mar 2010 03

por Isaque Criscuolo

meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

Nesses tempos contemporâneos em que vivemos, virou moda falar do politicamente correto, do meio ambiente, reciclagem, preservação, sustentabilidade e etc.

São temas que nos levam a refletir sobre as ações humanas no planeta Terra, nossa casa, nosso lar.

Confesso que é lindo ver pessoas preocupadas com o desperdício de água; a emissão de gases que provocam o efeito estufa; o desmatamento na Amazônia; empresas com negócios sustentáveis e etc (inclusive sou uma dessas pessoas). Mas é fato que são poucas as que realmente fazem algo para mudar toda esta situação. E sozinhas elas não podem chegar muito longe.

O correto e ideal é que cada ser humano da Terra comece a fazer sua parte, por mais pequena que seja, contribuindo para a permanência da raça humana nesse lugar que chamamos de lar, até porque não estamos em um filme de ficção científica onde poderíamos facilmente mudar de planeta.

Podemos nos conscientizar por um momento, mas depois acabamos esquecendo. É certo que não posso generalizar, mas isso me faz pensar até que ponto realmente estamos preocupados com o planeta. Será que os poucos militantes de causas quase impossíveis conseguem sozinhos reverter a situação caótica em que vivemos? Óbvio que não.

E essa situação caótica não está só no âmbito ecológico, mas no comportamento, nos hábitos. Como conscientizar uma pessoa que joga lixo na rua de que aquilo não é bom para o planeta? Como conscientizar pessoas a não comprarem determinados produtos que prejudicam a natureza? Tarefa difícil.

Às vezes passo tempo demais no chuveiro, esqueço de separar o lixo reciclável e tantas outras coisas que podem parecer mínimas, mas que fazem diferença. Isso significa que não estou interessado nos assuntos ecológicos?

Acredito que me falta empenho. E acredito também que o mesmo acontece com muitos de nós, pessoas conscientes e preocupadas com o planeta.

Pode ser que a solução esteja em nos policiarmos mais, lermos mais e procurarmos mudar nossos hábitos por vezes egoístas. O que não podemos fazer é deixar que o politicamente correto e o meio ambiente virem assuntos banais e desvalorizados. Aí, estaremos perdidos.

E você leitor, o que pensa sobre o assunto?

dez 2009 09

por Isaque Criscuolo

meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

Não é incomum ouvirmos falar de empresas preocupadas com o meio ambiente e com a tal da sustentabilidade. Este é, inclusive, um bom sinal de que ainda existem pessoas preocupadas com o futuro do planeta.

Bons exemplos de empresas que promovem e apóiam causas ambientais são o Grupo Pão de Açucar e a Petrobrás, apesar de poluir o ambiente de forma absurda.

Um outro exemplo maravilhoso é o da Tang, que em sua atual campanha publicitária incentiva medidas ecológicas. Você deve estar se perguntando o que ela fez de original, não? Ok. Explico.

A Tang produziu essa campanha voltada ao público infantil, que, tecnicamente, consome mais seus produtos. Mas, seria uma ideia estúpida falar de meio ambiente e reciclagem para crianças, correto? Pelo contrário, essa iniciativa da Tang é extremamente inteligente e consciente.

Campanha Tang

Campanha Tang

Nada mais coerente do que conquistar as crianças com uma música dançante e ao mesmo tempo vender seu produto, sem esquecer de ajudar o meio ambiente. É conquistando as crianças de hoje, que se terá um futuro melhor, afinal elas serão o futuro da humanidade. Concordam?

“Vamos cuidar do planeta, vamos reciclar. Se cada um fizer direito o mundo fica melhor.” diz um trecho da música composta para a campanha, que se chama ‘Preparou, bebeu, faz”.

No site da campanha, é possível assistir o vídeo produzido com crianças cantando e se divertindo; fazer o download da música;  acompanhar a letra e enviar seu próprio vídeo falando o que você faria por um planeta melhor.

Longe de ser um merchandising, este post  parabeniza a iniciativa da Tang, que consegue de forma maestral conquistar as crianças e ainda contribuir na luta de preservação do meio ambiente.

Para tirar suas próprias conclusões, assista:

Imagem de Amostra do You Tube

É como diz a músiquinha: “Se cada um fizer direito o mundo fica melhor.”

nov 2009 25

Por João Paulo Denófrio

meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

O dado alarmante sobre o aquecimento de até 7 ºC no planeta foi feito por um grupo de especialistas do Instituto de Pesquisa sobre os Impactos do Clima de Potsdam, na Alemanha. O documento destaca a necessidade de rapidez e ações eficazes para frear o aquecimento global.  O alerta é feito antes da Cúpula da ONU sobre o Clima, marcada para dezembro, na Dinamarca.

Segundo o estudo, a temperatura da Terra poderá subir entre 2 ºC e 7 ºC até 2100 na comparação com o período pré-industrial. Portanto, a cada dia em que os países evitam se comprometer com o clima, a temperatura do planeta irá subir ainda mais.  Entre 1900 e 2008, houve um aumento de 40% na emissão do dióxido de carbono, principal causador do chamado “efeito estufa”.

Cúpula da ONU pretende definir novo tratado climático global

Cúpula da ONU pretende definir novo tratado climático global

Este tipo de pesquisa serve como forma de pressionar as 192 nações que vão discutir um acordo climático substituto do Protocolo de Kyoto, que expira em 2 anos. Entre os otimistas sobre o encontro, circula a notícia de que os Estados Unidos finalmente irão definir uma meta de corte nas emissões de poluentes. Já os pessimistas acreditam que os países poderão até discutir um tratado substituto de Kyoto, mas a assinatura de um novo acordo climático ficaria só para o fim de 2010.

A verdade é que ainda há muito desentendimento sobre as metas de redução de gases poluentes entre países ricos e em desenvolvimento, como o Brasil. Nos últimos meses, a ONU tem cobrado as nações a fim de que se dediquem a adotar medidas sérias para salvar o planeta. A decisão de ajudar o local em que vivemos está em nossas mãos e dos governantes.

nov 2009 11

Por Leandro Lopes

meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

No mundo moderno as empresas procuram cada vez mais identificação com seus fornecedores e clientes. Uma das maneiras utilizadas é desenvolver um logotipo agradável aos olhos e com uma boa mensagem.

O logo é a primeira imagem que nos vem à cabeça quando nossa mente faz referência a alguma empresa que conhecemos.

Algumas empresas usam com criatividade a imagem de animais ou plantas como símbolo de suas marcas.

A campanha “Salve Seu Logo” convoca empresas que se utilizam dessa biodiversidade no logo para investir e doar na preservação de suas espécies símbolos.

Foi criado um Fundo de Doações para que as empresas que desejam participar possam colaborar com a causa.

Integrantes das ONGs Global Environmental Facility (GEF), International Union for Nature Conservation (IUCN) , do Banco Mundial e do próprio fundo criado pela causa, serão responsáveis por averiguar a utilização de valores doados.

Algumas empresas já aderiram a causa.

São elas: Lacoste; MAAF; Val d’Isère.

Você pode ver o perfil dessas empresas na comunidade da campanha, clicando aqui, aqui e aqui.

As informações por enquanto estão em francês e inglês, mas aos que não compreendem vale acompanhar as fotos da campanha.

Imagem de divulgação - Lacoste

Imagem de divulgação - Lacoste

Imagem de divulgação - MAAF

Imagem de divulgação - MAAF

Imagem de divulgação - Val d’Isère

Imagem de divulgação - Val d’Isère

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De olho neles.

Abraço,

Leandro Lopes.

nov 2009 04

Por Henrique Oliveira

meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

Fonte: www.greenpeace.org

Fonte: www.greenpeace.org

Num ano marcado por intensos debates sobre os problemas ambientais que rondam o nosso planeta, a discussão acerca do aquecimento global ganhou grande fôlego. Isso porque os países desenvolvidos, por incrível que pareça, ainda não aceitaram totalmente a ideia de assumir sua maior responsabilidade no controle das emissões de gases de efeito estufa no mundo. E o Brasil (não esqueçamos dos nossos “quintais”), dono da maior floresta tropical do planeta, ainda não alcançou uma política para evitar as perigosas queimadas que enchem a nossa atmosfera com o famigerado CO2 (gás carbônico).

No entanto, em meio a tanta má vontade e letargia, o Banco Mundial divulgou um relatório onde passa uma visão até otimista para o nosso “futuro climático”: Segundo o balanço divulgado em meados de setembro, ainda poderemos reverter o processo de destruição atual, apesar dos altos (mas não impossíveis) investimentos. Em um artigo bastante ilustrativo publicado no portal “O eco”, a presidente do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas e doutora em educação ambiental, Suzana Pádua afirma que “o esforço prioritário deve ser em prol de energias limpas. Os países desenvolvidos, que emitiram as maiores quantidades de gases de efeito estufa no passado, são os que têm mais possibilidade de agir de maneira a garantir que o clima se mantenha estável no futuro. Já os países em desenvolvimento devem mudar suas práticas para aquelas que produzem menores emissões de carbono enquanto promovem desenvolvimento e redução da pobreza. Estes passos novamente dependem do apoio financeiro e técnico dos países ricos, como ressalta o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, quando ressalta: ‘Os países em desenvolvimento são afetados desproporcionalmente pelas mudanças climáticas – uma crise que não foi produzida por eles e para a qual estão menos preparados. Por esta razão um acordo equitativo é de importância vital’”.

Em outras palavras é preciso que o mundo se uma num esforço conjunto para que se mude toda essa conjuntura de degradação que nasceu do nosso capitalismo industrial. Não se pode mais pagar o preço do desenvolvimento com a degradação do nosso próprio meio. Todos os dias o planeta clama, em diversos lugares, por um socorro que parece nunca chegar. Para se ter uma ideia, a neve do monte africano Kilimanjaro (veja a foto), que antes se considerava eterna, segundo um estudo liderado pela pesquisadora Lonnie Thompson, da Universidade de Ohio (Estados Unidos), está derretendo gradualmente. Devido ás altas temperaturas e aos climas cada vez mais quentes, as neves do monte que fica a 5.800 metros de altura, segundo o estudo que será publicado esta semana no site www.pnas.org e depois na edição impressa da Proceedings of the National Academy of Sciences, podem desaparecer completamente em 20 anos.

Em 20 anos neve do Kilimanjaro pode desaparecer - Foto: www.oeco.com.br

Em 20 anos neve do Kilimanjaro pode desaparecer - Foto: www.oeco.com.br

Ou seja, o exemplo do kilimanjaro mostra que estamos sendo morosos com um assunto que demanda rapidez. Estamos beirando a um estado de emergência e isso não é mais um exagero! Os governos dos países desenvolvidos e em desenvolvimento precisam dar às mãos para conter os estragos que eles mesmos fabricaram. Afinal, quantas Amazônias teremos que queimar e quantos Kilimanjaros derreter, para que coloquemos a mão na massa?

out 2009 23
Crédito: Site Hotelier News
Crédito: Site Hotelier News

por Marcello Ghigonetto
meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

“Agir local, Pensar Global” Muitas vezes deixamos de tomar atitudes, pois achamos que é algo que só nós fazemos e que nada adianta.. ERRADO! O Futuro do Mundo esta em nossas mãos, cabe a cada um fazer sua parte. E você, contribui de que forma?

Nos últimos meses venho me interessando cada vez mais pelo assunto, o que cada pessoa pode fazer para garantir um futuro melhor para a próxima geração, a tão falada Sustentabilidade. O cenário mundial é alarmante, hoje somos 6,8 bilhões de habitantes no mundo e a expectativa para 2040 é ultrapassar a casa dos 8 bilhões. O ritmo de crescimento é fora dos padrões. Por dia nascem cerca 200 mil pessoas. Mas vem cá, como equilibrar estes números, de que forma este crescimento desenfreado pode ser contido?

Hoje vou mudar o sistema. Ao invés de texto corrido vou deixar uma série de perguntas para reflexão e conscientização… Opine, critique, ajude, colabore….. o presente é mitigar os danos do passado para construir um futuro correto.

- Se o pré-sal trará desenvolvimento, riquezas, empregos e investimentos por um lado. Significa também que teremos uma nova política na busca por combustíveis fósseis (petróleo) que poluem e contribuem para o aquecimento global. Afinal, o pré-sal é herói ou vilão? E a política de investimentos para o Bio-combústivel (Cana de Açúcar) que não poluía, foi esquecida? E o GLP (que polui menos e foi incentivado), voltaremos a incentivar a utilização de combustíveis derivados do petróleo?

- No Brasil são produzidas cerca de 15 bilhões de sacolas plásticas por ano. Você sabia que o petróleo é matéria prima para produção e que sua decomposição demora cerca de 50 anos? e o aquecimento global?

- Sabe aquele óleo que utilizamos para fritar pastel, ou guloseimas em nossas residências. Pois é, cada dois litros de óleo despejados pelo ralo poluem certa de 10 mil litros de água de lençol freático.

- Você sabia que o papel tido como reciclado no Brasil, utiliza somente 25% de fibra reciclada, o resto é fibra virgem (papel branco). A ABNT estipula que todo papel que contem 25% de material reciclado já pode ser considerado nesta categoria, poxa vida!!

- Você sabia que em São Paulo existe uma Usina termelétrica de incineração de lixo que gera créditos de carbono, repassadas em forma de pela BM&F? E que o dinheiro arrecado com o dividendo é dividido metade entre a Biogás e a outra da Prefeitura. O compromisso firmado visava investimentos em aterros e melhoria da população residente perto de aterros sanitários. Dos R$ 71 milhões já recolhidos pela Prefeitura, apenas duas praças foram construídas como retorno.

- Para produzir uma garrafa plástica de 500ml são necessários quase 100L de água, você sabia?

- Você sabia que 97% de toda água do mundo é salgada, 3% é doce e destes apenas 0,6% são potáveis para consumo.

- Você sabia que se não diminuirmos o ritmo desenfreado de poluição, a temperatura da terra aumentará em média 8°C até 2050. Isso significa em um aumento de 1,20m dos oceanos. Cidades como Santos, Nova York, Fortaleza e Florianópolis correm sério risco de desaparecer do mapa e a Floresta Amazônica se tornar uma enorme Savana.

- Você sabia que um único navio de contêineres em uma viagem de ida e volta pelo Oceano Pacifico consome cerca de 6 mil toneladas de combustível?

- Você sabia que 27% dos alimentos disponíveis para consumo nos EUA acabam no lixo, e que 20 milhões de pessoas poderiam ser alimentadas por dia se um quarto deste montante fosse aproveitado.

- Você sabia que a cidade de São Paulo não possui aterro sanitário. Todo o lixo é levado para Caieiras, cerca de 15 mil toneladas por dia… Os aterros na capital não suportam mais a quantidade.

- Você sabia que já foram gastos R$ 3 bilhões no projeto de despoluição do Rio Tiête e que 100% do esgoto da cidade de Guarulhos acaba indo para o rio, e mais, semana passada foram aprovados mais R$ 500 milhões para o projeto.

Pois bem, são pequenas atitudes que mudam o nosso mundo. Pare e pense antes de jogar aquele papel ou latinha de refrigerante pela janela. Pode achar que não adianta nada, pois você não faz a diferença, ai que esta. Você faz a diferença. São pequenas atitudes que fazem grandes gestos. Pense nisso…

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