jul 2010 26

por Natália Christofari

internacional@blogdacomunicacao.com.br

Segundo Wang Jian, especialista da ONG Green SOS, o problema da superpopulação se soma a outros como, gestão dos serviços públicos e da sociedade, o aumento do preço da moradia e mudanças no sistema educacional.

As autoridades de Pequim anunciaram nesta sexta-feira, que a capital chinesa enfrenta problemas de abastecimento de água, e isto remete à marca crescente de 19,72 milhões de habitantes, número este, esperado para daqui uma década.

Estudos prévios mostram que, Pequim deveria ter quase 20 milhões de habitantes dentro de dez anos, e o Conselho de Estado (Executivo Chinês) tinha estimado seu projeto de desenvolvimento da capital o limite de 18 milhões para 2020.

Estudos ainda ressaltaram que, a principal razão para o aumento tão rápido da população pequinesa entre 2006 e 2009 foi o aumento da população flutuante. E para o ministro da Segurança Pública, Meng Jianzhu, a crescente população flutuante criou muitos problemas na gestão da cidade.

Mesmo que a fala do ministro da Segurança Pública, soa como falta de planejamento sob a cidade, as declarações coincidiram com o anúncio das autoridades da capital chinesa, que estudam um projeto de ajuda a controlar a população flutuante.

A ideia do projeto causou forte polêmica entre vários setores sociais, como imprensa e acadêmicos, que qualificaram a medida como uma “prisão”, além de discriminar trabalhadores imigrantes que trabalham nas cidades e não têm “hukou” – Uma permissão de residência na capital.

A primeira solução anunciada pelo primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, foi o relaxamento as restrições do “hukou”, estabelecido há 52 anos para evitar a migração rural às cidades.

Será que apenas esta medida solucionará os problemas de abastecimento? O acompanhamento deste problema serve como alerta ao mundo. Até quando precisaremos ter problemas para reavaliar planejamentos?

Não chegaremos ao final para contarmos história, se os olhos de cidadãos e políticos não se abrirem. 

Começamos hoje e você?

Crédito: Divulgação

jul 2010 16

por Guilherme Freitas
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A famosa revista americana Foreign Policy publicou em sua última edição, uma lista intitulada “Os piores dos piores líderes do mundo”. A publicação listou 23 nomes do que há de pior na política mundial (para ler clique aqui). São ditadores, presidentes e tiranos que usam seu cargo para desrespeitar os direitos humanos em benefício próprio. Enquanto vivem na riqueza, às vezes em palácios, seus compatriotas sofrem com vários problemas: doenças, tortura, fome, miséria e falta de liberdade de expressão. Muitos estão há décadas no poder e não pensam em passar a faixa para outro presidente. Só pensam em seus negócios e em massacrar a oposição e a democracia.

A lista é encabeçada pelo “Líder Supremo” da Coreia do Norte, Kim Jong Il. Ele está no cargo de autoridade máxima do país há 16 anos e herdou o posto do pai. Parece um monarca, mas é um tirano paranóico que só pensa em armamentos nucleares. Em segundo lugar outro ditador: Robert Mugabe, único presidente da história do Zimbábue, há 30 anos. Considerado um herói pelos africanos por lutar pela libertação do continente, Mugabe se perdeu ao longo da história e hoje é um inimigo da democracia. Em terceiro está Than Shwe, que comanda a junta militar de Mianmar. Este é um dos países mais fechados do mundo e que não respeita os direitos humanos.

Montagem com os ditadores Mugabe, Shwe e Al-Bashir – Crédito: Foreign Policy

Nomes como Omar Al-Bashir (que financia genocídios no Sudão), Mahmoud Ahmadinejad (o controverso presidente do Irã), Hu Jintao (presidente do autoritário regime chinês), Muammar Gaddafi (o “colorido” presidente da Líbia), Teodoro Mbasogo (ditador da Guiné Equatorial que foi visitado recentemente por Lula), Hugo Chavez[bb] (autoritário presidente da Venezuela) e Raul Castro (irmão de outro famoso tirano, Fidel Castro), fazem parte do rol dos Bad Guys (Caras maus) da FP. Na minha opinião, faltou um membro lusófono: José Eduardo dos Santos, presidente angolano no cargo desde 1980 e que este ano mudou a Constituição para se perpetuar no poder, após escândalos de corrupção.

Alguns na prática não são ditadores, pois a Constituição de seus países os denominam como Chefes de Estado e muitos disputam eleições diretas. Mas no fundo são todos iguais: ditadores e inimigos dos direitos humanos. Autoritários, egocêntricos, paranóicos e párias, jamais pensam em implantar a democracia em seus países. Não querem perder seus negócios milionários e correr o risco de serem presos devido aos atos cometidos. Com seus ideais insanos, se afastam das principais potências e das Nações Unidas[bb], além de arrastar o país para a ruína e crises financeiras. É o mote para o início de guerras civis e epidemias de saúde. Resumindo, é o ponto de partida para o caos.

É por esta razão que critico o presidente Lula e sua política de ser amigo de todo o mundo. Ditadores não devem ser bajulados, devem ser isolados.

mai 2010 14

por Sônia Mesquita

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Jornalista da revista Newsweek, Maziar Bahari, recebeu a pena de 13 anos e seis meses mais 74 chibatadas do Tribunal Iraniano por participar de atos contrarrevolucionários, informou o jornal The New York Times.

Bahari foi preso em junho do ano passado e ficou 118 dias na prisão,  e foi libertado em outubro. O jornalista[bb] tem a cidadania canadense e iraniana e esteve entre ativitas políticos e outras personalidades durante as disputadas eleições presidenciais de 2009 no Irã.

Bahari disse que não entende a condenação feita a revelia no dia 9 de maio, pois não se preocuparam em informá-lo ou a a seus advogados e que isso é um lembrete que o regime do Irã lida símbolos brutais que somente fazem sentido para eles.

O Comitê Para a Proteção dos jornalistas classificou a sentença como arbitrária e punitiva.

Imagem de Amostra do You Tube

Fonte: http://knightcenter.utexas.edu

mai 2010 07

por Guilherme Freitas
internacional@blogdacomunicacao.com.br

Teve início na última segunda-feira a Conferência de 2010 para examinar o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares. O evento vai até o final do mês de maio e está sendo realizado na sede da ONU (Organização das Nações Unidas), na cidade de Nova York. Diversas autoridades estiveram, estão e estarão reunidas durante a Conferência. Na aberta do fórum, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, discursou e criticou a maneira como o mundo vê o programa nuclear iraniano. A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton[bb], também falou na ocasião. O Brasil foi representado pelo chanceler Celso Amorim.

O Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares é um acordo internacional que tem como objetivo, prevenir a disseminação de armas e nucleares, promover a cooperação com uso pacífico dessa energia, e alcançar o desarmamento nuclear e geral. Ao todos, 189 países assinaram o documento, entre eles o Brasil e as potências atômicas EUA, China, Rússia, França e Reino Unido. Porém, países com arsenal atômico como Índia, Paquistão e Israel não assinaram e dificilmente irão fazer devido a problemas políticos.

Porque o mundo não se livra de todas elas? – Crédito: Divulgação

Estas Conferências são realizadas de cinco em cinco anos desde 1970, quando o tratado começou a vigorar. Nos últimos meses, o presidente dos EUA, Barack Obama e o presidente da Rússia, Dimitar Medvedev, vem conversando sobre a questão nuclear para tentar reduzir o montante atômico das duas potências. Os dois países são donos de 95% de todo o arsenal nuclear do planeta e quase utilizaram de fatos o poderio durante a Guerra Fria[bb]. O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon também se manifestou pelo fim das armas atômicas.

Resta saber como vai terminar esta Conferência. Pode haver avanços, com os países chegando a um acordo na redução de armas ou pode ser um fracasso com todos dando de ombros. A tendência é que nada mude no cenário mundial. Ou seja, as potências continuaram com suas usinas e falando que querem ver um mundo sem armamento nuclear, os membros não-signatários vão continuar fora do tratado e o Irã vai manter seu programa nuclear fingindo ser pacífico. Resumindo, as armas estarão ai presentes para assombrar o planeta. E assim caminha a humaniade. Resta saber para onde.

abr 2010 23

Por Henrique Torres

internacional@blogdacomunicacao.com.br

Existem muitos conceitos importantes que pairam no ar sem justa definição. Tais são, por exemplo, o conceito de Justo, de Verdadeiro, de Belo ou de Bem. Difícil definir cada um destes com precisão. Apenas temos deles uma noção muito geral. Não tenho a pretensão de tentar defini-los aqui. Apenas quero propor uma reflexão acerca de um deles: o Bem.

Nosso mundo é perpassado por duas noções de Bem. A primeira é muito antiga, remete aos tempos da ancestralidade do homem, séculos antes de Jesus Cristo. A segunda foi resultado do rompimento com a primeira. A primeira noção é a de que o Bem é aquilo que é “nosso”. “Nosso” aqui significa a propriedade de certo individuo ou grupo de indivíduos. Para exemplificar: antigamente, se eu fosse ateniense, diria que tudo aquilo que é bom, ou é de bem, é aquilo que pertence à Atenas; e do mesmo modo, se eu fosse espartano diria que o Bem ou o Bom é aquilo quer pertence à Esparta. O grande problema aqui ao considerar aquilo que é meu como Bem, é que eu necessariamente devo considerar aquilo que é do outro como Mal.

Este parece um modo estranho de pensar? Um modo antiquado ou como eu mesmo defini, ancestral? Infelizmente este modo de pensar o Bem está muito mais presente do que deveria, apesar de muitos anos de reflexão e desenvolvimento intelectual. Existem muitos exemplos, que vão dos mais antigos e incomuns, aos mais presentes e cotidianos. Veja só: Qual conceito de Bem devia ter Hitler quando provocou o Holocausto e a Segunda Guerra? Muitos dirão que tal homem não podia ter conceito nenhum de Bem. Porém ele tinha. Ele buscava o Bem próprio, do nazismo e de certa forma da “raça pura”. Ou seja, nada mais natural do que esmagar aqueles que eram diferentes dele. O que se passa com grande parte das religiões quando consideram que sua religião é a certa (o Bem) e as outras as erradas (o Mal)? O que se passa na mente a grande maioria dos integrantes de torcidas organizadas que se envolvem em brigas sem fim contra outras torcidas? Nada mais do que isso: o Bem não é o outro senão seus ideais, suas crenças, ou (num exemplo muito mais esdrúxulo, mas que representa bem a presença do problema na atualidade) do seu time.

Prisioneiros de Auschwitz - Crédito: Divulgação.

Esse é o tipo de Bem do terrorismo. Bin Laden parece não ter em mente mais do que a destruição daquilo que é símbolo do modo de vida ocidental, o grande mal de todos os tempos, os Estados Unidos. É exatamente este tipo de pensamento, por parte da grande maioria dos terroristas espalhados pelo mundo, que os levam a realizarem seus ataques. De maneira sucinta, no caso de Bin Laden e de muitos outros terroristas, a distinção entre Bem e Mal é a mesma que existe entre oriente e ocidente.

Para não deixar de falar num dos exemplos mais recentes de terrorismo, que se note o ataque ao metrô russo. Pode-se objetar que os motivos dos ataques foram diferentes dos objetivos “comuns” do terrorismo. Isto é, o ataque ao metrô russo foi feito por parte de um grupo terrorista separatista, que no limite, almeja liberdade. É de se pensar, contudo, em que medida esta matança de inocentes se justifica, e em que medida os rebeldes terroristas deste grupo separatista não buscam mais do que o Bem próprio.

Atentados ao metrô russo - Crédito: Divulgação

Para não concluir com este cenário desolador de pensamentos sobre o que é o Bem, mostrarei qual é a segunda noção de Bem (da qual falei no inicio) e que resultou do rompimento com a primeira. Se a primeira noção é a de um Bem individual, não é difícil chegar à conclusão de que a segunda seja um Bem coletivo, que seja comunicante a todos os indivíduos. E qual seria atualmente o exemplo mais perfeito deste tipo de Bem, um Bem que se comunica a todos os indivíduos da espécie sem fazer qualquer distinção entre nação, religião, time ou qualquer outra coisa do gênero? Os direitos humanos. Tal declaração nada mais é do que a busca de um Bem que se funda na natureza do ser humano, ou seja, não é preciso nada mais do que ser um ser humano para usufruir de todos os bens que os direitos humanos asseguram. Contudo, as coisas não acontecem desta forma. Seria muito bom que as coisas fossem assim tão simples, mas não são. Infelizmente os direitos humanos são por todos os lados infligidos e desrespeitados. Mesmo assim, eles são um grande ganho para a humanidade, que com eles corre menos o risco de ver surgirem novos Auschwitz. Ou seja, apesar de todos os desrespeitos aos direitos humanos, nós já não podemos mais abandoná-los sem o risco de retornar a barbárie.

mar 2010 12

Mais uma vez o presidente Lula nos brindou com bobagens

por Guilherme Freitas
internacional@blogdacomunicacao.com.br

Lula com Fidel em sua última visita a Cuba – Crédito: AFP

E mais uma vez o presidente Lula nos brindou com uma de suas famosas pérolas. Desta vez “as vítimas” foram os presos políticos cubanos. Em entrevista a agência de noticias Associated Press, o presidente brasileiro disse: “Temos de respeitar a determinação da Justiça e do governo cubanos de deter as pessoas em função da legislação de Cuba. A greve de fome não pode ser utilizada como pretexto de direitos humanos para liberar as pessoas. Imagine se todos os bandidos de São Paulo entrarem em greve de fome e pedirem liberdades”.

Lula comete erros e gafes em tudo que disse. Primeiro afirmando que é necessário respeitar as leis cubanas, mas o mesmo não respeitou as leis de Honduras quando se entregou de corpo e alma na crise do país. Ao dizer que a greve de fome “não pode ser utilizada como pretexto de direitos humanos”, ele mesmo esquece que um dia fez greve de fome quando era prisioneiro político da ditadura. E por fim, compara os presos políticos com criminosos de presídios paulistas (como traficantes, assassinos e estupradores). E olha que em 2007 ele despachou sem dó os boxeadores cubanos que pediram asilo político após os Jogos Pan-Americanos de 2007.

O dissidente cubano Guillermo Fariñas que faz greve de fome – Crédito: Divulgação

A verdade é que nosso presidente aplica a política de “dois pesos e duas medidas”. Um exemplo clássico é que Lula defende o Irã, enquanto a comunidade internacional o condena. O mesmo em relação a Cuba. Lula tem a liberdade para falar sua opinião e expressar seus sentimentos, mas o presidente brasileiro precisa se colocar no lugar de chefe de estado. Sei que Lula admira Fidel e jamais vai criticar o “companheiro” publicamente, mas nessas horas ele tem que deixar a amizade e admiração de lado. O regime cubano não merece elogios.

A política na ilha é a ditadura. Não existe liberdade de expressão e há muitos prisioneiros detidos de maneira irregular, simplesmente porque não concordam com as atrocidades de Fidel e Raul Castro. Ditadura é ditadura em qualquer lugar, seja ela de direita ou de esquerda. E tem que ser combatida sempre.

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