ago 2010 25

por Priscilla Aloi
meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

Olá leitores do Blog da Comunicação segue aqui uma informação sobre a edição 2010 do Prêmio EcoPET. Vale a pena se inscrever! Caso não tenha tempo hábil para participar neste ano, fica a dica para 2011! Confira abaixo o release da WN&P Comunicação.

Logo do Prêmio Ecopet 2010 – Crédito: Site da Abipet/Reprodução

Nova categoria “Arte e Moda” contribui para ampliar a abrangência dos trabalhos inscritos

Em sua 11.ª edição, o Prêmio EcoPET, realizado todos os anos pela Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet), está com as inscrições abertas até o dia 30 de agosto. O objetivo do evento é estimular a divulgação e o desenvolvimento de estudos, sistemas, processos inovadores e novas utilizações para o PET reciclado obtido a partir de embalagens pós-consumo.

Para este ano, a grande novidade é a categoria Arte e Moda, que substitui a de Artesanato. Com essa alteração, aumenta o alcance dos trabalhos inscritos. Além dos itens produzidos por artesões e artistas plásticos com as embalagens, também concorrerão artigos de confecção que tenham como base e estrutura fios e fibras feitos a partir do PET reciclado.

As demais categorias – Educação Ambiental, Pesquisas e Processos, Coleta e Separação, Ação de Empresa e Reportagem Ambiental – permanecem inalteradas. O regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis no site da Abipet (www.abipet.org.br). Os trabalhos podem ser entregues pessoalmente na Secretaria da Abipet, ou enviados por correio ou e-mail. Em todos os casos, devem estar acompanhados pela ficha de inscrição específica de cada categoria, que tem preenchimento obrigatório.

O material de apoio – textos, vídeos, fotos, publicações, equipamentos, entre outros itens que contribuam para o melhor entendimento do trabalho – podem ser entregues até 30 de setembro. Os vencedores do Prêmio EcoPET 2010 receberão até R$ 5 mil em prêmios, em cerimônia que será realizada na cidade de São Paulo. A exemplo dos anos anteriores, os finalistas nas categorias Coleta e Separação, Educação Ambiental e Pesquisas e Processos serão escolhidos por um corpo de jurados e pelos integrantes da platéia, que têm direito a voto.

Criado em 1999, o Prêmio EcoPET acumula, ao longo de sua história, mais de 70 trabalhos premiado, entre mais 300 que foram inscritos. O Prêmio EcoPET é uma das principais ações do calendário anual da entidade, que incentivam e destacam a importância da preservação do meio ambiente por meio da reciclagem do PET. As campanhas educativas e iniciativas da entidade têm sido decisivas para posicionar o Brasil entre os maiores recicladores mundiais do material.

Fundada em 1995, a Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet) é uma entidade sem fins lucrativos que reúne a cadeia produtiva do setor de PET do Brasil. A Associação é a maior representante do segmento em toda a América Latina e congrega fabricantes da resina, transformadores, sopradores e recicladores de todo o mercado brasileiro.

O 5.º Censo da Reciclagem do PET no Brasil, realizado pela Abipet, mostrou que foram recicladas 54,8% das novas embalagens produzidas no País. Como resultado, o País consolida a sua posição como um dos líderes na atividade, à frente de Estados Unidos e União Européia. São mais de 500 empresas em todo o Brasil, que geram um faturamento de mais de R$ 1 bilhão.

Para mais informações entre em contato com os jornalistas Itacir Figueiredo ou Tereza Anunziata.

ago 2010 11

Por Maísa Capobiango

meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

Moda e ecologia. A partir destes dois conceitos, a médica britânica Laura Beard invou e criou vestidos feitos com material hospitalar. As peças foram apresentadas em uma exposição de moda, realizada para angariar fundos para organizações de caridade da área de saúde.

Beard criou os vestidos usando material hospitalar sobre uma base de espartilhos, para dar sustentação às peças. Para fazer um vestido longo, a médica estilista reaproveitou cerca de 200 toucas usadas na sala de cirurgia pela equipe médica.

Em outro, foram usadas mais de 400 luvas de diferentes tonalidades de azul. Para um tomara-que-caia, Beard sobrepôs diversas camadas de esparadrapo sobre uma armação leve – o vestido tem até uma rosa feita com o mesmo material.

As peças foram retratadas pela amiga de Beard e fotógrafa Gemma Gaskins, em um ensaio feito dentro de uma sala de cirurgia.

jul 2010 18

por Kika Cirra
meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

A parceria firmada entre a Nokia[bb] e WWF-Brasil permitirá o mapeamento e a identificação das mudanças climáticas em curso na região do Alto Purus, no Acre, propondo assim alternativas de adaptação para enfrentar os impactos negativos para as populações locais. O projeto tem como objetivo a melhoria de vida das comunidades locais, compostas em sua grande maioria por pescadores e suas famílias.

O modo como os pescadores tem percebido as mudanças climáticas na região e quais as medidas de adaptação utilizadas para mitigar ou reduzir os impactos de alteração no clima, serão registrados pelo projeto em um vídeo que será divulgado no Brasil e no exterior. Todas as informações serão coletadas com base em metodologia da Rede WWF para o Projeto Testemunhas do Clima, que já foi aplicada em comunidade de pescadores no município de Santarém (PA).

A contribuição para a recuperação do conhecimento tradicional, além de informações técnico-científicas é mais um dos objetivos desse projeto. Uma metodologia participativa assegura o envolvimento dos pescadores em todos os processos do projeto piloto. De acordo com a secretária-geral do WWF-Brasil, Denise Hamú, o projeto será importante para gerar informações sobre as mudanças climáticas na região. “A ideia é que possamos dar uma contribuição para reduzir a vulnerabilidade das populações locais aos impactos dessas mudanças, aumentando sua capacidade de adaptação. Os pescadores do Alto Purus se tornarão Testemunhas do Clima”, afirma.

Almir Luiz Narcizo, presidente da Nokia do Brasil declarou que a empresa orgulha-se de fazer parte desta iniciativa: ”A ação junto à população que vive às margens do rio Purus é mais um fruto da duradoura parceria global entre a Nokia e o WWF”.

Pescadores no Lago Santo Antônio – Crédito: WWF/Brasil

A Região
O rio Purus nasce no Peru, entra no Brasil pelo Acre[bb] e segue pelo estado do Amazonas, caracterizando-se por ser um dos afluentes mais importantes do rio Amazonas, sua bacia abrange 380 mil quilômetros quadrados, sendo que mais de 90% situa-se no Brasil. Na época da cheia, o Purus atinge outros 21.833 km² da várzea (planície inundada nas margens do rio). Suas águas brancas, são ricas em sedimentos provenientes dos Andes e estão entre as mais produtivas da Amazônia respondendo por aproximadamente 70% da produção pesqueira que abastece a capital do Acre, Rio Branco, e por 30% da produção pesqueira de Manaus, capital do Amazonas.

A pesca é considerada o principal meio de subsistência da população ribeirinha da Amazônia. Mais de 80% das famílias da região vivem dela. De acordo com levantamentos, existem ainda outros 37 mil pescadores que praticam a atividade em escala comercial na bacia amazônica. Antonio Oviedo, responsável pelo projeto no WWF-Brasil, considera importante fazer uma avaliação biológica dos recursos pesqueiros da área e apoiar a implementação dos acordos de pesca. “É necessário sistematizar o conhecimento local sobre a pesca e os ambientes da várzea, bem como compreender os padrões individuais e coletivos de uso dos recursos pesqueiros em escala comunitária e regional”, avalia.

O projeto Testemunhas do Clima Nokia/WWF-Brasil no Alto Purus conta com a participação da Secretaria de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar do Estado do Acre (Seaprof). A primeira edição (2008) aconteceu na comunidade de Igarapé do Costa, estado do Pará. Os vídeos produzidos podem ser vistos clicando aqui.

Fonte: WWF-Brasil/Bruno Taitson

jun 2010 10

Reunindo milhares de pessoas em torno da questão ambiental, o Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental já é um dos maiores eventos culturais do Estado de Goiás. Imagem: www.fica.art.br


Por Henrique Oliveira
meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

Numa época em que a luta pela conservação do meio ambiente e a corrida pela criação de um modelo de desenvolvimento sustentável estão no centro de muitas das discussões globais, nada mais salutar do que pensar em formas de sensibilização populares que ajudem a disseminar o bom entendimento e senso crítico sobre o assunto.

Nesse campo poderíamos dizer que o cinema tem papel privilegiado. Tido por muitos como a arte mais complexa de todas (pois, reúne em si outras composições como a fotografia, a música e a literatura…),  os filmes podem ser de grande ajuda para a consolidação, junto as grandes massas, de um senso crítico de defesa do meio ambiente e da nossa qualidade de vida. Digo isso, porque o cinema tem forte veia pedagógica: quantas vezes, sentados diante de uma realização, aprendemos coisas, lições que nunca mais esquecemos? Mais que mero entretenimento, bons filmes são poderosas vias de aprendizagem. E quando nos damos conta disso, podemos ver o poder que se esconder por detrás de muitas (não todas) das suas mensagens.

Talvez com esse entendimento é que o  FICA, Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental, em sua 12º edição, esteja, desde a última terça-feira (8), reunindo cinéfilos, ativistas e pessoas ligadas á temática ambiental na Cidade de Goiás, que fica a 136 quilômetros de Goiânia. Com o intuito de realizar uma “mescla” entre cinema e ecologia, e sempre trazendo discussões importantes sobre a temática ambientalista, o FICA é considerado um dos mais significativos projetos culturais do Governo de Goiás:

“Centrado no cinema e na defesa ambiental, o FICA vai muito além dos seis dias de sua realização, numa prazerosa e enriquecedora ebulição cultural. A conscientização ambiental, fomentada por meio do evento, motiva-nos nesta nova edição a inserir em sua pauta um amplo e aprofundado debate sobre as dramáticas mudanças climáticas do nosso planeta, apontadas, em forma de alerta, por cientistas internacionais. Entendemos que o FICA, alicerçado na temática ambiental, não pode fugir ao compromisso do debate em torno do aquecimento global, que é a pauta do momento e assunto preocupante para toda a humanidade, uma vez que compromete a sobrevivência da vida no planeta”, explica a organização do evento, por meio do seu site oficial.

Em outras palavras, o Festival se utiliza do “chamariz” e de todo o potencial da arte cinematográfica para promover uma discussão que, de maneira inteligente, liga cultura a questões práticas e urgentes do nosso cotidiano. A temática ambiental é assim colocada em foco a trazida para a pauta do dia das pessoas que, de uma forma ou de outra, se ligam ao evento.

E a coisa vai além do cinema em si – que se faz o centro das atenções por conta das diversas mostras do evento. Desde 2007 o FICA traz para o seu público uma série de outras atividades centradas na preservação do meio ambiente. Um exemplo é o Fórum ambiental, que, com o tema “Mudanças ambientais globais: tendências, cenários e impactos”, promove discussões que transcendem a prática do cinema e se inserem num contexto mais amplo. O evento também promove cursos específicos sobre meio ambiente que são realizados em paralelo (mas extremamente sintonizados) aos cursos de cinema.

Em suma, o FICA é um festival de cinema bastante abrangente, que aproveita potencialidades da sétima arte para promover formas de educação e mobilização em torno da questão ambiental e climática. Talvez esteja aí o segredo do seu repetido sucesso…

Vale a pena conhecer!

mai 2010 19

Apesar de todos os discursos o pré-sal ainda parece um grande desafio. A Petrobras e o Brasil Aguentam? Imagem: www.conecval.com.br

Por Henrique Oliveira
meioambiente@blogdacomunicacao.com

O mundo vem acompanhando com assombro o crescimento da mancha de poluição que está tomando conta do Golfo do México há cerca de três semanas (veja mais aqui) . O desastre ambiental –  fruto de um enorme vazamento de óleo provocado por uma explosão numa plataforma petrolífera estadunidense – além da sua incomensurável devastação traz muitos outros questionamentos. E um deles está diretamente ligado nós, brasileiros: será mesmo que as tecnologias petrolíferas estão aptas a descer tão altas profundidades em busca do famoso “ouro negro”? Não estaríamos nos precipitando e buscando uma riqueza que, ainda, não estamos preparados para conter em caso de uma situação crítica?

Para o geógrafo e consultor técnico na área de exploração de petróleo, gás e minério do fundo oceânico, Jules Soto, é notável que o Brasil não está preparado para conter um desastre nas plataformas de petróleo que surgirão para explorar a zona pré-sal. E o argumento do pesquisador é bem aceitável. Para ele as Bacias de Campos e de Santos têm suas unidades de produção muito próximas da costa e essa proximidade, em caso de acidente, não permitiria que se tivesse um tempo hábil para a organização de medidas eficazes de contenção para uma possível mancha de poluição, como a do golfo do México.

Soto continua a polêmica afirmando que a Petrobras precisa reformular sua “política” de exploração: “ela [a Petrobras] utiliza os mesmos parâmetros de segurança das demais petroleiras, que são visivelmente deficientes e muito longe do ideal. É muito parecida com a tecnologia da espacial ou mesmo de “fórmula 1”, explorando os limites incessantemente e com isso carregando muitas indústrias na esteira. Quando aprendemos a explorar com segurança a uma determinada faixa, automaticamente passamos para outra. Na década de 1970 a Petrobrás explorava no limite o que hoje é “feijão com arroz”. O pré-sal é um salto macro, onde é necessário enterrar os parâmetros de segurança que até então foram estabelecidos” (Fonte: Oeco).

Em outras palavras, é preciso que o governo brasileiro se municie ao máximo contra possíveis desastres naturais que ameaçarão suas novas investidas na área da exploração marítima de petróleo. É claro que não devemos esquecer-nos da importância econômica e política da exploração do pré-sal, porém as perdas ambientais seriam incomensuráveis em caso de um acidente grave. No caso do exemplo do acidente no Golfo do México, é bem possível que estejamos assistindo ao pior desastre natural da história dos Estados Unidos, e isso é muito preocupante.

A Petrobras, porém, se diz muito preparada para a exploração do Pré-sal. Tanto que, em seu site, a empresa afirma “estar direcionando grande parte de seus esforços para a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico que garantirão, nos próximos anos, a produção dessa nova fronteira exploratória. [...] Além de desenvolver tecnologia própria, a empresa trabalha em sintonia com uma rede de universidades que contribuem para a formação de um sólido portfólio tecnológico nacional”, diz o site em seu texto.

A grande questão agora é saber quem está com razão. A Petrobras está mesmo preparada para o desafio do pré-sal? Ou o país estaria arriscando nosso meio ambiente em nome de ganhos mais “rápidos”? Admito que as duas possibilidades sejam cabíveis…

abr 2010 27

DIA MUNDIAL ANTIVIVISSECÇÃO É MARCADO POR PROTESTO EM SÃO PAULO 

por Kika Cirra
meioambiente@blogdacomunicacao.com.br 

No último domingo (25) cerca de 150 ativistas se reuniram em São Paulo em manifestação pelo Dia Mundial Antivivissecção. O evento,organizado pelo grupo Consciência Veg teve apoio de várias ONGs, entre elas: Veddas, Holocausto Animal, Anda, Ativeg, Instituto Nina Rosa, entre outras. Os manifestantes deram um exemplo de ativismo e união ao juntarem forças e vozes pela mesma causa. 

Gaiolas com ativistas simulando o sofrimento passado pelos animais usados como cobaias em laboratórios foram distribuídas nas calçadas da Avenida Paulista[bb]. Também foram distribuídos panfletos entre os transeuntes que se mostravam interessados em entender a razão da manifestação. 

Manifestantes na Avenida Paulista – Crédito: Divulgação

O coordenador geral do grupo Holocausto Animal, Fábio Piva, adverte que o problema já começa com o termo “vivissecção”, que a maioria das pessoas desconhece e esclarece: “A vivissecção é o uso de animais vivos em laboratórios para criação, pesquisa, formulação de medicamentos, testes em cosméticos e uma infinidade de ‘utilidades’ sequer imaginadas pelos consumidores, realidade ocultada por interesses econômicos”. Fábio destaca ainda a importância da transmissão da informação, ou seja: do que está por trás de uma marca de sabão em pó, ou de um simples frasco de lustra-móveis, ou de um perfume: “Tudo que você puder imaginar foi testado em um animal, da maneira mais absurda possível. Uma delas é o teste de irritabilidade feito em coelhos, o Draize (um método cruel pelo qual coelhos são imobilizados e substâncias são aplicadas em seus olhos). Uma empresa que lança uma marca de lustra-móveis não precisa usar um coelho para mostrar que o produto não é toxico, isso é uma crueldade sem tamanho, totalmente inútil e desnecessária”. 

O uso de animais para fins didáticos, em experimentos de laboratórios e em testes industriais é cruel, pois os procedimentos são realizados sem anestesia, o que provoca reações profundamente dolorosas e traumatizantes. Os animais, indefesos, são tratados como objetos durante sua curta vida, submetidos a todo tipo de tortura sem nenhuma possibilidade de reação. 

Nina Rosa exibe cartaz contra vivissecção – Crédito: Divulgação

Christian Saboia, organizador do evento e coordenador do grupo Consciência, declarou que a vivissecção é absolutamente antiética além de sabidamente desnecessária: “O vivisseccionista, pelo hábito de estar em uma universidade, tende a defender essa prática como um pré-requisito para a ciência. No entanto, as indústrias e instituições que não utilizam mais animais continuam produzindo bons trabalhos e fazendo ciência de ponta”. 

A bióloga e ativista independente Tamara Bauab, lembra que a vivissecção vem da época de Descartes, da tradição seiscentista, quando se imaginava que os animais não sentissem absolutamente nada, tão pouco percepção e sensibilidade. “Hoje em dia ainda praticamos isso, e não faz bem nenhum ao ser humano. Ninguém pensa em curar, este não é o propósito”. Tamara denomina a indústria farmacêutica de “indústria da doença”, e afirma que o ser humano torna-se dependente de medicamentos e totalmente irresponsável com a sua saúde. “Pode comer e viver de uma maneira totalmente errada, e a indústria vai dar uma pílula mágica. Eu não acredito nessa indústria farmacêutica e nem na medicina. O uso de animais não levou a nada. Não se descobriu a cura para as grandes doenças do ser humano”. Finaliza. 

Representantes de Ongs em defesa animal – Créditos: Divulgação

Já Mauricio Varallo, colaborador do Instituto Nina Rosa e coordenador do site Olhar Animal, destaca um fato que confirma a falácia científica da indústria que testa em animais, com isso relembra a polêmica do fármaco talidomida, que teve seu uso liberado a partir de testes em animais, nos quais “não causava mal nenhum”, mas que acabou vitimando uma geração de crianças que nasceram defeituosas, com graves problemas congênitos”. 

Para Mauricio, a aprovação da Lei Arouca, (a qual deu respaldo à utilização de animais pela ciência), foi um retrocesso no Brasil e vai atrasar em anos a evolução dessa questão, uma vez que na Europa há uma série de avanços e inclusive já está proibido uso de animais pela indústria de cosméticos. “Eu vejo, por outro lado, que esse movimento crescente, como o que vemos aqui hoje, tende a esclarecer as pessoas. A gente vai ter que trabalhar muito com a informação, mostrar às pessoas não só os aspectos éticos, que são fundamentais para a defesa animal, mas também a falácia científica. As pessoas tomam a ciência como tomavam a religião, consideram as informações da ciência como dogma, e basta pesquisar um pouquinho para ver que isso é um engano, que há muito dinheiro, poder e erro por trás disso”, conclui. 

O coordenador do grupo ativista Veddas,George Guimarães também é da opinião de que uma das maneiras de abolir a vivissecção é disseminando as informações entre as pessoas,oque pode ser feito por meio de campanhas e também pressão junto ao poder legislativo – uma vez que se trata de uma prática passível de proibição. George ressalta a facilidade das pessoas em absorverem a mensagem, uma vez que a maior parte delas,não são a favor dessa prática tão cruel e ultrapassada. 

FONTE: Lilian Garrafa- ANDA (AGÊNCIA DE NOTÌCIAS DE DIREITOS ANIMAIS)

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