set 2010 01
por Marcello Ghigonetto

Dia do Corinthians

Um time representado por uma nação. São mais de 30 milhões de brasileiros que assim como eu torcem, vibram e também sofrem por uma paixão incondicional e que muitas vezes beira o inquestionável, mas o que é ser corintiano, como que nos deixamos levar por esse sentimento FIEL.

Costumo brincar com meus amigos que tudo quando é para o Corinthians é sempre mais difícil. A vitória é suada e a derrota sofrível. Atire a primeira pedra quem não admita ser insuportável ouvir a nós quando somos campeões ou ganhamos de nossos grandes rivais, e nos momentos difíceis quem não gosta de tirar um sarro e brincar com derrotas ou tropeços. Ser corintiano é isso, é ser movido por essa paixão que da calafrios, que sabe que o gol do título só vai sair aos 47º do 2º tempo depois de um rebote por pênalti.

Mas o tempo passou e para ilustrar os 100 anos quero destacar os melhores e os mais difíceis momentos que passei como torcedor e fanático, afinal, como diria Toquinho, ser corintiano é ir além, é motivar, é cantar e vibrar.  Em 1995 tive uma das maiores alegrias como torcedor. Em Janeiro, inicio do ano o primeiro título. Copa São Paulo de Futebol Junior regado ao samba “ Me dê a mão, me abraça, viaja comigo pro céu… sou gavião, levanto a taça, com muito orgulho pra delírio da Fiel”… Ainda estávamos em Março e comemorávamos sempre cantando. Eu tinha 12 anos e já me sentia um louco. Deste torneio, vi surgir nomes como Zé Elias, Ewerthon, Edu e Sylvinho que semanas depois integrariam o elenco profissional e contribuiriam para conquista de mais dois títulos. O Paulista com um gol de Elivelton na prorrogação, meu deus, que sofrimento contra o Palmeiras em Ribeirão Preto e ao inédito da Copa do Brasil frente ao Grêmio. Pois bem, acabo de perceber que algumas datas de minha vida estão ligadas a acontecimentos diretos com o Corinthians.

Em 2000, no maior titulo de nossa história estava em Fortaleza-CE. Uma final eletrizante com o Vasco decidida nos pênaltis. Chorei, gritei e ainda hoje me recordo com boas lembranças. Durante as cobranças de pênalti a luz do hotel simplesmente caiu. Eu digo, tudo com o Corinthians é mais complicado. No 1º Mundial de clubes organizado pela Fifa fomos convidados como campeões do país sede e ainda hoje muitos nos questionam por esse convite. Como não citar os títulos paulista de 1977 após 23 anos de fila sem títulos, fase por sinal de maior crescimento da torcida. E a histórica invasão da gaviões da fiel pelo Rio de Janeiro.

Por falar em Fiel, não podemos deixar de homenagear a Fiel torcida e para esse momento me apoiarei nos momentos mais difíceis, afinal “AQUI TEM UM BANDO DE LOUCO, LOUCO POR TI CORINTHIANS, AQUELES QUE ACHAM QUE É POUCO, EU VIVO POR TI CORINTHIANS, EU CANTO ATÉ FICAR ROUCO, EU CANTO PRA EMPURRAR, VAMOS, VAMOS, VAMOS, VAMOS MEU TIMÃO, VAMOS MEU TIMÃO, NÃO PARA DE LUTAR”. O ano é 2007, após uma pífia campanha no Campeonato Brasileiro o inesperado, com a 4º pior campanha somos rebaixados para 2º divisão. Como explicar este sentimento. Tristeza, com uma angústia profunda. Talvez fosse um dos piores dias de minha vida, um vazio em meu pensamento, mas tinha de tirar força. Muito de meus melhores amigos que eu saberia que aproveitariam o momento para tirar um sarro, perceberam que algo de estranho pairava no ar.

Hoje já sabemos a continuação da história, mas muito da volta a 1º divisão se da pela força desta torcida, mas nem tudo sempre são flores nessa relação de amor e ódio. Esta mesma torcida que canta e move o clube, foi aquela que proporcionou uma das cenas mais assustadoras por mim já vivida. Copa Libertadores da América de 2006, contra o River Plate da Argentina. O então atacante Higuain, em uma noite inspirada, após anotar terceiro tento e acabar de vez com o sonhos de passar a próxima fase do torneio viu a torcida invadir o campo aos 40 minutos do 2ºtempo e em um confronto cinematográfico com a policia o jogo termina  junto do sonho, por sinal um sonho cada vez mais perto de acontecer.

Para finalizar, digo que ser Corinthians não é ser um torcedor movido por títulos, mas sim ser um admirador do futebol jogado de forma sofrida . Podem nos chamar de loucos, doentes ou malucos, mas como diria o refrão “Sou Corintiano, maloqueiro e sofredor, graças a Deus”.  Sofrimento tem cura , mas um laudo médico ajuda  “Doutor, eu não me engano, meu coração é corintiano”, se a situação mesmo assim não ajudar insista e não desista, pois com apoio a situação pode ser revertida “vai Corinthians, vai não para de lutar, vai torcida fiel, sarava Seu Jorge, ele vai nos ajudar”, mas como tudo na vida não são flores, sempre temos imprevistos no caminho, para isso “Eu sou, Corinthians, eu nunca vou te abandonar, por te amo” e se a situação apertar “aqui tem um bando de louco, loucos por ti Corinthians”.

Parabéns ao clube que faz os meus sonhos esportivos serem diferentes e meu amor ser maior a cada conquista ou obstáculo superado. Afinal, Corinthians é minha vida, Corinthians é minha história e Corinthians é meu amor.

Crédito - Site Corinthians

ago 2010 26

por William Paolieri *
Especial para o Blog da Comunicação
esportes@blogdacomunicacao.com.br

Antes de me perguntarem, não, não faz muito tempo. Tenho 23 anos, portanto tive a idade de Neymar há cinco anos. Já estava na faculdade, cursando a graduação em Jornalismo. Lembro-me de entrar na sala com muita timidez, sentar numa das cadeiras colocadas em formato de círculo e começar a me apresentar para turma. Quando revelei minha idade o professor Walter Lima soltou duas observações. A primeira foi quanto a minha aparência: “Nossa, com essa idade e barbudo desse jeito”. Não sou nem nunca fui cuidadoso com a aparência, nunca me liguei muito nisso e a barba lá estava pelo simples motivo de ser muito preguiçoso. Não posso ser considerado um Toni Ramos, mas com uma miniatura dele posso ser comparado, portanto eu faço a barba ela cresce novamente, muito mais ágil e com vontade de ficar. Pelo menos na minha primeira aula de faculdade ela ficou. Já a outra observação que meu caro professor fez para o aluno caçula da turma, no caso eu, foi: “Esse ai não tem nem o cérebro formado por completo”. Claro que fiquei fulo da vida, mas ele era meu professor, o que eu podia fazer? Depois fui saber que essa tal parte nula em meu cérebro era simplesmente a responsável pela minha opinião e por minhas decisões. Realmente não sou especialista para saber se isso está certo ou errado, foi apenas uma curiosidade que ocorreu nos meus 18 anos.

O craque do Santos, Neymar – Crédito: Nike Football

Relembrando meus tempos de “Neymar” dou risadas, fico preocupado e me espanto muitas vezes. Obviamente que uma das minhas atividades preferidas era (e sempre vai ser) o futebol. Mas tive que conciliá-lo com algo inédito até então, as famosas baladas. Confesso que a bebida veio antes. Péssimo exemplo eu sei, mas tive curiosidade. E gostei. Agora, junta isso com essa nova descoberta, lugares onde eu poderia ir mostrando meu RG, sem ter hora para chegar em casa. Simplesmente sensacional. Nesse momento o futebol perdia espaço na minha vida. Foi quando tive a brilhante idéia de juntar ambos. Como? Virando a noite e indo direto pro fut da manhã. Péssima idéia. Se você já passou por isso sabe como é. Imagine quando vem aquele lançamento lindo do seu amigo, cruzando a quadra de society (aqui vale um parênteses, as quadras de futsal são menores, mas você está o tempo inteiro no jogo, cansa mais. Campo você descansa mais, aliás, você só descansa, praticamente toca na bola por uns dois minutos no total. O melhor mesmo para os amadores, como eu, é o society, onde a quadra é do tamanho ideal pra você não estar em jogo o tempo todo, mas também tem que ficar atento para a qualquer momento participar dele. É um misto de cansa, descansa, cansa, descansa). Eu sei, você se perdeu, mas eu não. Estou olhando a bola vindo em minha direção, naquele magnífico cruzamento do meu amigo, cruzando a quadra inteira, lembra? Como se esquecer da pífia participação na jogada? Méritos total para a vodka do dia anterior. Eu só precisava de um pique a mais, a bola passou ao meu lado. Onde está minha força? Minha velocidade ficou onde? Realmente, não dá certo essa mistura balada/bebida/futebol. Não dá liga, mas é gostoso. É saudável viver a idade, é divertido curtir com os amigos.

Se eu aprendi com o erro? Claro, aprendi que quem fará o lançamento da próxima vez serei eu ou pelo menos tentarei. Já que toquei no assunto de balada nem preciso dizer como eram meus finais de semana, né? Final de semana inclusive que teve acréscimo de dois dias, quinta e segunda. Sim, saiamos de quinta a segunda. Aliás, segue uma boa dica para os que moram em São Paulo, a segunda-feira é, com certeza, o melhor dia para curtir uma balada com os amigos. Não tenha dúvidas. Mas, olha que o que fiz de molecagem não está escrito. Vai estar nas próximas linhas.

Já ouviu falar da palavra esquenta? Um ritual de comemorar a balada antes de adentrar ao loval. Uma reunião, que na maioria das vezes, acontece no estacionamento da própria balada. O único motivo é consumir muito antes de entrar no local para, lá dentro, consumir o mínimo possível, pagando assim, o mínimo possível. Não é inteligente? Sim, isso tudo sai da cabeça de adolescentes, como eu fui. Lá dentro nada de muito anormal acontece, ninguém ouve nada, pois o barulho é ensurdecedor, ninguém enxerga nada e todos saem alegres, mais alegres do que entraram.

Neymar e seu parceiro inseparável Paulo Henrique Ganso – Crédito: Divulgação

Até o carro tudo acontece. Primeiro porque ninguém lembra onde raios foi parar o carro, qual dos cinco estacionamentos da região o carro está. Até chegarmos numa conclusão já foi um xixizinho no portão de uma casa, um cochilo abraçado com o poste, uma ligação para aquele amigo que não compareceu, fazendo-o acordar em plena madrugada. Molecagens. Algo normal para a idade.

Calma, não desisti do curso de jornalismo. Continuo “estudando”. Sim, já peguei uma DP, mas a professora não gostava de mim. Mas, se ponha no meu lugar. Com todo esse mundo para você desbravar, com aquele papo que a vida é uma só e os 18 anos de uma pessoa também, assim como os 21, 22, 33, 45. Poxa, não posso tentar ser um garoto normal, que age de acordo com a idade? Se você já errou muito na vida e aprendeu com os erros, parabéns, agora é minha vez. Sim, eu sei que você está já me apontando o caminho certo, mas quero aprender por si só, não quero olhar para trás e me arrepender do que não fiz, dizer que tinha muita coisa para descobrir e não pude, pois estão me aconselhando a tomar outros rumos. Já sei o que é certo e errado, não vou fazer nenhuma besteira, mas quero errar um pouco, quero rir dos erros e aprender. Assim me tornarei um adulto maduro, como você. Você mesmo que está lendo esse texto. Não preciso de conselhos metralhados para me tornar um adulto frustrado.

Voltando ao ano de 2004, aos meus 18 anos. Foi ano de eleição, aliás, meu primeiro ano como eleitor. Passou batido. Confesso, não estudei sobre os candidatos, não me informei muito, um pouco sim, mas não o suficiente para confiar no escolhido. Escolhi por puro impulso de seguir meu pai, assim como fiz na escolha do meu time de futebol. Essa sim, uma escolha importante em minha vida. A da política? Nada mais que um domingo para acordar cedo e passear com meu pai até a escola eleitoral. Eu sei, eu sei, você deve estar me achando um idiota. Onde já se viu um iniciante de jornalista, o futuro da sociedade não se preocupar com política? Onde já se viu? Mas para você é fácil falar, é fácil bater no peito e dizer que com a minha idade, aliás, com 18 anos, com a idade do Neymar, você era totalmente politizado, sabia de como tal partido agia e como o outro se manifestava. Claro, você vivia numa ditadura. Não era fácil combater, mas era simples escolher um lado, era algo óbvio demais. Se tivesse nascido na sua época seria seu companheiro de luta contra a ditadura. Mas e hoje? Preciso estudar muito sobre os partidos? Preciso ser uma pessoa mais ligada na política para saber que tudo gira em torno de interesses pessoais? Contra quem vou lutar? Você se espelhou em lutar contra a ditadura, talvez os líderes políticos atuais estivessem ao seu lado nessas manifestações contra aquele regime, mas e hoje? Vou lutar contra o partido X, Y, vou bater no peito e dizer que confio em fulano e votei nele, para depois de cinco meses no cargo eu receber uma notícia de que ele desviou dinheiro, para que farei isso? Eu quero mais é jogar meu vídeo game, afinal tenho 18 anos, tenho muito que aproveitar. Um dia sei que serei mais presente na política, mas por enquanto quero aproveitar minha idade, sem ter com o que me preocupar.

Aos 18 anos, Neymar vestiu a camisa da seleção pela primeira vez – Crédito: Nike Football

Na verdade eu menti para você leitor. Me preocupo muito sim. Quero mais é saber quando que vou conseguir um dinheiro para ajudar meus pais. Não vejo a hora de comprar uma casa na praia, assim eles aproveitarão melhor os finais de semana. E carro? Meu sonho é uma Ferrari, um porsche ou quem sabe uma lamborghini. Não que eu saiba diferenciá-los quando passam na rua. Nem mesmo se estiverem ao meu lado ou até comigo dirigindo, mas quem não sonha em ter esses carros? Talvez não pelos carros, mas pelo que representam. Tudo bem, você vai me dizer que andar com um carro desses em São Paulo é besteira, mas se eu tivesse 18 anos e grana para isso, compraria. Sendo besteira ou não, talvez um pouco mais velho não comprasse mesmo, mas com a idade do Neymar teria feito sim senhor.

Mesmo na faculdade meu antigo sonho de se tornar jogador de futebol não cessou. Era com muita tristeza que eu via o tempo passando, não que eu estivesse tentando me tornar um craque da bola, mas sonhava que algum dia cairia do céu uma oportunidade. Para quem sempre sonhou meu saldo é bem abaixo do esperado já que fui apenas a uma peneira em toda minha existência. E cheguei atrasado. Para ser mais exato uma hora atrasado. Nem preciso dizer que não deixaram sequer pisar no terrão (grama naquele local era luxo). O sonho acabou. Quando? Não me lembro. Pelo menos abracei a carreira de jornalista esportivo. Como viram o amor pelo futebol não acabou e, certamente, não cessará.

É por isso que peço pra deixarem Neymar livre. Ele é só um menino com sonhos bem parecidos com os dos que já passaram por essa idade. Como eu. Como você. Criticá-lo por não se interessar por política, por querer sair do Santos, por deixar a Pátria e até mesmo pelas molecagens que fez, faz e irá fazer é algo que beira o egoísmo. Você viveu essa idade, teve seus erros, agora o bastão está nas mãos dele. É a vez dele viver os próprios erros. Para terminar gostaria de lembrar que não estou defendendo Neymar, estou me defendendo das minhas próprias acusações, pois antes eu era igual a ele e hoje sou igual a você que me critica pela adolescência que tive. Normal, é da idade.

* William Paolieri é jornalista da Rádio Eldorado/ESPN e colaborador do Blog da Comunicação.

ago 2010 26

Qual receita para se obter novos campeões nas mais diversas modalidades olímpicas e paraolímpicas e como gerar sustentabilidade na renovação destas modalidades?

Pois bem, a pergunta pode em primeiro plano se parecer muito complexa, mas pergunte a qualquer esportista se a vida de atleta olímpico no Brasil é fácil. O patrocínio é escasso, e na maioria das vezes voltado para áreas que tiverem destaque em uma ou outra competição.

Buscando formar novas potências olímpicas o BOLSA ATLETA, programa do Ministério do Esporte em parceira com as federações esportivas, vem ajudando aqueles que não possuem aporte financeiro, buscando dar condições para que se dediquem ao treinamento esportivo e participação em competições visando o desenvolvimento pleno, objetivando formar, manter e renovar atletas com potencial para representar o Brasil em Jogos Olímpicos e Paraolímpicos. No total são 4 categorias e estas condicionadas aos recursos destinados ao programas e também aos critérios técnicos individuais.

1º – Categoria Estudantil – Para se obter uma ajuda de R$ 300,00 deve-se ter mais de 12 anos e estar regularmente matriculado em uma instituição de ensino. Não deve possuir qualquer tipo de patrocínio entendido como eventual ou permanente resultante em propaganda, nem receber salário pela prática esportiva. Ser classificado de 1º a 3º nos Jogos organizados pelo Ministério do Esporte e estar entre os 24 melhores selecionados entre nos esportes coletivos.

2º – Categoria Nacional – Ajuda no valor de R$ 750,00. Deve-se ter mais de 14 anos, estar veiculado a um clube e ter filiação a entidade de administração de sua modalidade, tanto Federativa (Estadual)  como de Confederação(Nacional), além de ter obtido de 1º a 3 º no evento máximo nacional organizado por sua federação representativa ou esta entre  1º e 3º no ranking nacional por ela organizado.

3º – Categoria Internacional – Ajuda mensal de R$ 1500,00, além das categorias descritas acima, não deve receber salário pela prática esportiva e ter obtido de 1º a 3º lugar em campeonatos mundiais de sua modalidade ou jogos  e campeonatos Pan-americanos e Parapan-americanos ou Sul-americanos.

4º – Categoria Olímpica e Paraolímpica – Dispor de todas especificações acima e ter integrado na qualidade de atleta a delegação brasileira na ultima edição dos Jogos Olimpicos o Paraolímpicos.

O programa em si como iniciativa acho válido, mas vejo ele voltado a atletas com grande desempenho. O cenário esportivo nacional terá grandes oportunidades nos próximos anos. Seremos sede das principais competições internacionais. Talvez devessemos tirar a China como exemploque desenvolveu uma série de programas esportivos com crianças na escola que gerassem frutos para as Olimpíadas realizadas em Pequim em 2008. O resultado deste fruto foi a melhor participação do pais em competições de esporte coletivo. Vale a dica !

ago 2010 15

Por Leandro Lopes
esportes@blogdacomunicacao.com.br

O esporte é belo.

O esporte é belo porque é diferente, é belo porque é imprevisível, porque é superação, é sublime.

O esporte educa.

Educa porque ensina aos praticantes que a vida é repleta de limites e que nascemos para ultrapassá-los, desde que isso seja feito sem nenhum tipo de trapaça. O esporte educa e ensina porque no mundo do esporte, seu melhor amigo é seu adversário, e você deve respeito a ele.

Foto: Fernanda Paradizo

Não é somente a satisfação da vitória, nem tampouco a endorfina que o corpo produz. É a vida que emana dele. As curvas, as pisadas no acelerador, a bandeira balançando ao vento, as lágrimas que escapam e a falta que faz… Mas a imagem do esportista permanece.

Não é a Copa do Mundo erguida, é o jogo bonito, solto, alegre… Não é a vitória que nos escapou aos 28 do segundo, é o choro pelas ruas e a certeza de que os melhores estiveram lá e não sorriram ao invés de chorar porque o esporte é assim, imponderável. O mestre ainda vive.

As pernas tortas jamais representaram a estética, as pernas tortas terminavam em dribles. Não se reclamava das pernas tortas, porque justamente elas, as pernas tortas, desviavam de quem fazia o certo, de quem caminhava em linha reta. Lembremos das pernas tortas.

As cortinas jamais deixarão de abrir e o espetáculo será sempre um espetáculo. O tempo passa e com certeza não deixará de passar… Aguenta coração! Porque a emoção é enorme! É fogo, é gol! As cortinas sempre abrirão!

O esporte marca vidas. Deixa lembranças. Emociona.

O sabor e o saber da vida! Sabor de satisfação, sabor de alegria, sabor de persistência e sabor de superação. O saber competir, o saber dividir, o saber revesar, o saber praticar e principalmente o saber respeitar. Aí reside o esporte.

Todos deveriam experimentar esses sabores, esses saberes… Quando o esporte for base de educação, sinônimo de interesse e seriedade, criaremos competidores na vida e respeitadores do próximo… Estaremos, então, mais próximos uns dos outros, afinal, o esporte também aproxima.

De olho neles.

Abraço,

Leandro Lopes.
@falecomleandro

ago 2010 10

Por James Freitas

esportes@blogdacomunicacao.com.br

Alguém já notou que em ano eleitoral tudo fica mais rápido e prático? O telefone daquele mesmo vereador que antes não retornava ligação e nem fazia questão de saber dos problemas de ordem pública que você enfrentava,  agora,  te abraça, visita e promete ajudar em tudo o que for possível. Aquelas obras que se arrastaram durante anos são finalmente inauguradas com direito a grandiosas festas dotados de discursos longos e exaltação dos feitos da administração vigente. Porém, estamos falando de esportes, afinal não é essa a editoria do post? Sim, caro internauta! Política e esporte atualmente são assuntos que estão em alta porque não dizer, na moda! Engana se quem pensa que no esporte a política é diferente. Muito pelo contrário!

Não é estranho ver alguns clubes de futebol investindo mundos e fundos no futebol em 2010? Amor ao clube do coração? Não! Interesse político! Mostrar serviço aos torcedores e sócios que determinarão os rumos dos clubes nos próximos anos! Quer exemplos? Palmeiras, Internacional e Fluminense são os times que recentemente tem agitado o mercado. Coincidentemente é ano de eleição nesses clubes. Seus mandatários sofrem pressão por resultados e resolvem abrir os cofres de uma vez. Até o centrado Luiz Gonzaga Beluzzo, que assumiu o Palmeiras com a promessa de contenção de despesas do clube e de uma política de “pés no chão” pressionado pelos maus resultados revolucionou contratando numa tacada só nada grandes ídolos do clube como o técnico pentacampeão do mundo, Luis Felipe Scolari, o atacante Kléber e o Chileno Valdívia a peso de ouro. O Fluminense apostou em Muricy Ramalho, o atacante Emerson, “Sheik” e em medalhões como Belleti e Deco, este último detém o segundo maior salário do futebol brasileiro. Já o Internacional parece o mais próximo de atingir a glória e garantir a reeleição do grupo de Fernando Carvalho, com as contratações de Renan, Tinga e Rafael Sóbis o time do Beira-rio está próximo da conquista da Libertadores da América.

É a política do pão e circo! O torcedor apaixonado não se importa num primeiro momento em  saber se o time pode quebrar ou não! Ele quer é que o time vença!  A todo custo! Doa a quem doer. Responsabilidade é uma palavra que parece estar fora do dicionário dos dirigentes e políticos de todo o Brasil. Ao vencedor as batatas…

jul 2010 28

FALANDO EM ESPORTES…2

Escrito por Isaque Criscuolo | Postado em Esportes | Tags: , , , ,

por Isaque Criscuolo

esportes@blogdacomunicacao.com.br

Vou admitir. Sou daqueles que não morre de amores pelos esportes. Sei da importância biológica em praticar exercícios físicos, mas sempre sou tentado a ficar em frente ao computador ou lendo um livro. Reconheço também a importância que os esportes possuem para a cobertura jornalística e para a economia mundial, mas ainda assim não morro de amores.

Gosto de acompanhar jogos de vôlei e algumas partidas de futebol, durante a Copa, mas nada que me defina como um amante incondicional dos esportes e seus assuntos relacionados. Esse assunto sempre me leva ao campo de que cada um tem uma especialidade, um assunto preferido.

Prova disso são meus colegas de faculdade viciados em futebol. Os rapazes sabem nomes de um milhão de jogadores, goleiros, técnicos, times… Acompanham todos os campeonatos, se empenham e vivem o futebol. É um assunto que eles realmente adoram falar. Algo que fazem por amor.

Mas e quando temos que falar sobre um assunto que não nos interessa? É ai que entra o talento do jornalista, sempre apto a falar sobre os mais distintos assuntos, o tempo todo. Pelo menos é assim que o estereótipo jornalístico é criado. Pois bem, discordo desse pensamento.

Cada pessoa possui uma habilidade, um assunto ou área que lhe interesse mais. Por isso temos jornalistas tão bons em áreas especializadas, seja política, cultura, esportes etc. Falar sobre o que gosta é um caminho que leva à perfeição do trabalho executado, principalmente com jornalistas. É o que penso.

E mesmo que eu não tenha algum domínio sobre os assuntos do mundo dos esportes, aqui estou, democraticamente, escrevendo sobre isso, sem na verdade falar sobre o assunto diretamente. É uma forma de expor minha opinião e ainda assim, escrever.

Vou admitir. Sou daqueles que não morre de amores pelos esportes, mas admiro os que amam…

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