mar 2011 29

Parque Olimpico da Cidade de Londres

Por Marcello Ghigonetto

meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

Sem falsa modéstia, muito mais que uma palestra, eu classificaria como uma consultoria gratuita ao COB. Seu nome é Dan Epstein. Sua função esta em desenvolver um plano de regeneração urbana sustentável para Londres, cidade sede das Olimpiadas de 2012. O tema um tanto quanto instigante “Grandes Eventos e Cidades Sustentáveis”.

De inicio, sua fala mansa remete a impressão que teríamos um conteúdo manso e morno. Muito pelo contrário, logo de cara a pergunta. “O Rio de Janeiro deve se perguntar o que quer ganhar com os jogos e não levar ele como uma mera oportunidade”. Para ele, o ideal seria a criação de um instituto que pensasse a cidade como um evento e tirar os proveitos desse com o intuito de herdar experiência e deixar um legado para a população.

Em Londres foram muitos os desafios e ainda hoje a “batalha” persiste. Em seu Parque Olímpico, o terreno antes era abrigado por gangues um tanto quanto violentas. A paisagem de nada agradava, tendo índices um tanto quanto curiosos “A expectativa de vida não passava de 50 anos, estamos falando de um bairro e não de uma cidade” afirma. Buscando uma solução para o então desafio, foram definidos 10 objetivos prioritários:

1º – Emissão Zero de Carbono
2º – Produção Zero de Lixo
3º – Transporte Sustentável
4º – Água Limpa
5º – Biodiversidade
6º – Baixo Impacto Ambiental
7º – Apoio as comunidades locais
8º – Acesso: emprego e negócios
9º – Saúde e bem estar
10º – Inclusão Social

Para Dan, todas as metas estão inseridas no conceito de “sustentabilidade”. Como exemplos alguns dos méritos que já deixaram de ser metas. Londres será a primeira olimpíada que não irá dispor de área de estacionamentos para carros. “Todas as áreas envolvidas com esporte terão acesso a transporte urbano limpo e sustentável, fundamentados na idéia de emissão zero e transporte renovável” mesmo principio adotado durante as obras, pela qual 60% do transporte em deslocamento de materiais para construção utilizando ferrovia.

Dan Epstein

Outro ponto de destaque se deu pela área desabrigada. No total foram demolidos 240 prédios. Deste montante, 77% totalmente reciclados para utilização em outras operações. Os rios no entorno do parque foram despoluídos para transporte por hidrovias. E para mim, o mais incrível. Conhecido como a cidade do chá, a cobertura de um dos ginásios recém construídos, é totalmente inusitada e fruto da reciclagem de 14 milhões de xícaras.

Ainda segundo Epstein, o mundo está olhando o Rio e para o governo brasileiro. “Coloquem de lado os problemas e a maneira tradicional de trabalhar. Reúnam todos, coloquem o ego de lado e trabalhem juntos. O prêmio é enorme: 4 bilhões de pessoas estarão olhando para isso”, destacou. “Digam aos políticos que eles passarão a ser amados depois disso”, concluiu Epstein, que foi bastante aplaudido pelo público que participou do primeiro dia do 2º Fórum Mundial de Sustentabilidade promovido pelo LIDE (Grupo de Líderes Empresariais) e realizado pela Seminars, no Hotel Tropical, em Manaus (AM).

mar 2011 29

por Guilherme Freitas
meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

Esqueça Tóquio, Seul, Nova Déli ou Pequim. A cidade de Cingapura[bb] foi considerada a metrópole mais verde e com maior índice de sustentabilidade no continente pela Economist Intelligence Unit (EIU), companhia do grupo de mídia Economist Group, o mesmo que edita o jornal britânico The Economist. A pesquisa foi encomendada pela gigante de telefonia Siemens e analisou 22 grandes cidades asiáticas em relação à proteção ambiental e climática.

A pesquisa Índice das Cidades Verdes da Ásia (Asian Green City Index) analisa a situação ambiental das maiores metrópoles da região em oito categorias: energia e gás carbônico, uso da terra e edifícios, transportes, resíduos, água, saneamento básico, qualidade do ar e governança ambiental. O objetivo da ação é expandir as infraestruturas sustentáveis nas cidades e melhorar a qualidade de vida. Especialistas em urbanismo e meio ambiente de vários países, além de autoridades do Banco Mundial, participam dessa pesquisa internacional.

Vista do centro comercial de Cingapura – Crédito: Divulgação

O continente asiático está empenhado na causa ambiental. A emissão de gás carbônico na região é menor do que o registrado na Europa. As 22 cidades analisadas também produzem menos resíduos por habitante/ano que Europa (511 kg) e América Latina (465 kg). A média na Ásia é de 375 kg. O ponto mais negativo é no quesito qualidade do ar, bem acima da média de europeus e latino-americanos.

Capital do país com o mesmo nome, Cingapura é uma metrópole de 4,9 milhões de habitantes e está localizada em uma área planejada de 266 hectares -urbanos. É considerada uma das cidades mais limpas do mundo, devido a rígida legislação ambiental. Além de belezas naturais e densas áreas verdes, existem muitos arranha-céus no centro financeiro da cidade. Cingapura é hoje um dos pólos econômicos mais importantes da Ásia, que cresce a cada ano.

mar 2011 28

Por Marcello Ghigonetto

meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

Em um primeiro momento a curiosidade em conhecer e ver de perto um astro de cinema é notório, são diversos flashes, um número expressivo de jornalistas curiosos e uma dose extra de tensão para o discurso do então debatedor. Um dia antes, o também participante, diretor e cineasta James Cameron em cia do ator, participara então de uma reunião na região de Altamira, no Pará, com lideranças indígenas, cujo tema central seria a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte.

Para alguns especialistas, uma nova oportunidade de se criticar tamanha iniciativa, afinal, em sua edição anterior James Cameron se intitulou “estrangeiro arrogante” por se mostrar contra, mas para aqueles que tinham a certeza que esta seria a postura, a primeira de muitas surpresas. Para ele, “Todos devemos adotar um discurso conciliar. Para haver uma solução deve-se sempre ouvir as duas partes para que em conjunto, agente consiga conservar o planeta da melhor forma possível” conclui.

Com o cenário montado, inicia-se o espetáculo. De forma didática transparece as dificuldades encontradas no inicio de seu mandato. Ainda em 2003, a Califórnia apresentava um atraso quanto a investimentos em infra-estrutura. O panorama assustava se tratando de um estado altamente rentável e com potencial de crescimento acima dos dois dígitos. Mas como alinhar este crescimento econômico com políticas que não agredissem o meio ambiente ainda mais.

Mobilização e sinergia entre as partes interessadas foram a primeira e grande “sacada”, na busca de ideais que incentivassem a criação de uma política de “energia verde”, pelo qual os heróis seriam os próprios populares e não os governantes, descrito como mero representantes da base legal. “As pessoas, neste item classifico público em geral e governantes, não sabem o que é sustentabilidade. Aquelas que sabem, acham em sua maioria que é uma obrigação do governo. O ideal agora será mostrar que todos nós podemos contribuir com um meio sem agressão e mitigar as ações desenvolvidas em um passado recente.

Entre as diversas medidas implantadas, destacam-se a meta aprovada para redução das emissões em 80% até 2050, dos níveis atingidos em 1990. Destaque também para  a lei que  proíbe a abertura de empresas que não informarem o destino e o que fazem com os resíduos sólidos das atividades a qual exercem.

Quando o assunto se vira para o Brasil, uma boa noticia e mostras de uma política altamente agressiva na busca de liderar os estudos na produção de biocombustível, com papel de destaque no cenário mundial. “Vocês dispõem de um país exemplo nas questões de políticas verdes. O uso do etanol em sua produção interna reforça e levanta premissas importantes”. diz Arnold.

Já concluindo deixa um recado para aqueles que acreditam poder conviver em uma harmonia saudável entre meio ambiente e sociedade produtiva. “Cada um de nós devemos fazer nossas parte. Não é correto exercer pressão no governo se as pessoas não sabem ao certo o significado de sustentabilidade”. Para ele, o mais difícil para aqueles que trabalham com Sustentabilidade é acreditar que todos fazem a diferença, e que por mais que sua luta seja sozinha e árdua, o resultado é sempre válido. 

Como legado de seu governo, inaugurou investimentos em infra-estrutura na ordem de U$ 60 bilhões, ajudou no desenvolvimento de combustível a base de algas marinhas para utilização de toda marinha dos EUA, hoje já em prática, além da construção do maior parque eólico do mundo, entre outros, etc. Mas sem dúvidas o mais importante. “Mostrei ao mundo que a causa que amedronta é aquela que não se acredita. Trabalhar com meio ambiente é saber equilibrar ego/ interesses, com desenvolvimento responsável. È difícil e desafiador, mas os resultados, classificados como intangíveis a médio e longo prazo, me fazem acreditar que a SUSTENTABILIDADE já não é mais uma onde, uma moda, e sim um modelo de vida a seguido, conclui.

Obs: A Nota triste fica por conta de parte da imprensa presente na coletiva do Arnold que em um momento, comentava sobre o ex-governador e atual senador do estado do Amazonas “Queria agradecer meu amigo mexicano, mil desculpas, meu amigo brasileiro Eduardo Braga”. Foi uma distração de momento e todas as pessoas que cobriam o evento mencionaram que ele confundiu o estado e o momento, uma pena realmente.

fev 2011 16

Interface Site E-lixo

Parceria entre a Secretária do Meio Ambiente de SP e o Instituto Sérgio Motta possibilita encontrar próximo de sua casa, locais que recebam e reciclem este tipo de resíduo

 Por Marcello Ghigonetto
meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

Pode parecer clichê, mas quem não tem em casa aquele celular antigo de tecnologia ultrapassada, ou quem sabe um vídeo cassete, cd´s antigos, lâmpadas queimadas além de milhares de pilhas e baterias. São produtos que ano a ano se acumulam e por não sabermos onde e como descartar além do real perigo do armazenamento em local inapropriado. Pensando neste montante, em 2008, a Secretária do Meio Ambiente realizou com ênfase a campanha denominada “Mutirão do Lixo Eletrônico – Recicle. Não descarte essa idéia”. O objetivo principal era arrecadar estes produtos em mais de 100 pontos de coletas espalhados pela cidade e em mais 372 municipais. Deste, foram arrecadas mais de 50 toneladas, mostrando que muitas pessoas não possuíam lugar para de armazenamento para esse tipo de lixo.

Desta campanha surgiu a idéia de criar o “E-lixo Maps” (www.e-lixo.org), em uma plataforma associada ao Google Maps, em um banco de dados com postos de coleta em São Paulo, na qual a informação fica disponível de uma forma funcional, facilitando a navegabilidade. Ainda dentro desta plataforma existe a chance de novos estabelecimentos se credenciarem.

Porque descartar?

Muitos desconhecem, mas internamente todos os produtos eletrônicos apresentam alta concentração de metais pesados como mercúrio, chumbo, cádmio – altamente perigosos para a saúde e que demoram séculos para se decompor no meio ambiente e em contato com o ar, água, solo, além de exposição direta ou indireta via água de abastecimento e alimentos, essas  substâncias podem causar problemas no sistema nervoso, problemas renais e pulmonares além de câncer.

Fica a dica. Você que mora em São Paulo e procura levar uma vida mais sustentável sem agressão ao meio ambiente, ajude-nos a divulgar esta iniciativa.

Crédito: Site E-lixo Maps

fev 2011 11

Quando olho as montanhas penso o quanto a ação do ser humano tem destruído estas belezas. Tento descrever o futuro do ambiente onde o homem tocou e, às vezes só imagino pó.

Por essa observação destaco a divulgação realizada pelo portal www.planetasustentavel.abril.com.br – As dez florestas mais ameaçadas do mundo, incluindo a Mata Atlântica, que abriga cerca de 20 mil espécies de plantas, 40% delas endêmicas (plantas da região). 

As dez florestas mais devastadas. Crédito Planeta Sustentável

Mas, mesmo com a ação do homem, podemos encontrar no meio ambiente, especificamente, na fauna, raros animais que despertam nossa curiosidade. São belezas esquisitas e ao mesmo tempo belas, confusas e engraçadas!

Bem vindo ao mundo da natureza jamais imaginável, bem vindo à beleza pura que “ainda” não conheceu a destruição humana.

 Veja e admire:

  • Leões Raros são apresentados na Holanda - O Ouwehands Zoo, em Rhenen, na Holanda, apresentou nesta sexta-feira (11/02) quatro leões brancos que estavam há 10 semanas de quarentena no lugar.

Leões Brancos. Crédito: Planeta Bicho

 

  • Charlie desenvolveu câncer de pele e, por conta disso, teve as orelhas e o nariz removidos. Com a cirurgia, o felino ganhou as feições de Voldemort ( vilão nas histórias de Harry Potter), garantem os visitantes do abrigo Blue Cros, na Inglaterra, que não querem levar o animal para casa justamente por causa da semelhança.

 

Gato como vilão de Harry Potter. Crédito: Planeta Bicho

Vilão Voldermont de Harry Port. Crédito Planeta Bicho

  • O município de Cornélio Procópio, no norte do Paraná virou atração depois que uma carpa passou a tomar mamadeira com o seu tratador. “Ele sempre dava comida à Biju com as próprias mãos e percebeu que o animal sugava o alimento. Dessa forma, pensou que uma mamadeira seria o melhor utensílio para alimentar o bichinho”.

 

A carpa de Cornélio Procópio. Crédito: Planeta Bicho

 

  • O curioso animal, com o corpo quase transparente e sem olhos, já havia sido capturado em 1962, num poço em Jaíba, no norte de Minas Gerais. Desta vez, o peixe (espécie classificada como Stygichthys typhlops) que foi considerado extinto reapareceu em outro poço mineiro.

 

Não deixe de preservar, mesmo que seja aquele animal mais próximo. A natureza agradece.

Bom final de semana!

Fonte: 

http://colunas.globorural.globo.com/planetabicho/

www.planetasustentavel.abril.com.br

fev 2011 08

Uma harmonia difícil de se alcançar - Imagem: www.forumamazoniasustentavel.org.br

Por Henrique Oliveira

meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

Nesta segunda-feira o Banco de Desenvolvimento Asiático (BDA) divulgou uma informação importante para o quadro de impactos ambientais no planeta: segundo um relatório produzido pela Instituição, as fortes mudanças climáticas que ocorrem na região da Ásia e do Pacífico estão prestes a causar uma enorme onda migratória nesta que é uma das regiões mais populosas do planeta. Conforme notícia publicada pelo Portal IG (com informações da Agência Reuters), “os governos da região da Ásia-Pacífico correm o risco de ver um número sem precedentes de pessoas se deslocando por conta de enchentes, tempestades e outros impactos da mudança climática[...]. O banco e os climatologistas afirmaram que a região, que abriga 4 bilhões de pessoas, estará entre as mais afetadas pelos impactos da mudança climática, que levará a uma importante migração tanto dentro dos países, como entre as nações, sobrecarregando os recursos”.

Em outras palavras, as mudanças climáticas globais mostram, cada vez mais, a sua força. E não é só na Ásia: não nos esqueçamos que, só no início deste ano, cerca de 30 mil pessoas ficaram desabrigadas por conta das enchentes nas regiões serranas do Rio de janeiro. No ano passado, em Portugal, a turística Ilha da madeira foi completamente destruída pelas enxurradas e as pessoas que lá viviam perderam trabalho, casa, amigos, família…

Imagem de Amostra do You Tube

Diante de uma forte interferência numa dita “relação harmoniosa” entre um animal e o seu meio, nada mais natural do que o aparecimento de fenômenos migratórios de defesa. È uma reação natural, que não se dá apenas com a raça humana. A migração de grupos sociais demonstra um aspecto importante da relação do homem com o seu contexto e, muito mais do que uma questão climática, ela envolve os diversos fatores que compõem o complexo “meio ambiente humano”.

Como bem afirma Pedro Ruivo, da Universidade de Coimbra, os principais fatores do fenômeno migratório refletem, no geral, sinais de uma conjuntura negativa. Dentre esses sinais se destacam, segundo o Ruivo, “o fraco crescimento econômico, a repartição desigual dos rendimentos, o excesso de população (um forte crescimento demográfico), as taxas de desemprego elevadas, os conflitos armados e limpeza étnica, as violações dos direitos do homem e perseguições, as catástrofes naturais (degradação do ambiente em geral), bem como um governo deficiente”.

Os impulsos migratórios que brotam nas relações humanas, podemos dizer, são expressões íntimas da complexidade das nossas inclusões  no meio que nos cerca. Nossas ocupações territoriais e a relações que desenvolvemos dentro dos diferentes aspectos da nossa vida social fazem parte do que chamamos de meio ambiente. A tragédia que está sendo anunciada para o continente asiático, não se enganem, é resultado da nossa colocação em todo um contexto ampliado que vai desde a interferência climática até as complicadíssimas consequências socioeconômicas posteriores.

Talvez o que nos esteja faltando perceber é que o meio ambiente não se restringe ás matas ou florestas. Não é algo além de nós. Não é algo que tenhamos que socorrer lá fora. O meio está em nós e nós somos partes ativas desse meio… Talvez se passássemos a entender isso; se passássemos a enxergar nossos contextos de maneira mais transversal, pudéssemos evitar que uma intempérie climática, literalmente, abalasse meio mundo. Ou melhor: se entendêssemos melhor a relação que nutrimos com o meio, muitas dessas intempéries sequer existiriam…

Nada é estanque:

Imagem de Amostra do You Tube

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