out 2009 14

O GRITO DO CERRADO2

Escrito por Henrique Oliveira | Postado em Meio Ambiente | Tags: , ,

Fonte: http://www.emdiacomacidadania.com.br

Fonte: http://www.emdiacomacidadania.com.br

 Por Henrique Oliveira

meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

O Brasil é um país extremamente rico em recursos naturais. Reconhecidamente, somos um dos países que mais concentram riquezas naturais e biodiversidade no planeta. Mata Atlântica, Amazônia, Caatinga, Cerrado e outras dos nossos patrimônios ambientais são invejados por nações desertificadas ou completamente urbanizadas por todo o mundo. Não é à toa que a floresta amazônica é alvo de tanta cobiça internacional. O nosso país é realmente privilegiado quando se fala em meio ambiente.

Teoricamente, então, deveríamos estar felizes com a nossa condição, além preocupados em poupar nossas riquezas. Mas, infelizmente, não é isso que estamos vendo nos últimos tempos. Para se ter um exemplo de como a nossa biodiversidade está sendo atacada de maneira irresponsável, recentemente, a ONG ambientalista Conservação Internacional Brasil (CI-Brasil) divulgou um estudo que mostra que o cerrado, importante bioma nacional, está completamente degradado. Segundo informações divulgadas no portal “ambiente Brasil”, o estudo indica que “o Cerrado deverá desaparecer até 2030. Dos 204 milhões de ha [hectares] originais, 57% já foram completamente destruídos e a metade das áreas remanescentes estão bastante alteradas, podendo não mais servir à conservação da biodiversidade. A taxa anual de desmatamento no bioma é alarmante, chegando a 1,5%, ou 3 milhões de ha/ano. As principais pressões sobre o Cerrado são a expansão da fronteira agrícola, as queimadas e o crescimento não planejado das áreas urbanas. A degradação é maior em Mato Grosso do Sul, Goiás e Mato Grosso, no Triângulo Mineiro e no Oeste da Bahia”. 

Ou seja, a devastação no nosso Cerrado é, mais uma vez, uma lastimável expressão da velha ambivalência entre progresso e preservação do meio. O fato é que, ainda, não sabemos como expandir as atividades econômicas sem agredir de maneira intensa nossas riquezas naturais, e isso é, com certeza, um dos maiores (se não o maior) problema do século XX. Estamos novamente diante da velha questão: quanto custa o progresso?

Enquanto não soubermos responder com firmeza a esta pergunta, continuaremos nos deparando com um Brasil cada vez mais devastado e pobre. Porque a riqueza não se concentra somente em fábricas e mercadorias. Mas, sim, numa forma de crescimento econômico adaptada aos problemas de um planeta doente. A cada desmatamento num bioma específico, temos um impacto geral. O meio ambiente nunca está isolado em cápsulas e, por isso, é tão perigoso esse vertiginoso desgaste das nossas matas e florestas. Para que tenhamos uma noção, muitos problemas nascem dessa agressão ao cerrado que citamos acima. E não estamos falando apenas de problemas imediatos: rios importantes (como o São Francisco e o Tocantins), habitats vitais para diversas espécies da nossa fauna, e uma série de plantas de alta potencialidade medicinal (que poderia nos curar de doenças no futuro) também acabam sofrendo com a destruição.

Então, é preciso que nos desvencilhemos do imediatismo e da sedução do progresso industrial a qualquer custo causa. É de suma necessidade que façamos algo por nós mesmo, pelo nosso futuro, nossa sobrevivência. Talvez, só assim, passemos a enxergar mais o que acontece com a nossa casa…

set 2009 21

por Sônia Mesquita

tecnologia@blogdacomunicacao.com.br

Foto de Marcelo ScandaroliAs últimas chuvas  que cairam em São Paulo mostraram mais uma vez que a cidade precisa adotar outras técnicas para impedir alagamentos e enchentes. Uma solução a ser utilizada é o aproveitamento de águas pluviais que também traz retorno para um planeta sustentável.

Para o engenheiro Airton Dudzevich, Gestor em Sustentabilidade – Água e Energia, a vantagem da instalação deste projeto em uma casa, comércio, prédios, fábricas ou um empreendimento traz economia de água potável, retorno financeiro em torno de 2 anos e contribuição para o meio ambiente e redução de enchentes. “A água de chuva que cai sobre os telhados ou pisos é encaminhada para a sarjeta na calçada ou para a rede de águas pluviais, sendo desperdiçada pela rede pública”.

Em nosso planeta, 97% da água é salgada e 3% é doce. Desses 3%, 75% são geleiras e lençóis de gelo, 13% são as chamadas águas profundas localizadas entre 2500 e 12.500m e 11% são de águas subterrâneas. Então, o que temos disponível para consumo da população é de apenas 1% dos 3% de água doce, ou seja, 0,03% de toda a água da Terra. É ou não um forte argumento para buscar economia de todas as formas?

Quanto ao custo da obra, Dudzevich alega que cada caso é um caso e depende muito das condições físicas da obra. Lembra que manutenção é feita periodicamente a cada 6 meses. As etapas de implementação correspondem a projeto, obra e montagem. “Após isto é necessário apenas acompanhamento técnico no início de operação, pois depois o sistema entra na rotina normal de funcionamento”.

Segundo Airton Duzevich os equipamentos são fáceis de serem instalados, desde que a infra-estrutura seja bem preparada. Utilizam Filtro Vortex, freio d’água, filtro flutuante, multi-sifão, kit de interligação e bomba de recalque. A cisterna pode demorar de 20 a 30 dias para ficar pronta, dependendo do tipo de solo e particularidades de cada obra.

Pensar em respostas rápidas e eficientes para nossos problemas de consumo de água e dificuldades em grandes centros urbanos, unindo tecnologia, praticidade e utilidade é o caminho para um mundo sustentável.

Crédito da imagem: Divulgação

set 2009 16

APRENDEREMOS A LIÇÃO?7

Escrito por Henrique Oliveira | Postado em Meio Ambiente | Tags: , , ,

por Henrique Oliveira
meioambiente@blogadacomunicacao.com.br

Quem mora em grandes cidades sabe. Todos os anos, especialmente durante o inverno, as pessoas sentem na pele os males da poluição do ar: doenças respiratórias crônicas, gripes e até problemas cardiovasculares costumam a se agravar em determinados períodos do ano, e a abarrotar os sistemas públicos de saúde. A poluição do ar nas grandes cidades, cada vez mais, se torna também um problema de saúde pública e os governos das grandes capitais começam se preocupar com o melhor trato desta parte essencial do nosso meio ambiente. Afinal, conforme um estudo produzido pelo Laboratório de Poluição da USP (Universidade de São Paulo) e divulgado pelo portal UOL notícias, são gastos R$ 14 por segundo (isso mesmo. Por segundo!) e R$ 459,2 milhões por ano, “para tratar sequelas respiratórias e cardiovasculares de vítimas do excesso de partícula fina – poluente da fumaça do óleo diesel.”

 Em outras palavras, a poluição exagerada do ar, além de agredir de maneira absurda o meio ambiente, vem causando um imenso prejuízo aos cofres públicos. Segundo a pesquisa citada acima, “além dos paulistas, respiram ar reprovado pelos padrões da Organização Mundial da Saúde (OMS) as regiões do Rio, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Recife” (citação: UOL notícias). Ou seja, a poluição do ar vem crescendo rapidamente dos diferentes centros urbanos. E isso vem acarretando uma acentuada diminuição na qualidade de vida da população e o crescimento de problemas ambientais graves, como o aquecimento global. Vejam o vídeo:

Imagem de Amostra do You Tube

È preciso, então, que a sociedade entenda a realidade que ela vem ajudando a construir. O consumo exagerado, inconsequente, aliado à gana capitalista pela produção de mercadorias e pelo aumento do lucro, vem destruindo o nosso meio ambiente e adoecendo nossas gerações. Abrir os olhos para essa realidade é, antes de qualquer coisa, o primeiro passo para que iniciemos a luta pela melhoria das nossas condições de vida. Porque, no final de tudo isso, quem mais sofre com todas essas devastadoras consequências que vimos no vídeo, são as populações pobres, os agricultores, os segregados.

Precisamos ser mais sensíveis à degradação do nosso planeta. Mudanças na postura ambiental de muitos países já se podem sentir, mas de maneira ainda muito tímida. As ditas “grandes potências econômicas” ainda não conseguiram aliar o seu desenvolvimento industrial à padrões aceitáveis de emissões de poluentes. A explosão das vendas de carros movidos a combustível fóssil só faz aumentar e as alternativas parecem estar adormecidas diante do grande público consumidor.

Hoje, no Brasil, por exemplo, o Pré-sal vem para trazer mais petróleo, gasolina, plástico, consumo… Resta saber o que faremos com tudo isso…

set 2009 09

por Serg Smigg
meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

Várias capitais brasileiras foram palco de manifestações de ativistas da organização mundial de defesa do meio ambiente mais conhecida do Planeta. Com muito barulho e bagunça organizada, os manifestantes chamaram a atenção para a 15ª Convenção do Clima. A edição deste ano será em Copenhague, Dinamarca, onde representantes de quase duzentos países discutirão o que se pode fazer contra as mudanças radicais do clima mundial.

No último dia 29, o “barulhaço”, como ficaram conhecidos os encontros, ocorreu em Porto Alegre, Manaus, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Recife e Brasília e deram início à contagem regressiva de 100 dias para a Convenção, de sete a 18 de dezembro. Relógios especiais alimentados por energia solar foram instalados em Porto Alegre, São Paulo e Salvador. Acompanharão a passagem dos dias até a conferência.

Em São Paulo, em tarde quente de meio de inverno, dezenas de pessoas estiveram no Parque do Ibirapuera para expressar preocupação com o clima atual. Em meio a brincadeiras e muita algazarra, levaram muitos pedestres a assinar o enorme banner da campanha que será montado como quebra-cabeça até o fim do ano. Como forma de participação, mulheres se deixaram fotografar com seus filhos (um dos motivos de apreensão em relação ao clima do mundo) que portavam recados temáticos para os governantes.

Até dezembro, o Greenpeace organizará outras manifestações para cobrar da opinião pública e dos governos uma postura mais contundente para melhoria do clima do Planeta. As do último dia 29 foram apenas a primeiras de uma série delas. Como quarto emissor de gases de efeito estufa e a décima economia do mundo, o Brasil deverá ter participação específica nas negociações. Os recursos naturais do País, Amazônia e condições claras para uso de energias renováveis, terão peso importante nos debates.

Veja no link o vídeo do “barulhaço” em São Paulo:
Imagem de Amostra do You Tube

O Brasil tem capacidade para se portar como líder de negociações sobre o meio ambinte. Compromissos de características essenciais podem ser assumidos, tais como desenvolvimento de tecnologias para avanço de enegias renováveis (eólica, biomassa, solar, pequenas centrais hidrelétricas), desmatamento zero na Amazônia com apoio de fundo financeiro internacional, proteção de 30% mínimos da área costeira etc.

Exatamente como a participação das pessoas que estiveram nos encontros nas capitais brasileiras, a sua é também muito importante. Mesmo virtualmente (Clique aqui), é possível se manifestar a partir de cartas enviadas diretamente ao presidente Lula. Desta forma, é possível fazer despertar nos líderes brasileiros a certeza de que têm em mãos instrumentos poderosos para incentivo ao controle de iniciativas que complicam a normalização climática no mundo.

O barulhaço é forte e essencial, mas não é tudo. Há muita controvérsia entre os interesses dos líderes das nações, o que gera discórdias diversas. Assim, é importantíssimo que manifestações como essa ganhem caráter de frequencia cada vez mais visível para que o Brasil vista de vez a camisa do meio ambiente e faça com que os acordos saiam do campo das intenções.

set 2009 02

por Sônia Mesquita

meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

Diálogos EcoMídias acontece em São Paulo, no Centro de Convenções Frei Caneca, dia 3 de setembro. O evento busca uma reflexão sobre o papel do jornalismo e publicidade na transformação dos modelos de produção e consumos para um formato que garanta a vida com qualidade nas próximas décadas e séculos.  O Instituto Envolverde e Ruschel & Associados é responsável pelo debate que será realizados junto à 2ª FIBOPS – Feira Internacional para o Intercâmbio das Boas Práticas Socioambientais.

Para Vilmar Berna, editor da Revista do Meio Ambiente, do boletim Notícias do Meio Ambiente e do www.portaldomeioambiente.org.br torna-se cada vez mais importante mostrar os caminhos  de como oferecer à opinão pública cobertura eficiente, verídica e completa para que a população se mobilize em defesa do meio ambiente.  Ele relata  em seu texto, A Importância da Mídia Ambiental, que muitos ainda pensam que o progresso e sutentabilidade não podem conviver juntos. É preciso então a intervenção desta mídia especializada, apontando propostas e exemplos bem sucessidos de como isto é possível, além de denunciar mau uso do meio ambiente e suas consequências para a sociedade.

Rogerio Ruschel, Presidente da Ruschel & Associados Marketing Ecológico, editor da revista eletrônica “Business do Bem – Economia, Negócios e Sustentabilidade”  relaciona os 10 mandamentos da empresa socialmente responsável:

1 – Identifique os problemas socioambientais potenciais e reais existentes em todas as áreas da empresa – e não só na área de produção. Pode-se economizar energia e matérias-primas, reciclar materiais e reduzir hábitos esbanjadores em toda a organização

2 – As soluções devem ser técnicamente honestas e políticamente desejáveis – investimentos em responsabilidade socioambiental devem ser planejados como aqueles que aumentam os lucros

3 – Promova mudanças comportamentais de “cima para baixo e de dentro para fora”. Os diretores devem dar o exemplo e a empresa só deve divulgar seu esforço em responsabilidade social depois de ter feito as “lições de casa”

4 – Situe os valores socioambientais no contexto da cultura corporativa de maneira irreversível, no “DNA da empresa” – e zele por eles

5 – Permita e promova a contribuição dos funcionários. Programas de mudança comportamental precisam ser participativos, e os de caráter socioambiental geralmente motivam iniciativas individuais muito ricas

6 – Estenda suas conquistas socioambientais a seus fornecedores e parceiros de negócios. No fundo todos querem mudar, mas alguns podem precisar de uma ajuda especial, de um empurrãozinho

7 – Ouça a comunidade e trabalhe em conjunto com ela e não contra ela. O “inimigo”, a inércia, é comum a todos e a parceria é sempre a melhor solução

8 – Entenda educação ambiental como parte da formação básica e indispensável dos funcionários que tomam decisões na empresa – hoje e no futuro

9 – Tenha paciência e calma com ataques externos agressivos: ambientalistas, lideranças sociais e jornalistas também estão aprendendo a conviver. Diálogo é sempre o melhor caminho

10- Prepare-se para a construção de novas relações éticas e estratégicas com o mundo externo. Este será um aprendizado dificil e completamente novo.

ago 2009 30

PRÉ-SAL X MEIO AMBIENTE12

Escrito por Sônia Mesquita | Postado em Meio Ambiente | Tags: , , , , ,

por Sônia Mesquita

meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

Para começar meu post sobre Meio Ambiente, uma entrevista:

Um índio de 101 anos, xamã de sua tribo, deu as seguintes respostas numa entrevista :
Repórter: O que o Sr. faz como xamã ?
Índio:  Eu ensino !
Repórter: O quê ?
Índio: As quatro coisas que todos precisam saber !
Repórter: Quais são ?!?
Índio:

É preciso saber escutar

Tudo está ligado com tudo

Tudo está em transformação … e o mais importante …

A terra não é nossa … nós é que somos a terra !

Jaya Ahowwwww!

O vídeo A História das Coisas ilustra bem essa entrevista sobre como tudo está interligado,  mostra os problemas ambientais e sociais criados por nossos hábitos consumistas e aponta soluções para esta realidade atual.  Logo abaixo um relato sobre a lei 9478/97, que num âmbito maior causará prejuízos ao meio ambiente, se não for bem planejada a extração do petróleo no mundo.

Imagem de Amostra do You TubeCom descoberta do campo de Tupy e fim das licitações da Agência Nacional do Petróleo para o Pré-sal o governo federal vê a necessidade de modificar a Lei 9478/97 de acordo com as conveniências políticas sócio-econômicas atuais, mas deixa uma abertura para que as empresas estrangeiras continuem neste mercado.

A lei 9478/97, conhecida como lei do petróleo, facilita às empresas estrangeiras a propriedade do produto extraido nas reservas de sua concessão.

A lei 9478/97, criada no governo de Fernando Henrique, anulou a lei 2004/53 que criou o monopólio Estatal do Petróleo e permitiu a venda de 36% das ações da Petrobrás nas bolsas de Nova York a um valor de 5 bilhões, e hoje elas valem 120 bilhões.

O objetivo da lei era ter mais empresas explorando o petróleo e com isso ter redução do preço do barril, realidade da década de 70, mas que hoje é provado que o preço do barril é feito através do monopólio da OPEP, independente de qualquer mercado. Sendo assim, a proposta é a mudança da lei, nacionalizando a extração do petróleo evitando a extração. Pois, com a extração mais rápida, teremos mais demanda mundial para consumo após refino do petróleo, aumentando com isso a emissão de gás carbônico. Essa preocupação seria uma maneira de segurar esse crime ambiental no planeta.

A maneira de deter um consumo acelerado seria conter essa extração num ritmo que o próprio país pudesse desenvolver as técnicas de extração sem intervenção de países estrangeiros, poupando o meio ambiente.

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