as ilimitadas necessidades a satisfazer e os recursos que, embora escassos, se prestam a usos alternativos”, Lionel Charles Robbins, 1932.

Envolvidos nesse processo de estudar o comportamento humano e tentando satisfazê-lo, existe o consumismo e a publicidade, que alimenta as empresas e gera lucro. E foi neste lucro que uma empresa do grupo Wertt, de São Paulo, criou o serviço Freakom, no qual clientes que possuam celulares pré-pagos poderão realizar chamadas mesmo sem créditos. Bastará digitar um código de acesso dado pela operadora, ouvir a propaganda e depois terá um minuto para falar sem custos de ligação. Primeiramente, o serviço está disponível pela Sercomtel, em Londrina no Paraná, de celulares pré-pagos para celulares pré-pagos, informou Jean Marc Schiffler, presidente do grupo Wertt.

Essa notícia me fez lembrar uma certa aula de Sociologia e Antropologia… Nela, o professor Laerte falava da influência que a publicidade tem sob os consumistas, e como as indústrias se adaptaram a isso. Cada vez mais temos telefones celulares descartáveis, que são baratos, porém seu concerto é quase impossível, ou difícil demais de ser realizado. Será esse  futuro das ligações telefônicas? Será que se tornará um serviço barato e de baixa qualidade enquanto serviços de comunicação pela internet serão padrões? Tomara que funcione, porque basta um “apagão”, ou uma pane no Speedy que boa parte das empresas brasileiras para de funcionar, não é?

jan 2010 05

MAROLINHA TSUNAMI4

Escrito por Henrique Oliveira | Postado em Economia | Tags: , , , , , ,

Crédito: http://jc3.uol.com.br

Por Henrique Oliveira

economia@blogdacomunicacao.com.br

Apesar da série de discursos acerca do bom desempenho do Brasil frente ao último cenário de crise mundial ocorrido em 2009, o país ainda se depara com ass conseqüências da instável conjuntura econômica mundial dos últimos trimestres. Ora, um abalo econômico tão grande, como foi este último ao qual nos referimos, nunca poderia ter passado em brancas nuvens ou como uma “marolinha” no nosso país. Além do marketing político, existe o fato de que o país acompanhou em muitos aspectos os efeitos da crise.  

Uma prova cabal disso é que o Brasil sofreu (e ainda sofre) as consequências da “depressão” num dos seus setores mais robustos: o comércio. Conforme divulgado numa pesquisa da Serasa Experian, o comércio, mesmo aboletado de diversos incentivos fiscais e creditícios nos setores de móveis e eletrodomésticos, teve registrado seu menor crescimento em cinco anos. De acordo com a pesquisa a setor cresceu apenas 5,8% em 2009. De acordo com os pesquisadores e conforme publicado pelo UOL Economia, “Em 2008, o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio tinha avançado 13,9%.[...]Na análise por setor, o destaque do ano passado foi móveis, eletroeletrônicos e informática, cujo índice subiu 12,8%, reflexo da retomada do crédito e da recuperação da confiança dos consumidores. Veículos Motos e Peças tiveram alta de 7,9%, a mesma elevação apurada em Tecidos, Vestuário, Calçados e Acessórios. [...]O maior recuo, no entanto, foi verificado em Material de Construção, com queda de 13,7% no indicador. A Serasa mostrou ainda que, somente no mês de dezembro, o movimento no comércio varejista cresceu 2,4% ante o mês anterior, nos dados que descontam as influências sazonais.Teve impacto nesse aumento o segmento de Móveis, Eletroeletrônicos e Informática (+3,3%)” .

Em outras palavras, o Brasil sofreu sim os impactos da crise. A queda do setor varejista (mesmo contando com os diferentes incentivos do governo) demonstra que, realmente, não estávamos lidando com uma marolinha. Mas, sim com uma ponta de tsunami. O marketing político do governo federal não pode, então, esconder os efeitos reais da crise… Ainda bem que a nossa economia estava preparada e com gorduras para queimar. No entanto, o que se espera é que da próxima vez as coisas sejam colocadas de maneira mais clara.

dez 2009 03

por Guilherme Freitas
economia@blogdacomunicacao.com.br

Um paraíso financeiro encrustado no Oriente Médio, uma das regiões mais perigosas do mundo, gastou muito dinheiro em luxos[bb] e agora está falido. Dubai, um dos sete membros dos Emirados Árabes Unidos, está totalmente quebrado. Semana passada foi divulgado que o emirado está atolado em dívidas: são cerca de US$ 58 bilhões! Mas como um rico estado, que se dá ao luxo de gastar dinheiro com uma ilha artificial, poder falir de uma hora para outra?

A maior parte dos recursos de Dubai vem do turismo, comércio, setor imobiliário e serviços financeiros. O emirado está totalmente afundado em dívidas e se der calote pode gerar pânico no mercado internacional, que ainda busca se recuperar da crise mundial de 2008. Empolgados com o luxo e as farturas do emirado, muitos estrangeiros torraram todas suas economias sem dó. Resultado: dívidas e fuga para o país de origem.

“As pessoas aqui não juntavam dinheiro[bb], gastavam tudo que ganhavam. Com a crise, elas se viram sem reservas, e sem dinheiro para manter o estilo de vida e pagar as contas. Muitas tiveram que ir embora, inclusive alguns brasileiros”, conta João Elton Bezerra Nascimento, guia turístico e promotor de eventos radicado no emirado.

A fabulosa Dubai: um dia o dinheio acaba - Crédito: Divulgação
A fabulosa Dubai: um dia o dinheio acaba – Crédito: Divulgação

No começo do ano foi divulgado uma notícia que cerca de três mil carros estavam abandonados no estacionamento do aeroporto de Dubai[bb]. Eram todos de estrangeiros endividados que se mudaram para o emirado em busca de trabalho. Além dos carros, apartamentos desses mesmos estrangeiros estavam vazios. Em Dubai, pune-se o caloteiro muitas vezes com prisão e os imigrantes deram um jeito de escapar da cadeia voltando para a terra natal.

A ajuda do emirado e “irmão mais rico” Abu Dhabi, parece ser inevitável, já que este socorro financeiro vem sendo feito há algum tempo. Abu Dhabi é o maior emirado e o mais poderoso e já vem injetando dinheiro em Dubai para ajudar o parceiro a sair da crise e não arrastar para o buraco todo o Emirado. Nuvens negras se aproximam dos Emirados Árabes Unidos e desta vez os sheiks vão por um freio nos gastos.

Fonte: Estadão e BBC Brasil

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