fev 2012 02

por Natália Marques

tecnologia@blogdacomunicacao.com.br

Nos tempos de alta tecnologia, internet à vontade, mudança no comportamento social provocada pelos smartphones e abundância de aparelhos eletrônicos (só no último trimestre de 2011, a Apple vendeu mais de 37 milhões de iPhones e mais de 15 milhões de iPads), um fenômeno da comunicação tem chamado atenção: a pegada humana e cotidiana que conquista as pessoas nas redes sociais, na informação e no entretenimento. Embora estejamos alucinados pela tecnologia nos seduzimos pelo lado humano dos conteúdos que essa nova realidade nos oferece.

E esse fenômeno tem acontecido tanto no jornalismo quanto na publicidade. No que se refere à tendência, pode observar, quem usa de alguma maneira a vida real para informar, entreter ou vender através de qualquer mídia, tem feito sucesso.

Principalmente fatores como a graça, diversão ou piada caem no gosto do público-já esgotado de rótulos e formatos muito redondos que não condizem com a realidade. Precisamos nos situar na história… não faz nem um século que as mídias de massa tomaram conta das sociedades. Isso é muito pouco se considerarmos a história. Continuamos vivendo uma experiência. Estamos sempre procurando o que funciona para atrair a atenção das pessoas. E estamos descobrindo, ufa, que precisamos nos identificar com o que é dito e mostrado.

A televisão, por exemplo, que parecia ter sucesso imortal precisa urgente- e algumas emissoras já estão providenciando- reformular seus signos, seu formato, sua atuação como meio de comunicação. E não importa se é pela notícia, entretenimento ou propaganda. O conteúdo ou a maneira como ele é veiculado há de mudar.

A verdade, a experiência, interação e emoção que a mídia oferece para o seu público está se aproximando cada vez mais da energia cotidiana. Prova disso, são os vídeos ou as situações como, por exemplo, o da menina Luiza que estava no Canadá. De verdade. Ela estava no Canadá. Nem isso foi mentira, ou seja, a pessoa que escreveu o texto do pai da menina quis trazer uma verdade para a cena e aproveitou o fato dela estar fora do país. Ele foi genial. E me desculpem os jornalistas que não acham. Mas foi genial. De tão natural que o assunto era, ele pegou. E com certeza essa pessoa não imaginava o tamanho da brincadeirinha.

Eu tenho a impressão que quem não se ligar nas tendências ou na linguagem das novas mídias que vêm por aí, (acredite, o sucesso daqui 10 anos pode não ser o facebook), vai dançar. Tudo é passageiro. Mas, é preciso se situar no que é tendência para fazer uma boa comunicação. E não se trata apenas de técnica, trata-se do ato de pensar. Não há máquina que faz esse papel tão bem feito quanto pessoas que usam a capacidade linda humana de pensar de forma extraordinária… adoro observar programas de TV, sites, reportagens e até publicidade de quem é sensível. Precisamos de pessoas que pensam dirigindo grandes projetos de TV, rádio, jornal, portal, sites, aplicativos enfim, em todo o universo multimídia.

jan 2012 20

por Maíra Mello

tecnologia@blogdacomunicacao.com.br

Após haver manifestações a nível mundial, o presidente americano, Barack Obama, se manifestou contrário ao projeto de lei SOPA, tão temido pelos internautas. O projeto teria como objetivo principal, bloquear o acesso a sites que comercializam músicas, filmes e livros, censurando tais conteúdos.

O presidente Barack Obama em pronunciamento - Crédito: Divulgação

Na opinião de Obama, o projeto foi mal planejado e afetaria os direitos de circulação de informação dos cidadãos americanos. O presidente se colocou contrário a ação de tal projeto, ganhando mais adeptos após seu pronunciamento. A equipe do presidente divulgou uma nota no blog oficial da Casa Branca (leia aqui) condenando a pirataria online, mas não defende leis como o SOPA para solucionar o problema. Devido a não aprovação dos projetos, um dos maiores sites de compartilhamento de arquivos do mundo, o megaupload.com, foi retirado do ar e teve todos os seus funcionários presos pelo FBI.

A organização administrativa do presidente Barack Obama afirmou também que não apoia esse ou qualquer outro projeto do gênero. O comunicado diz que o governo americano não apoiará leis que “reduzam a liberdade de expressão, aumentem o risco a segurança virtual ou removam o valor de uma internet global e inovadora”. Ainda no blog, foi relatado que as intensas manifestações civilizadas em todo o mundo, foram a prova de que é possível fazer a diferença sem uso de violência.

E o óbvio veio mais uma vez à tona: a união faz a força!

Que todos os times administrativos tenham noção dos projetos de lei que vêm sendo criados. Não estão lidando com estátuas, sem mente, nem voz! Mas sim com pessoas de carne e osso que acordam todos os dias em busca dos seus sonhos, e que merecem no mínimo, uma administração decente, que seja a favor da liberdade de expressão, conexão, comunicação…

Cabe a nós internautas sempre lutar a favor de nossos ideais, de forma democrática e civilizada, para que sejam vencidas as batalhas sem que parte alguma seja prejudicada.

jan 2012 19

por Maíra Mello

tecnologia@blogdacomunicacao.com.br

Ao se sentirem prejudicadas com o compartilhamento gratuito de seus produtos na internet, as indústrias fonográfica e de cinema americanas, se esforçaram para que fossem criados no Congresso dos Estados Unidos, projetos de lei que visam combater a pirataria na internet. E assim foi feito, conhecidos pela sigla SOPA (Stop Online Piracy Act – Pare com a pirataria on-line), em sua versão na câmara, e PIPA (Protect IP Act – Ato para proteção do IP), no Senado, os projetos têm como ideal bloquear o acesso a sites que comercializam conteúdo pirata como música, filmes e livros, impedindo também que qualquer site de busca direcione os internautas para tais conteúdos, ou seja, qualquer site conectado via hiperlink com outro site apontado como pirata pode ser banido da internet. Twitter e Facebook, por exemplo, poderiam ser punidos por permitir que usuários publiquem conteúdo “proibido” nas redes sociais, Google poderia ser acusada de manter anúncios publicitários e links para esses sites, sendo julgada por “permitir ou facilitar” a pirataria.

Mas os sites que são contra os projetos não ficaram parados e, além de enviarem cartas ao Congresso, realizaram nessa quarta-feira (18) um protesto virtual, que contou com a participação de grandes empresas como Google, Wikipedia, WordPress, Mozilla e Twitpic.com o objetivo de encorajar os internautas a procurarem um membro do congresso e o pedir que vote contra os projetos de lei, cerca de 10 mil sites realizaram algum tipo de protesto, muitos saíram do ar, realizaram posts, dentre outras ações. O Google local, por exemplo, publicou uma mensagem que dizia: “Diga ao Congresso que não censure a internet”, deixando também dados que comprovam que milhões de americanos se opõem aos projetos, e uma tarja preta ficou no ar durante horas em sua logo, como na imagem a seguir:

Google contra 'SOPA' - Crédito: divulgação

A Wikipedia, assim como outros sites, ficou fora do ar durante 24 horas, e ao acessar a página, o internauta a encontrou com o visual um tanto quanto sombrio e uma mensagem que dizia: “Imagine um mundo sem livre conhecimento”.

Wikipedia fica fora do ar - Crédito: divulgação

Outro exemplo de ação contra os projetos foi a realizada pela Mozilla: quem é usuário do navegador Firefox, viu sua página inicial preta e um aviso de greve! A logo foi cortada por uma faixa preta dizendo: “Abaixo a censura”.

Enquanto isso no Brasil…

Caso sejam aprovados os projetos, fica claro que, a pressão para que o Brasil e demais países adotem legislações semelhantes será enorme, pois tais projetos darão poderes em excesso para quem quiser tirar os endereços do ar, prejudicando o funcionamento da web em todo o mundo. E protestos também já existem por aqui, um exemplo dos vários que estão participando é o do músico brasileiro e ex-ministro da cultura Gilberto Gil, que aderiu à campanha e acrescentou a hashtag #SOPAblackoutBR, como mostra a imagem:

Gilberto Gil contra SOPA - Crédito: divulgação

Mas há quem seja a favor, Disney, Universal, Paramount, Warner Bros, dentre outras emissoras de TV, gravadoras de músicas, estúdios de cinema e editoras de livros apoiam os projetos.

O PIPA deverá ser votada pelo Senado norte-americano na próxima segunda-feira (24). Já o SOPA ainda está sendo avaliado por comissão na Câmara. Se aprovada da forma como foram redigidas, as normas irão obrigar os sites a acharem um meio técnico de impedir a distribuição do conteúdo, sob pena de fechamento ou até cinco anos de prisão para os organizadores. Mas a Casa Branca teria pedido, recentemente, a revisão dos projetos e alteração de algumas normas. O governo de Obama disse em mensagem publicada no blog, nesse final de semana, que não podia apoiar “um projeto de lei que reduz a liberdade de expressão, amplia os riscos de segurança na computação ou prejudica o dinamismo e a inovação da internet global”.

Por fim, fica claro que a liderança tem se direcionado para o lado que se sente ‘incomodado por estar vendendo menos’, com a ilusão de que irão ressurgir das cinzas as vendas online de seus filmes e músicas. Quando na verdade, também continuam sendo grandes empresas, assim como as que serão prejudicadas com tais projetos. Essas empresas têm obtido ótima lucratividade, mas elas querem mais! Sempre mais! E é a favor disso que o Congresso está votando.

Há outras maneiras de se trabalhar contra a pirataria. Devemos ser a favor de um Mundo conectado! Não precisamos de líderes que são contra esta ideia…

dez 2011 14

por Guilherme Freitas
tecnologia@blogdacomunicacao.com.br

Gostaria de pedir licença ao eterno maestro Tom Jobim e pegar uma clássica citação dele emprestada para este artigo. Certa vez, ele disse “o Brasil não é para principiantes”, afirmando porque vivia aqui e não no exterior. E de fato, não é mesmo. De olho no mercado brasileiro, a Apple lançou uma loja do iTunes no país e iniciou a venda da Apple TV, um dispositivo que reproduz mídia digital e se conecta diretamente com aparelhos de sistema iOS, como iPhones, iPads e iPod. A Apple Tv promete revolucionar os aparelhos da marca. Com essa ferramenta será possível assistir um vídeo aberto no iPad direto na TV, graças a conexão de internet Wi-Fi. O dispositivo também permite aos interessados baixar filmes e músicas diretamente da loja do iTunes.

Modelo do Apple Tv - Crédito: Reprodução

O problema como sempre é o preço dos eletrônicos por essas bandas: sempre muito mais caros por aqui. No site da Apple é possível comprar a TV no Brasil por R$ 399, com frete gratuito. Muita gente vai falar que o preço é justo, mas sabe quando o mesmo acessório custa nos Estados Unidos? Apenas US$ 99. Isso mesmo, a Apple Tv custa o triplo de seu valor aqui no Brasil. Um verdadeiro abuso. E sabem por quê? Graças as nossas taxas abusivas e altíssimos juros. Isso não é nenhuma novidade nos produtos da Apple. Um iPhone, que pode ser adquirido nos EUA por R$ 600,00, chega a custar até R$ 2.000 no Brasil. Já um iPad nos States sai por cerca de R$ 800,00 e por aqui não custa menos de R$ 1.500,00.

Como já havia citado em um artigo anterior aqui neste mesmo blog, não condeno os milhares de brasileiros que viajam aos Estados Unidos para comprar aparelhos eletrônicos e outros produtos. É incrível ver como a população aceita pacificamente os altos preços que são enfiados goela abaixo da população. Poderiam boicotar os produtos e exigir mudanças, mas se calam, se endividam e compram os acessórios. Enquanto haver essa passividade, o governo vai continuar sugando dinheiro através de taxas e nada vai mudar. A não ser a sua conta que vai ficar cada vez vermelha…

out 2011 18

por Guilherme Freitas
tecnologia@blogdacomunicacao.com.br

Mesmo depois de morto Steve Jobs[bb] ainda dá o que falar. Ou melhor, os produtos da sua empresa, a Apple, dão o que falar. A nova versão do iPhone, o 4S, foi lançado poucos dias antes da morte de Jobs há pouco mais de duas semanas. O aparelho é apenas uma versão mais modernaa do iPhone 4 e frustrou fãs da marca que esperavam pela versão 5 do produto. Mesmo assim, o aparelho já tem uma história de adultério para contar.

O caso foi divulgado pelo site Business Insider. Um homem de Nova York desconfiava da traição da esposa e teve uma ideia: comprar o novo modelo do iPhone e dar de presente para a mulher. Mas não era só isso, já que ele instalou no aparelho o app Find My Friends. Este aplicativo permite que os usuários encontrem seus amigos através de um GPs que esta dentro dos celulares. O marido, que tonto não tem nada, também comprou um aparelho idêntico para vigiar os passos da mulher.

O iPhone 4S da Apple - Crédito: Apple Official Web Site

E não é que deu certo! A esposa ia constantemente ao salão de cabeleireiros, mas sempre voltava com o cabelo igualzinho. No dia do veredicto, ela deu a mesma desculpa, porém o Gps do seu iPhone 4S revelou que ela estava em outro lugar, do outro lado da cidade. Com a traição descoberta, o marido está iniciando o pedido de divórcio. Mas mesmo descobrindo o par de chifres, ele pode se dar mal.

Tudo porque segundo a lei americana, a mulher poderá processar a Apple[bb] ou o marido por invasão de privacidade. Como podemos ver um aplicativo por mais inofensivo que seja, pode ter um final não tão feliz assim.

ago 2011 22

Por Renata de Tullio Monteiro

tecnologia@blogdacomunicacao.com.br

Enquanto milhões de pessoas trabalham e investem honestamente o seu dinheiro em pequenos luxos, como um DVD original de seu artista preferido, outros milhões vivem e sobrevivem da falsificação desses mesmos produtos.

De um lado, o lucro impiedoso da indústria fonográfica, que certamente poderia cobrar preços mais justos e democráticos. De outro, a poderosa máfia da falsificação e pirataria, cujos ganhos são igualmente suntuosos, mas trazem de arrasto famílias inteiras que se submetem a condições de trabalho subumanas, em troca de um salário de subsistência.

O nosso sistema capitalista é um dos grandes responsáveis pela convivência mútua dessas realidades, pois dá espaço para que os dois tipos de negócio tenham pleno êxito na sociedade. Assim como o contrabando e o tráfico de drogas, penso que a pirataria é um crime porque, por trás de suas cortinas falsificadas, existe um universo de pessoas prejudicadas. Ora pela desvalorização do trabalho digno de artistas, ora pela exploração indevida de trabalhadores que, por falta de melhores opções, acabam por colaborar com o crescimento indômito desse mercado negro.

Pirataria: de quem é a culpa? Crédito: divulgação

Cerceados por uma cultura de alto custo, os consumidores ficam com opiniões divididas sobre o assunto e, na verdade, dançam conforme a música. Se lhes sobra algum dinheiro no bolso ou a consciência fala mais alto, não hesitam em comprar CDs e DVDs originais. Caso contrário, contentam-se em recorrer ao comércio pirata mais próximo de suas casas. Mas nem por isso devem ser considerados os culpados.

Embora ainda seja alvo de polêmicas, penso que a Internet pode ser um bálsamo para esse cenário. O ambiente democrático da web abre portas para que artistas revelem seus talentos e ganhem dinheiro com isso, beneficiando diretamente o público, que tem acesso livre à música e à cultura, sem precisar gastar muito dinheiro, nem colaborar com o injusto crescimento da pirataria.

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