abr 2011 20

crédito: Google

por Marcello Ghigonetto
blogdacomunicacao@blogdacomunicacao.com.br

Ao  verificar a escala de publicações vi que deveria produzir um texto para coluna autos e motos. Como trabalho neste mercado, minhas opções aumentam na busca por uma pauta que agrade ao nossos leitores, mas decidi mudar o foco e dividir uma opinião própria que me gera um certo incômodo. Todos já estão cansados de saber que se analizarmos os preços de carros e motos no Brasil em comparação a qualquer outro país no mundo, teremos duas constações: Primeiro,  a que não existe carro popular, e a segunda, que existe uma diferença brutal entre classes sociais no Brasil em relação ao resto do globo, afinal pagar R$ 30 mil em um “dito popular” em qualquer lugar do mundo é tarefa para classe média alta  tranquilamente.

Outro ponto que não fica claro para o consumidor é a comunicação não horizontal. Todos devem se recordar da campanha do governo quando encontrou reservas de petróleo abaixo da linha do pré-sal e também antes, pela qual o páis passaria a ser auto-suficiente na produção de petróleo, não ficando mais a mercê da especulação internacional quanto ao preço do barril. E claro, hoje somos os maiores produtores de cana de açucar do mundo e pioneiros na produção de etanol, mesmo assim, o preço da gasolina nas principais cidades do brasil atingiu o ápice como os R$ 3,99 em Natal-RN e grande parte de Tocantins e Maranhão.

Pois bem, fica fácil perceber que devemos ser muito persistentes na dura missão de ter um veículo próprio. Agora vamos passar pelas inovações criadas ao longo dos anos. Quem se recorda do kit primeiros socorros que todos deveriam comprar. Enfrentamos alta dos preços e até inflação generalizada dos componentes obrigatórios do kit. E os insul-films que antes eram considerados impróprios, e hoje são tidos como um itém básico de segurança.  Certa vez, perto dos meus 19 anos, eu e meus amigos fomos parados em uma blitz policital. O motivo, a tão famosa película protetora. Conversa vai, conversa vem, fomos obrigados a roer as próprias unhas e depois retirar o adereço do carro com o que restava das mesmas. Muito bom, uma terapia incrível.

Agora as últimas das invenções. Se você se desesperava em ver o seu carro não aprovado na inspeção veícular estadual, para aqueles que residerm no estado de São Paulo, a nova sacada esta na inspeção de ruídos. Com um aparelho especifico, os niveis de ruídos são medidos. Se aprovado ganha selinho, em caso de reprovação novo agendamento. O problema é que com tantos selos, em breve, os motoristas paulistanos serão multados pela Lei Cidade Limpa por propaganda irregular.

Pois bem, tentei ser um tanto leve em meus comentários, mas de certo que tais situações me revoltam e para me expressar, uma piada. Somos obrigados a nos adaptar com leis que com o tempo deixam de existir ou simplesmente deixam de vingar. Somos obrigados a imposições que dificultam o desejo de ter o carro ou moto própria, ao msmo tempo em que o transporte público em nada é melhorado. Pois é, e agora, além de IPVA, DPVAT, Seguro, Controlar, Rúido entre parcelas, temos de ficar atentos para não ter o carro clonado,afinal, o não pagador de multas agora terá o nome sujo junto ao SERASA. É, acho que vou pensar em uma 2º opção de locomoção.

fev 2011 16

por Guilherme Freitas
autosemotos@blogdacomunicacao.com.br

Quando ainda era presidente da República, Fernando Collor[bb] disse uma frase polêmica e que gerou protestos das montadoras no Brasil. “Comparados com os carros do mundo desenvolvido, os carros brasileiros são verdadeiras carroças”. O ex-presidente falou esta pérola durante uma viagem a Europa quando pode dirigir carros de primeira linha. Passados 20 anos, a frase de Collor cai como uma luva na situação atual. De fato, os carros populares no Brasil ainda são carroças comparados com os populares de outros países.

Nesta matéria vamos comparar alguns carros do Brasil com outros populares dos EUA. Um bom exemplo é o novo Gol 2011 da Volkswagen. Custa em média R$ 30 mil (US$ 17,9 mil), tem motor 1.0 e câmbio manual. É um dos carros populares do país, juntamente com o Celta, Ka, Uno Mille Effa Motors, Clio e Palio. Todos os modelos básicos não têm câmbio automático e são em sua maioria 1.0. Na terra do Tio Sam os carros populares novos custam em média R$ 15 mil e contam com um motor mais potente e câmbio automático.

A versão 2011 do Gol é vendida a R$ 30 mil reais, preço de carrão nos EUA – Crédito: Divulgação

Com R$ 26 mil no bolso (preço médio de um popular aqui) você consegue comprar nos EUA um Volkswagen Jetta (R$ 70 mil no Brasil), um Kia Ceratto (R$ 60 mil), um Honda Civic (R$ 60 mil) ou um Nissan Sentra (R$ 55 mil). Resumindo, um carro popular brasileiro equivale ao preço de um carro esportivo lá fora. E na Europa não é tão diferente, já que carros de primeira linha de grandes montadores locais como Volkswagen[bb], Renault, Fiat e BMW também são mais em conta do que no Brasil.

Quando estive nos Estados Unidos[bb] e na Inglaterra, sempre via carrões desfilando aos montes pelas ruas. Nos classificados dos jornais tinha carro completo usado sendo vendido por cerca de R$ 5 mil. Os grandes culpados por ainda andarmos de carroças são o governo e as montadoras. A carga tributária, que varia entre 27% a mais de 40% do preço total do veículo, e os abusivos impostos quebram o bolso do povo. Isso sem falar na ganância das montadoras que ficam com parte desse dinheiro de impostos.

O preço do Jetta nos EUA regula com um Renault Clio no Brasil – Crédito: Divulgação

E repito mais uma vez, brasileiro é mole para brigar pelos seus direitos e se contenta com pouco. Enquanto alguém pagar R$ 30 mil em um Gol 1.0 e achar que fez um bom negócio, continuaremos a ser literalmente “roubados” pelo governo e pelas montadoras.

nov 2010 09

por Júnior Batista

autosemotos@blogdacomunicacao.com.br

O Salão Internacional do Automóvel é o maior evento do setor automobilístico e um dos cinco maiores do mundo. Este ano aconteceu entre os dias 27 de Outubro e 7 de Novembro, no Arena Anhembi, em Santana, zona norte da capital paulista. O evento reuniu cerca de 450 modelos, neste que foi o ano de comemoração de 50 anos do evento. Entre eles, estão alguns que são, na minha opinião os mais curiosos do evento.

Com certeza o mais bonito (e por sinal o segundo mais caro) é o Bugatti Veyron 16.4 Grand Sport. Além de lindo, o Bugatti é todo feito em alumínio, magnésio e fibra de carbono, além de conter grades de ventilação de titânio, que ajudam o carrão a esfriar e evitam que pássaros fiquem presos e causem acidentes. Essa belezinha faz de 0 a 100 km/h em 2,5 SEGUNDOS. E chega a 431km/h. O preço? 7,7 milhões de reais. Tá afim?

O Bugatti Veyron - Crédito: Flavio Moraes/G1

Mas o mais rápido não é o mais caro. Este Pagani zonda R., da importadora Platinuss tem apenas 10 unidades no mundo e o Brasil ficou com a 7ª. É um carro de competição e faz de 0 a 100km/h em 2,7 segundos. Custa, “apenas”, 10 milhões de reais.

Este é o meu preferido em questão de inovação tecnológica: O Mohave, da Kia, virou um robô no Salão e ainda falouo saudando quem estava na feira. É tão lindo, que dá vontade de levar pra casa.

Vejam a transformação do carro:

Imagem de Amostra do You Tube

Demais, né?

Em vários filmes, vemos o poder da invisibilidade, mas, nos carros esta realidade já começa a se tornar possível. Vejam este carro, que infelizmente é apenas um protótipo, mas é TRANSPARENTE:

Carro foi feito para campanha publicitária - Crédito: Divulgação)

Ele foi desenvolvido na Inglaterra e possui 2 mil peças feitas artesanalmente! Incrível!

out 2010 12

“FETICHE CAVEIRÃO”4

Escrito por Henrique Oliveira | Postado em Autos&Motos | Tags: , , , , ,

por Henrique Oliveira

autosemotos@blogdacomunicacao.com.br

Com o lançamento do filme “Tropa de Elite 2”, muita coisa relacionada ao BOPE, Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro está na boca do povo. É flagrante o sucesso e o apelo popular de personagens como o Capitão (agora Coronel) Nascimento.

Porém, outra “estrela” está fazendo muito sucesso nas ruas: jovens, adultos e, até crianças, viraram fãs (isso mesmo, fãs) do “Caveirão”, o carro blindado símbolo do BOPE. Conhecido por ser o “abre-alas” nas ações de invasão e eliminação da violenta tropa de elite carioca nas favelas, o carro agora virou uma verdadeira peça de fetiche para o público do filme e para muitos moradores do Rio. Para se ter uma ideia, na cidade do Rio de Janeiro o carro virou brinquedo e, rapidamente, se tornou sucesso de vendas nesse dia das crianças.

Segundo o portal Extra, o brinquedo pode ser encontrado em uma loja de Bangu, na Zona Oeste, na Saara, e no Centro da capital carioca: “O carro acompanha dois bonecos fardados como policiais e duas armas de brinquedo”, publicou o portal.

O caveirão de brinquedo pode ser encontrado em vários pontos da capital carioca. Crédito: extra.globo.com

Mas, porque tanta “adoração” por esse símbolo da máquina repressiva do Estado? Talvez as razões sejam muito mais profundas do que possamos imaginar. Mas, o fato é que o carro blindado do BOPE, além de simbolizar a violência do aparato policial, é, no mínimo, alvo da curiosidade dos moradores do Rio e, por que não dizer, dos brasileiros.

Mas, você, caro leitor, sabe como é o Caveirão por dentro e como ele funciona? Vejam:

Crédito: bope-elite-squad.blogspot.com

Crédito: pessoas.hsw.uol.com.br

O Caveirão carrega em si dois fetiches muito presentes nos seres humanos do nosso tempo: é um carro, demonstra força, virilidade e, ao mesmo tempo, carrega em si as marcas de uma violência que trazemos em nossos instintos contemporâneos.

Como bem diz Álvaro Acioli, acadêmico da Academia Fluminense de Medicina, “o uso da violência como meio de combater a própria violência é o tema diário dos  principais meios de informação. Como conseqüência, a grande massa chocada pela violência crescente e aterrorizada por uma mídia alarmista brada pelo agravamento das punições e castigos, dos transgressores, com um furor que faz lembrar o século XVIII. Clamam, como na idade média, pela instituição de penas que envolvam suplícios, mutilações, castigos corporais, torturas e até mesmo a morte dos transgressores, com requintes de crueldade”.

O caveirão, muito mais do que uma mera viatura da polícia, é um carro que representa esse clamor pelas penas violentas contra os transgressores, os marginais. O fetiche do Caveirão é, justamente, tradução do instinto violento que cultivamos dentro dos nossos moldes modernos de vida…

Talvez, por isso estejamos vendo tanto sucesso e tanta curiosidade em torno desse objeto.

set 2010 28

por Priscilla Aloi
autosemotos@blogdacomunicacao.com.br

A informação deste post vem do Núcleo de Comunicação Integrada da Confederação Nacional do Transporte. É um balanço da situação atual das rodovias brasileiras. E não se esqueça: Se beber não dirija!

Confira o balanço geral das estradas brasileiras – Crédito: Reprodução

CNT divulga Pesquisa de Rodovias 2010
Já está disponível na página da Confederação Nacional do Transporte (CNT), na internet (www.cnt.org.br), em link específico, a íntegra da Pesquisa CNT de Rodovias 2010. O mais amplo estudo sobre as condições das rodovias brasileiras chega à sua 14ª edição e foi realizado pela CNT e pelo Sest Senat. Durante 37 dias (de 3 de maio a 8 de junho), 15 equipes de pesquisadores avaliaram as condições de conservação do pavimento, da sinalização e da geometria viária de 90.945 km, que incluem toda a rede federal pavimentada e a malha constituída pelas principais rodovias estaduais. Nesse último ano, houve uma melhoria significativa na condição das rodovias brasileiras, resultado do aumento dos investimentos em infraestrutura.

De acordo com a Pesquisa CNT de Rodovias 2010, 14,7% das rodovias avaliadas são classificadas como ótimas, 26,5% como boas, 33,4% são regulares, 17,4% estão ruins e 8%, péssimas. Em 2009, a Pesquisa CNT de Rodovias analisou 89.552 km. O percentual de rodovias ótimas foi de 13,5% e de boas, de 17,5%. As regulares somaram 45%. E os índices de ruins ou péssimas foram de 16,9% e 7,1%, respectivamente. Comparativamente ao ano de 2009, é possível observar uma melhoria na extensão do pavimento classificado como ótimo ou bom de 8,3 pontos percentuais. Com relação à sinalização, também houve melhoria na extensão dos trechos classificados como ótimos ou bons de 5,7 pontos percentuais.

Na avaliação do presidente da CNT, Clésio Andrade, a melhoria da situação rodoviária brasileira é reflexo do maior investimento em obras de infraestrutura. Tem havido um esforço do governo do presidente Lula em melhorar a situação das rodovias. Esse aumento da destinação de recursos voltados para o setor de transporte reflete na melhoria observada no levantamento”, afirma Clésio Andrade. De 2007 a agosto de 2010, o governo Lula investiu R$ 27,71 bilhões em infraestrutura de transportes. Já no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, de 1999 a 2002, foram investidos apenas R$ 4,15 bilhões.

A Pesquisa CNT de Rodovias avalia a situação das rodovias a partir da perspectiva dos usuários, tanto sobre o aspecto da segurança como do desempenho. A metodologia baseia-se em normas técnicas de engenharia viária e permite a identificação de elementos necessários ao planejamento do transporte e também à gerência das rodovias. Com a realização do estudo, a CNT pretende difundir informações sobre a infraestrutura rodoviária, para que políticas setoriais de transporte, projetos privados, programas governamentais e atividades de ensino e pesquisa resultem em ações que promovam o desenvolvimento do transporte rodoviário de cargas e de passageiros.

Fonte: Pesquisa CNT de Rodovias 2010

ago 2010 27

por Henrique Oliveira
autosemotos@blogdacomunicacao.com.br

O Carro híbrido "Prius", da fabricante Toyota, terá sua produção intensificada nos proximos anos. Um norte? Imagem: www.treehugger.com

Um dos grandes desafios da modernidade (para alguns pós-modernidade) é adequar a voracidade do  sistema capitalista á sobrevivência da raça humana. Isso mesmo. Não é exagero. O nosso sistema de consumo e de produção de mercadorias  é sabidamente devastador: em nome do bem das nossas compras e das ditas “nova necessidades”, nós estamos maltratando de maneira incrível o nosso planeta. Todos os dias, por exemplo, a frota de automóveis cresce numa frenética progressão geométrica nas grandes cidades. A indústria automotiva é a que mais consome água em muitos países – sem contar toda a poluição do ar que gera. E tudo por quê? Porque não podemos mais viver sem carro. Porque o transporte público em inúmeras cidades simplesmente é um caos e, óbvio, também porque o carro se tornou um símbolo de status, de ascensão social.

Então, em épocas de aquecimento global, desequilíbrios ambientais e impactos sobre a nossa biodiversidade, nada mais salutar do que um a tentativa de se caminhar para soluções sustentáveis de consumo. Não que as indústrias sejam as “porta-vozes da salvação do mundo”, mas, se elas se engajarem, estimuladas por um consumo mais exigente, em produzir tecnologias mais limpas e investirem nisso, não tenham dúvida, já estaremos dando um grande passo para uma melhoria real.

Ontem, por exemplo, uma notícia veiculada no site da “Quatro Rodas” anunciou que a montadora Toyota está rumando para atingir a marca da fabricação e comercialização de 5 milhões de carros híbridos até 2015. Segundo o site, “a marca, pioneira em veículos híbridos, já comercializou mais de 2,68 milhões de carros que combinam combustível com motor elétrico desde o lançamento do primeiro modelo, em 1997. Os modelos elétricos da Toyota, em especial o Prius, receberam incentivos no Japão no último ano com ajuda do governo graças a subsídios que favorecem os híbridos em relação a outros veículos”.

Os carros híbridos, como citado acima, funcionam combinando a energia proveniente dos combustíveis fósseis (gasolina, diesel, etc.) com energia elétrica. Nos modelos mais famosos – que são sensação entre os estadunidenses – essa eletricidade é obtida através da energia criada quando os freios do carro são usados. Essa energia é capturada por um sistema específico e armazenada numa bateria, que será utilizada no lugar do combustível fóssil sempre que possível. Com isso os automóveis queimam menos combustíveis e poluem significativamente menos o meio ambiente.

Outra coisa interessante, também, é que no Japão, como lemos acima, já existe um incentivo governamental para a produção em larga escala desses veículos. Em outras palavras se pode dizer que os carros híbridos entraram no cenário internacional para ser uma espécie de “elo” com a tecnologia limpa que com certeza virá para os automóveis do futuro. Podemos dizer, então, que os carros híbridos são, de fato, uma primeira alternativa para combatermos a poluição gerada pelos bilhões de automóveis que temos no planeta. Porém é preciso que a produção e a disseminação dessas máquinas sejam mais estimuladas. Porque não vai adiantar nada termos carros que poluem menos custando uma pequena fortuna…

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