jul 2009 21

por Leandro Alves
entretenimento@blogdacomunicacao.com.br

“Mais do que informação, o cidadão precisa de espírito crítico e discernimento para absorver cultura e melhorar sua qualidade de vida”.

Sem dúvida é de dar orgulho a iniciativa do governo Lula em criar o Vale Cultura, que no mesmo espírito do Vale Refeição e Vale Transporte, mostra uma preocupação do governo em valorizar o lazer e o crescimento do cidadão por meio da evolução do pensamento. O projeto de lei será assinado pelo presidente na quinta-feira próxima em solenidade no teatro Raul Cortez em São Paulo. O projeto tornará disponível R$ 50,00 para serem gastos em cinema, teatro, museus, na compra de livros e c’ds, etc. Do valor 20% será do bolso do próprio trabalhador, o restante do valor ficará dividido entre a empresa e o estado. O projeto traz em seu bojo uma verdade irrefutável: a população precisa ser munida de informações que lhe permita fazer do entretenimento uma oportunidade de aprendizado e crescimento pessoal.

É um mito, por exemplo, acreditar que alguém vá ao cinema com o único intuito de se entreter por algumas horas. Entrar em uma sala de exibição de filmes é como se “recolher ao útero materno” porque o ato pode estar ligado a um novo nascimento. A prova disso está na identificação subjetiva que pode ser percebida no ato de escolher um filme. Ao escolher, por exemplo, um filme de humor uma pessoa expressa o desejo de economizar o gasto com sentimentos muito pesados como tensão, raiva, frustrações, mágoas. Em contrapartida, quem opta por um drama se vê preparado para confrontar emoções, elaborar de forma inteligente os problemas inerentes à convivência humana.

Já no cinema de arte as coisas são um pouco mais complicadas uma vez que grandes diretores têm como característica brincar com todos esses elementos misturando humor com tragédia, suspense e amor, às vezes atraindo o espectador de forma sutil para enredá-lo numa trama profunda e cheia de surpresas. Podemos citar como exemplo cineastas como Woody Allen, Jim Jarmucsh e Pedro Almodóvar. Cada um de nós tem uma um ritmo para a evolução cultural. Não se pode indicar um Ingmar Bergmar para alguém que nunca teve contato com o cinema de arte. É preciso ir com calma.

Não é diferente com o museu, a compra de discos e livros ou com o teatro. Quem vai a um museu não pode deixar de lançar mão de um “leia mais”, cada objeto, bordado, quadro, fotografia remete a uma determinada época com um contexto cultural diferente do atual que precisa ser analisado com dedicação e de forma pormenorizada. Consumir música sem contexto também não dá. Todo aquele que decide por comprar um disco deve ser orientado a se informar sobre o processo de criação daquele álbum, os compositores, produtores. Ouvir música também com contexto é uma maneira de conhecer a própria história conhecendo a memória e comparando com o momento atual. Ouçam os discos “Escânda-lo” e “Ângela RORO ao vivo” de 1993 e comparem.

Para que a iniciativa dê mesmo os empresários precisam investir em palestras, reuniões para selecionar e discutir os programas de entretenimento além de estimular cada ser a buscar por programas culturais que o ajude a refletir melhor sobre si mesmo e o mundo que o cerca.

Referência: Jornal Cidade de Rio Claro.

jul 2009 04

por Leandro Alves
entretenimento@blogdacomunicacao.com.br

“As pessoas estão certas quando dizem que suas vidas dariam um romance”, Clarice Lispector.

Uma voz que ganhou eco no circuito nacional. Uma mulher de garra, inteligente e com um profundo amor pelo cinema decide fazer um balanço da própria história ao escrever para o grande cineasta espanhol Pedro Almodóvar. Detalhe: a mulher se chama Maria Floricélia e é proveniente do Ceará, trabalha atualmente em São Paulo como manicura. Em seu relato ela narra que é órfã de pai e mãe e aprendeu a ler e a escrever sozinha. Disse para si mesma que dali iria embora com um circo ou com um homem: acabou partindo com um homem. E um homem casado. Maria, em tom de humor negro, confessou ao programa de Ana Maria Braga no dia 5 de maio de 2009 que se sente melhor como “outra” do que como esposa e que “boba” é a mulher que se casa.

Casou-se, no entanto, com um paulista que a levou para São Paulo onde hoje atua como manicura de mulheres como Fernanda Young e Marisa Orth que, comovidas, lhe proporcionaram um curso de superior de cinema. Foi lá que nasceu o roteiro de “Desobediência” que Fernanda Young aprovou dizendo que Maria é uma autêntica personagem de Almodóvar e que ela a recomendaria: o roteiro é muito bom. Para concretizar seu sonho, Maria enviou o texto para Madri aos cuidados de Pedro Almodóvar. O cineasta respondeu que no momento não estava interessado. O suposto fracasso fez com que ela voltasse ao computador e desse início a um novo “Lúcia bicicleta”, que narra à história de uma mulher que se envergonha das próprias origens e passa a mentir para conseguir seus ideais.

Maria é um exemplo de mulher forte e de fibra. Na semana em que vi a reportagem no programa mais você houve a coincidência da atitude de Maria suceder a morte de Augusto Boal ocorrida no dia 2 de maio de 2009. O espírito visionário da cearense incorpora o pensamento do teatrólogo no sentido do ser humano se assumir como ator da própria história e responsável por suas realizações.

“O Teatro do Oprimido é o teatro no sentido mais arcaico do termo. Todos os seres humanos são atores – porque atuam – e espectadores – porque observam. Somos todos ‘espectadores.”

O que esta história ensina para gente é que precisamos aprender a ver o Brasil com outros olhos. Olhos de alegria e de fé. O tempo urge para que nosso povo pare de olhar os menos favorecidos com pena. Fico pensando em quantos grandes artistas estão escondidos pela vida sob a égide da pobreza e do anonimato. Parabéns à Ana Maria Braga e sua equipe pela excepcional lição de vida. A mim não resta dúvida de que Maria vai conseguir seu intento. Será um baita espetáculo!

jul 2009 03

Parque da Mônica

Sinônimo de alegria e diversão para todas as crianças a mais de 15 anos, área pode ser desativada e dar lugar a novas lojas no Shopping Eldorado

Por Marcello Ghigonetto

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O quadrinista Mauricio de Souza anunciou ontem (02 de julho) em sua página do Twitter, que o Parque da Mônica corre sério risco de fechar as portas para os visitantes. Segundo o autor a nova administradora do Shopping Eldorado teria entrado com uma ação judicial solicitando a retomado do imóvel.

O espaço que desde 1993 recebe mais de 20 mil pessoas por mês, esta instalado em uma área de mais de 10 mil m² na Zona Oeste de São Paulo. Para muitos, o espaço é também considerado com umas das principais áreas de lazer e sua perda pode ser uma pena devido as milhares de crianças que freqüentam, um rico espaço de lazer e cultura.

Ainda segundo a administradora, o espaço não atende mais as expectativas do público devido a inauguração de duas torres comerciais de grande porte com mais de 5 mil funcionários. O contrato de aluguel que deveria ser renovado de 5 em 5 anos esta desatualizado desde 2002, porém o fechamento não deve ser imediato – provavelmente só deve ocorrer em 2010.

A noticia é confirmada no meio das comemorações pelo cinqüentenário  da Turma da Mônica, porém o cartunista afirma a necessidade de se encontrar uma nova área para abrigar o centro de diversões. “Naturalmente, não ficaremos sem parque” diz. De acordo com a Assessoria de Imprensa do parque, haviam planos de se modernizar as instalações no shopping. Com a ameaça de desapropriação da administradora este processo dificultou a viabilidade do mesmo. “Naturalmente temo pelo emprego de mais de 300 pessoas, mas não ficaremos sem parque’ finaliza Mauricio de Souza.

jul 2009 03

por Danilo Vaz
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A Era do Gelo 3 - Crédito: Reprodução
A Era do Gelo 3 – Crédito: Reprodução

Ocorreu na última quarta feira o lançamento do filme “A Era do Gelo 3″. O que foi sucesso na primeira e na segunda temporada, traz novidades, imagens em 3D e muito entretenimento para o público, o que promete ser um sucesso nas bilheterias. Confira abaixo a sinopse e as informações deste novo lançamento.

SINOPSE
Os heróis da era glacial de “A Era do Gelo” e “A Era do Gelo 2″ estão de volta. Scrat continua tentando agarrar a noz fujona; Manny e Ellie esperam o nascimento de seu bebê mamute; a preguiça Sid forma sua própria família adotiva sequestrando alguns ovos de dinossauro; e Diego, o tigre dentes-de-sabre, se pergunta se não está ficando molenga demais devido à convivência com seus amigos. Em uma missão para resgatar o azarado Sid, a turma se aventura por um misterioso mundo subterrâneo, onde dão de cara com dinossauros, lutam contra plantas carnívoras de fúria assassina e conhecem uma destemida doninha de um olho só, caçadora de dinossauros, chamada Buck.

FICHA DO FILME
Título original:
Ice Age: Dawn of the Dinosaurs
Diretor: Carlos Saldanha
Gênero: Animação
Duração: 94 min
Vozes: Ray Romano, John Leguizamo, Denis Leary, Simon Pegg, Queen Latifah (na versão original). Diogo Vilela, Cláudia Gimenez, Márcio Garcia, Tadeu Melo e Alexandre Moreno (versão dublada)
Ano: 2009
Data da Estréia: 1º de julho 2009
Cor: Colorido
Classificação: Livre para todos os públicos
País: EUA

Não perca este grande lançamento. Aproveite e reúna toda a familia para se divertir com este filme e claro, dar muitas gargalhadas.

jun 2009 27

“Namastê!”

por Leandro Pereira
entretenimento@blogdacomunicacao.com.br

“Novela é como um novelo que vai se desenrolando aos poucos”  -Janete Clair

A novela mais recente da autora Glória Perez é um delicioso flerte entre o ocidente e o oriente, mais precisamente entre Brasil e Índia. Estou agora de olhos postos no blog que Glória dedica à trama que encanta o Brasil que, não obstante as diferenças de crenças, valores, religião, tradições e costumes resolveu atribuir valor aos pontos de encontro e às possibilidades de troca com este país tão fascinante. No blog vejo textos, fotos, mas o imã que me fisga mesmo é o rosto de Isis Valverde, a Camila. Os cílios, os lábios, as sobrancelhas…E saber que em tudo isso tem um toque de arte, poesia e sensibilidade. Camila é um arquétipo que melhor retrata este encontro entre os dois mundos. E mais: é uma mulher marcante, forte, que protagoniza a mais linda história de amor que presenciei na teledramaturgia brasileira.

Ravi (Caio Blat) e Camila (Isis Valverde) se conhecem pelo computador. Ele, na Índia, ela, no Brasil. Eles se conhecem através de Leinha (Julia Almeida), outra amiga virtual do indiano, a moça o convida para jantar e aproveita para apresentá-lo à Aída (Totia Meireles) e Camila. Ravi leva uns sáris para as três mulheres e Camila está de short e top para colocar o sári por cima. Eles se apaixonam um pelo outro. As brasileiras viajam para Índia onde descobrem que Ravi tem uma noiva arranjada pela família e que se casará em breve.

Camila fica chocada e decide voltar ao Brasil. Em face de tantos desencontros Camila procura Shankar que lhe ensina o casamento segundo os rituais indianos. Eles se casam. Camila fica. As famílias são forçadas a entender e aceitar. O movimento que os jovens fazem chama a atenção pela sabedoria e por romper com aquela tragicidade que acompanha a humanidade desde Romeu e Julieta de Shakespeare. Nada de morrer por amor. Se envenenar por amor. Se incorrer na loucura daqueles que se deixam ensandecer diante das vicissitudes da vida. Não e não. São amantes estratégicos. Inteligentes emocional e intelectualmente. As humilhações que Camila vivencia na casa de Opash (Toni Ramos) são mortais.

É um choque de culturas brutal, mas ela se mostra em todo tempo madura e preparada para enfrentar tudo o que for necessário em prol do relacionamento que estableceu com o marido. Para quem se pergunta que equilíbrio é esse diante de uma intensa paixão uma resposta possível pode estar na presença das quatro energias: água, terra, fogo e ar. Segundo a astrologia a água tem a propriedade de romper obstáculos, a terra de nos dar um referencial da realidade, o fogo de nos transportar para a ação e o ar de nos dar paz de espírito.

Água- Javi e Camila não se detiveram em momento algum. Eles se desejaram. Transformaram o pensamento em ação. Saíram de dentro deles mesmos. É como a água que é presa num determinado cômodo de uma casa. Ela busca pelas frestas da porta. Derruba portas. Evapora. Condensa-se. Faz o que for necessário. Presa ela não fica.

Terra- Eles sabiam que seria inútil e irracional discutir com os pais. Estavam conscientes de que de nada valeria enfrentá-los. Foram pacientes, precisos e buscaram por Shankar (Lima Duarte) o único que os poderia ajudar. Ou seja, não perderam os parâmetros da realidade.

Fogo- Eles se movimentaram. Pediram ajuda ao universo e se prepararam para receber.

Ar - Conduziram as situações com leveza. Sem lástimas. Agora estão casados e as dificuldades só começaram. E eles estão prontos. Merecem viver esta história de amor. Camila é jovem, bem humorada e sabe enfrentar as afrontas das mulheres da casa. Utiliza o humor, como economia de gastos com sentimentos de inferioridade e tristeza. É humilde e atenta para manter sua espontaneidade e ao mesmo tempo se adaptar ao novo.

Confira abaixo um trecho de um capítulo da novela “Caminhos das Índias”, da Rede Globo.

Imagem de Amostra do You Tube

jun 2009 21

por Sônia Mesquita

entretenimento@blogdacomunicação.com.br

Em um charmoso galpão, decorado de forma convidativa, acontece o desenvolvimento de pessoas, sem experiência artística, através da arte. São várias modalidades desenvolvidas com o objetivo do autoconhecimento. O espaço ALMA d’ ALMA oferece atividades artísticas a públicos de diversas idades. E fica ali, bem pertinho do metrô Imigrantes, em São Paulo.

João Gregory comanda As Vivências Teatrais. Buscando livrar os integrantes da timidez nos relacionamentos e da vergonha de falar em público, utiliza-se de vários exercícios e técnicas teatrais para o entrosamento do grupo e desinibição.

Outra modalidade bastante procurada pelo público é a Dance’dance que acontece todas as terças e quinta, das 18h às 19h com Vinicius Rastrello. Muitos já sabem que a dança traz saúde, boa postura e bem estar. Para aqueles que não largam mão da saúde mas não querem ter que se submeter a pesadas rotinas em academias, aqui, conjugam saúde e diversão ao mesmo tempo. É uma mistura de aeróbica, alongamento e exercícios localizados, técnicas de jazz, samba, black music e o participante se diverte! Para o instrutor Rastrello seu maior prazer é perceber o quanto o seu objetivo de fazer pessoas melhores, que contribuem para uma sociedade e um planeta melhor, se concretiza a cada aula. “Ver o desenvolvimento dos meus alunos de perto, a perda da timidez, a evolução no palco, a evolução de cada um nas barras e nos espelhos… é tão satisfatória que faz de mim, também um alguém cada vez mais repleto de boas energias”. 

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O local onde ocorrem as apresentações do espetáculo – Crédito: Sõnia Mesquita

A casa ainda oferece a Bio-dança artística, também com João Gregory, onde você solta o corpo à vontade, sob seu ritmo e vê como é gostoso se sentir vivo! A sensualidade da dança também é exercitada em Sex’dance. Além disso, atividades de circo, oficina de vídeo, yoga, e ballet adulto esperam por você.

A aluna Cintia, 20 anos, disse que chegou trazida por uma amiga. ”O meu primeiro contato com o espaço se deu através de filha de um dos atores do último espetáculo, Caos – A Vontade de Ser ,que fazia parte da segunda cia de teatro, e nos convidou para participar da 4° Cia com o espetáculo aonde hoje  atuo.   Esse homem trouxe à casa, no boca-a-boca, cerca de 15 pessoas do nosso circulo de amizades que se interessaram por conhecer o lugar e em sua maioria permaneceram no curso, outras, por motivos como falta de tempo, trabalho ou estudos não puderam prosseguir mas eventualmente aparecem para ver o trabalho que deixaram em aberto”, disse Cintia Gimenes.
 
Abellan Leonardo, outro integrante da Cia diz que o teatro o energiza.  “Gosto de vir e trabalhar o meu eu, criar cenas, ter contato com as pessoas, me jogar nos puf’s enquanto tomo o cafézinho no intervalo. Desde a primeira aula me apaixonei e não consegui mais abandonar o lugar.”

_PRESENTE PARA SÃO PAULO_
 
O espaço está com um projeto, baseado num evento ocorrido em Londres, que se resume em uma performance coreográfica com data para dia 28/06, domingo, às 12h com duração de cerca de 6 minutos e cobertura da imprensa. Será apresentada no marco zero da praça da Sé. O objetivo é trazer uma alegria para as pessoas que estiverem pela região.   Um despertar para a sutileza graciosa da arte nos mais diferentes momentos do dia. Um presente para São Paulo.

Informações: (11) 5062-5164

Grupo participa - Crédito: Sônia Mesquita
Atores conversam durante ensaio – Crédito: Sônia Mesquita
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