A VIDA REAL2
Escrito por Natalia Marques | Postado em Tecnologia & Utilidade Pública | Tags: conteúdo, fenômenos, infomação, jornalismo, mídias, mídias sociais, publicidade, tecnologia
por Natália Marques
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Nos tempos de alta tecnologia, internet à vontade, mudança no comportamento social provocada pelos smartphones e abundância de aparelhos eletrônicos (só no último trimestre de 2011, a Apple vendeu mais de 37 milhões de iPhones e mais de 15 milhões de iPads), um fenômeno da comunicação tem chamado atenção: a pegada humana e cotidiana que conquista as pessoas nas redes sociais, na informação e no entretenimento. Embora estejamos alucinados pela tecnologia nos seduzimos pelo lado humano dos conteúdos que essa nova realidade nos oferece.
E esse fenômeno tem acontecido tanto no jornalismo quanto na publicidade. No que se refere à tendência, pode observar, quem usa de alguma maneira a vida real para informar, entreter ou vender através de qualquer mídia, tem feito sucesso.
Principalmente fatores como a graça, diversão ou piada caem no gosto do público-já esgotado de rótulos e formatos muito redondos que não condizem com a realidade. Precisamos nos situar na história… não faz nem um século que as mídias de massa tomaram conta das sociedades. Isso é muito pouco se considerarmos a história. Continuamos vivendo uma experiência. Estamos sempre procurando o que funciona para atrair a atenção das pessoas. E estamos descobrindo, ufa, que precisamos nos identificar com o que é dito e mostrado.
A televisão, por exemplo, que parecia ter sucesso imortal precisa urgente- e algumas emissoras já estão providenciando- reformular seus signos, seu formato, sua atuação como meio de comunicação. E não importa se é pela notícia, entretenimento ou propaganda. O conteúdo ou a maneira como ele é veiculado há de mudar.
A verdade, a experiência, interação e emoção que a mídia oferece para o seu público está se aproximando cada vez mais da energia cotidiana. Prova disso, são os vídeos ou as situações como, por exemplo, o da menina Luiza que estava no Canadá. De verdade. Ela estava no Canadá. Nem isso foi mentira, ou seja, a pessoa que escreveu o texto do pai da menina quis trazer uma verdade para a cena e aproveitou o fato dela estar fora do país. Ele foi genial. E me desculpem os jornalistas que não acham. Mas foi genial. De tão natural que o assunto era, ele pegou. E com certeza essa pessoa não imaginava o tamanho da brincadeirinha.
Eu tenho a impressão que quem não se ligar nas tendências ou na linguagem das novas mídias que vêm por aí, (acredite, o sucesso daqui 10 anos pode não ser o facebook), vai dançar. Tudo é passageiro. Mas, é preciso se situar no que é tendência para fazer uma boa comunicação. E não se trata apenas de técnica, trata-se do ato de pensar. Não há máquina que faz esse papel tão bem feito quanto pessoas que usam a capacidade linda humana de pensar de forma extraordinária… adoro observar programas de TV, sites, reportagens e até publicidade de quem é sensível. Precisamos de pessoas que pensam dirigindo grandes projetos de TV, rádio, jornal, portal, sites, aplicativos enfim, em todo o universo multimídia.


















