TWITTER – PARTE 2

por Priscilla Aloi
mundodacomunicacao@blogdacomunicacao.com.br

Há um tempo atrás escrevi sobre a utilização do Twitter, clique aqui para ver. Hoje retomo o assunto Twitter. A tecnologia como qualquer outro tipo de ferramenta pode ser usada para o bem ou para o mal. Cada um na sua liberdade, faz a utilização que quiser. Enfim, vamos ao que interessa. Recebi a informação abaixo do pessoal da ML&A Comunicações, e retransmito aos jornalistas interessados.

A nova febre mundial: o Twitter! – Crédito: Reprodução/Logo Twitter

Twitter é usado para divulgar novidades do 3° Prêmio Internet Segura de Jornalismo
Objetivo da ferramenta é agilizar o acesso dos internautas às principais notícias do MIS

São Paulo, 02 de março de 2010 – O Movimento Internet Segura (MIS), comitê da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net) dedicado a orientar o usuário da rede quanto às melhores práticas de navegação, utilizará o Twitter para divulgar as principais novidades da terceira edição de seu Prêmio de Jornalismo. O objetivo do Prêmio Internet Segura de Jornalismo é estimular a imprensa a aumentar os esforços no sentido de divulgar informações que ajudem o usuário de Internet a conhecer as melhores práticas na utilização da rede. A iniciativa reconhece os melhores trabalhos dos profissionais da área em três categorias: Tecnologia, Comportamento Seguro e Proteção à infância e adolescência.

No endereço, http://twitter.com/Mov_Int_Segura, os seguidores acompanharão as informações e dicas do MIS com maior agilidade. “O Twitter é uma importante ferramenta de interação com jornalistas e internautas. O período de inscrições para o prêmio é uma ótima oportunidade de estreitar os laços e tornar mais rápida nossa comunicação”, comenta a coordenadora do Movimento Internet Segura, Marines de Assis Gomes.

Além de informar sobre o Prêmio, o MIS usará a ferramenta para ampliar o alcance das informações do Índice de confiança do e-Consumidor, que tem por objetivo medir a percepção de segurança do comércio eletrônico do ponto de vista do comprador. Também serão veiculadas algumas notícias de destaque tratando dos temas abordados pelo Movimento que são a proteção à infância na web e a segurança das transações online.

POLÊMICA EM PUBLICAÇÃO ALEMÃ: VALE A PENA FAZER ISSO?

por Guilherme Freitas
mundodacomunicacao@blogdacomunicacao.com.br

A última capa da revista alemã Focus esta dando o que falar em todo o mundo. Não foi por nenhuma foto sensacional ou manchete espetacular na capa, e sim por uma montagem eletrônica. A vítima dessa montagem é a famosa escultura Vênus de Milo, estátua encontrada no século 19 na ilha grega de Milos e hoje exposta no Museu do Louve, em Paris[bb]. O monumento que não tem mais os braços, e é um dos maiores símbolos da arte grega, aparece mostrando o dedo médio aos leitores acompanhada da manchete: “Traidores na família do euro: a Grécia está matando a nossa moeda. E Portugal, Espanha e Itália”. O motivo de tanto alarde é a situação crítica da economia na zona do euro.

A polêmica capa da Focus – Crédito: Reprodução

Nos últimos meses a Grécia[bb] entrou no noticiário mundial. O país helênico não conseguiu reduzir seu déficit que hoje gira na casa dos 12% e não vai resolver seus problemas sozinhos. Uma ajuda econômica aos gregos é inevitável e a missão cabe aos alemães e franceses, países mais ricos da zona do euro. O provável resgate a Grécia irrita a Alemanha, que ainda se recupera da crise econômica mundial. Além dos gregos, que estão no olho do furacão, outros países que utilizam o euro são criticados por especialistas econômicos. Eles formam o PIGGS (Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha), que em inglês significa porcos, uma gíria ofensiva aos cinco países que integram a periferia da zona do euro e enfrentam problemas econômicos e sociais, como estagnação da economia, rombos no orçamento e alto índice de desemprego.

A capa da publicação alemã especializada em negócios foi reprovada em toda a Europa. Diplomatas de países do continente criticaram a revista e a acusaram de preconceito. A capa revoltou os gregos e rendeu uma reunião no Ministério das Relações Exteriores de Atenas. Nos últimos dias a imprensa alemã apertou suas críticas aos gregos, a quem acusam de serem os responsáveis pela crise da moeda no continente. O lado helênico retruca e acusa os alemães de preconceito e perseguição. O clima tenso no bloco respinga também na chanceler alemã Angela Merkel, que sofre pressão da população e da oposição para não ajudar a Grécia.

E o que você acha deste caso caro leitor? Concorda com a capa ofensiva da Focus? Ou acha que uma publicação jornalística não deve tomar partido em casos como esse e deve apenas informar o leitor?

Crédito: Folha de S. Paulo

CASA BRANCA UTILIZA AGORA TWITTER COM FORÇA TOTAL

por Sônia Mesquita

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O texto de 140 caracteres permitido pelo Twitter[bb] é mais uma ferramenta utilizada pela Casa Branca para desmentir notícias negativas, corrigir informações dos meios de comunicação e lançar as mensagens do dia, é o que diz o site www.politico.com.

Segundo Michael Calderone, na segunda-feira, o secretário adjunto de imprensa Bill Burton disse aos seus mais de mil seguidores – dos quais muitos são jornalistas credenciados na Casa Branca – que uma reportagem do Washington Post estava errada.

O primeiro a utilizar este meio de comunicação mais festejado no Estados Unidos foi Robert Gibbs, secretário de imprensa da Casa Branca[bb]. Esta prática proporcionou rapidamente a Gibbs nada menos que 7 mil seguidores e desde então cresceram também os insultos e atenções na mídia.

Apesar do perfil da Casa Branca existir há muito tempo, só ultimamente passou a ser utilizado.

INTERNET: MAR DE FRIVOLIDADES?

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Por Henrique Oliveira

mundodacomunicacao@blogdacomunicacao.com.br  

Não podemos negar: uma das grandes revoluções trazidas pela nossa era digital é a agilidade no processo de comunicação. Hoje, como bem sabemos, podemos nos comunicar com extrema rapidez e eficiência. Barreiras de espaço e tempo são a todo momento subvertidas e, do nosso PC, parecemos abraçar o mundo. Na verdade, criamos um novo mundo; um mundo com uma linguagem mais “resumida” e adaptada á realidade de rapidez com a qual temos que conviver. Com diz o pesquisador José Manuel Teixeira da Silva do Instituto Politécnico da Guarda de Portugal em seu artigo entitulado “A reprodução social e cultural na era digital”, “ Há um novo domínio totalmente gerado por computador que cai no âmbito de um espaço público usado permanentemente. Há uma vintena de anos atrás nada disto acontecia. A estranheza maior é que se trata de um lugar sem fronteiras nem atributos físicos. Para o homem habituado às sólidas coordenadas geográficas de latitude e longitude dos sítios, ficar assim de repente sem pé, desterritorializado, pode ser uma visão arrepiante. No ciberespaço, um conceito ainda a entrar no vocabulário do quotidiano, tudo se passa, e todas as actividades decorrem, numa matriz preenchida pelas telecomunicações electrónicas e as redes de computadores – a Internet”.

Em outras palavras, estamos vivendo a era da vertiginosidade. Hoje, os conteúdos multimídia e suas respectivas formas de produção estão muito mais acessíveis através da rede (as plataformas de blogs são, inclusive, um exemplo claro disso).

Ora, essa realidade deveria ser positiva. Afinal, estamos numa era de total reformulação comunicativa. A produção de conteúdos que se dava há algumas décadas atrás se modificou intensamente. O leitor passou de um papel eminentemente passivo, para atuar diretamente na produção e publicação de ideias. E isso foi uma grande mudança. O problema é que, junto com toda essa liberdade, a internet criou uma característica muito peculiar: ao invés de potencializar nossa acapacidade criativa, a lingugem da Internet, conhecido como “internetês”, causou uma deformidade cada vez mais visivel na qualidade do que se encontra por aí na Web. De acordo com um estudo da University College de Londres publicado recentenmente, a cultura da internet vem mediocrizando os textos de muitos jovens usuários, e isso é cada vez mais flagrante. “ David Nicholas, o acadêmico responsável pelo trabalho, chegou à conclusão que os adolescentes estão perdendo a capacidade de ler e escrever textos longos, já que a grande rede faz com que as mentes desse grupo populacional funcionem de um modo diferente do cérebro de gerações anteriores. [..]Durante o estudo, 100 pessoas foram convidadas a responder perguntas que exigiam um pouco de pesquisa. Os mais jovens (de 12 a 18 anos) escreveram suas respostas após consultar metade dos sites visitados por um grupo de pessoas mais velhas instruído a fazer o mesmo. Também foi constatado que as respostas dos mais novos eram mais incompletas” (Fonte: Portal Terra).

Estaríamos, então, usando a velocidade da rede de uma forma negativa? Ou, mesmo, transformando-a em “fonte” para uma superficialidade de conteúdo? Será que a “geração internet”, ao invés de adentrar no mar de conhecimento possibilitado pela Web, está se conformando com o primeiro resultado que aparece no Google? A nossa experiência com algumas das muitas produções na Internet nos indica que sim. Não são poucos os sites que se rendem ao plágio, á cópia pura e simples ou á mera reprodução de fórmulas prontas. Parece que a facilidade em se obter conteúdos está causando uma verdadeira repulsa áquilo que necessita de maior concentração e esforço. Nossas novas gerações têm (e terão) sim uma ferramenta de pesquisa cada vez mais poderosa nas mãos. Porém, esperamos que o mar mar de frivolidades não possa superar a vontade saber…

PUBLICIDADE E CREDIBILIDADE

por Priscilla Aloi
mundodacomunicacao@blogdacomunicacao.com.br

Hoje o assunto é o discurso da rádio Jovem Pan referente ao caso Tiger Woods, jogador de golfe envolvido em um escândalo na vida pessoal, que acarretou o corte de verbas publicitárias, ou seja, anunciantes não querem a sua imagem ligada à imoralidade ou a falta de valores.

A partir dessa evidência a Jovem Pan, dentro do Jornal da Manhã, “levantou a bandeira” aos anunciantes brasileiros para que sigam o mesmo exemplo, e apliquem a verba publicitária em programas de contéudo.

O jogador de golfe, Tiger Woods – Crédito: Reprodução

Parabéns Joven Pan, por essa iniciativa – muitos ouvintes apoiam essa atitude – e hoje o jornalista Fernando Zamith leu vários depoimentos, e não pense você que essa é uma atitude moralista, mas quem trabalha na área sabe, que muitas vezes programas de rádio e TV com conteúdo saem do ar por falta de patrocinadores.

Publicitários e empresários, acordem. Com essa campanha da Jovem Pan, muitos consumidores já estão mais conscientes, e com isto estão de olho onde as marcas investem o seu dinheiro, e aqui vale o antigo ditado popular: “Diga com quem anda e direis quem és”. Em uma analogia podemos dizer: “Senhores publicitários mostrem onde as marcas querem investir sua verba e veremos os valores da empresa em questão”.

Por hoje é só!

CONVERSAMOS COM MILTON JUNG!

Por Leandro Lopes

empregoseconcursos@blogdacomunicacao.combr

Mílton Jung é jornalista, âncora do programa CBN São Paulo e autor dos livros “Conte Sua História de São Paulo” e “Jornalismo de Rádio”. Ele conversou com o Blog da Comunicação, falou sobre política, sobre esportes, a carreira jornalística e a importância da internet no mundo das notícias. Vale a pena conferir!

Leandro Lopes (BGC) Milton, primeiramente gostaria de agradecer sua disposição em conversar comigo e com todos os leitores do Blog da Comunicação, essa oportunidade é um imenso prazer para nosso blog.

Hoje você é um jornalista apreciado, apresenta um programa para a cidade de São Paulo em uma das rádios mais respeitadas do país (CBN), você poderia falar um pouco sobre sua trajetória no jornalismo?

Milton Jung – Sou jornalista há 25 anos, mas estou na profissão há muito mais tempo. Nasci em família influenciada pelo jornalismo. Em casa, meu pai é jornalista de rádio. Nos almoços de fim de semana, encontrava meu padrinho e meu tio, ambos jornalistas. Pequeno, brincava aos sábados no corredor da rádio Guaíba, enquanto meu pai apresentava o Correspondente Renner. E visitava a redação e oficina do jornal Correio do Povo, onde meu tio era responsável pelo fechamento.

Jornalista de profissão de 1984 comecei na própria Guaíba de Porto Alegre, inicialmente com um programa sobre “esporte amador”, depois repórter de futebol para, então, me transferir para o jornalismo (por que mesmo esporte não é reconhecido como jornalismo nas redações ?).

Em Porto Alegre, também fui repórter da rádio Gaúcha, Correio do Povo e SBT. Vim para São Paulo para seguir carreira de repórter na TV Globo, em 1991. Na TV Cultura, onde trabalhei oito anos, migrei da reportagem para a apresentação e edição. Trabalhei dois anos da Rede TV! e mais dois no Jornal do Terra, do Portal Terra. Há dez anos, estou na CBN como âncora.

Já escrevi dois livros e dei pitaco em vários outros. Jornalismo de Rádio (Editora Contexto) e Conte Sua História de São Paulo (Editora Globo)  são de minha inteira culpa.

Âncora da CBN falou com o Blog da Comunicação.

Leandro Lopes (BGC) – Jovens jornalistas ou estudantes de jornalismo enfrentam um mito (ou não) de que o mercado é saturado. Como profissional da área você pode nos dizer se isto é ou não uma realidade?

Milton Jung – O mercado é dinâmico. É preciso estar atento as oportunidades e visível. A internet, a partir das ferramentas de publicação (blog, site, etc …) nos oferecem esta chance de estarmos visível.

Leandro Lopes (BGC) – Aproveitando que estamos falando de estudantes, como você encara a posição do STF e a necessidade ou não de diploma para exercer a profissão de jornalista?

Milton Jung – Não tenho uma opinião acabada sobre o tema, por incrível que pareça. A decisão pelo fim do diploma (que não acredito vá se sustentar) tem uma vantagem: acabar com uma quantidade enorme de faculdades que apenas arrancam o dinheiro dos seus alunos sem oferecer qualidade de ensino em troca de um pedaço de papel que em nada lhe qualifica para o mercado.

Leandro Lopes (BGC) – Estamos certos de que a carreira jornalística é de grande responsabilidade, em grandes coberturas como na recente tragédia que aconteceu no Haiti o maior desafio é lidar com a emoção frente a tragédia ou com as muitas informações desencontradas que podem surgir a cada momento?

Milton Jung – A dificuldade está exatamente no fato de termos de trabalhar sob a pressão de todos estes fatores. Informações desencontradas e contaminadas, e uma tragédia humana diante dos nossos olhos.

Leandro Lopes (BGC) – Aproveitando o “gancho” da ultima questão e a velocidade com que as notícias circulam na internet, vamos falar sobre a mais nova ferramenta virtual, o twitter. Você é usuário dele para interagir com seu publico, quanto uma ferramenta como essa pode ajudar um jornalista?

Milton Jung – O Twitter é uma rede de informação – definição, aliás, de um de seus criadores. Assim como contruímos nossa rede de fontes, com autoridades (entenda autoridade como alguém que tem capacidade de falar sobre o assunto, não cargo público) em diferentes temas, precisamos  estar atento ao burburinho das redes sociais. Estes serviços nos oferecem oportunidade singular: ouvir o que o cidadão fala. É lá que está a notícia, não no gabinete.

Leandro Lopes (BGC) – Vamos agora para o mundo chamado “blogosfera”. O Blog da Comunicação, por exemplo, é um blog independente que une jornalistas e estudantes de jornalismo com o desejo de se expressar. Você costuma procurar ou ler blogs? Qual a importância deles principalmente para iniciantes na profissão?

Milton Jung – Os blogs são ferramentas importantes de expressão. E para nós jornalistas é a oportunidade de revelarmos o talento que, muitas vezes, não tem espaço no cotidiano das redações, seja por limitações técnicas, falta de estrutura ou linha editorial. Sou leitor assíduo de blogs, usando na escolha destes o mesmo critério que sempre usei para escolher minhas fontes de informação: qualidade, ineditismo e interesse públcio.

Leandro Lopes (BGC) – Por falar nisso no ano passado você criou uma serie de posts dedicados ao seu “Imortal” Grêmio. Como é para um gremista viver entre torcedores paulistanos e nossa imprensa que pouco foca clubes de outros estados?

Milton Jung – A coluna Avalanche Tricolor é publicada ao fim de cada partida que o Grêmio tenha disputado. É um espaço para que eu possa dizer tudo aquilo que gostaria de falar se estivesse na arquibancada do estádio Olímpico (sem os palavrões). E uma forma de amenizar a distância de um estádio do qual fui vizinho boa parte da minha vida.

A imprensa paulista tem razão em priorizar a cobertura dos clubes de São Paulo, pois faz jornalismo para os paulistas. Uso o conhecimento e a paixão que tenho pelo Imortal Tricolor para provocá-los.

Leandro Lopes (BGC) – Outra campanha famosa assinada por você é chamada de “Adote um vereador”. Você pode explicá-la para nossos leitores?

Milton Jung – Apenas 1/3 do eleitorado paulistano conseguiu eleger seu candidato na eleição para vereador em 2008. Isto não signfica que o restante não tenha de estar atento ao que se faz ou ao que se deixa de fazer na Câmara de Vereadores. O que eles decidem lá mexe com a minha qualidade de vida, e tudo é feito com meu dinheiro. Portanto, adote um vereador, escolha um nome entre os 55 e passe a acompanhar o mandato dele. Levante informações sobre como ele vota e se comporta, saiba quais os projetos que apresentou e aprovou, quanto gasta no gabinete, a quem representa. As informações podem ser levantadas em busca pela internet, na mídia tradicional ou ligando para o gabinete do vereador. Abra um blog para publicar cada detalhe que você descobriu. Ao fim de quatro anos, o eleitor terá um arquivo à disposição para avaliar o trabalho daquele vereador. Ficará mais fácil de saber se ele merece permanecer no cargo. Além disso, a proximidade do eleitor com o parlamentar nos ajuda a entender melhor o que influencia as decisões políticas e oferece oportunidade de mobilizarmos a sociedade para fiscalizar o legislativo.

Leandro Lopes (BGC) – Você acha que nossa sociedade é pouco engajada quando se tratam de questões políticas como os recentes casos de Arruda e Sarney?

Milton Jung – O caso Arruda não é bom exemplo. Pois, há pressão social contra o governador do Distrito Federal e seus colegas de maracutaia. No caso Sarney, também houve indignação e protesto.

Atualmente, há uma descrença em relação a política como um todo, o que é ruim para a democracia, para o cidadão. E isto acaba desestimulando a participação da sociedade nos movimentos políticos.

Precisamos levar em consideração, também, que atualmente existem outras formas de expressão capaz de mexer com o cidadão, e as ferramentas digitais estão aí para comprovar o que digo. Por isso, nem sempre colocar 100 pessoas na avenida Paulista é sinal de mobilização ou pressão popular. Talvez, uma campanha virtual bem organizada possa mudar um comportamento de maneira mais efetiva.

Leandro Lopes (BGC) – Por falar em política, este é um ano de eleições. Qual o papel de um bom jornalista em uma eleição como esta? Como informar sem influenciar?

Milton Jung - Toda vez que você informa você influencia. A questão é como informar de maneira correta e equlibrada. Este é nosso desafio diário, não apenas em uma eleição.

Leandro Lopes (BGC) – Milton, um bom jornalista é feito de …

Milton Jung – conhecimento e coração.

Leandro Lopes (BGC) – Mais uma vez muito obrigado pela sua atenção conosco e com os leitores do Blog da Comunicação, peço sua permissão para usar uma frase sua:

“Muito obrigado e até uma nova oportunidade”.

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Você pode acompanhar o trabalho de Milton Jung através do Twitter: http://twitter.com/miltonjung

Ou no seu blog pessoal: http://colunas.cbn.globoradio.globo.com/miltonjung/

Além de ouvi-lo na CBN SP é lógico.

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Siga-me no twitter.

Cornete-me ou pergunte-me algo.

De olho neles.

Abraço,

Leandro Lopes.

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