CONVERSAMOS COM MILTON JUNG!12
Escrito por Leandro Lopes | Postado em Concursos&Empregos | Tags: CBN, entrevista com Milton Jung, Leandro Lopes, Milton Jung, Rádio CBN
por Leandro Lopes
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Milton Jung é jornalista, âncora do programa CBN São Paulo e autor dos livros “Conte Sua História de São Paulo” e “Jornalismo de Rádio”. Ele conversou com o Blog da Comunicação, falou sobre política, sobre esportes, a carreira jornalística e a importância da internet no mundo das notícias. Vale a pena conferir!
Blog da Comunicação: Milton, primeiramente gostaria de agradecer sua disposição em conversar comigo e com todos os leitores do site, essa oportunidade é um imenso prazer para nosso blog. Hoje você é um jornalista apreciado, apresenta um programa para a cidade de São Paulo em uma das rádios mais respeitadas do país (CBN), você poderia falar um pouco sobre sua trajetória no jornalismo?
Milton Jung: Sou jornalista há 25 anos, mas estou na profissão há muito mais tempo. Nasci em família influenciada pelo jornalismo. Em casa, meu pai é jornalista de rádio. Nos almoços de fim de semana, encontrava meu padrinho e meu tio, ambos jornalistas. Pequeno, brincava aos sábados no corredor da rádio Guaíba, enquanto meu pai apresentava o Correspondente Renner. E visitava a redação e oficina do jornal Correio do Povo, onde meu tio era responsável pelo fechamento. Jornalista de profissão de 1984 comecei na própria Guaíba de Porto Alegre, inicialmente com um programa sobre “esporte amador”, depois repórter de futebol para, então, me transferir para o jornalismo (por que mesmo esporte não é reconhecido como jornalismo nas redações ?). Em Porto Alegre, também fui repórter da rádio Gaúcha, Correio do Povo e SBT. Vim para São Paulo para seguir carreira de repórter na TV Globo, em 1991. Na TV Cultura, onde trabalhei oito anos, migrei da reportagem para a apresentação e edição. Trabalhei dois anos da Rede TV! e mais dois no Jornal do Terra, do Portal Terra. Há dez anos, estou na CBN como âncora. Já escrevi dois livros e dei pitaco em vários outros. Jornalismo de Rádio (Editora Contexto) e Conte Sua História de São Paulo (Editora Globo) são de minha inteira culpa.
BGC: Jovens jornalistas ou estudantes de jornalismo enfrentam um mito (ou não) de que o mercado é saturado. Como profissional da área você pode nos dizer se isto é ou não uma realidade?
Jung: O mercado é dinâmico. É preciso estar atento as oportunidades e visível. A internet, a partir das ferramentas de publicação (blog, site, etc …) nos oferecem esta chance de estarmos visível.
BGC: Aproveitando que estamos falando de estudantes, como você encara a posição do STF e a necessidade ou não de diploma para exercer a profissão de jornalista?
Jung: Não tenho uma opinião acabada sobre o tema, por incrível que pareça. A decisão pelo fim do diploma (que não acredito vá se sustentar) tem uma vantagem: acabar com uma quantidade enorme de faculdades que apenas arrancam o dinheiro dos seus alunos sem oferecer qualidade de ensino em troca de um pedaço de papel que em nada lhe qualifica para o mercado.
BGC: Estamos certos de que a carreira jornalística é de grande responsabilidade, em grandes coberturas como na recente tragédia que aconteceu no Haiti o maior desafio é lidar com a emoção frente a tragédia ou com as muitas informações desencontradas que podem surgir a cada momento?
Jung: A dificuldade está exatamente no fato de termos de trabalhar sob a pressão de todos estes fatores. Informações desencontradas e contaminadas, e uma tragédia humana diante dos nossos olhos.
BGC: Aproveitando o “gancho” da ultima questão e a velocidade com que as notícias circulam na internet, vamos falar sobre a mais nova ferramenta virtual, o twitter. Você é usuário dele para interagir com seu publico, quanto uma ferramenta como essa pode ajudar um jornalista?
Jung: O Twitter é uma rede de informação – definição, aliás, de um de seus criadores. Assim como contruímos nossa rede de fontes, com autoridades (entenda autoridade como alguém que tem capacidade de falar sobre o assunto, não cargo público) em diferentes temas, precisamos estar atento ao burburinho das redes sociais. Estes serviços nos oferecem oportunidade singular: ouvir o que o cidadão fala. É lá que está a notícia, não no gabinete.
BGC: Vamos agora para o mundo chamado “blogosfera”. O Blog da Comunicação, por exemplo, é um blog independente que une jornalistas e estudantes de jornalismo com o desejo de se expressar. Você costuma procurar ou ler blogs? Qual a importância deles principalmente para iniciantes na profissão?
Jung: Os blogs são ferramentas importantes de expressão. E para nós jornalistas é a oportunidade de revelarmos o talento que, muitas vezes, não tem espaço no cotidiano das redações, seja por limitações técnicas, falta de estrutura ou linha editorial. Sou leitor assíduo de blogs, usando na escolha destes o mesmo critério que sempre usei para escolher minhas fontes de informação: qualidade, ineditismo e interesse públcio.
BGC: Por falar nisso no ano passado você criou uma serie de posts dedicados ao seu “Imortal” Grêmio. Como é para um gremista viver entre torcedores paulistanos e nossa imprensa que pouco foca clubes de outros estados?
Jung: A coluna Avalanche Tricolor é publicada ao fim de cada partida que o Grêmio tenha disputado. É um espaço para que eu possa dizer tudo aquilo que gostaria de falar se estivesse na arquibancada do estádio Olímpico (sem os palavrões). E uma forma de amenizar a distância de um estádio do qual fui vizinho boa parte da minha vida. A imprensa paulista tem razão em priorizar a cobertura dos clubes de São Paulo, pois faz jornalismo para os paulistas. Uso o conhecimento e a paixão que tenho pelo Imortal Tricolor para provocá-los.
BGC: Outra campanha famosa assinada por você é chamada de “Adote um vereador”. Você pode explicá-la para nossos leitores?
Jung: Apenas 1/3 do eleitorado paulistano conseguiu eleger seu candidato na eleição para vereador em 2008. Isto não signfica que o restante não tenha de estar atento ao que se faz ou ao que se deixa de fazer na Câmara de Vereadores. O que eles decidem lá mexe com a minha qualidade de vida, e tudo é feito com meu dinheiro. Portanto, adote um vereador, escolha um nome entre os 55 e passe a acompanhar o mandato dele. Levante informações sobre como ele vota e se comporta, saiba quais os projetos que apresentou e aprovou, quanto gasta no gabinete, a quem representa. As informações podem ser levantadas em busca pela internet, na mídia tradicional ou ligando para o gabinete do vereador. Abra um blog para publicar cada detalhe que você descobriu. Ao fim de quatro anos, o eleitor terá um arquivo à disposição para avaliar o trabalho daquele vereador. Ficará mais fácil de saber se ele merece permanecer no cargo. Além disso, a proximidade do eleitor com o parlamentar nos ajuda a entender melhor o que influencia as decisões políticas e oferece oportunidade de mobilizarmos a sociedade para fiscalizar o legislativo.
BGC: Você acha que nossa sociedade é pouco engajada quando se tratam de questões políticas como os recentes casos de Arruda e Sarney?
Jung – O caso Arruda não é bom exemplo. Pois, há pressão social contra o governador do Distrito Federal e seus colegas de maracutaia. No caso Sarney, também houve indignação e protesto. Atualmente, há uma descrença em relação a política como um todo, o que é ruim para a democracia, para o cidadão. E isto acaba desestimulando a participação da sociedade nos movimentos políticos. Precisamos levar em consideração, também, que atualmente existem outras formas de expressão capaz de mexer com o cidadão, e as ferramentas digitais estão aí para comprovar o que digo. Por isso, nem sempre colocar 100 pessoas na avenida Paulista é sinal de mobilização ou pressão popular. Talvez, uma campanha virtual bem organizada possa mudar um comportamento de maneira mais efetiva.
BGC: Por falar em política, este é um ano de eleições. Qual o papel de um bom jornalista em uma eleição como esta? Como informar sem influenciar?
Jung: Toda vez que você informa você influencia. A questão é como informar de maneira correta e equlibrada. Este é nosso desafio diário, não apenas em uma eleição.
BGC: Milton, um bom jornalista é feito de…?
Jung: Conhecimento e coração.
BGC: Mais uma vez muito obrigado pela sua atenção conosco e com os leitores do Blog da Comunicação, peço sua permissão para usar uma frase sua: “Muito obrigado e até uma nova oportunidade”.
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Você pode acompanhar o trabalho de Milton Jung através do Twitter: http://twitter.com/miltonjung ou no seu blog pessoal: http://colunas.cbn.globoradio.globo.com/miltonjung, além de ouvi-lo na CBN SP é lógico.
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Cornete-me ou pergunte-me algo.
De olho neles.
Abraço,
Leandro Lopes.

Estudante de jornalismo, 21 anos de idade, filósofo por natureza e como bom ouvinte de reggae, um holofote de bons sentimentos e vibrações. Assíduo participante de discussões políticas e interessado em tudo que gera comunicação, defende que o jornalismo correto (ou próximo disso) é aquele baseado na máxima que diz: "O bom jornalista é feito de conhecimento e coração!" Constantemente buscando conhecimento e ininterruptamente baseado no coração ostenta com orgulho o título de brasileiro, jornalista e tricolor!













Não o conheço muito bem, mas gostei das opniões q ele tem sobre os assuntos abordados, principalmente sobre a política no Brasil. Tirando a questão que no Sul do do país gosto mais do Inter q do Gremio! (risos) xD
A visão política é importante! Sim, na questão do futebol vocês parecem não estarem do mesmo lado.
Um jornalista muito importante, um âncora do jornalismo na rádio!
Entrevista que nos deixa orgulhosos!
Abraços!
Obrigado pela oportunidade de participar desta entrevista. É sempre uma chance para a gente refletir sobre temas relacionados a nossa profissão.
Milton, eu que agradeço a oportunidade de ouvir um grande profissional como você e transmitir tudo aos amigos do blog.
[...] This post was mentioned on Twitter by miltonjung, blogcomunicacao, Jaine Arantes , Leandro Lopes, Leandro Lopes and others. Leandro Lopes said: Conversamos com @miltonjung … !! ele fala sobre esportes, política, carreira jornalística e o mundo da blogosfera! http://vai.la/xQg [...]
Parabéns pela entrevista Leandro, o Milton Jung é um grande jornalista e a entrevista ficou excelente. Sem dúvida ele é uma pessoa que merece ser mirada como exemplo de profissão para futuros jornalistas. ABraços.
Obrigado pelos elogios Guilherme, todos devem ser direcionados ao Milton!
Abraços!
Confesso que não conhecia a o trabalho de Milton Jung, pois, como quase todo jovem da minha geração cresci na era da televisão e da internet, nem por isso deixei de reparar o quanto meu pai preserva a tradição do radio, mantendo-se informado acompanhando as rádios AM diariamente, dentre elas a CBN. Entretanto Logo que vi o titulo deste post, mesmo não conhecendo-o, me atentei a importância do fato, já que não é todo dia (ou quase nunca) que um conceituado jornalista dispensa humildemente parte de seu tempo concedendo a um jovem que compartilhará (assim espero) da mesma profissão, trocando com ele opiniões, experiências e conhecimento. Uma atitude que ganhou minha admiração. Além disso, devo dizer que concordo plenamente com o fato de que precisamos conhecer e acompanhar nossos governantes, sem duvida é uma campanha importante que tem sido muito bem representada e fico feliz em saber que alguém ainda se importa em levar até a massa esta consciência. Gostaria de parabeniza-los pelo feito, trazendo a nós um ícone de um diferente meio de comunicação ao qual eu provavelmente não teria a oportunidade, de conhece-lo caso não houvesse tal intervenção. Espero que esta seja a primeira de muitas.
Daíse em nome do Blog da Comunicação eu agradeço a você pelos elogios e faço coro na importância desta entrevista. Um conceituado jornalista nos reservou um pouco de seu tempo para ajudar e estimular jovens que lutam por um espaço no mundo jornalístico.
Mais uma vez, obrigado pelos amáveis elogios!
Abraços!
Caro amigo Milton Jung.
Eu Jonas de Souza sou funcionário público, e gostaria que você registrasse este fato ocorrido comigo ontem (24/08), para que pessoas como estas aprendam a tratar seu semelhante com respeito e dignidade.
Eu precisando de uma informação a respeito de financiamento de casa própria, ontem me dirigi a uma agência da Caixa Econômica Federal, localizada na Avenida Nossa Senhora das Mercês, na vila Das Mercês, zona sul de São Paulo, chegando lá por volta das quinze horas deparei com uma tremenda fila onde um funcionário colhe informação, dá uma senha e autoriza o cliente adentrar na agência.
De posse desta senha permaneci quarenta e cinco minutos a espera, como vi que o banco estava cheio, me dirigi até o atente de nome Samuel e disse lhe que meu caso seria só uma pequena informação e não haveria necessidade de ficar a espera por longo tempo.
Milton o fato que me indignou foi à atitude deste atente, que olho para minha cara e calado ausentou se da mesa me deixando plantado e falando sozinho, fui a outro gerente que presenciou o fato e perguntei se este gerente era mudo ou estava com problema e se ela tratava todos desta forma, sem responder minha pergunta e tomando ciência do meu caso gerou outra senha me mandando para outro andar onde mofei mais trinta minutos, que deu impressão de ser proposital, para você ter idéia do que falo, às dezesseis horas e quinze minutos com o banco já fechado e um atendente só e tendo cinco pessoas na minha frente acabei desistindo e fui embora, sem informação que precisava e indignado de como neste país as pessoas que devem tratar o outro com urbanidade não o fazem, julgando ser intocável pelo cargo que ocupa.
Note: Milton por você ser uma pessoa que tem como divulgar certos abusos é que resolvi escrever-te para que fatos como esses acabem, e as pessoas que ocupam cargos que envolvem atendimento ao público conscientizem do papel que ocupa.
São Paulo,24 de agosto de 2010
Atenciosamente
Jonas de Souza
Cameras de segurança não é invasão de privacidade, pois aumenta nossa segurança, no sentido do cumprimento da Justiça, a violência está descontrolada e a marginalidade não se intimida nem mesmo com a presença das cameras. eu exijo privacidade no interior de minha residência preferencialemnte no banheiro no meu quarto e no quarto dos meus filhos, não tenho nada a esconder de nínguem Graças à Deus.
Como Voce, eu tambem me indiguino AINDA com as coisas.Só que não tenho teu poder de divulgação,então me empreste o seu.
Faixa na Rua:”Prefeitura de São Paulo.Estamos a 40 dias aguardando que venham desentupir os bueiros!”SEM COMENTÁRIOS(Rua Alvarenga esquina
com Rodovia Raposo Tavares-Butantan)