nov 2011 08

por Guilherme Freitas
saude@blogdacomunicacao.com.br

Há duas semanas escrevi um artigo sobre o uso de alucinógenos, mais precisamente o chá do Santo Daime, no combate ao vício das drogas após ler uma reportagem sobre o tema no jornal Folha de S. Paulo. Pois bem, o artigo repercutiu e tivemos dezenas de comentários sobre o assunto. Recebi uma mensagem do leitor Tiago Gomes Pereira, que há 10 anos faz parte de uma comunidade daimista e me enviou sua opinião sobre o assunto. Segue abaixo o depoimento do Tiago:

“Essa bebida foi muito pesquisada na década de 60 por cientistas de Oxford e Cambridge. Esses cientistas ficaram três anos na Amazônia e naquela época concluíram que não se trata de uma droga alucinógena; ao contrario se trata de um alcalóide endógeno. Traduzindo, a bebida tem o poder de aumentar a capacidade cerebral em 60% e aguçar os sentidos como tato, olfato, audição e visão. Eles concluíram que não tem o poder de viciar ou causar dependência ao usuário. E o próprio Estados Unidos naquela época tentou patentear a bebida, porém o governo brasileiro não permitiu. Os EUA tentariam patentear uma droga?”, afirma.

O chá de Daime é usado para combater o vício em drogas - Crédito: Divulgação

Ele continua com seu ponto de vista: “Em 2006 o CONAD (Conselho Nacional Anti Drogas do Governo Federal) reuniu um grande conselho que contava com deputados, senadores, polícia federal, psiquiatras, psicólogos e integrantes do Santo Daime para um estudo a fundo da questão. Dentre várias coisas que o grupo concluiu destaco que nas comunidades ribeirinhas mais afastadas da Amazônia, onde o poder público praticamente não alcança, as igrejas e as comunidades daimistas, faziam o papel do estado proporcionando, saúde, educação e segurança a essas comunidades. 98% dos praticantes, seguem uma vida harmoniosa, com respeito a natureza, a sociedade e as leis vigentes e o Santo Daime foi totalmente regulamentado e reconhecido como religião cristã, inclusive fazendo alusão da bebida a drogas é considerado como discriminação religiosa, sendo totalmente resguardada pela Constituição Federal”, finaliza Tiago.

Então caro leitor, o que você acha sobre este debate? Acredita que o chá de Santo Daime pode ajudar no combate as drogas? Não concordo com essa tese de que o Daime pode combater o vício em drogas. Acredito que o abandono do vício é algo mais psicológico do que científico. E vocês o que acham? O campo de comentários está aberto logo abaixo.

out 2011 25

por Guilherme Freitas
saude@blogdacomunicacao.com.br

Esta semana o jornal Folha de S. Paulo publicou uma matéria interessante sobre o uso de alucinógenos, mais precisamente sobre o Santo Daime. O chá ficou famoso ano passado após o assassinato do cartunista Glauco, que tinha uma Igreja que seguia os rituais do Santo Daime e foi morto por um dos freqüentadores da Igreja. O assassino sofre de esquizofrenia. Pois bem, a reportagem contava sobre o uso desse chá por alcoólatras e usuários de drogas. Ao consumir o Daime, eles simplesmente deixavam o vício de lado. Mas será mesmo que esta tática para abandonar a dependência química funciona mesmo?

Não há nenhum estudo científico que afirma que o uso do Daime pode ajudar no tratamento contra o vício em drogas. Os médicos ainda estudam os possíveis efeitos dessa substância alucinógena no organismo humano. Este chá, também conhecido como ayahuasca, normalmente é utilizado em cerimônias religiosas ou seitas. As fontes ouvidas pela reportagem da Folha contam que deixaram de usar substância química após consumir o chá.

O chá de Daime é usado para combater o vício em drogas - Crédito: Divulgação

Como estes dependentes utilizam o chá em seitas religiosas, é bem possível que o Daime tenha um efeito psicológico. Afinal é muito comum que pessoas deixem se levar pelo momento religioso e ingiram o chá sem consciência. Coordenador da Divisão de Farmacologia e Toxicologia do CPQBA da Unicamp, João Ernesto de Carvalho, doutor em farmacologia, afirma que não há explicações científicas para o caso. “Sob o ponto de vista farmacológico, a pessoa teria de tomar doses diárias do chá, como se ele fosse um antidepressivo, o que não ocorre”.

Mas alguns especialistas afirmam que o chá pode vir a ser uma nova dependência química para os novos adeptos. O Daime pode proporcionar visões coloridas e perturbadoras, alucinações, diarréias, náuseas e vômitos. O psiquiatra Arthur Guerra da Faculdade de Medicina da USP reforça que o uso do chá não é apropriado porque coloca em risco a vida das pessoas. E o que você dessa polêmica leitor? O chá do Santo Daime[bb] ajuda a combater o vício em substâncias químicas ou será ele mais uma droga?

jun 2011 29

por Guilherme Freitas
saude@blogdacomunicacao.com.br

Ele já foi o homem mais rico do mundo, mas agora é apenas o 2º colocado segundo a revista americana Forbes. Sua fortuna é estimada em US$ 56 bilhões. Ele é o fundador e dono da Microsoft, empresa de tecnologia e informática que desenvolve softwares, games e computadores. Sim, estamos falando de Bill Gates[bb]. Mas que diabos Bill Gates está fazendo em um post sobre saúde? A explicação é que o magnata da informática é uma das celebridades mais ativas no combate a doenças em todo o planeta.

Em recente palestra da Fundação Lindau, evento anual que reúne cientistas vencedores do Prêmio Nobel e estudantes, Gates afirmou que é preciso investir em doenças do Terceiro Mundo. O empresário ainda disse que pretende contribuir para o futuro da medicina nos países em desenvolvimento. No mesmo evento ele criticou a indústria farmacêutica que continua pressionando os Estados para utilizá-lo excessivamente antibióticos, medicamentos que selecionam micróbios resistentes.

O empresário Bill Gates – Crédito: Ralph Alswang

O empresário também comparou o papel do poder público no combate as doenças feito nos Estados Unidos com os de países mais pobres. Nos EUA o governo financia a pesquisa e o setor comercial desenvolve em seguida. “Não há um mercado para pagar pelos resultados nos países em desenvolvimento. Até tratamentos para calvícies receberam mais verba de financiamento que males do Terceiro Mundo[bb]“, se limitou a dizer Gates, mostrando o abismo entre os dois pólos.

Juntamente com sua esposa Melinda Gates, o bilionário realiza atividades filantrópicas, em sua maioria, através de sua própria fundação. Desde 1994, a Fundação Bill e Melinda Gates, já doou mais do que US$ 22 bilhões. O principal objetivo é promover a pesquisa sobre a AIDS e outras doenças como a tuberculose, que ainda causa muitas mortes ao redor do planeta.

abr 2011 11

por Priscilla Aloi
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Reproduzo abaixo artigo de Jorge Carlos Machado Curi, presiedente da Associação Paulista de Medicina sobre planos de saúde. Confiram!

Médicos protestam contra planos de saúde – Crédito: Divulgação

Vivemos uma situação insustentável na saúde suplementar. Após uma década da regulamentação do setor e oito anos da CPI dos Planos de Saúde, o direito dos usuários à assistência de qualidade continua em risco por questões puramente econômicas.

Os números são absurdos. Mais de 45 milhões de pessoas pagam todo mês valores corrigidos anualmente, muitas vezes por índices superiores à inflação. Certamente, é um gasto que pesa no bolso da maioria desses cidadãos, já submetidos a uma das mais altas cargas tributárias do mundo.

Em troca, quando estão mais fragilizados, em busca de diagnósticos e tratamentos dos quais dependem a sua vida, encontram inúmeras barreiras para o atendimento: demora, negativa de autorização, informações equivocadas, desconfiança e desrespeito.

Do outro lado, estão os médicos. Mais de 160 mil profissionais de medicina prestam serviços a operadoras e seguradoras de saúde no país. Sem qualquer garantia legal, até o momento, de reajustes anuais dos honorários, estão excessivamente explorados, recebendo valores defasados há mais de 15 anos. Aqueles que colocam na calculadora as receitas advindas de consultas e procedimentos e as despesas de manutenção de seus consultórios, invariavelmente descobrem que o saldo é negativo, o que ganham é insuficiente para manter a estrutura; e pensam em parar.

No entanto, o Juramento de Hipócrates, os princípios éticos, a boa relação médico-paciente e a prática médica de qualidade o convencem a continuar lutando, pois este é o compromisso da classe médica.

Além do sufoco financeiro que leva os médicos a cargas de trabalho cada vez mais desgastantes, dificultando a atualização médica e ampliando também o risco de falhas os profissionais são obrigados a enfrentar interferências absurdas das empresas. Recente pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, a pedido da Associação Paulista de Medicina, revela atitudes inaceitáveis das operadoras e seguradoras embora corriqueiras como restrições a exames e cirurgias ou glosas a procedimentos que são feitos e não são pagos. Entre os médicos consultados, 92% já sofreram interferências.

Os intermediários entre os pacientes e os médicos, isto é, as empresas do setor, acumulam lucros milionários e crescentes, fundem-se em grupos econômicos de força assombrosa, dominam o cenário político da regulação governamental. Transformam as brechas legais e a imaturidade da nossa sociedade em um incomparável filão de negócios.

Mas nós, médicos e a população brasileira, não aceitamos essa lógica perversa. Precisamos trabalhar, porém exigimos fazê-lo com dignidade, pois nos preocupamos com a vida e a saúde dos pacientes. Assim, neste Dia Mundial da Saúde, 7 de abril de 2011, damos nosso grito de indignação, pedimos apoio dos que são vítimas do atual sistema e cobramos respostas e medidas enérgicas das autoridades responsáveis.

Nosso movimento é social, popular. Clamamos pelo fim das interferências na autonomia profissional e pela valorização do trabalho médico. Defendemos, acima de tudo, o respeito à vida humana, pois a saúde é hoje a maior preocupação do brasileiro. É chegada a hora de sermos ouvidos.

Jorge Carlos Machado Curi
Presidente da Associação Paulista de Medicina

Artigo enviado pela assessoria de imprensa Acontece, Chico Damaso (jornalista responsável). Contato – chicodamaso@uol.com.br

mar 2011 31

RADIOATIVIDADE: VOCÊ TEM MEDO?4

Escrito por João Paulo Denófrio | Postado em Saúde | Tags: , , , , ,

Por João Paulo Denófrio

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O acidente nuclear em Fukushima, no Japão, causado pelo terremoto de 11 de março, trouxe à tona novos debates sobre usinas nucleares e todas as pesquisas baseadas nesse setor. Afinal, será que esse material é mais nocivo ou benéfico para o ser humano? Até que ponto é arriscado lidar com algo “nuclear”?

As últimas notícias sobre a tragédia dizem que o nível de iodo radioativo encontrado na água do mar, ao sul japonês, é quase 3.400 vezes maior que o limite legal. Segundo especialistas, essa radiação não representa riscos à população, pois se dissipa rapidamente. Acredita-se também que o material radioativo esteja escapando pelo ar, só que em pequenas proporções.

Pesquisadores relacionam o medo da radioatividade ao desconhecido

Autoridades do Japão e dos Estados Unidos voltaram a dizer que esses níveis de radiação não são nocivos à saúde. Mesmo assim, a população não usa água das torneiras e parte da população das cidades atingidas pelo acidente nuclear ainda não voltou para casa. Em entrevista à rede de TV americana CNN, o professor de psicologia, Richard John, explicou que é muito comum que as pessoas tenham mais medo do desconhecido, daquilo que ainda não tiveram um contato próximo. E, segundo ele, para a maioria, a energia nuclear e suas aplicações ainda são algo estranho e, portanto, temeroso.

É possível ir ainda mais afundo e investigar a origem do medo do “nuclear”. Pesquisadores afirmam que, na década de 1930, as pessoas já associavam a radioatividade a algo doloroso, que provoca uma morte horrível e aos cientistas malucos que tentavam controlar tudo isso. Se formos usar números para desmistificar esse medo da energia nuclear, aqui estão eles: 10 mil pessoas morreram de câncer devido ao acidente nuclear na usina de Chernobyl, o pior da história. Por outro lado, a poluição gerada pelas usinas termelétricas provocou mais de 13 mil mortes no ano passado, e sem mencionar os cerca de 20 mil mortos por ataques cardíacos todos os anos nos Estados Unidos.

Acidente no Japão aumentou debates sobre segurança ao redor de usinas nucleares

Em níveis corretos, a radioatividade ajuda a salvar milhares de vidas nos tratamentos contra câncer e em inúmeros procedimentos médicos, como exames de raios-X e outras avaliações. A radiação é usada para “matar” as células cancerígenas e impedir sua multiplicação. Sendo assim, é preciso avançar nos tratamentos contra câncer com base no uso de radioatividade, como também são necessários mais debates sobre a segurança ao redor de usinas nucleares. Quando começarmos a enxergar a palavra “nuclear” como algo positivo, talvez seja possível descobrir novas aplicações e obter resultados mais importantes.

jan 2011 24

Por João Paulo Denófrio

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A receita aprendida e passada de geração em geração tem um fundo de verdade. Cientistas comprovaram o que muita gente sabia: café forte realmente ajuda a aliviar aquela sensação horrível depois de beber todas na noite anterior. O estudo, feito com ratos, é da Universidade Thomas Jefferson, na Filadélfia, nos Estados Unidos.

Nas simulações, os ratos receberam doses de etanol. Aqueles que ingeriram cafeína não sentiram mais dores de cabeça três horas depois do início do teste. Um dos focos dos cientistas, na pesquisa, foi identificar qual é a substância que provoca a ressaca. O que se sabe é que o etanol, no fígado, é convertido em uma substância chamada “acetaldeído”. O etanol também se transforma em acetato em outros tecidos do corpo, inclusive no cérebro.

Café ajuda a inibir ação do álcool no corpo

Parte dos ratos que recebeu as doses de etanol também ingeriu um inibidor, que impedia o corpo de processar a substância. A reação dos animais foi testada através de estímulos que indicavam as dores de cabeça. Os ratos que não receberam o inibidor tiveram dor de cabeça mais intensa. Mesmo assim, o tratamento com anti-inflamatórios e cafeína ajudou a curar os sintomas da ressaca em todo o grupo pesquisado.

O estudo recomenda a ingestão de café quatro horas depois de beber, que é justamente o momento em que o nível de acetato no corpo começa a subir. Vale lembrar que, uma hora depois de tomar café, tempo suficiente para o corpo processar a cafeína, a dor de cabeça pode voltar a atormentar a pessoa. Portanto, somente o café não é capaz de fazer milagres para acabar com todo aquele mal estar proveniente da bebedeira.

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