O AQUECIMENTO GLOBAL

por Kika Cirra
meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

As catástrofes climáticas são pautas decorrentes nos jornais, revistas e televisão. Na verdade, nunca se viu mudanças tão rápidas e com efeitos tão devastadores como o que ocorre nos últimos anos. Já está comprovado que a poluição atmosférica é a principal causa do aquecimento global.

Ondas de calor de até 40 graus centígrados castigam a Europa, no Brasil ciclones atingem principalmente o sul e sudeste, aumenta a cada dia o número ,sendo este um fator que pode ocasionar o avanço dos oceanos sobre cidades litorâneas.

De acordo com cientistas e pesquisadores não existem dúvidas de que o aquecimento global está relacionado a todos estes acontecimentos, e ocorre em função do aumento da emissão de gases poluentes, derivados da queima de combustíveis fósseis (gasolina, diesel etc), na atmosfera.

Estes gases (ozônio, dióxido de carbono, metano, óxido nitroso e minóxido de carbono) formam uma camada de poluentes de difícil dispersão, causando com isso o famoso efeito estufa. Este fenômeno ocorre, devido a estes gases absorverem grande parte da radiação infra-vermelha emitida pela terra dificultando a dispersão do calor.

A queimada de florestas e o desmatamento são também responsáveis por este processo: os raios do sol atingem o solo e irradiam calor na atmosfera. Esta camada de poluentes dificulta a dispersão do calor, e o resultado é o aumento da temperatura global.

CONSEQUÊNCIAS DO AQUECIMENTO GLOBAL
O aumento de temperatura provoca a morte de várias espécies animais e vegetais, desequilibrando o ecossistema, isto somado ao desmatamento que vem ocorrendo, principalmente em florestas de países tropicais, a tendência é aumentar as regiões desérticas do planeta terra cada vez mais.

O aumento da temperatura também faz com que ocorra mais evaporação das águas dos oceanos, potencializando catástrofes climáticas, até mesmo as regiões de temperaturas mais amenas tem sofrido com isso.

No verão europeu, por exemplo, intensas ondas de calor tem provocado mortes de idosos e crianças.

PROTOCOLO DE KYOTO
Em vigor desde 16 de fevereiro de 2005, trata-se de um acordo internacional visando a redução da emissão de poluentes que aumentam o efeito estufa no planeta, o principal objetivo é que ocorra a diminuição da temperatura global nos próximos anos. Os Estados Unidos, país que mais emite poluentes no mundo, infelizmente não aceitou o acordo, pois afirmou que ele prejudicaria o desenvolvimento industrial do país.

CONFERÊNCIA DE BALI
Em dezembro de 2007, na ilha de Bali na Indonésia a Conferência da ONU, sobre Mudança Climática terminou com um avanço positivo: Após 11 dias de debates e negociações os Estados Unidos concordaram com a posição defendida pelos países mais pobres. Foi estabelecido um cronograma de negociações e acordos para troca de informações sobre as mudanças climáticas, entre os 190 países participantes. As bases definidas substituirão o Protocolo de Kyoto, que vence em 2012.

Fonte: Sua Pesquisa.com

*** Revisado por Ane Patrícia Flora

APAGANDO AS LUZES CONTRA O AQUECIMENTO GLOBAL

O prefeito do Rio de Janeiro e o presidente do Conselho Diretor do WWF-Brasil, Álvaro de Souza durante o lançamento da Hora do Planeta na cidade - Crédito: Cristina Lacerda/WWF-Brasil
O prefeito do Rio de Janeiro e o presidente do Conselho Diretor do WWF-Brasil, Álvaro de Souza durante o lançamento da Hora do Planeta na capital fluminense - Crédito: Cristina Lacerda/WWF-Brasil

por Guilherme Freitas
meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

Um bilhão de pessoas sem energia elétrica durante uma hora. Essa é a meta a ser alcançada pela Rede Global WWF na terceira edição da Hora do Planeta, um evento que será realizado no próximo dia 28 de março. As 20h30 locais, pessoas em diversas partes do mundo apagarão todas as luzes de suas cidades durante 60 minutos para apoiar a entidade no combate ao aquecimento global. Cidades, empresas, governos e veículos de imprensa já aderiram a ideia, que ano passado mobilizou 50 milhões de pessoas.

A chave para atingir o expressivo número de um bilhão de pessoas está nas redes sociais. Segundo o diretor executivo do programa, Andy Ridley, as redes sociais têm um forte potencial para provocar mudanças e são uma aposta para ajudar na luta contra o aquecimento global. Ridley também afirmou que a criatividade dos internautas e blogueiros na hora de divulgar a Hora do Planeta será um aliado poderoso para mostrar as autoridades mundiais que o planeta quer mudanças em relação ao meio ambiente.

Esta será a terceira edição da Hora do Planeta. Em 2007 o evento ocorreu apenas na cidade australiana de Sydney, onde no dia 31 de março, 2,2 milhões de moradores apagaram as luzes por uma hora. O objetivo era reduzir em 5% o consumo de energia elétrica, mas o resultado atingido foi o dobro: 10,2%. No dia 29 de março do ano passado, o evento ganhou status mundial. Cerca de 50 milhões de pessoas de 35 países apagaram as luzes de casa por 60 minutos. Cartões postais mundiais, o Coliseu, em Roma, e a Golden Gate, em San Francisco também ficaram no escuro.

No Brasil quatro cidades já aderiram a Hora do Planeta: Jumirim (SP), São Geraldo do Araguaia (TO), Cametá (PA) e Rio de Janeiro (RJ), que deixará todos os seus monumentos apagados. Empresas, Organizações e Veículos de Imprensa também vão participar do evento da WWF. Os destaques ficam para o banco HSBC, a rede hoteleira Meliá, a operadora de telefonia Vivo, o Shopping Conjunto Nacional do Distrito Federal, a arquidiocese do Rio de Janeiro, o Jockey Club Brasileiro do Rio de Janeiro, Instituto Goethe de São Paulo, o SESC do Rio de Janeiro, os centros universitários UNIMONTE e UNI BH e a Rádio Eldorado FM de São Paulo, rádio oficial da Hora do Planeta.

Para apoiar, saber mais informações e ajudar divulgar a Hora do Planeta 2009, apresentamos alguns sites para você leitor.

* Site oficial da Hora do Planeta, em português
* Lista completa de quem já aderiu a Hora do Planeta
* Sala de Imprensa da Hora do Planeta

AS LEMBRANÇAS DA TERRA EM NOTAS MUSICADAS

Por Marcello Ghigonetto

meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

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De influência caipira, Banda Rossa Nova mistura o matuto com o moderno em canções que trazem os valores do campo além de projetos sobre consciência ambiental

 

 

Inovar. Segundo o dicionário, produzir algo novo, encontrar novo processo. O tema hoje é meio ambiente, mas o trabalho desta banda me motivou a divulgar o resultado que encanta por onde quer que passem.

Da união de Juka, Xamã e Bezão surge o Rossa Nova. Em um primeiro momento alguns podem achar que se trata de uma banda sertaneja, porém sua música caipira não se reduz a falar apenas do campo, mas também dos instintos e desejos do homem campestre. Uma verdadeira mistura de capim e concreto.

Em suas letras prevalecem a delicadeza nos versos simples pela qual a recordação da infância pelos campos e matas, bem como a influência de mestres da música popular brasileira como Renato Teixeira e Almir Sater.

 

Abaixo vídeo institucional com apresentação da Banda.

Imagem de Amostra do You Tube

Busca por um planeta melhor

 

Mas nem só de música se destaca o trabalho dos músicos. Em uma atitude inovadora e inédita, durante os shows eles desenvolvem uma campanha de conscientização sobre a importância do meio ambiente. Conhecida como “Vamos plantar as sementes e desfrutar dessa Rossa Nova” a campanha visa mostrar as pessoas a importância de uma sociedade mais justa e sustentavelmente desenvolvida por meio da entrega de sementes de árvore e dicas de plantar e manter  a árvore.

 

Para aqueles que quiserem conhecer um pouco mais do trabalho da banda é só entrar no site www.rossanova.com.br . Abaixo segue uma das músicas dos Trio.

Imagem de Amostra do You Tube

*** Revisado por Ane Patrícia Flora

DESCARTAR PARA RECICLAR

Por Artur Dória Mota
meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

Aqui no Brasil, muitos materiais deixam de ser reciclados por não existir tecnologia para o tipo especifico de material ou mesmo o interesse, como no caso do lixo eletrônico que tem um custo muito alto. Mas em países desenvolvidos, o processo de reciclagem alcança um estágio bem avançado. A Grã-Bretanha acaba de lançar um programa que prevê a reciclagem de fraldas descartáveis usadas.

Um produto que por ser descartável precisaria ser reutilizado. A reciclagem surge como uma solução, pois as fraldas podem agora ser transformadas em produtos, que vão de telhas a capacetes de ciclistas, além de gás que produz energia, proveniente do metano presente nas fraldas.

A fralda descartável é um produto que se decompõe com aproximadamente 500 anos. Os bebês usam em média 3,6 mil fraldas até não precisarem mais, sem falar em muitos idosos que também necessitam usar. Assim, estima-se um total de 800 mil toneladas de fraldas por ano, onde a cada tonelada, podem ser extraídos 400 quilos de celulose e 145 metros cúbicos de gás, segundo a Knowaste, empresa responsável pelo programa.

A primeira usina, na cidade de Birmingham, deverá entrar em atividade no começo de 2010. A empresa Knowaste, possui também instalações semelhantes no Canadá e na Holanda, e já discute a possibilidade de novas usinas em outras cidades da Inglaterra.

Atualmente muitos materiais se tornam impossíveis de se reciclar devido a sua fabricação, que utiliza diversas matérias em conjunto, tornando-as muito difíceis de isíciljunto, e que a torna muito dificil tornam impossiveis sados e separar, além dos processos químicos ao qual são submetidos, como por exemplo, papéis carbono, metalizados, plastificados, latas de tinta, pilhas, adesivos, espelhos, cerâmicas e lâmpadas.

Notícias como essa, mostram que a realidade não é tão complicada assim. O problema parece ser mesmo a falta de vontade e investimentos necessários na área para que se atinja um nível onde reciclar, seja tão lucrativo, quanto produzir diretamente da matéria-prima; a concorrência é grande.

POLUIÇÃO DO AR PREOCUPA OS MINEIROS

Por Ruither Ferrão

blog@blogdacomunicacao.com.br

Parece mesmo que as geleiras do Himalaia estão predestinadas a ir por água abaixo. Isso se a humanidade não der a sua contribuição para conter o aquecimento do planeta que tende a aumentar nas próximas décadas. Segundo especialistas, boa parte das montanhas que separam a China do sul asiático já está comprometida, devido ao aquecimento causado pelo efeito estufa.

A situação não poderia ser diferente aqui pelas bandas de Minas Gerais, afinal, os mineiros também têm uma parcela de culpa na emissão de gases poluentes no ar, o que faz com que façamos também parte dos grupos de combatentes a esse mal, cada país à sua maneira, cada indivíduo a seu modo.

Belo Horizonte tem hoje uma boa qualidade de ar, se comparado às demais capitais do país, conforme afirma Beverly Wen Yuh Liu, técnica da Divisão de Monitoramento e Geoprocessamento da FEAM (Fundação Estadual do Meio Ambiente). Segundo ela, a principal fonte de poluição do ar na capital são os veículos automotores.

As cidades de Contagem e Betim, na Região Metropolitana, possuem uma qualidade do ar muito inferior à de Belo Horizonte, devido às indústrias que ali operam e ainda pela direção do vento. “Os poluentes são tóxicos. Eles aumentam os riscos de doenças respiratórias, causam irritação nos olhos, no nariz e na pele. Além disso, deixam a cidade mais feia, mais suja”, alerta a técnica da FEAM.

Imponentes chaminés da extinta Itaú, construídas na década de 50 e preservadas pelo novo empreendimento.

Contagem sofreu muito com a descarga de poluentes por parte da fábrica de Cimento Itaú Portland, uma das principais indústrias que operou na região. A indústria funcionou de 1945 a 1973, quando foi fechada devido aos altos índices de poluição que causava, com conseqüentes danos à saúde da população. Depois de muitos anos abandonada, em 1998 a área onde funcionava a Itaú ganhou um novo projeto transformando-se, hoje, em um complexo comercial, incluindo um shopping center.
Delmino Rosales de Oliveira, 54 anos, aposentado, conta que, durante 24 anos, foi motorista de ônibus em Belo Horizonte, sendo a metade desse tempo na região da Cidade Industrial. Segundo ele, há alguns meses começou a sentir fortes crises de tosse. O problema foi se agravando a ponto de ele perder o sentido várias vezes.

Em busca de atendimento médico, Delmino esteve no Hospital Odilon Behrens que o mandou para o Upa Venda Nova, onde aguardou por várias horas e também não conseguiu ser atendido.

Sem outra saída, ele procurou um médico particular que solicitou uma bateria de exames. Um desses exames detectou obstrução em uma narina e falta de oxigênio no pulmão. As causas do problema, segundo seu médico, são conseqüências da poluição, pelo fato de Delmino ter trabalhado vários anos em região altamente poluidora. Ele comenta sobre a fábrica de cimento Itaú, que era uma das grandes responsáveis pela poluição naquele tempo. “Os canteiros de hortaliça ficavam cobertos de um pó branco que colava”, recorda.


Delmino sofre as conseqüências da poluição até hoje

Há algumas décadas as indústrias eram menos fiscalizadas e, portanto, não se preocupavam com a questão da poluição ambiental. Com o passar do tempo a situação se agravou e foi necessário que se tomassem medidas de punição contra os responsáveis pela degradação do meio ambiente. Grandes poluidores como a Magnesita e a Mannesmann foram obrigadas a instalar filtros em suas chaminés para minimizar o problema.

Claro que os filtros não foram uma solução definitiva. No entanto, as altas multas aplicadas por desrespeito às leis ambientais fizeram com que as indústrias ficassem mais atentas e, pelo menos, tentassem diminuir os índices de gases poluentes que, além de degradar o ambiente, causam sérios riscos à saúde da população. Quem passa hoje na região da Cidade Industrial ainda sente o ar poluído, porém, se comparar ao passado, é possível notar uma menor concentração de poluição na região.

Ao fundo, discretas chaminés da Mannesmann ainda insistem em contaminar o ar

Os automóveis também estão entre os principais responsáveis pela poluição do ar. Ao queimar o combustível, eles eliminam gases como o monóxido de carbono e óxido de enxofre, dentre outros, e, com isso, provocam sérios danos ao meio ambiente. Existem ainda alguns motoristas que insistem em trafegar pelas ruas da cidade com seus veículos desregulados, o que faz aumentar ainda mais o índice de poluição.

Caio Marcio Souza de Castro Silva, fiscal da Bhtrans. (Estação BHBUS Venda Nova) diz que a punição para os donos de veículos que trafegam com níveis de poluição acima do estabelecido é baseada no Código Nacional de Trânsito de número 681-5, artigo 231 III, resolução n° 510/77. O infrator está sujeito a pagar uma multa no valor de R$ 127,69 e tem cinco pontos acumulados na carteira, sem contar que o veículo poderá ser retido até que se regularize o problema. Caio explica que somente em casos de blitz poderão ser aplicadas estas penalidades e que é necessário fazer um boletim de ocorrência.

Quem circula pelas ruas e avenidas de Belo Horizonte e da Região Metropolitana depara com outro problema muito grave que incomoda a todos. Ônibus circulando com problema na válvula injetora, o que faz com que uma fumaça negra seja despejada no ar, contagiando todo o ambiente. Neste caso, segundo o agente da Bhtrans, a empresa responsável pelo veículo é notificada e tem um prazo para solucionar o problema.

ônibus com válvula injetora desregulada circula normalmente pela cidade

Para o jornalista Eduardo Ferrari o aquecimento global atinge todos os cantos da terra de maneira visível e a capital mineira já sente os sintomas desse mal. Segundo ele, estudos médicos elegeram Belo Horizonte por muito tempo como a melhor cidade do país para tratamento de doenças respiratórias, justamente por ter um clima equilibrado.

Hoje tudo mudou. “Seu clima simplesmente enlouqueceu. O inverno dura apenas duas semanas. O calor aumentou. O ar se tornou seco. As enchentes tornaram áreas de risco as serras que cercam a capital. Doenças respiratórias atacam crianças e adultos”, lamenta.

Resta , portanto, a cada um de nós,  fazer a sua parte para o bem do planeta!

Fotos de Ruither Ferrão

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