jan 2011 13

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Por Marcello Ghigonetto

meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

Quem teve a oportunidade e curiosidade de assistir ao pronunciamento de posse da Dilma, talvez tenha reparado que em seu discurso, o governo buscará o crescimento acelerado sem destruição do meio ambiente, e que o direcionamento será dado na busca de investimentos e estudos para produção de fontes limpas e renováveis de energia. Em um primeiro momento, achei um tanto curioso, afinal o Pré-sal vai contra todos os argumentos de fonte limpa e renovável. Mas não estou aqui para ser o “advogado do diabo”, e sim divulgar dados que comprovam o pioneirismo brasileiro no desenvolvimento e produção de fontes limpas e renováveis.

O cenário no país é positivo e tende a ser cada vez melhor. Estudos comprovam que 47% da matriz energética nacional (energia disponibilizada para ser transformada, distribuída e consumida nos processos produtivos) é limpa e renovável, enquanto a média mundial é de 13%. Se considerarmos somente a matriz elétrica, o Brasil tem quase 90% de energia limpa e projeção de crescimento alto, tão logo se torne viável a tecnologia com outros componentes. Tal pioneirismo pode ser comprovado nas iniciativas de programas brasileiros que visam ampliar o investimento energético nacional.

  • Veículos Bicombustíveis – Em 1975, o Governo criou o Programa Nacional do Álcool (Pró-álcool) que buscava incentivar a utilização do derivado de cana em substituição ao por petróleo. Já em 2003, os carros “flex” utilizam prioritariamente álcool. Segundo o Ibope, 78% dos proprietários deste tipo de veículo. Hoje os mesmos representam 36% da frota brasileira. Em 2009, a Moto Honda da Amazônia lançou a primeira motocicleta bicombustível do mundo.
  • Programa do Biodiesel – Implementado em 2008, o programa previa a adição crescente de combustível vegetal ao diesel vendido no país até a meta de 5% em 2013. Atualmente a capacidade produtiva antecipou este índice em três anos. Outro bem sucedido programa  é a gasolina com etanol  em 25% que reduz a emissão de gases de um motor convencional em até 40%.
  • Inspeção Veicular – Adotada em 1997 pelo Rio de Janeiro e 2007 por São Paulo. Nela, os proprietários de veículos ficam obrigados a manter o motor regulado buscando a redução de gases, proporcionando economia de combustível.
  • Ônibus Elétricos Híbridos – Desde 2000, a cidade de São Paulo conta com uma frota de 43 ônibus que alternam o uso de combustível com o de baterias acumuladoras de energia. Estes modelos economizam de 10 a 25% em relação aos convencionais
  • Energia da Biomassa – Na busca de auto-suficiência energética, usinas de açúcar e álcool começaram a queimar resíduos da cana para alimentar caldeiras. Com sua evolução para geração elétrica, o excedente passou a ser fornecido para o sistema de integração. Estima-se que para 2020, o país terá 22 GW de potência da geração apenas com resíduos da cana.
  • Etanol Celulósico – Somos lideres em pesquisa e desenvolvimento do chamado etanol de segunda geração, o chamado etanol celulósico. Com ela é possível ampliar o rendimento da cana na produção do álcool em 30% e apesar de já estar disponível, sua previsão de tornar-se economicamente viável é entre 2015 e 2020.
  • Carvão Vegetal Renovável – Na década de 60, a indústria siderúrgica utiliza carvão vegetal de fonte renovável. Atualmente esse número supera 51% do total, o que contabiliza ao Brasil a emissão 250 milhões de toneladas a menos de CO² na atmosfera.
  • Biogás – Resultante da decomposição controlada do lixo doméstico feita em aterros sanitários, ou da decomposição de esterco animal, a queima do biogás reduz a emissão de metano, gás que equivale 21 vezes o CO². Ao longo do país são 13 usinas com um total de mais de 150 MW de capacidade.
  • Reciclagem – Desde 2005, o Brasil é campeão de reciclagem de latas de alumínio, com mais de 90% do total produzido. A reciclagem deste tipo de material proporciona a economia de mais de 95% em relação à produção de novas latas. No vidro, a economia chega a 40% e o pais alcança a reciclagem de 50% de sua produção.

Não podemos deixar de mencionar as usinas eólicas no nordeste, além de programas que visam beneficiar o consumidor como o Procel, tecnologia Solar, Selo de Eficiência Predial, Horário de Verão, etc. Vejo o Brasil em um caminho certo quanto à produção de energia limpa e de fonte renovável, só tenho muitas dúvidas quanto a este mesmo cenário pós pré-sal, afinal a produção de petróleo (combustível fóssil) aumentará a a níveis ainda desconhecidos, mas supera o dobro e conquista a auto-suficiência, mas e a produção em excesso? Será barateado e aumenta o incentivo ao combustível fóssil? Fica a dúvida……

Fonte: Anuário Revista Análise

out 2010 14
por Marcello Ghigonetto

Imagem ilustrativa do programa

Se você assim como eu se surpreendeu com a ousadia da ferramenta Street View pelo Google, talvez esta seja ainda mais inédita por ter atributos e uma pegada ecológica sustentável. Intitulada de Urban Forest Map (www.urbanforestmap.org), o projeto é fruto da parceria entre governo local, Ong´s e empresas locais de San Francisco, nos EUA.

O intuito do projeto é mapear todas as arvores da cidade, com possibilidade de se acrescentar informações a respeito a cada uma delas. Por ele as pessoas interessadas da região podem catalogar todas as árvores, além de calcular seus benefícios para a cidade como: quantidade de litros de água de chuva que a mesma ajuda a filtrar, quanto de poluente de ar estão capturando, quantos kilowat/hora de energia ajudam economizar e quantas toneladas de carbono removem da atmosfera, além de possuir  conteúdo atualizável, como o Wikipédia. Uma brilhante idéia que deveria ser seguida não só por São Paulo, mas também pelo Brasil e pelo mundo.

Crédito: www.urbanforestmap.org

ago 2010 25

por Priscilla Aloi
meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

Olá leitores do Blog da Comunicação segue aqui uma informação sobre a edição 2010 do Prêmio EcoPET. Vale a pena se inscrever! Caso não tenha tempo hábil para participar neste ano, fica a dica para 2011! Confira abaixo o release da WN&P Comunicação.

Logo do Prêmio Ecopet 2010 – Crédito: Site da Abipet/Reprodução

Nova categoria “Arte e Moda” contribui para ampliar a abrangência dos trabalhos inscritos

Em sua 11.ª edição, o Prêmio EcoPET, realizado todos os anos pela Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet), está com as inscrições abertas até o dia 30 de agosto. O objetivo do evento é estimular a divulgação e o desenvolvimento de estudos, sistemas, processos inovadores e novas utilizações para o PET reciclado obtido a partir de embalagens pós-consumo.

Para este ano, a grande novidade é a categoria Arte e Moda, que substitui a de Artesanato. Com essa alteração, aumenta o alcance dos trabalhos inscritos. Além dos itens produzidos por artesões e artistas plásticos com as embalagens, também concorrerão artigos de confecção que tenham como base e estrutura fios e fibras feitos a partir do PET reciclado.

As demais categorias – Educação Ambiental, Pesquisas e Processos, Coleta e Separação, Ação de Empresa e Reportagem Ambiental – permanecem inalteradas. O regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis no site da Abipet (www.abipet.org.br). Os trabalhos podem ser entregues pessoalmente na Secretaria da Abipet, ou enviados por correio ou e-mail. Em todos os casos, devem estar acompanhados pela ficha de inscrição específica de cada categoria, que tem preenchimento obrigatório.

O material de apoio – textos, vídeos, fotos, publicações, equipamentos, entre outros itens que contribuam para o melhor entendimento do trabalho – podem ser entregues até 30 de setembro. Os vencedores do Prêmio EcoPET 2010 receberão até R$ 5 mil em prêmios, em cerimônia que será realizada na cidade de São Paulo. A exemplo dos anos anteriores, os finalistas nas categorias Coleta e Separação, Educação Ambiental e Pesquisas e Processos serão escolhidos por um corpo de jurados e pelos integrantes da platéia, que têm direito a voto.

Criado em 1999, o Prêmio EcoPET acumula, ao longo de sua história, mais de 70 trabalhos premiado, entre mais 300 que foram inscritos. O Prêmio EcoPET é uma das principais ações do calendário anual da entidade, que incentivam e destacam a importância da preservação do meio ambiente por meio da reciclagem do PET. As campanhas educativas e iniciativas da entidade têm sido decisivas para posicionar o Brasil entre os maiores recicladores mundiais do material.

Fundada em 1995, a Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet) é uma entidade sem fins lucrativos que reúne a cadeia produtiva do setor de PET do Brasil. A Associação é a maior representante do segmento em toda a América Latina e congrega fabricantes da resina, transformadores, sopradores e recicladores de todo o mercado brasileiro.

O 5.º Censo da Reciclagem do PET no Brasil, realizado pela Abipet, mostrou que foram recicladas 54,8% das novas embalagens produzidas no País. Como resultado, o País consolida a sua posição como um dos líderes na atividade, à frente de Estados Unidos e União Européia. São mais de 500 empresas em todo o Brasil, que geram um faturamento de mais de R$ 1 bilhão.

Para mais informações entre em contato com os jornalistas Itacir Figueiredo ou Tereza Anunziata.

ago 2010 11

Por Maísa Capobiango

meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

Moda e ecologia. A partir destes dois conceitos, a médica britânica Laura Beard invou e criou vestidos feitos com material hospitalar. As peças foram apresentadas em uma exposição de moda, realizada para angariar fundos para organizações de caridade da área de saúde.

Beard criou os vestidos usando material hospitalar sobre uma base de espartilhos, para dar sustentação às peças. Para fazer um vestido longo, a médica estilista reaproveitou cerca de 200 toucas usadas na sala de cirurgia pela equipe médica.

Em outro, foram usadas mais de 400 luvas de diferentes tonalidades de azul. Para um tomara-que-caia, Beard sobrepôs diversas camadas de esparadrapo sobre uma armação leve – o vestido tem até uma rosa feita com o mesmo material.

As peças foram retratadas pela amiga de Beard e fotógrafa Gemma Gaskins, em um ensaio feito dentro de uma sala de cirurgia.

jul 2010 18

por Kika Cirra
meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

A parceria firmada entre a Nokia[bb] e WWF-Brasil permitirá o mapeamento e a identificação das mudanças climáticas em curso na região do Alto Purus, no Acre, propondo assim alternativas de adaptação para enfrentar os impactos negativos para as populações locais. O projeto tem como objetivo a melhoria de vida das comunidades locais, compostas em sua grande maioria por pescadores e suas famílias.

O modo como os pescadores tem percebido as mudanças climáticas na região e quais as medidas de adaptação utilizadas para mitigar ou reduzir os impactos de alteração no clima, serão registrados pelo projeto em um vídeo que será divulgado no Brasil e no exterior. Todas as informações serão coletadas com base em metodologia da Rede WWF para o Projeto Testemunhas do Clima, que já foi aplicada em comunidade de pescadores no município de Santarém (PA).

A contribuição para a recuperação do conhecimento tradicional, além de informações técnico-científicas é mais um dos objetivos desse projeto. Uma metodologia participativa assegura o envolvimento dos pescadores em todos os processos do projeto piloto. De acordo com a secretária-geral do WWF-Brasil, Denise Hamú, o projeto será importante para gerar informações sobre as mudanças climáticas na região. “A ideia é que possamos dar uma contribuição para reduzir a vulnerabilidade das populações locais aos impactos dessas mudanças, aumentando sua capacidade de adaptação. Os pescadores do Alto Purus se tornarão Testemunhas do Clima”, afirma.

Almir Luiz Narcizo, presidente da Nokia do Brasil declarou que a empresa orgulha-se de fazer parte desta iniciativa: ”A ação junto à população que vive às margens do rio Purus é mais um fruto da duradoura parceria global entre a Nokia e o WWF”.

Pescadores no Lago Santo Antônio – Crédito: WWF/Brasil

A Região
O rio Purus nasce no Peru, entra no Brasil pelo Acre[bb] e segue pelo estado do Amazonas, caracterizando-se por ser um dos afluentes mais importantes do rio Amazonas, sua bacia abrange 380 mil quilômetros quadrados, sendo que mais de 90% situa-se no Brasil. Na época da cheia, o Purus atinge outros 21.833 km² da várzea (planície inundada nas margens do rio). Suas águas brancas, são ricas em sedimentos provenientes dos Andes e estão entre as mais produtivas da Amazônia respondendo por aproximadamente 70% da produção pesqueira que abastece a capital do Acre, Rio Branco, e por 30% da produção pesqueira de Manaus, capital do Amazonas.

A pesca é considerada o principal meio de subsistência da população ribeirinha da Amazônia. Mais de 80% das famílias da região vivem dela. De acordo com levantamentos, existem ainda outros 37 mil pescadores que praticam a atividade em escala comercial na bacia amazônica. Antonio Oviedo, responsável pelo projeto no WWF-Brasil, considera importante fazer uma avaliação biológica dos recursos pesqueiros da área e apoiar a implementação dos acordos de pesca. “É necessário sistematizar o conhecimento local sobre a pesca e os ambientes da várzea, bem como compreender os padrões individuais e coletivos de uso dos recursos pesqueiros em escala comunitária e regional”, avalia.

O projeto Testemunhas do Clima Nokia/WWF-Brasil no Alto Purus conta com a participação da Secretaria de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar do Estado do Acre (Seaprof). A primeira edição (2008) aconteceu na comunidade de Igarapé do Costa, estado do Pará. Os vídeos produzidos podem ser vistos clicando aqui.

Fonte: WWF-Brasil/Bruno Taitson

jun 2010 10

Reunindo milhares de pessoas em torno da questão ambiental, o Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental já é um dos maiores eventos culturais do Estado de Goiás. Imagem: www.fica.art.br


Por Henrique Oliveira
meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

Numa época em que a luta pela conservação do meio ambiente e a corrida pela criação de um modelo de desenvolvimento sustentável estão no centro de muitas das discussões globais, nada mais salutar do que pensar em formas de sensibilização populares que ajudem a disseminar o bom entendimento e senso crítico sobre o assunto.

Nesse campo poderíamos dizer que o cinema tem papel privilegiado. Tido por muitos como a arte mais complexa de todas (pois, reúne em si outras composições como a fotografia, a música e a literatura…),  os filmes podem ser de grande ajuda para a consolidação, junto as grandes massas, de um senso crítico de defesa do meio ambiente e da nossa qualidade de vida. Digo isso, porque o cinema tem forte veia pedagógica: quantas vezes, sentados diante de uma realização, aprendemos coisas, lições que nunca mais esquecemos? Mais que mero entretenimento, bons filmes são poderosas vias de aprendizagem. E quando nos damos conta disso, podemos ver o poder que se esconder por detrás de muitas (não todas) das suas mensagens.

Talvez com esse entendimento é que o  FICA, Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental, em sua 12º edição, esteja, desde a última terça-feira (8), reunindo cinéfilos, ativistas e pessoas ligadas á temática ambiental na Cidade de Goiás, que fica a 136 quilômetros de Goiânia. Com o intuito de realizar uma “mescla” entre cinema e ecologia, e sempre trazendo discussões importantes sobre a temática ambientalista, o FICA é considerado um dos mais significativos projetos culturais do Governo de Goiás:

“Centrado no cinema e na defesa ambiental, o FICA vai muito além dos seis dias de sua realização, numa prazerosa e enriquecedora ebulição cultural. A conscientização ambiental, fomentada por meio do evento, motiva-nos nesta nova edição a inserir em sua pauta um amplo e aprofundado debate sobre as dramáticas mudanças climáticas do nosso planeta, apontadas, em forma de alerta, por cientistas internacionais. Entendemos que o FICA, alicerçado na temática ambiental, não pode fugir ao compromisso do debate em torno do aquecimento global, que é a pauta do momento e assunto preocupante para toda a humanidade, uma vez que compromete a sobrevivência da vida no planeta”, explica a organização do evento, por meio do seu site oficial.

Em outras palavras, o Festival se utiliza do “chamariz” e de todo o potencial da arte cinematográfica para promover uma discussão que, de maneira inteligente, liga cultura a questões práticas e urgentes do nosso cotidiano. A temática ambiental é assim colocada em foco a trazida para a pauta do dia das pessoas que, de uma forma ou de outra, se ligam ao evento.

E a coisa vai além do cinema em si – que se faz o centro das atenções por conta das diversas mostras do evento. Desde 2007 o FICA traz para o seu público uma série de outras atividades centradas na preservação do meio ambiente. Um exemplo é o Fórum ambiental, que, com o tema “Mudanças ambientais globais: tendências, cenários e impactos”, promove discussões que transcendem a prática do cinema e se inserem num contexto mais amplo. O evento também promove cursos específicos sobre meio ambiente que são realizados em paralelo (mas extremamente sintonizados) aos cursos de cinema.

Em suma, o FICA é um festival de cinema bastante abrangente, que aproveita potencialidades da sétima arte para promover formas de educação e mobilização em torno da questão ambiental e climática. Talvez esteja aí o segredo do seu repetido sucesso…

Vale a pena conhecer!

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