out 2011 04

por Guilherme Freitas
meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

O artigo de hoje será três por um. Energia[bb] ao cubo. Primeiro será sobre uma torre que armazena energia para 25 mil casas. Segundo sobre uma folha artificial que transforma luz solar em combustível. E por fim, uma política ecológica que está sendo executada na França onde carros elétricos são disponibilizados para empréstimo. Como podemos ver trata-se da preocupação humana e economizar energia.

Vamos começar com a torre geradora energia. Ela será inaugurada semana que vem na cidade espanhola Fuentes de Andalucía, próxima a Sevilha, e é um gerador de última geração que fornece energia por concentração. Trata-se do primeiro sistema de geração de energia do país. A potência deste equipamento é bem potente: pode produzir eletricidade por até 24 horas e abastece para até 25 mil casas. A geringonça funciona deste jeito: a torre principal recebe e armazena luzes solares que são captadas por um instrumento que projeta os raios do sol para um ponto fixo.

Carro elétrico disponível para ser alugado em Paris - Crédito: Thomas Samson/France Presse

Deixando a Espanha de lado, é hora de falar sobre a tal folha artificial que transforma luz solar em combustível. E foi nos Estados Unidos que cientistas conseguiram realizar esta proeza. De acordo com a revista “Science” esta folha é capaz de armazenar quantidades de combustível para ser reutilizado. Quando se coloca a folha em um contêiner com água, a célula solar produz bolhas de oxigênio e de hidrogênio que são coletadas e separadas. Esses gases então alimentam uma célula combustível, que transforma o líquido em combustível segundo os cientistas americanos.

Por fim voltamos a Europa, mais precisamente a Paris[bb]. Agora na capital francesa é possível alugar carros elétricos para se locomover. São os “Bluecar”, os pequeninos automóveis azuis. Ao todo são 60 carros que podem ser retirados e devolvidos em dez pontos da cidade, assim como acontece com as bicicletas. A intenção da proposta é incentivar os parisienses a deixar seus carros na garagem e utilizar veículos menores e que não poluem. Os “Bluecars” ainda estão em período de testes e devem começar pra valer apenas em 2012.

Como vocês podem ver, é o mundo preocupado com o meio ambiente e qualidade de vida. A natureza agradece.

ago 2011 02

Crédito - Site Ciclo Vivo

por Marcello Ghigonetto

blogdacomunicacao@blogdacomunicacao.com.br

Como muitos não sabem, por anos se discutiu no Congresso Brasileiro a lei que instituía uma Política Nacional de Resíduos Sólidos, sendo um pouco mais claro, foram 20 anos de debate, lobby, quebras de interesses e uma sanção que passou a ser um marco regulatório na área de resíduos no Brasil.

Após 12 meses muitos pontos determinados ainda geram certa desconfiança na população em geral e também ficam a dever quanto sua resolução, afinal empresas se tornam responsáveis pelos produtos ao longo de sua vida útil, ou chamada logística reversa, que se constituiu em um conjunto de ações que facilitem o retorno dos resíduos a seus geradores (empresas), para que sejam tratados ou reaproveitados em novos produtos. Desta forma, a responsabilidade passa a ser compartilhada bem como a logística reversa e a institucionalização das obrigatoriedades nos geradores de resíduos. Já o poder público passa a ter um papel ainda mais importante como viabilizador dos setores, na previsão dos impactos sociais, econômicos e ambientais, buscando um desenvolvimento sustentável ao país.

O governo, prometeu investir algo perto de R$ 1,5 bilhões em projetos de tratamentos de resíduos sólidos, substituições de lixões e implementação de coleta seletiva, além da melhoria na qualidade de trabalho nos chamados catadores.

Talvez a única discordância da lei esta na diversidade regional do país. Para muitos, alguns municípios, pela natureza de sua localização geográfica e modais de transporte, jamais se adequariam as orientações da Política Nacional de Recursos Sólidos, o que mostra que a lei necessitaria de uma certa flexibilização pelo Governo Federal, algo muito pouco explorado até o momento.

Entre seus objetivos, a lei prevê:

–>  Não geração, redução, reutilização e tratamento de resíduos sólidos;

–>  Destinação final ambientalmente adequada dos rejeitos;

–>  Diminuição do uso dos recursos naturais como água e energia, no processo de produção de novos produtos;

–>  Intensificação de ações de educação ambiental;

–>  Aumento da reciclagem no país;

–>  Promoção da inclusão social e geração de emprego e renda para catadores de materiais recicláveis.

Para ser algo tangível de se buscar estabeleceram-se princípios para a elaboração dos Planos Nacional, Estadual, Regional e Municipal de Resíduos Sólidos. “Os municípios teriam como prazo até Agosto de 2012 para que apresentem seus planos municipais de gestão integrada de resíduos sólidos ao Ministério das Cidades”, segundo a Lei 12.305.

Pelo que me consta, pouco se fez para mudar este infeliz quadro, afinal ainda se tem muito trabalho para reverter. Atualmente temos quase mil lixões em aterros sanitários pelos quatro cantos do país, e dois dos principais eventos mundiais a ser realizados por aqui em até 5 anos. Os olhos do mundo estão voltados para o Brasil. É o crescimento a serviço do desenvolvimento sustentável. Mais uma vez, uma política agressiva mas que se torna passiva na concretização de suas medidas.

jul 2011 07

por Guilherme Freitas
meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

Essa história mescla tecnologia e ciência com o meio ambiente. A capital e maior cidade da Dinamarca[bb] não tem mais para aonde crescer. A solução encontrada pelo governo para não sobrecarregar Copenhague foi construir um puxadinho de casas e estabelecimentos comerciais no meio do Mar da Noruega. Isso mesmo, no meio do mar. Será uma extensão do bairro portuário Nordhavnen, uma área de cerca de 200 estádios de futebol sob o mar e que será habitada por futuros moradores.

Os trechos que serão habitados serão cortados por canais e pontes, que o ligarão com o resto da cidade. Tudo isso em nome do planejamento. “Não podemos reduzir as áreas verdes para construir mais casas e precisaremos de mais moradia nos próximos anos. Não podemos negar os possíveis efeitos das mudanças climáticas para o país. Já estamos fazendo projetos para lidar com o aumento do nível da água”, diz Jørgen Abildgaard, coordenador de assuntos climáticos da prefeitura de Copenhague.

Esquema de como ficará parte do bairro de Nordhavnen sob o mar – Crédito: Reprodução/Ilustração

As obras devem começar até o final do ano, mas vai levar muito tempo até os dinamarqueses habitarem o mar. A primeira parte da empreitada será concluída em 2025 e o resultado final está previsto para 2050! Ou seja, serão quase 40 anos de obras até o ousado projeto estiver concluído. O custo da obra será dividido entre o governo e a iniciativa privada.

A Dinamarca já está se preparando para o futuro e para a superpopulação no continente europeu. Até 2025, o governo estima que Copenhague tenha 60 mil moradores a mais, sejam nativos ou imigrantes. A idéia de se construir no Mar da Noruega se deu após a legislação da cidade proibir prédios com mais de seis andares e com respaldo popular. Para não desmatar os parques e florestas, o governo encontrou uma saída sob as águas. Criatividade e competência!

abr 2011 28

por Priscilla Aloi
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Vivemos uma situação preocupante. Agora não temos espaço para o lixo reciclado tamanho é o volume do que consumimos. Temos que nos conscientizar não no consumo, mas sim nas embalagens e produtos que as empresas estão utilizando. Vejo que iremos retroceder nesse sentido, mas como?

As sacolinhas plásticas já estão sendo substituídas, os refrigerantes em pet com o tempo voltarão a ser em garrafas de vidro e outros produtos que utilizam o plástico para ser armazenado também farão a opção em vidro. Nesse ponto teremos um pouco mais de qualidade para nossa vida e planeta!

Cartaz da Campanha da Fraternidade – Crédito: CNBB
abr 2011 13

Por João Paulo Denófrio

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Os danos causados pelo homem à natureza parecem cada vez mais difíceis de serem revertidos. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) informou que a camada de ozônio sobre o Ártico sofreu uma redução recorde de 40% no último inverno, entre dezembro e março no hemisférico norte. Mais uma vez as ações humanas são um dos motivos do ”buraco” por onde passam os raios ultravioleta que intensificam o fenômeno do aquecimento global.

De acordo com os cientistas, a presença persistente de agentes químicos industriais que reagem com o ozônio e o frio na estratosfera favoreceu a diminuição da “capa” que reveste o planeta. Se em solo o inverno de 2011 foi um dos mais quentes da história no Ártico, entre 15km e 20km acima da superfície da Terra, as temperaturas despencaram, ficando abaixo do normal. Os cientistas acreditam que não é somente a interferência do homem que tenha causado a redução do ozônio e querem saber quais são os outros fenômenos que estão por trás disso.

Redução da camada de ozônio sobre Ártico bate recorde

Ainda falando sobre regiões frias do planeta, cientistas americanos suspeitam que pinguins jovens estejam morrendo de fome na Antártica. Segundo o estudo publicado na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”, os animais mais jovens estão com dificuldades de encontrar alimento porque o derretimento do gelo afasta os peixes menores, que justamente fazem parte do cardápio deles. Somente 10% dos bebês pinguins catalogados estão retornando em dois ou quatro anos para se reproduzirem.

O homem precisa agir de forma mais ampla e eficaz se quiser mesmo frear as mudanças climáticas. Só assim, a natureza conseguirá entrar novamente nos trilhos e tentar recuperar o que foi perdido em anos de descaso e busca desenfreada pelo progresso. Os pólos Norte e Sul são os locais mais sensíveis ao aquecimento e, portanto, podem indicar aos governos o que precisa ser feito com prioridade para ajudar o planeta em que vivemos.

mar 2011 31

Richard Branson

por Marcello Ghigonetto

meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

Um dos empresários mais influentes do meio artístico, dono do Grupo Virgin em um conglomerando formado por mais de 300 empresas dos mais diversos ramos de atuação, Richard Branson não mede as palavras quando o assunto em questão é Sustentabilidade e possibilidade de expansão dos negócios. Em sua palestra, o mega milionário surpreendeu em todos os aspectos, seja por defender a mitigação ao mesmo tempo em que apoiaria pela exploração de florestas.

Para muitos o que se viu foi um pragmatismo ambiental, contabilizando entre outros posicionamentos ser favorável ao uso de energia nuclear e de conflitos como os da Líbia e do Oriente Médio, além de sugerir estratégia de posicionamento ao governo brasileiro “Só temos de estar atentos, talvez na floresta tropical tenha petróleo, gás, produtos que não devemos deixar de explorar em um país onde pessoas precisam sair da linha de pobreza” afirma.

Um tanto quanto polêmico, defendeu ainda que esta exploração é uma questão de equilíbrio e sempre haverá quem defenda pontos de vista contrários como no caso do etanol brasileiro, citado como um exemplo para o mundo, mas que mesmo assim desperta em ambientalistas um certo contraponto por entender que para plantação da cana de açúcar serão necessárias debandar uma grande área de florestas, o que na verdade não procede.
        
Entre os poucos pontos que podem ser destacados,  o inglês se mostra focado na busca por uma mudança de postura. “Empreendedores poderiam acabar com os problemas do mundo e não deixar isso para os governantes, eles não conseguiriam”. Para Branson, seriam necessários U$ 300 bilhões em investimentos para pesquisa e produção de energia limpa. Se nos basearmos no ritmo de crescimento de potencias como Brasil, China e Africa, bem certo que em cinco anos a demanda vai exceder ao preço e o barril chegar ao preço limite. “Apenas vocês “Brasil” que descobriram novas reservas de petróleo, estejam fora deste cenário, talvez seja o momento mais propício de negócios e estudos que possam viabilizar a produção de combustível renovável.

Por fim, pode parecer estranho, mas segui a linha de raciocínio adotada pelo próprio palestrante em sua apresentação. Enquanto todos previam um final bucólico, o mais interessante ainda estava por vir. “Muitas empresas a qual eu presido trabalham com energia suja, sobretudo de aviação marítima, aviação e de trem. Talvez se os EUA deixassem o ego de lado, uma parceria com o Brasil viabilizaria a produção de combustível renovável para avião” afirma o empresário que descartou de imediato o uso de etanol brasileiro pois ele congela a 15 mil pés de altura, mas acrescentou que já teve boas experiências com isobutenol a base de algas marinhas.

Virgin Atlantic

Talvez você esteja se perguntando que tipo de ego impediria os EUA de propor parceria ao Brasil, ou que tal uma explicação sobre o combustível de algas marinhas em companhias aéreas com emissão de carbono em níveis mínimos. Pois bem, eu e todos presentes também nos questionamos. Como resposta, “Obrigado pela oportunidade” conclui Richard Branson.

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