out 2011 10

HORA DE ENCARAR OS PROBLEMAS DE CASA1

Escrito por João Paulo Denófrio | Postado em Política | Tags: , , , ,

Por João Paulo Denófrio

politica@blogdacomunicacao.com.br

A presidente está de volta ao Brasil depois de fazer história ao discursar na ONU e de um tour pela Europa. Na bagagem, Dilma Rousseff traz acordos comerciais, apoios, além de pedidos de ajuda em meio a uma ameaça de crise internacional.

É hora de a presidente arregaçar as mangas e começar a cuidar da lição de casa, além de levar em conta que o Brasil não parou. Essa semana Dilma deve ouvir do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre do ano deverá ser menor que o esperado, refletindo o mesmo recuo esperado para a base anual.

 

Dilma terá semana agitada após série de viagens - Crédito: Presidência da República

 

No campo político, ela precisa escolher quem será a futura ministra do Supremo Tribunal Federal, com a aposentadoria de Ellen Gracie. Dizem nos corredores do Palácio do Planalto que a presidente criou um pequeno grupo que vai lhe ajudar na tarefa.

 

Dilma deve ainda se concentrar em mudanças estratégicas que deverão ser feitas em breve no governo por causa das eleições municipais de 2012. Muitos ministros e assessores devem deixar os cargos para concorrer. Pelo PSD, por exemplo, foi praticamente efetivada a candidatura do ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, à prefeitura de São Paulo.

 

set 2011 26

Por João Paulo Denófrio

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A presidente Dilma Rousseff voltou a ser o centro das atenções no mundo. A primeira mulher a abrir a Assembleia Geral das Nações Unidas deu o tom dos debates na semana passada, fez cobranças aos países ricos e defendeu os palestinos. Não é à toa que toda essa disposição lhe rendeu a capa da revista americana Newsweek, uma das principais do mundo: “Dilma Dinamite; onde as mulheres estão vencendo”.

Recentemente eleita a terceira mulher mais poderosa do planeta, a líder brasileira deve mesmo aproveitar esse reconhecimento mundial e brigar por causas difíceis, que já eram defendidas por seu antecessor, Lula. Uma delas é um assento permanente para o Brasil no Conselho de Segurança da ONU, apesar das potências que o integram (EUA, Reino Unido, França, Rússia e China), com exceção de Paris, serem contra a reforma.

 

Dilma é capa da revista Newsweek - Foto: Arte

 

Se lá fora a imagem de Dilma lembra poder e audácia, em terras tupiniquins sua imagem está muito desgastada. A presidente já não causa mais o furor do começo do governo, teve queda no índice de aprovação e tenta se desassociar dos escândalos dentro do seu governo que já derrubaram 5 ministros. A presidente se foca no trabalho para mostrar que as promessas de campanha não foram esquecidas, além de mirar a nova crise internacional que, segundo ela, poderá impactar no Brasil.

 

Na ONU, Dilma Rousseff declarou que vai contar com o apoio da mídia brasileira para “limpar” seu governo de novos casos de corrupção. A mesma imprensa que bate também exalta a presidente aqui e lá fora.

 

set 2011 19

MEXE AQUI E CONSERTA ALI1

Escrito por João Paulo Denófrio | Postado em Política | Tags: , , , ,

Por João Paulo Denófrio

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O governo federal resolveu não dar a cara para bater e parece que, pelo menos por enquanto, vai deixar de lado a criação de um imposto que substitua a extinta CPMF. Na verdade, foram remanejados recursos de outras taxas para suprir a ausência do imposto sobre o cheque. O resultado foi tão bom que o montante arrecadado pela União já superou o de 2007, ano da extinção da CPMF.

Desde o fim do imposto, o Palácio do Planalto elevou as alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), da CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido) e das parcelas de lucros de empresas estatais que são repassados ao Tesouro Nacional. Uma avaliação preliminar estima que a arrecadação conjunta desse trio chegue a R$ 101,3 bilhões, o equivalente a 2,5% do PIB.

 

Impostômetro estabelece recorde atrás de recorde em arrecadação - Crédito: Euclides Oltramari Jr./AE

 

Nas últimas semanas, havia uma batalha nos corredores do Congresso entre governistas e a oposição a respeito da criação de um imposto para ajudar na saúde. A presidente Dilma Rousseff evitou entrar na guerra, mas defendeu que o novo imposto seria eficaz se tivesse uma aplicação correta do dinheiro arrecado.

 

É válido lembrar que, há muito tempo, o Brasil ocupa uma das primeiras posições do ranking mundial de encargos tributários. Na semana passada, o Impostômetro, um painel instalado no centro de São Paulo, registrou a marca de R$ 1 trilhão em impostos pagos pelos brasileiros apenas este ano. A primeira vez que essa marca foi atingida, já em setembro, tinha sido em 2008.

 

ago 2011 29

Por João Paulo Denófrio

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A presidente Dilma Rousseff começou a semana participando de encontros importantes com as áreas de economia do governo, a base aliada e até sindicalistas. O objetivo não foi falar só sobre o risco de uma nova crise financeira mundial, mas também medidas de prevenção que poderiam ajudar a combater, inclusive, a crise política interna.

A ideia do governo é ficar de olho no superávit primário para aí sim pôr em prática o que muitos governos prometem há tempos: reduzir de forma “decente” a taxa básica de juros, que atualmente está em 12,5% ao ano – uma das mais elevadas do mundo. Os sindicalistas estão confiantes de que a queda possa refletir na geração de mais empregos e em outros resultados positivos para as indústrias e o comércio.

Dilma anuncia medidas econômicas contra crise - Crédito: Evaristo Sá/AFP

Primeiro, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, decidiu ampliar de R$ 81 bilhões para R$ 91 bilhões a meta de superávit primário, que representa o quanto o governo pretende economizar. E não é nenhum esforço não, já que novamente a arrecadação com impostos foi recorde. Segundo Mantega, esse aperto nos gastos deve resultar na manutenção da aceleração da economia, no crescimento de forma geral e irá refletir na taxa de juros.

É fato que Dilma está mirando vários aspectos em medidas como essa, até a avaliação sobre o andamento do governo. Tudo o que ela menos quer a saída de mais um ministro em meio a denúncias da imprensa. Portanto, mantendo a economia em franco aquecimento, será o bastante para afastar o Brasil da quebradeira mundial e evitar críticas internas sobre seu governo.

ago 2011 22

KASSAB QUER VOAR BEM ALTO2

Escrito por João Paulo Denófrio | Postado em Política | Tags: , , , , ,

Por João Paulo Denófrio

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O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, está engrossando a voz ao dizer que o recém criado Partido Social Democrático (PSD) poderá ter candidatura própria nas eleições municipais do ano que vem e até disputar a presidência da República em 2014.

Kassab preferiu não citar nomes, mas afirmou ser muito provável a candidatura solitária do PSD à prefeitura de SP. A expectativa, segundo ele, é conseguir o maior número de prefeituras no país para só então sonhar com o Palácio do Planalto.

Nessa semana, o PSD entrega os documentos necessários para análise dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral sobre o pedido de homologação da legenda. O partido começa na vida política com dois governadores, seis vice-governadores, dois senadores e 44 deputados federais, além de dezenas de deputados estaduais e vereadores.

Kassab projeta presidência da República para PSD - Crrédito: Reinaldo Marques/Terra

A jornada que o PSD terá que percorrer será longa, mas pelas declarações, Kassab já começa a preparar alianças. Recentemente, integrantes do partido se reuniram com a presidente Dilma Rousseff e Kassab não perdeu tempo ao dizer que apoia o governo petista no combate à corrupção, à crise internacional e em prol dos planos de desenvolvimento para o país.

Sem ter tanta expressividade como as grandes legendas, o PSD terá o dobro do trabalho para conseguir aliados e obter cargos estratégicos que lhe garantam notoriedade nacional. Tudo isso em meio ao complicado e nebuloso cenário político brasileiro em que a fidelidade partidária está relacionada à importância da legenda e ao grau de poder.

ago 2011 15

Por João Paulo Denófrio

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Não adianta a presidente Dilma Rousseff disfarçar porque as investigações apontam que as denúncias de desvio de dinheiro público do ministério do Turismo são mais graves do que se imaginava. Dilma até tem razão em não querer se mobilizar tão cedo pois se trata de um ministério comandado pelo PMDB, principal aliado do PT na base governista, portanto, todo cuidado é pouco.

A Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) resolveu suspender por 45 dias convênios com entidades privadas sem fins lucrativos, além disso haverá uma auditoria interna. Na semana passada, o ministério do Turismo anunciou os mesmos procedimentos. Tudo começou após a Operação Voucher da Polícia Federal que investigou um suposto esquema de desvio de recursos públicos da pasta por meio de convênios com entidades que seriam “de fachada”, localizadas no Amapá. Entre os presos, estão integrantes da alta cúpula do ministério como o secretário-executivo, Frederico da Silva Costa.

Denúncias no ministério do Turismo aumentam e pressionam Dilma

A novidade é que o ministro do Turismo, Pedro Novais, dará explicações sobre o caso essa semana na Câmara. Dilma dá sinais que só vai interferir se for realmente necessário e, mesmo assim, com muita calma para evitar um choque com o PMDB. E para piorar a situação o clima na base governista está “gelado e com neblina”, como disse o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS). Os aliados reclamam da demora na liberação de emendas parlamentares do Orçamento deste ano e com a “derrubada geral” feita pela presidente nos ministérios dos Transportes e da Agricultura.

A previsão indica que o tempo deve continuar bastante fechado sobre o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto. Tão cedo, Dilma Rousseff não poderá relaxar porque a cada denúncia ficam mais expostas a reputação dela, que teve queda na popularidade, e a do governo como um todo.

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