por Isaque Criscuolo
meioambiente@blogdacomunicacao.com.br
Nesses tempos contemporâneos em que vivemos, virou moda falar do politicamente correto, do meio ambiente, reciclagem, preservação, sustentabilidade e etc.
São temas que nos levam a refletir sobre as ações humanas no planeta Terra, nossa casa, nosso lar.
Confesso que é lindo ver pessoas preocupadas com o desperdício de água; a emissão de gases que provocam o efeito estufa; o desmatamento na Amazônia; empresas com negócios sustentáveis e etc (inclusive sou uma dessas pessoas). Mas é fato que são poucas as que realmente fazem algo para mudar toda esta situação. E sozinhas elas não podem chegar muito longe.
O correto e ideal é que cada ser humano da Terra comece a fazer sua parte, por mais pequena que seja, contribuindo para a permanência da raça humana nesse lugar que chamamos de lar, até porque não estamos em um filme de ficção científica onde poderíamos facilmente mudar de planeta.
Podemos nos conscientizar por um momento, mas depois acabamos esquecendo. É certo que não posso generalizar, mas isso me faz pensar até que ponto realmente estamos preocupados com o planeta. Será que os poucos militantes de causas quase impossíveis conseguem sozinhos reverter a situação caótica em que vivemos? Óbvio que não.
E essa situação caótica não está só no âmbito ecológico, mas no comportamento, nos hábitos. Como conscientizar uma pessoa que joga lixo na rua de que aquilo não é bom para o planeta? Como conscientizar pessoas a não comprarem determinados produtos que prejudicam a natureza? Tarefa difícil.
Às vezes passo tempo demais no chuveiro, esqueço de separar o lixo reciclável e tantas outras coisas que podem parecer mínimas, mas que fazem diferença. Isso significa que não estou interessado nos assuntos ecológicos?
Acredito que me falta empenho. E acredito também que o mesmo acontece com muitos de nós, pessoas conscientes e preocupadas com o planeta.
Pode ser que a solução esteja em nos policiarmos mais, lermos mais e procurarmos mudar nossos hábitos por vezes egoístas. O que não podemos fazer é deixar que o politicamente correto e o meio ambiente virem assuntos banais e desvalorizados. Aí, estaremos perdidos.
E você leitor, o que pensa sobre o assunto?
Fechando o especial “Imagens da Década”, é hora de conferirmos as últimas 15 imagens selecionadas. São fatos marcantes no campo da sociedade, meio ambientee ciência
. Nesses últimos dias foram publicadas 60 imagens que marcaram os anos 2000 e a equipe do Blog da Comunicação espera que vocês, caros leitores, tenham gostado.
Tsunami: No dia 26 de dezembro de 2004 o mundo se assustou com as gigantescas ondas que se formaram no Oceano Índico após um maremoto. Cerca de 280 mil pessoas morreram em diversos países. Sinal de que o planeta vai enfrentar problemas ambientais neste século.
New Orleans debaixo d’água: Em meados de 2005 um furacão passou pelos EUA e devastou a cidade de New Orleans. Milhares de pessoas, em sua maioria negros e pobres, ficaram ilhadas e perderam tudo que tinham. O governo Bush foi criticado por ter demorado a agir e ajudar as vítimas.
A terra tremeu: Em 2002 a histórica cidade iraniana de Bam foi devastada por um terremoto de 6.6 graus na escala Richter. 30 mil pessoas, fontes não-oficiais contam 80 mil, morreram na tragédia que reduziu a escombros um dos maiores sítios arqueológicos do planeta.
O mundo está nos avisando: Centenas de pessoas perderam a vida após um furacão assolar um dos países mais fechados do mundo. Em Mianmar, o furacão Nargis acabou com aldeias e regiões pobres do país. A junta militar recusou ajuda internacional e impediu que donativos chegassem até as regiões atingidas.
Inferno na Terra: A África enfrentou muitos problemas sociais nesta década. No Sudão genocídio e ma guerra civil sangrenta. No Zimbábue uma superinflação. E ainda a disseminação da Aids no continente que atingiu mais de 25 milhões de pessoas. Pobreza, miséria, fome e doenças caminham juntas no continente.
O aquecimento global: Na década de 2000, a Terra esquentou. Verões infernais na Europa que resultaram em mortes, incêndios na Austrália e derretimento de geleiras no Ártico. Tudo graças ao aumento da temperatura que mudou o planeta, afetando a fauna e flora, e o ser humano também.
Enxurrada de água: Fortes chuvas arrasaram o estado de Santa Catarina no final de 2008. Enchentes e deslizamentos de terra, afetaram a vida de milhares de pessoas que perderam tudo que tinham. Grande mobilizações de solidariedade ajudaram essas pessoas a suportar as dificuldades.
A culpa é do porco: A gripe suína apareceu com tudo no inverno do hemisfério norte em 2008. Mortes nos EUA e México e posteriormente no Brasil, Argentina e Europa, fizeram autoridades médicas ligar o sinal de alerta e se prevenir no combate a doença, que tem efeitos mais fortes do que a gripe tradicional e causou pânico, de forma exagerada.
No escuro: O governo Lula sentiu o efeito de um apagão, assim como FHC em 2001. Dessa vez 16 estados ficaram no escuro por algumas horas e nenhum esclarecimento convincente foi dado pelo governo. E de maneira irresponsável o governo disse que o problema estava resolvido, mas outras quedas de luz voltaram a ocorrer.
Tragédia: Em julho de 2007 um avião da TAM saiu da pista no Aeroporto de Congonhas e colidiu com um prédio da companhia, matando 199 pessoas no maior acidente aéreo da história do Brasil. Ainda não se sabe se foi culpa do piloto, falha do avião ou problemas na pista que causaram o acidente.
Palhaçada: Foi como o cidadão da foto acima que os brasileiros se sentiram em todos os aeroportos do Brasil. Atrasos de vôos, informações erradas nos aeroportos, overbooking e um caos que parecia não ter fim marcaram a crise aérea que o Brasil enfrentou anos atrás.
Violência: A guerra do tráfico de drogas e a desigualdade social resultam na violência urbana, um dos problemas crônicos do Brasil. Imagens como esta acima ocorrem diariamente nas grandes cidades do país e parecem fazer parte da paisagem, infelizmente.
Eles não sabem protestar: O Brasil é um país livre e democrático. Mas nesta década o MST (Movimento dos Sem Terra) não soube se manifestar de maneira correta. Agressões, prisões, violência e depredações foram atos freqüentes do movimento, que ficou queimado na opinião pública.
Violência persa: Tumultos, prisões e mortes marcaram os protestos contra a reeleição do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad em 2009. Jovens oposicionistas ao regime dos aiatolás sofreram com a pesada repressão do governo conservador que não admitia protestos.
O futuro: Começou a funcionar em setembro de 2008 o Grande Colisor de Hádrons, que serve para acelerar partículas (colisão entre prótons e electrons). A construção do LHC gerou polêmica, já que fanáticos crêem que ele pode causar o fim do mundo. Meses após começar a operar ele foi desligado para sanar uma falha e 20 de novembro de 2009 voltou a funcionar.
por Isaque Criscuolo
meioambiente@blogdacomunicacao.com.br
Não é incomum ouvirmos falar de empresas preocupadas com o meio ambiente e com a tal da sustentabilidade. Este é, inclusive, um bom sinal de que ainda existem pessoas preocupadas com o futuro do planeta.
Bons exemplos de empresas que promovem e apóiam causas ambientais são o Grupo Pão de Açucar e a Petrobrás, apesar de poluir o ambiente de forma absurda.
Um outro exemplo maravilhoso é o da Tang, que em sua atual campanha publicitária incentiva medidas ecológicas. Você deve estar se perguntando o que ela fez de original, não? Ok. Explico.
A Tang produziu essa campanha voltada ao público infantil, que, tecnicamente, consome mais seus produtos. Mas, seria uma ideia estúpida falar de meio ambiente e reciclagem para crianças, correto? Pelo contrário, essa iniciativa da Tang é extremamente inteligente e consciente.
Campanha Tang
Nada mais coerente do que conquistar as crianças com uma música dançante e ao mesmo tempo vender seu produto, sem esquecer de ajudar o meio ambiente. É conquistando as crianças de hoje, que se terá um futuro melhor, afinal elas serão o futuro da humanidade. Concordam?
“Vamos cuidar do planeta, vamos reciclar. Se cada um fizer direito o mundo fica melhor.” diz um trecho da música composta para a campanha, que se chama ‘Preparou, bebeu, faz”.
No site da campanha, é possível assistir o vídeo produzido com crianças cantando e se divertindo; fazer o download da música; acompanhar a letra e enviar seu próprio vídeo falando o que você faria por um planeta melhor.
Longe de ser um merchandising, este post parabeniza a iniciativa da Tang, que consegue de forma maestral conquistar as crianças e ainda contribuir na luta de preservação do meio ambiente.
Para tirar suas próprias conclusões, assista:
É como diz a músiquinha: “Se cada um fizer direito o mundo fica melhor.”
Por João Paulo Denófrio
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O dado alarmante sobre o aquecimento de até 7 ºC no planeta foi feito por um grupo de especialistas do Instituto de Pesquisa sobre os Impactos do Clima de Potsdam, na Alemanha. O documento destaca a necessidade de rapidez e ações eficazes para frear o aquecimento global. O alerta é feito antes da Cúpula da ONU sobre o Clima, marcada para dezembro, na Dinamarca.
Segundo o estudo, a temperatura da Terra poderá subir entre 2 ºC e 7 ºC até 2100 na comparação com o período pré-industrial. Portanto, a cada dia em que os países evitam se comprometer com o clima, a temperatura do planeta irá subir ainda mais. Entre 1900 e 2008, houve um aumento de 40% na emissão do dióxido de carbono, principal causador do chamado “efeito estufa”.

Cúpula da ONU pretende definir novo tratado climático global
Este tipo de pesquisa serve como forma de pressionar as 192 nações que vão discutir um acordo climático substituto do Protocolo de Kyoto, que expira em 2 anos. Entre os otimistas sobre o encontro, circula a notícia de que os Estados Unidos finalmente irão definir uma meta de corte nas emissões de poluentes. Já os pessimistas acreditam que os países poderão até discutir um tratado substituto de Kyoto, mas a assinatura de um novo acordo climático ficaria só para o fim de 2010.
A verdade é que ainda há muito desentendimento sobre as metas de redução de gases poluentes entre países ricos e em desenvolvimento, como o Brasil. Nos últimos meses, a ONU tem cobrado as nações a fim de que se dediquem a adotar medidas sérias para salvar o planeta. A decisão de ajudar o local em que vivemos está em nossas mãos e dos governantes.
Por Leandro Lopes
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No mundo moderno as empresas procuram cada vez mais identificação com seus fornecedores e clientes. Uma das maneiras utilizadas é desenvolver um logotipo agradável aos olhos e com uma boa mensagem.
O logo é a primeira imagem que nos vem à cabeça quando nossa mente faz referência a alguma empresa que conhecemos.
Algumas empresas usam com criatividade a imagem de animais ou plantas como símbolo de suas marcas.
A campanha “Salve Seu Logo” convoca empresas que se utilizam dessa biodiversidade no logo para investir e doar na preservação de suas espécies símbolos.
Foi criado um Fundo de Doações para que as empresas que desejam participar possam colaborar com a causa.
Integrantes das ONGs Global Environmental Facility (GEF), International Union for Nature Conservation (IUCN) , do Banco Mundial e do próprio fundo criado pela causa, serão responsáveis por averiguar a utilização de valores doados.
Algumas empresas já aderiram a causa.
São elas: Lacoste; MAAF; Val d’Isère.
Você pode ver o perfil dessas empresas na comunidade da campanha, clicando aqui, aqui e aqui.
As informações por enquanto estão em francês e inglês, mas aos que não compreendem vale acompanhar as fotos da campanha.

Imagem de divulgação - Lacoste

Imagem de divulgação - MAAF

Imagem de divulgação - Val d’Isère
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De olho neles.
Abraço,
Leandro Lopes.
Por Henrique Oliveira
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Fonte: www.greenpeace.org
Num ano marcado por intensos debates sobre os problemas ambientais que rondam o nosso planeta, a discussão acerca do aquecimento global ganhou grande fôlego. Isso porque os países desenvolvidos, por incrível que pareça, ainda não aceitaram totalmente a ideia de assumir sua maior responsabilidade no controle das emissões de gases de efeito estufa no mundo. E o Brasil (não esqueçamos dos nossos “quintais”), dono da maior floresta tropical do planeta, ainda não alcançou uma política para evitar as perigosas queimadas que enchem a nossa atmosfera com o famigerado CO2 (gás carbônico).
No entanto, em meio a tanta má vontade e letargia, o Banco Mundial divulgou um relatório onde passa uma visão até otimista para o nosso “futuro climático”: Segundo o balanço divulgado em meados de setembro, ainda poderemos reverter o processo de destruição atual, apesar dos altos (mas não impossíveis) investimentos. Em um artigo bastante ilustrativo publicado no portal “O eco”, a presidente do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas e doutora em educação ambiental, Suzana Pádua afirma que “o esforço prioritário deve ser em prol de energias limpas. Os países desenvolvidos, que emitiram as maiores quantidades de gases de efeito estufa no passado, são os que têm mais possibilidade de agir de maneira a garantir que o clima se mantenha estável no futuro. Já os países em desenvolvimento devem mudar suas práticas para aquelas que produzem menores emissões de carbono enquanto promovem desenvolvimento e redução da pobreza. Estes passos novamente dependem do apoio financeiro e técnico dos países ricos, como ressalta o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, quando ressalta: ‘Os países em desenvolvimento são afetados desproporcionalmente pelas mudanças climáticas – uma crise que não foi produzida por eles e para a qual estão menos preparados. Por esta razão um acordo equitativo é de importância vital’”.
Em outras palavras é preciso que o mundo se uma num esforço conjunto para que se mude toda essa conjuntura de degradação que nasceu do nosso capitalismo industrial. Não se pode mais pagar o preço do desenvolvimento com a degradação do nosso próprio meio. Todos os dias o planeta clama, em diversos lugares, por um socorro que parece nunca chegar. Para se ter uma ideia, a neve do monte africano Kilimanjaro (veja a foto), que antes se considerava eterna, segundo um estudo liderado pela pesquisadora Lonnie Thompson, da Universidade de Ohio (Estados Unidos), está derretendo gradualmente. Devido ás altas temperaturas e aos climas cada vez mais quentes, as neves do monte que fica a 5.800 metros de altura, segundo o estudo que será publicado esta semana no site www.pnas.org e depois na edição impressa da Proceedings of the National Academy of Sciences, podem desaparecer completamente em 20 anos.

Em 20 anos neve do Kilimanjaro pode desaparecer - Foto: www.oeco.com.br
Ou seja, o exemplo do kilimanjaro mostra que estamos sendo morosos com um assunto que demanda rapidez. Estamos beirando a um estado de emergência e isso não é mais um exagero! Os governos dos países desenvolvidos e em desenvolvimento precisam dar às mãos para conter os estragos que eles mesmos fabricaram. Afinal, quantas Amazônias teremos que queimar e quantos Kilimanjaros derreter, para que coloquemos a mão na massa?