abr 2010 22

Hoje é o dia da Terra!

por Daiane Torres *
meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

Terceiro planeta do Sistema Solar[bb], a Terra tem em torno de 4,5 bilhões de anos. É composta por 97% de água, sendo água salgada 30 vezes o volume da água doce do planeta, e 50% das águas doces subterrâneas.

O Dia da Terra foi criado em 1970 nos Estados Unidos, mas a partir de 1990 o dia 22 de abril foi aderido e festejado por todos os países. O objetivo principal é conscientizar aos habitantes do planeta a importância e a necessidade da conservação dos recursos naturais.

Há muitas teorias da origem da vida na Terra[bb]. As moléculas primitivas encontradas na atmosfera compõem aproximadamente 98% da matéria encontrada nos organismos de hoje. O gás oxigênio só foi formado depois que os organismos fotossintetizantes começaram suas atividades. As moléculas primitivas se agregam para formar moléculas mais complexas.

A Terra vista do espaço, com a Lua ao fundo – Crédito: Divulgação

As mitocôndrias celulares possuem DNA próprio. Cada estrutura é capaz de se satisfazer suas necessidades energéticas, utilizando compostos disponíveis. Com este aumento de complexidade, elas adquiriram capacidade de crescer, de se reproduzir e de passar suas características para as gerações subseqüentes.

A origem dos seres vivos está associada às transformações ocorridas desde a formação do planeta Terra, passando por momentos de aquecimento e resfriamento, radiações UV, descargas elétricas, intenso vulcanismo, precipitações e evaporações.

A vida se formou aqui, a partir dos elementos químicos que deram origem ao nosso planeta ou a vida veio de fora? A única certeza é que todos estão aqui, e que o equilíbrio do planeta depende da consciência da população. Não se pode acabar com os recursos naturais, essenciais para a vida humana, pois não haverá como repô-los. O pensamento deve ser global, mas a ação é local.

* Daiane Torres é colaboradora do Blog da Comunicação

abr 2010 19

O QUE EU POSSO FAZER?9

Escrito por Isabela Fonseca | Postado em Meio Ambiente | Tags: , ,

Por Isabela Fonseca

meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

 

Muito se fala sobre meio-ambiente, poluição, emissão de CO2, fontes renováveis, e Aquecimento Global (Mito ou Verdade)?

O aquecimento Global, hoje em dia chamado de ‘’ Maior Desafio da Humanidade’’, é um dos maiores problemas da nossa geração, na verdade, de todas as gerações da história. Muito se diz sobre as conseqüências que veremos em pouco tempo, como por exemplo, aumento do nível do mar, desastres naturais, pragas e etc.

Não estou aqui para falar sobre o que todos nós já sabemos e já cansamos de ouvir, concordo em partes que a culpa é nossa, mas o que podemos fazer? Não quero propor uma revolução, mas se sabemos que temos um problema, e que podemos solucioná-lo, então, por que não o fazemos?

Fala-se muito sobre Vegetarianismo, com campanhas na internet, como “Meet is Muder’’, e “Go Vegan’’, particularmente, nunca vi muita vantagem em aderir a essa causa, mas ao pesquisar sobre o assunto, descobri por exemplo, que um relatório das Nações Unidas em 2006 constatou que a indústria de carnes produz mais gases que contribuem para o aquecimento global, do que todos o carros, caminhões e aviões juntos!

Uma pesquisa feita pela Universidade de Chicago diz que tornar-se vegetariano é 50% mais eficaz do que trocar seu carro, ou diminuir a quantidade de lixo que você joga na rua.

 Será que tudo isso é realmente verdade, deixar de comer carne, significa contribuir para salvar o planeta? Seria possível que se mentiram (ou não) a respeito do Aquecimento Global, não estariam fazendo isso novamente?

 A verdade permanece um mistério, mas que o Planeta está gritando por socorro, e que nós não estamos ouvindo, é  fato. Muitas são as alternativas para mudar esse quadro, podemos escolher se acreditamos ou não, se deixamos de comer carne, jogar lixo nas ruas, trocar de carro, apagar as luzes, ou não.

Você sabe em qual verdade acreditar, então acredite nela, e faça alguma coisa, sejamos mais conscientes, e menos indiferentes.

abr 2010 14

Por Marcello Ghigonetto
blogdacomunicacao@blogdacomunicacao.com.br

Os desastres ocorridos no estado do Rio de Janeiro na última semana me fizeram refletir sobre a forma como muitas pessoas despejam o seu lixo sem ao menos sonhar sobre a destinação correta e o que acontece com este lixo. Alguma vez você já parou para pensar quanto de lixo você produz ao dia? Pois bem, estudos indicam que um adulto de hábitos normais chega a descartar até 500g de detrito por dia, mas por um acaso você leitor, tem idéia para onde vai o lixo de todos os dias?

Segundo IBGE coleta-se no Brasil cerca de 130 milhões de toneladas de lixo diariamente, sendo que deste montante,  52% vão direto para os famosos “lixões”, áreas de disposição final de resíduos sólidos mas que não apresentam nenhum tipo de preparação anterior do solo, sem nenhum sistema de tratamento de efluentes líquidos – o chorume (liquido preto que escorre do lixo), que penetra pela terra levando substancias que contaminam o solo e os lençóis freáticos. O mais desesperador esta na exposição a céu aberto com moscas, pássaros, ratos e também crianças, adolescente a adultos que buscam comida e materiais recicláveis para vender.

Outra forma de disposição final do lixo esta pelos aterros sanitários, considerada a mais adequada, o terreno é preparado previamente com o nivelamento da terra e com o selamento da base com argila e mantas de PVC. Esta impermeabilização garante a não contaminação do lençol freático pelo chorume, este coletado através de drenos e encaminhado para o poços de acumulação. Após 6 meses, este mesmo liquido é encaminhado para uma estação de tratamento de efluentes para depois ser devolvido a meio ambiente em plenas condições. Lembrando que esta é a forma mais adequada ou menos agressiva de descarte ao lixo.

Pois bem, fica a dica. Todo mundo se preocupa em não comprar grandes quantidades, pois pode ser exagero ou até mesmo desperdício, mas atualmente deveríamos parar para pensar em uma logística inversa, antes de sabermos o que colocar para dentro de casa, devemos saber o que fazer com aquilo que terá de ser substituído, como acontece com muitas empresas no país. Pare e pense.. que atire a primeira pedra quem alguma vez já parou para se preocupar com o lixo que produz após ele sair de sua casa…..

mar 2010 31

por Guilherme Freitas
meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

Mais de 3 mil de cidades em todo o mundo apagaram as luzes por 1 hora na noite do último sábado, dia 27 de março. O motivo não foi um apagão elétrico, e sim a campanha promovida pela ONG WWF: a Hora do Planeta, que em 2010 teve sua quarta edição. O motivo desta campanha de ficar no escuro é um ato simbólico de tentar reduzir o consumo de energia elétrica no planeta, que consome demais os recursos naturais da Terra.

As pirâmides ficaram praticamente invisíveis – Crédito: The Huffington Post

Assim como no ano passado, o Brasil também participou do evento. Ao todo, 72 cidades apagaram as luzes de seus cartões postais por uma hora. No Rio de Janeiro a orla da praia de Copacabana[bb], o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar ficaram no escuro. Em São Paulo, foi a vez da Ponte Estaiada e do Estádio do Pacaembu “apagarem”. Em Brasília o Congresso Nacional ficou as escuras, embora ele pareça estar sem luz há um bm tempo.

Pelo mundo todo o que não se viu foram as luzes de diversos monumentos e pontos turísticos. No Egito, as pirâmides. Na Alemanha, o Portão de Brandeburgo em Berlim. Na França, a Torre Eiffel[bb]. Na Itália, o Coliseu e a cúpula da Basílica de São Pedro no Vaticano. Na Austrália, a Ópera de Sydney. Na Inglaterra, o Big Ben. Na China, os portões da Cidade Proibida. E nos Estados Unidos, o Empire State Building em Nova York.

Londres apagou o Big Ben – Crédito: Metro.co.uk

Os números desta edição superam de longe as dos anos anteriores. A WWF se animou e afirmou que pretende superar 2010 em 2011. Este ato da Hora do Planeta também mostra que algo pode ser feito pelo planeta após o fracasso das reuniões na última cúpula do clima, no final do ano passado em Copenhague. No final do ano as grande potências se reunem no México para mais uma cúpula sobre o clima[bb]. A expectativa é para que eles não fiquem no escuro desta vez.

mar 2010 22

Dia 22 de março é o dia Mundial da Água

por Daiane Torres
blog@blogdacomunicacao.com.br

Desde 1993 o dia de hoje é celebrado como Dia Mundial da Água. Uma decisão da Assembléia Geral da ONU, que define como objetivo geral assegurar o direito da oferta de água de boa qualidade para toda a população do planeta e a preservação das funções hidrológicas, biológicas e químicas dos ecossistemas.

Todos os anos a ONU define um tema para ações e reflexão dos estados membros. Em 2010, o tema do Dia Mundial da Água[bb] é “Água Limpa para um Mundo Saudável”. E a sua água como esta?

Hoje é o Dia Mundial da Água – Crédito: Divulgação

Segundo o novo relatório conjunto da Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) divulgado hoje em Genebra, 87% da população mundial tem acesso à água potável. Em contrapartida cerca de 40% não tem saneamento básico.

A cada ano, a falta de higiene e acesso a água mata cerca de 1,5 milhão de crianças com menos de cinco anos de idade. A população mais desvaforecida é a que vive no campo, no meio rural, onde as instalações e o tratamento de esgotos são precários.

A meta do milenio é “Progressos sobre Saneamento e Água Potável”, mas ao rodar as ruas, beiras de rios e córregos, percebe-se que a população tem outra meta “Progressos ao acúmulo de lixo”. Ainda há muito a ser feito, conscientização das pessoas, e parcerias.

Precisamos de coleta de lixo[bb] adequada, reciclagem, tratamento de esgotos, pessoas competentes e principalmente gente interessada.

Fonte: Nações Unidas no Brasil: http://www.onu-brasil.org.br/index.php

* Daiane Torres é estudante de Hidráulica e Saneamento Ambiental e colaboradora do Blog da Comunicação.

mar 2010 17

Erro na previsão de derretimento de geleira causa a polêmica: o aquecimento global existe mesmo? -- Imagem: www.apolo11.com

Por Henrique Oliveira
meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

Parecia unanimidade. Mas, não é que, de uns tempos para cá, tem gente questionando a veracidade do “famigerado” aquecimento global. É isso mesmo. Depois de algumas informações desencontradas, alguns “céticos” arregaçaram as mangas e partiram para imprensa mundial: aquecimento global é uma balela – vociraram eles, comemorando. Mas, será  que eles têm razão?

Para quem ainda não sabe, o termo “aquecimento global” serve para designar  um fenômeno climático de larga extensão caracterizado por aumentos na temperatura média da superfície do  nosso globo, e que vem se intensificando nos últimos 150 anos. Por incrível que pareça, o fenômeno ainda não tem suas origens bem delineadas. Mas, acredita-se que a causa primeira deste aumento na temperatura do globo seja causada pela soma, nem sempre equilibrada, de fatores naturais e antropogênicos (provocados pelo homem).

A grande maioria dos cientistas que estuda com profundidade o clima do planeta é veemente em dizer que o aumento descontrolado da concentração de poluentes na atmosfera terrestre, atualmente, é causa principal da intensificação do aquecimento global.

“A principal evidência do aquecimento global vem das medidas de temperatura de estações metereológicas em todo o globo desde 1860. Os dados com a correção dos efeitos de “ilhas urbanas” mostra que o aumento médio da temperatura foi de 0.6+-0.2 C durante o século XX. Os maiores aumentos foram em dois períodos: 1910 a 1945 e 1976 a 2000. (fonte IPCC). […] Evidências secundárias são obtidas através da observação das variações da cobertura de neve das montanhas e de áreas geladas, do aumento do nível global dos mares, do aumento das precipitações, da cobertura de nuvens, do El Niño e outros eventos extremos de mau tempo durante o século XX. […] Por exemplo, dados de satélite mostram uma diminuição de 10% na área que é coberta por neve desde os anos 60. A área da cobertura de gelo no hemisfério norte na primavera e verão também diminuiu em cerca de 10% a 15% desde 1950 e houve retração das montanhas geladas em regiões não polares durante todo o século XX”.(Fonte: IPCC–Encontrado no site: www.jornaldomeioambiente.com.br)

O problema é que a principal fonte organizadora de todas essas evidências de uma “presença” do aquecimento global foi colocada em xeque por um erro, digamos, bastante polêmico: no início desse ano, alguns cientistas declararam uma verdadeira guerra ao IPCC  (Painel Intergovernamental de Especialistas sobre Mudanças Climáticas da ONU) por causa da inclusão, no relatório de 2007 da instituição, de uma declaração que, segundo os críticos, sem bases científicas, dava como certo o derretimento das geleiras do Himalaia nas próximas décadas.

O suposto erro foi descoberto depois que uma entrevista por e-mail veio a público, indicando que as informações sobre o derretimento da geleira eram “equivocados”. Uma reportagem da respeitada revista britânica New Scientist publicou um comentário do glaciologista indiano Syed Hasnain, da Universidade Jawaharlal Nehru em Nova Deli, que disse, na tal entrevista por e-mail, que todas as geleiras no Himalaia central e oriental poderiam desaparecer até 2035.

O problema é que Hasnain, que era então presidente grupo de trabalho sobre glaciologia do Himalaia, nunca fez essa previsão em um artigo científico e, muito menos, publicou-a em um periódico revisado por outros cientistas. Para piorar, logo depois, o mesmo pesquisador veio a público comentando novamente o assunto: a pedido da revista, ele agora diz que o comentário foi “especulativo”.

Para muitos pesquisadores integrantes do IPCC, o erro estaria sendo supervalorizado por conta de uma uma questão meramente política. Para Carlos Nobre, cientista brasileiro do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e membro do IPCC, por exemplo:

“Esses acontecimentos servem de impulso para os céticos porque eles não conseguem trazer qualquer fato científico novo, surpreendente, que coloque realmente em dúvida a ciência robusta e sólida do aquecimento global. Assim, se apegam a qualquer coisa […] para contestar o aquecimento do planeta. Como não têm condições de debater no nível da ciência, por isso querem jogar o debate em um nível político. Existem aí enormes interesses econômicos afetados pela mudança do paradigma da geração de energia, pela troca de todo o sistema de produção que a partir do qual construímos o bem estar moderno” (Fonte:IHU-Online).

O problema é que o próprio IPCC cometeu um erro “científico” ao permitir que um dos seus pesquisadores divulgasse informações errôneas. Creio que, sim, exista um nível político bastante forte no debate. Mas, com certeza, muito dessa confusão foi criada pela falta de controle do próprio IPCC. Não nos cabe aqui tomar partido sobre o que estaria certo ou errado na situação. Mas, é nosso papel cobrar mais responsabilidade daqueles que se dizem cientistas…

Página 2 de 9123...Última »