ago 2009 06

por Serg Smigg
meioambiente@blogdacomunicacao.com.br

A situação remete aos anos oitenta quando os desenhos Batman e Robin faziam a alegria de crianças com o mínimo de senso de percepção e de adultos com senso de percepção nem tão desenvolvido, ou aos setenta quando desenhos como Jambo e Ruivão deliciavam crianças e adultos, aí sim, com muito bom senso crítico. Nesses filmes, constantemente se ouvia o trecho eis que, quando tudo parecia perdido.

A preocupação mundial com o vilão número um do meio ambiente pode acabar brevemente. Nova tecnologia promete transformar o gás carbônico em combustível utilizável a partir de integração com a luz solar. O combustível poderá ser usado em segmentos diversos.

A heliocultura, nome dado às atividades que usam a energia solar de alguma forma, é o fundamento da Joule Biotechnologies Inc, empresa americana que está lançando da idéia do CO2 como combustível. A cultura tem se mostrado aliada expressiva nas alternativas de melhoria do ambiente do Planeta, pois minimiza a já certa escassez de petróleo nas próximas décadas. Com a invenção da Joule, a heliocultura não apenas de poria em primeiro lugar no combate à poluição como também resolveria o problema da falta do combustível fóssil.

Técnicos da Joule criaram um painel, que chamam de Solar Converter, no qual é fixada enorme quantidade de micro-organismos fotossintéticos cujas estruturas capturam o gás carbônico da atmosfera e a luz solar. Da reação química entre os três elementos, certa substância com características moleculares muito próximas às do etanol é produzida em quantidade suficiente para estimular o entusiasmo dos cientistas e ativistas contra a poluição atmosférica por parte das grandes indústrias do mundo.

A produção da substância necessita de pouco espaço e economiza água potável, pois os micro-organismos usam água salgada. Os custos de industrialização são menores que os da produção de petróleo: menos de 100,00R$ do primeiro contra mais de 120,00R$ do segundo.

A estratégia da empresa Joule para instalar suas produtoras de combustível a partir do CO2 busca locais bastante ensolarados nos quais estão instaladas organizações industriais produtoras de grande quantidade de gás carbônico, tais usinas hidrelétricas. Conforme estudos da empresa, Nevada, Novo México, Arizona e Texas são estados americanos candidatos a receber as primeiras instalações.

Se os planos da Joule correrem como planejados, é possível que a empresa comece a produção do Solar Converter em escala de consumo já no próximo ano. Ainda segundo o planejamento, já no ano seguinte será possível conseguir quase oitenta mil litros de combustível por acre durante um ano. A escala de produção é tendente ao crescimento contínuo.

Bill Sims, presidente da companhia, acredita que a tecnologia será a primeira no mundo a oferecer o caminho real e sólido para a independência energética da humanidade. Isto significa que alívio claro um dos maiores receios do homem: a impraticabilidade da vida no Planeta nas próximas gerações sob o efeito da poluição ambiental ou, no mínimo, a perda do poder de produção das indústrias com intenção de diminuição dos agravos ao meio ambiente, o que provocaria insustentabilidade financeira mundial.

A teoria Solar Converter - Crédito: New York Times
A teoria Solar Converter – Crédito: New York Times

Fonte: New York Time

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Serg Smigg

Serg Smigg, é colunista e revisor do Blog da Comunicação.

3 comentários

  1. Guilherme Freitas disse:

    Trata-se de uma possibilidade interessante. Acho que devemos tentar de tudo para não agredir mais o meio ambiente. Se o gás carbônico puder ser um combustível “saudável” ao planeta, será uma boa.

  2. pedro ivo disse:

    era essa a ideia que eu tive a muito tempo, na verdade eu achei este artigo, procurando algum meio de unir a fantasia com a realidade, parabens a todos que estão tentando fazer da terra um mundo ainda melhor.

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