Não faz muito tempo que o Brasil assistiu apreensivo á greve de fome do Frei Luiz Flávio Cappio, bispo da diocese de Barra (BA), em protesto á transposição do rio São Francisco. Na Ocasião, Frei Luiz havia dito que não cessaria seu protesto, a não ser que as máquinas que estavam no rio não fossem paralisadas e o governo discutisse alternativas mais adequadas para o Semi-Árido. Não deu certo: o Frei, já debilitado, terminou a greve, e as obras da transposição não foram interrompidas. Porém, toda a mídia deu cobertura privilegiada ao caso. E a polêmica sobre a questão do “velho Chico” pode aparecer a muita gente que de nada sabia.
Outro exemplo nos veio nesta semana, quando o mundo viu mais um caso famoso de greve de fome sobressair na imprensa. Desta vez, o preso político cubano Orlando Zapata, de 42 anos, detido desde 2003 para cumprir uma pena de 32 anos por “desacato à autoridade”, desordem e outras acusações, morreu em Havana depois de uma greve de 82 dias!
Mais do que uma mera morte ligada à política cubana, o falecimento de Zapata (que, inclusive, tem um nome bem emblemático e sugestivo) motivou a exigência, por parte de diversos países, da libertação de presos políticos na “Ilha dos Castro”. Apesar das constantes negativas das autoridades em Havana, diversas entidades internacionais acusam o governo cubano de manter vários dissidentes políticos presos. As autoridades do país, entretanto, dizem que os presos não são dissidentes, mas sim meros detidos, que enfrentam acusações por atos contra a “segurança do Estado e da população”…
Como pudemos ver no exemplos citados, a greve de fome, com todo o seu risco, ainda assim, consegue em muitos casos atingir seu “objetivo”: ela mobiliza o foco dos holofotes midiáticos para uma situação polêmica e que precisa ser discutida nos âmbitos nacionais e internacionais. Tanto no caso da greve iniciada pelo Frei Luiz, quanto na trágica morte do militante cubano, o que nos chama a atenção é que a greve de fome “funciona”. Afinal, quando o caso e clamar pela sensibilidade da opinião pública, nada melhor do que um sacrifício.
Tanto é assim que hoje mesmo no portal Uol notícias se pode ler que “Cinco dissidentes cubanos, quatro deles na prisão, iniciaram uma greve de fome, para protestar contra a morte do preso político Orlando Zapata, [...]. Os quatro prisioneiros – Diosdado González (de 47 anos), Eduardo Díaz (58), Fidel Suárez (49) e Nelson Molinet (45) – estão reclusos na penitenciária de Pinar del Río, a 150 km a oeste de Havana [...]. O ex-preso político Guillermo Fariñas, de 48 anos, jornalista independente, faz greve de fome em sua casa, em Placetas, na província central de Villa Clara, ‘negando-se, inclusive, a beber água’ desde a noite de quarta-feira.
Assim como no caso de Zapata, fica evidente que estes novos “grevistas” querem chamar a atenção da opinião internacional e, principalmente, da mídia para o seu problema. Mas, será mesmo que é preciso que riscos humanos tão altos ocorram para que o mundo e a sociedade enxerguem suas mazelas e as autoridades tomem alguma providência? Tão radical medida não deveria ser modelo de protesto em nenhuma situação. Mas, sinceramente, em muitas ocasiões de descaso, essa parece ser a última saída para curar a nossa “cegueira voluntária”…
O problema é que, a todo o momento, atestamos a eficácia do sacrifício em nome das “boas causas”. Parece até que dependemos desses sacrifícios para fugir da letargia contagiante oriunda da nossa própria acomodação. Foi assim com Gandhi, Mandela, e outros mártires: eles precisaram morrer ou quase morrer para que enxergássemos o que está a um palmo do nosso nariz…
Por Júnior Batista
internacional@blogdacomunicacao.com.br
Colton Harris Moore, 18 anos, 1,96m. Um adolescente com um rostinho bonito, mas não se engane, ele é o mais novo Jesse James americano. Um garoto jovem, porém com mais de 100 crimes nos Estados Unidos e no Canadá, inclusive barcos e três aviões! (um deles foi devolvido intacto).
O que leva um adolescente tão novo ser tão famoso?
O adolescente nasceu e foi criado na pequena ilha do arquipélago Camano, em Puget Sound, no estado de Washington. Quando ele era pequeno, seu pai tentou enforcá-lo em um churrasco em família e ele fugiu com a mãe.
Desde disso, aos 8 anos ele era procurado pelo roubo de uma bicicleta. Aos 11 ele foi para o reformatório, mas logo fugiu e começou a assaltar várias lojas da região e casas de verão de pessoas de classe média alta. Ele já chegou a ser apelidado de Robin Hood, mas que rouba para si mesmo.
Entre suas façanhas está o roubo de um avião nas Ilhas de San Juan em 2008. Sobre o assunto, a mãe dele afirma: “Ele é inteligente. Fizeram um teste de Q.I. há alguns anos e ficou três pontos abaixo de (Albert) Einstein. Desejo muito que tenha sido ele quem roubou estes aviões, ficaria muito orgulhosa”.
No facebook, há milhares de seguidores do garoto e, é claro, nenhum provavelmente é vítima dele. Um vendedor criou camisetas com a foto do garoto e frases que o relacionam a bandidos, como o Jesse James.
O que pensar desse caso? O que leva um bandido a ser tão famoso diante dos adolescentes? Será seu rosto bonito, ou algum instinto de aventura e adrenalina escondido nos fãs?
A população da pequena ilha está divida: um têm pena dele, acham-no muito inteligente, porém não concordam com suas ações; outros acreditam que ele é um maníaco e que sua pena deve ser a morte.
E você, leitor? O que acha deste caso?
Comente! Opine!
Abraços
Toda grande tragédia comove e mobiliza muitas pessoas. Os seres humanos, por sua característica de sociabilidade, tendem a sofrer com as dores alheias e, em muitos casos, até chegam a largar toda uma vida de conforto em nome de um comprometimento solidário com o outro. No caso da tragédia do Haiti, pudemos, por exemplo, acompanhar pessoas estranhas diariamente se ajudando e lutando contra uma situação de total adversidade. Muitos haitianos e estrangeiros neste exato momento estão unidos num esforço para sanar ou, pelo menos, para atenuar, as desgraças que se abateram sobre um país que já era considerado “o mais pobre do ocidente”.
Os prédios desabados, as cidades destruídas e a aniquilação infraestrutural da capital Porto Príncipe está sendo enfrentada com coragem e, em grande parte dos casos, com esperança. Afinal contra as perdas de concreto sempre podemos fazer alguma coisa. Porém, no Haiti não é somente as perdas das poucas construções civis que preocupa. A capital Porto Príncipe, maior “emblema” da tragédia, está á beira de um caos social. Crimes se abarrotam por todos os cantos e o povo, imerso em tanto sofrimento, já está incontrolável em seus impulsos. A situação é cada vez mais delicada e as mais hediondas infrações são, no mesmo ritmo, mais comuns. Hoje, por exemplo, foi divulgado no Estadão que o Haiti está sofrendo com um crescente tráfico de escravos e crianças. Segundo a reportagem, “O primeiro-ministro do Haiti, Jean-Max Bellerive, afirmou nesta quinta-feira, 28, que existe tráfico de crianças e de órgãos em seu país após o terremoto do último dia 12. ‘Há tráfico de órgãos para crianças e outras pessoas, porque existe uma necessidade para todo tipo de órgãos’, afirmou Bellerive em uma entrevista à CNN publicada em sua edição digital. […] O primeiro-ministro haitiano não deu detalhes, mas quando a jornalista Christiane Amanpour perguntou se também há tráfico de crianças, Bellerive respondeu: ‘As informações que eu recebi dizem que sim’”.
Ou seja, muito mais grave do que as perdas materiais das construções e dos prédios de concreto é o convívio com essa proximidade do caos social. Quando uma sociedade começa a beirar esse estado de desordem e a força estatal simplesmente passa a não existir, é o pior das situações de confusão que devemos esperar. Seria algo próximo aos que os sociólogos chamaram de “anomia”…
O povo haitiano está perdido em meio a tantos descaminhos; o governo mendiga a ajuda internacional e o país se encontra completamente destroçado. Diante de tudo isso, cá do alto da nossa impotência, no resta perguntar: será ainda pode piorar? Esperamos, siceramente, que não…
Por James Freitas
internacional@blogdacomunicacao.com.br

As imagens da recente tragédia no Haiti mais uma vez chocaram o mundo inteiro na última semana. Independente da religião geralmente nessas situações todos questionam a vontade ou a passividade de Deus num cenário como esse.
Vejamos o caso do Haiti que tem como capital a cidade de Porto Príncipe, seu histórico é recheado de crises políticas e de um povo que vive em verdadeiro estado de miséria! Tudo que vocês já viram sobre pobreza e miséria no mundo não permite comparação à situação que os haitianos vivem! Durante os dias em que as principais emissoras de tv noticiaram a catástrofe chamou a atenção quando foi evidenciado um dos pratos principais do Haiti: “Bolacha de Barro”. Tudo para driblar a fome! Completam esse cenário de filme de terror a violência e lixo espalhado por todos os lados.
E muitos repetem a pergunta: Onde está Deus nessas horas? Se ele existe, e se ele é tão bom por qual motivo ele deixa isso acontecer? Sempre tive esse pensamento quando ligava minha Tv e me deparava com situações complicadas como a que aconteceu no Haiti e questionava a presença de Deus até ler o livro: A Cabana, de William P. Young que vendeu mais de duas milhões de cópias. O livro aborda a questão recorrente da existência do mal através da história de Mack Allen Phillips, um homem que vive sob o peso da experiência de ter sua filha Missy, de seis anos, raptada durante um acampamento de fim de semana. A menina nunca foi encontrada, mas sinais de que ela teria sido assassinada são achados em uma cabana perdida nas montanhas. Vivendo desde então sob a “Grande Tristeza”, Mack, quatro anos depois do episódio, recebe um misterioso bilhete supostamente escrito por Deus, convidando-o para uma visita a essa mesma cabana. Ali, Mack terá um encontro inusitado com Deus, de quem tentará obter resposta para a inevitável pergunta: “Se Deus é tão poderoso, por que não faz nada para amenizar nosso sofrimento?”.
Fica minha sugestão de livro dessa semana! Na loucura do nosso cotidiano acabamos sempre pedindo muito e agradecendo pouco. Já notaram quantas vezes já pediram alguma coisa apelando ao famoso: “Pelo amor de deus?”
por Guilherme Freitas
internacional@blogdacomunicacao.com.br
Na última terça-feira a terra tremeu no Haiti. E tremeu demais. Um terremoto de 7.0 graus na Escala Richter colocou abaixo o país mais pobre das Américas. Já sem infraestrutura e cheio de problemas sociais antes do terremoto, o Haiti agora se resume a um cenário de destruição total. Não é exagero dizer que o país foi destruído. A Cruz Vermelha estima que cerca de 50 mil pessoas morreram na tragédia. E outras milhões de vítimas estão à deriva. Sem teto, comida, remédios e junto a milhares de cadáveres. Abandonas a própria sorte.
Localizado na América Central próximo a região caribenha, o país é o mais pobre do continente americano. O Haiti conquistou sua independência da França em 1804 e sofreu dezenas de golpes de estado. O IDH do Haiti é de 0,532, nível médio, (o 149º no ranking de 182 países computados pela ONU). A população do Haiti antes do terremoto era de 8 milhões de habitantes e o país apresenta baixos índices sociais: 45% da população é analfabeta e a renda per capta do país é menor do que a da favela da Rocinha.
O terremoto praticamente destruiu a capital haitiana, Porto Príncipe. A comunidade internacional, chefiada pela ONU, começou os processos de ajuda as vítimas e aos poucos alimentos, remédios, estrutura hospitalar e especialistas vão chegando a Porto Príncipe para ajudar. O Haiti não tem estrutura alguma e essa será a maior dificuldade que eles vão enfrentar. Quem sabe agora os olhos do mundo, que durante muito tempo ignoraram o Haiti, se abram e ajudem na reconstrução do país.
Entre a vítimas fatais da tragédia estão 14 militares brasileiros (quatro ainda seguem desaparecidos) e a fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns. A senhora Zilda Arns sempre foi uma pessoa que batalhou por um mundo melhor e mais justo através de seus projetos sociais. Ela morreu fazendo aquilo que sempre fez: ensinando, numa palestra para crianças haitianas. Vai fazer falta ao nosso planeta.
SEM COMENTÁRIOS
Neste trágico momento onde milhões de pessoas sofrem no Haiti a um drama subumano, ainda existem canalhas e imbecis como o senhor Gerge Samuel Antonie, cônsul do Haiti no Brasil. Não vale a pena descrever aqui o que ele disse sobre a tragédia, apenas vejam o vídeo abaixo e tirem suas conclusões. Lamentável.
Continuando a série especial “Imagens da Década”, é hora a relembrarmos imagens que marcaram a política e o cenário internacional nos últimos dez anos. Imagens de fatos que mudaram o rumo de nossas vidas
.
Queda das torres gêmeas: Talvez o fato mais importante da década e um dos momentos mais lembrados da história mundial. O atentando aos EUA no dia 11 de setembro de 2001, matou mais de 3 mil pessoas e mudou os rumos do mundo no combate e na prevenção ao terrorismo.
Morte de Yasser Arafat: A morte do maior líder palestino, no dia 11 de novembro de 2004, mudou a política no Oriente Médio. Considerado um terrorista no passado, Arafat mudou suas opiniões e reconheceu o estado de Israel. Após sua morte os palestinos se dividiram e enfrentaram conflitos internos.
Morte de Saddam Hussein: O ditador iraquiano foi cassado pelas tropas americanas após a invasão no Iraque e preso. Condenado por júri que sofreu forte influência dos EUA, Saddam foi condenado ao enforcamento no dia 30 de dezembro de 2006.
A Guerra do Iraque: No dia 20 de março de 2003, os EUA invadiram o Iraque atrás das supostas armas de destruição em massa que Saddam armazenava. As armas nunca foram encontradas e o presidente Bush foi muito criticado. Até hoje os americanos permanecem no Iraque e já armazenaram mais de 5 mil baixas.
Invasão ao Afeganistão: Retaliando os atentados de 11 de setembro de 2001, o exército americano invade o país no da 7 de outubro de 2001 em busca do Talebã e do terrorista Osama Bin Laden. Hoje, nove anos depois nenhum sinal de Bin Laden e as tropas americanas continuam em solo afegão lutando contra os terroristas.
A eleição de Barack Obama: No dia 4 de novembro de 2008, os EUA elegeram o primeiro presidente negro de sua história. Filho de queniano com uma americana, Barack Hussein Obama tomou posse no dia 20 de janeiro de 2009 com alta popularidade mundial. Em novembro de 2009 ganhou o Prêmio Nobel de Paz.
Esquerda no poder: Pela primeira vez na história do Brasil, um presidente de origem humilde e esquerdista chegava a Presidência da República. O ex-torneio mecânico Luiz Inácio Lula da Silva tomou posse como o 35º presidente do Brasil no dia 1º de janeiro de 2003 e em 2009 atingiu 80% de aprovação, um recorde.
O mensalão: Declarações feitas pelo então deputado federal Roberto Jefferson afirmando que deputados recebiam uma mesada para votar a favor do governo, explodiram na política nacional e quase custaram o mandato do presidente Lula. Até agora diversos nomes envolvidos não foram julgados e apenas Jefferson e o então ministro José Dirceu foram cassados.
Independência de Timor Leste: No dia 20 de maio de 2002, Xanana Gsmão é eleito presidente timorense e o país conquista de vez a independência de Portugal. A ilha, localizada na Oceania próxima da Indonésia, começou seu processo de independência em 1999, até ser consolidada com a primeira eleição presidencial.
O fim de uma era: Após 49 anos de governo, o ditador cubano Fidel Castro deixou o poder devido a problemas de saúde. Em seu lugar assumiu o irmão mais novo, Raul. Considerado um dos maiores líderes e tiranos do mundo, Fidel deixou o cenário internacional, mas ainda atua nos bastidores cubanos.
A crise: Em meados de 2008, estoura uma crise econômica nos EUA que se espalha pelos mercados e bolsas de valores mundiais. Bancos e seguradoras americanas começam a falir e são resgatadas pelo governo americano. A crise econômica teve reflexo em centenas de economias pelo mundo e algumas ainda enfrentam problemas até hoje.
Morte do Papa: Depois de um papado de 25 anos, João Paulo II morre de causas naturais no Vaticano, no dia 2 de abril de 2005. Sua morte causa comoção mundial, devido ao seu forte carisma. O Papa João Paulo II foi um dos mais populares líderes mundiais, tendo se encontrado com diversas lideranças religiosas e participado de eventos políticos.
A cara do Brasil: A figura de José Sarney foi a que mais teve destaque na crise do Senado Federal. Recém-empossado presidente do Senado, Sarney viu o mundo desabar a sua volta após inúmeras denúncias de corrupção, nepotismo e abuso de poder. Na Câmara dos Deputados os escândalos foram o castelo de Edmar Moreira e a farra das passagens.
O mais impopular: A década de 2000 teve como protagonista o presidente americano George W. Bush, considerado por muitos um dos piores chefes de estado de todos os tempos. Envio seu país para duas guerras e foi responsabilizado pela a crise econômica mundial. Um verdadeiro fiasco.
O voo do Dragão: Na década de 2000 a China entra de vez para o mundo das potências mundiais e se firma como segunda maior economia do mundo, atrás apenas dos EUA. É sede dos Jogos Olímpicos em 2008 e passa a ter uma economia forte, que cresce cerca de 8% ao ano.