set 2010 01

por Leandro Pereira
entretenimento@blogdacomunicacao.com.br

Na semana passada publiquei um artigo onde critiquei de forma veemente algumas declarações que o cantor Roger, da banda Ultraje a Rigor[bb], concedeu ao jornal Estado de Minas sobre o público jovem há algumas semanas atrás. Percebi que os leitores se manifestaram e o próprio cantor usou o espaço dos comentários para esclarecer seu ponto de vista. Concordo que a intenção do artista não foi a de magoar os fãs, de se colocar como alguém superior ou ser excludente e sim ser franco a respeito dos próprios sentimentos. O que chamo a atenção é para o fato de que precisamos ter cuidado no uso da palavra quando somos entrevistados e penso que o cantor precisa ser mais cuidadoso com o que diz. Não apenas ele, mas todos nós.

O cantor Roger, do Ultraje a Rigor – Crédito: Divulgação

Explico-me: numa conversa particular com um amigo, uma pessoa querida, numa situação onde o interlocutor nos conhece eventualmente dizemos coisas que ferem a sensibilidade do outro e que acabam por nos comprometer diante daquele que amamos. Nesse caso voltamos a ele e pedimos desculpas. Redefinimos a relação. O que é diferente quando falamos num palco para um grande número de pessoas, na imprensa, onde alguém ali está gravando e vai reproduzir o conteúdo. Nem sempre nos é possível revogar o que foi dito e as consequências que nossas palavras podem trazer são perigosas. O objetivo do meu texto foi suscitar um debate a respeito da atenção que qualquer um de nós deve ter com o que torna público e o mote foi a entrevista do líder do Ultraje.

Pelo que percebi a crítica foi útil e suscitou um debate saudável e interessante. A humildade do artista em ler e se colocar mostrou que ele está aberto para o diálogo e para a relação com os fãs e tenho certeza de que sua música ainda nos ajudará muito na construção de um país melhor e mais justo culturalmente.

E não deixem de ouvir o poema “Entrevista” que está no site do poeta Affonso Romano de San’tanna, na voz de Tonia Carrero. Fala sobre comunicação.

ago 2010 31

por Guilherme Freitas
turismo@blogdacomunicacao.com.br

Começou ontem o US Open[bb], um dos quatro principais torneios do circuito mundial do tênis. Rafael Nadal, Roger Federer e Maria Sharapova estarão em ação nas quadras de Nova York. Mas não é sobre o Grand Slam que irei falar e sim sobre a arte em NY. Além da tradição nos esportes, no mundo da moda, gastronomia e na famosa festa de réveillon, a cidade tem muita vocação para a arte. Seus museus são incríveis e os arranha-céus embelezam da sua arquitetura. Sem falar nas centenas filmes com Nova York como palco.

NY vista do Empire States – Crédito: Guilherme Freitas

Mas hoje quero falar sobre a música, outro ponto forte desta metrópole. Este post listou quatro músicas (veja abaixo) sobre a “cidade que nunca dorme”, devido ao seu ritmo frenético. Além dos musicais na Broadway e dos shows de artistas de rua em praças e parques da cidade, NY recebeu ao longo da história muitas canções em sua homenagem. Do maior cantor americano Frank Sinatra até o rapper Jay-Z, a cidade tem sempre presença no mundo da música.

Sou suspeito para falar sobre Nova York[bb]. Este ano, passei um mês na cidade para fazer um estágio nas Nações Unidas. Você, caro leitor, pode ver o especial que produzi clicando aqui. Confesso que virei fã de NY, uma cidade incrível. E se você me perguntar se vale a pena ir até a Big Apple, eu digo: com certeza!

Confira abaixo uma seleção de músicas que tem como fundo Nova York, ou falam sobre a cidade.

New York, New York – Frank Sinatra

Imagem de Amostra do You Tube

Jay-Z e Alicia Keys – Empires States of Mind

Imagem de Amostra do You Tube

New York – Paloma Faith

Imagem de Amostra do You Tube

New York – U2

Imagem de Amostra do You Tube

ago 2010 27

O Carro híbrido "Prius", da fabricante Toyota, terá sua produção intensificada nos proximos anos. Um norte? Imagem: www.treehugger.com

Um dos grandes desafios da modernidade (para alguns pós-modernidade) é adequar a voracidade do  sistema capitalista á sobrevivência da raça humana. Isso mesmo. Não é exagero. O nosso sistema de consumo e de produção de mercadorias  é sabidamente devastador: em nome do bem das nossas compras e das ditas “nova necessidades”, nós estamos maltratando de maneira incrível o nosso planeta. Todos os dias, por exemplo, a frota de automóveis cresce numa frenética progressão geométrica nas grandes cidades. A indústria automotiva é a que mais consome água em muitos países – sem contar toda a poluição do ar que gera. E tudo por quê? Porque não podemos mais viver sem carro. Porque o transporte público em inúmeras cidades simplesmente é um caos e, óbvio, também porque o carro se tornou um símbolo de status, de ascensão social.

Então, em épocas de aquecimento global, desequilíbrios ambientais e impactos sobre a nossa biodiversidade, nada mais salutar do que um a tentativa de se caminhar para soluções sustentáveis de consumo. Não que as indústrias sejam as “porta-vozes da salvação do mundo”, mas, se elas se engajarem, estimuladas por um consumo mais exigente, em produzir tecnologias mais limpas e investirem nisso, não tenham dúvida, já estaremos dando um grande passo para uma melhoria real.

Ontem, por exemplo, uma notícia veiculada no site da “Quatro Rodas” anunciou que a montadora Toyota está rumando para atingir a marca da fabricação e comercialização de 5 milhões de carros híbridos até 2015. Segundo o site, “a marca, pioneira em veículos híbridos, já comercializou mais de 2,68 milhões de carros que combinam combustível com motor elétrico desde o lançamento do primeiro modelo, em 1997. Os modelos elétricos da Toyota, em especial o Prius, receberam incentivos no Japão no último ano com ajuda do governo graças a subsídios que favorecem os híbridos em relação a outros veículos”.

Os carros híbridos, como citado acima, funcionam combinando a energia proveniente dos combustíveis fósseis (gasolina, diesel, etc.) com energia elétrica. Nos modelos mais famosos – que são sensação entre os estadunidenses – essa eletricidade é obtida através da energia criada quando os freios do carro são usados. Essa energia é capturada por um sistema específico e armazenada numa bateria, que será utilizada no lugar do combustível fóssil sempre que possível. Com isso os automóveis queimam menos combustíveis e poluem significativamente menos o meio ambiente.

Outra coisa interessante, também, é que no Japão, como lemos acima, já existe um incentivo governamental para a produção em larga escala desses veículos. Em outras palavras se pode dizer que os carros híbridos entraram no cenário internacional para ser uma espécie de “elo” com a tecnologia limpa que com certeza virá para os automóveis do futuro. Podemos dizer, então, que os carros híbridos são, de fato, uma primeira alternativa para combatermos a poluição gerada pelos bilhões de automóveis que temos no planeta. Porém é preciso que a produção e a disseminação dessas máquinas sejam mais estimuladas. Porque não vai adiantar nada termos carros que poluem menos custando uma pequena fortuna…

ago 2010 25

por Leandro Pereira
entretenimento@blogdacomunicacao.com.br

O disco “Nós Vamos Invadir tua Praia” lançou em 1985 a banda Ultraje a Rigor e abriu portas para outras bandas de São Paulo que estavam distantes da grande mídia, concentrada no Rio de Janeiro onde estavam situadas a Rede Globo e as gravadoras. O álbum foi de grande sucesso na época e praticamente as onze faixas do disco tocaram no rádio. Roger, vocalista da banda, se consagrou como talentoso músico e compositor. É também possuidor de uma inteligência acima da média. Ele aprendeu a ler aos três anos de idade e aos oito começou a tocar violão. A música criada por Roger no Ultraje é de um humor inteligente e melodia que envolve. O problema é que se por um lado o cantor esbanja talento e conquista prestígio como artista, pelo outro é um arrogante intelectual e suas declarações comprometem seriamente sua carreira.

Quem leu, por exemplo, a entrevista que Roger concedeu ao jornal Estado de Minas no domingo retrasado, dia 15 de agosto, conduzida pela jornalista Thaís Pacheco, sabe exatamente do que estou falando. Thaís estava brilhante, as perguntas bem elaboradas davam ao leitor uma visão panorâmica do cenário musical na década de 1980. O cantor é que com falas impertinentes e preconceituosas dava para a entrevista um aspecto desagradável e indigesto. Entre uma fala e outra ele declarava “Quando eu digo a gente somos inútil (sic) somos eu e você. Hoje não posso falar de nós por que seria nós quem? Eu e o público somos diferentes”. E pior: “Tem gente que começou a curtir o Ultraje depois do acústico, mas meu público, de quando eu comecei está com a minha idade. Eles já não querem ir a show de rock. A gente se sente meio deslocado com essa diferença de idade”.

Roger, o vocalista do Ultraje a Rigor – Crédito: Divulgação

Fico pensando no quanto é lamentável ver um líder de uma geração se expressar com tanta desconsideração e desdém para com aqueles jovens que lotam seus shows e compram seus discos. Pior ainda é ver esse mesmo líder fechando as portas para uma interação maior com novas gerações que podem fazer com que sua música continue viva e atual sendo referência para o surgimento de novas bandas e novos compositores. Se as coisas continuarem nesse no rumo em que elas estão talvez esse seja o ocaso do Ultraje a Rigor[bb]. Um artista que se sente deslocado com a platéia não faz shows, em tempos de pirataria é pouco provável que a banda sobreviva apenas com direitos autorais.

Esse não é o desejo de nós que amamos aquela música debochada, inteligente, irreverente. Esperamos, sim, que Roger se retrate ampliando seus horizontes e conquistando novos espaços.

ago 2010 24

por Serg Smigg
comportamento@blogdacomunicacao.com.br

Há algumas décadas, o ambiente corporativo deixou de requerer comportamento ortodoxo. A formalidade esmagadora de antes, anunciada já chegada com o barulho do cartão de ponto – para muitos representação sonora das correntes amarradas nos tornozelos dos escravos -, já foi ultrapassada há muito, não sendo mais necessário que funcionários se levantem de suas escrivaninhas para cumprimentar o chefe ou o diretor, pela manhã.

O ambiente físico sem luz adequada parecia ser a própria materialização da impressão de prisão que as corporações exprimiam; como resposta inconsciente dos funcionários, a disposição desordenada das mesas, dos livros, dos documentos nas estantes, tudo parecia traduzir seus sentimentos em relação à empresa. Muito debilmente e muito a fórceps, as empresas conseguiam lucros interessantes e imagem de mercado adequada. Somente grandes corporações, e dirigidas por mentes vanguardistas, se situavam de maneira a se diferenciar.

Hoje, a evolução do relacionamento em geral chegou ao relacionamento corporativo. Comportamentos antes considerados inadmissíveis são reconhecidos como necessários ao ambiente de trabalho, como sorrisos, competitividade, visão de futuro etc. Mas talvez a mente humana não tenha aprendido a conviver com tal evolução.

O dia a dia corporativo é um complexo mundo à parte das expectativas de escalões altos de uma empresa. Por mais que gerentes e supervisores se imaginem senhores da situação, muitas circunstâncias escapam do poder de percepção humana, ainda que tais gerentes tenham passado horas e horas em cursos diversos de gestão. O simpático beijo em ambiente de trabalho é um dos elementos daquelas situações.

Ao oferecer o rosto para um beijo de bom dia nas manhãs, os funcionários estão oferecendo mais que simples intimidade: oferecem um universo mútuo de pactos, que pode ou não ser benéfico para a empresa. A mente humana recebe impressões constantemente e com elas vai formando seu mundo interior. A partir deste, desenha seu comportamento que é, por sua vez, expresso no gestual, olhares, considerações situacionais etc.

Num ambiente em que haja dez colaboradores, é possível que a troca de beijinhos matinais seja feita apenas entre alguns, o que obviamente exclui um ou outro. Por outro lado, mesmo entre os que tiveram o privilégio de ser escolhidos para receber o beijo, pode haver um que, de maneira inconsciente, note que João foi beijado um pouco mais intensamente; ou pode imaginar que recebeu um beijo um pouco mais intenso. Ademais, também é possível que, por algum motivo, a amizade de pessoas que se beijem pelas manhãs esteja temporariamente estremecida. O constrangimento é certo. A equipe pode não saber lidar com isso, o que refletirá em geração de ambiente inadequado para troca de informações sobre clientes, produtos, circunstâncias.

Quando o beijoqueiro tem cargo relevante, então, o universo de impressões se amplia. A impressão de separativismo pode se instalar tanto em quem não é beijado como em quem, sendo beijado, acha que merecia um beijo mais amigável, mais forte, mais simpático etc. Com o tempo, tais impressões vão originando sensações diversas.

Intimidade, por exemplo. Pode ser que o empenho não esteja sendo alcançado porque, afinal, sou especial porque minha chefa me beija de maneira diferente; ou então, não vou me empenhar… meu chefe nem um beijinho me dá. Obviamente, isso não se dá na esfera consciente, mas, como dissemos acima, o comportamento do ser humano é construído ao longo do dia a partir de alanches de impressões que acaba refletindo em sua simpatia, empatia, colaboracionismo, responsabilidade etc.

É claro que o beijo corporativo, por si e apenas, não acarreta catástrofes econômicas nem impede fechamentos de grandes contratos. Mas, em sendo parte de um conjunto, certamente tem função especialmente relevante no rol de motivos para geração de ambiente estressante. Empresas grandes gastam rios de dinheiro em esquemas motivacionais. Entretanto, detalhes do dia a dia, que passam despercebidos, podem ser instrumento de desmotivação. O ortodoxismo é uma das portas para o insucesso; a informalidade é a janela.

ago 2010 23

Nos dias 25 a 27 de agosto, a Prattica – Agência Experimental de Relações Públicas da UFPR realiza o III Circuito de Palestras, que contará com palestras e oficinas voltadas aos estudantes de Relações Públicas, Jornalismo e Publicidade e Propaganda. Entre os palestrantes convidados, estão nomes de destaque no meio universitário nacional, como a Profª Drª Margarida Kunsch (USP), profissionais de outros estados, como Marcello Chamusca, responsável pelo Portal RP-Bahia, e comunicadores da região, como Rodrigo Rodrigues, destaque da área de Planejamento de Publicidade e o jornalista Cristiano Freitas.

O Circuito tem início na manhã de quarta-feira, dia 25 de agosto, às 8h30, com a palestra de abertura sobre o tema “Comunicação Estratégica na Universidade”, da professora Margarida Kunsch, livre-docente de Comunicação Institucional pela ECA-USP e presidente da ABRAPCORP. O encerramento do Circuito de Palestras da Prattica acontece com a palestra do jornalista Cristiano Freitas, editor da Gazetinha e duas vezes ganhador do Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo, que debaterá a comunicação para adolescentes.

Veja abaixo o horário de todos os eventos do III Circuito de Palestras da Prattica:

Clique na imagem para ver o programa completo do evento: Crédito: Prattica/UFPR

SERVIÇO
Data:
25 a 27/08 (quarta, quinta e sexta-feira)
Horário: quarta, das 8h30 às 22h; quinta e sexta, das 14h às 22h.
Local: Departamento de Comunicação Social da UFPR
Endereço: Rua Bom Jesus, 650 – Bairro: Juvevê – CEP: 80035-010 – Curitiba/PR
Maiores informações
Twitter:
www.twitter.com/prattica_ufpr
E-mail: prattica.ufpr@gmail.com
Telefone: 41 3313-2047

* A pedido do estudante de Comunicação Social/Relações Públicas da UFPR e membro da Prattica, Felipe Martins Greiner, estamos divulgando este evento.

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