CORRENDO, DE NOVO, ATRÁS DA MEDALHA4
Escrito por Elisabete Lima | Postado em Esportes | Tags: Comitê Olímpico Brasileiro, Jogos Olímpicos de Sidney 2000, revezamento 4x100m, Tim Montgomery
por Elisabete Vital *
blog@blogdacomunicacao.com.br
Os velocistas brasileiros André Domingos, Claudinei Quirino, Edson Luciano e Vicente Lenílson que ganharam medalha de prata no revezamento 4x100m nos Jogos Olímpicos de Sidney-2000 dão nova largada rumo à medalha de ouro. Isso, porque um dos campeões da prova, o ex-velocista americano Tim Montgomery confessou a uma emissora de TV dos EUA que se dopou antes de participar da equipe de revezamento das Olimpíadas.
A confissão de Montgomery aconteceu depois que ele foi sentenciado a mais de oito anos de prisão por fraudes financeiras e porte de heroína. O ex-recordista mundial dos 100m afirmou: “Antes dos Jogos Olímpicos de 2000, na Austrália, eu violei regras. Usei testosterona e usei HGH (hormônio do crescimento) quatro vezes por mês. Estou sentado sobre uma medalha de ouro que não consegui com a minha própria capacidade”.
O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) declarou que não medirá esforços para trazer a medalha de ouro aos corredores brasileiros e constituiu o advogado Sérgio Mazzillo para acompanhar o desdobramento do caso. A Agência Mundial Antidoping (WADA) e a Federação Internacional de Atletismo (IAAF) afirmaram que o acontecimento está sob a responsabilidade do Comitê Olímpico Internacional (COI) por se tratar de uma questão relacionada aos Jogos Olímpicos. Enquanto isso, os atletas brasileiros sofrem de ansiedade e decepção porque até que o incidente se revolva, a medalha de ouro continuará sendo apenas um sonho, ainda que mais perto da concretização.
O episódio mostra falhas do Comitê Olímpico Internacional no controle das substâncias usadas pelos atletas. O doping só será investigado porque o ex-velocista americano confessou, caso contrário, ele continuaria com a medalha de ouro. Uma coisa é certa, seja qual for a decisão do COI, injustiça e frustração andarão junto com as medalhas. Quantos contratos para campanhas publicitárias nossos atletas deixaram de assinar por não terem ocupado o lugar mais alto do pódio em 2000? Quantos patrocinadores que só investem em campeões desistiram do atletismo nacional? O prejuízo foi grande para o Brasil e para o esporte. Sofrerão também os corredores americanos companheiros de equipe de Montgomery porque se perderem a medalha, ganharão o benefício da dúvida e nunca saberão se seriam capazes de vencer a prova de forma limpa.
* Elisabete Vital é jornalista e colunista especial de esportes do Blog da Comunicação.

Elisabete Lima é paulistana, corintiana e jornalista. Sua grande paixão é o futebol e tem uma bola tatuada na perna. É casada com o Maurício, não tem filhos, mas tem um cachorro chamado Kilberg. Já realizou muitos sonhos. Ama cinema. Seu sorvete preferido são todos. Como boa virginiana é extremamente organizada, sistemática e crítica. Adora assistir seriados e logo fica viciada. Tem muitos amigos. É completamente apaixonada pelo U2. Tem medo de dirigir, adora inventar modelos de roupas e ama História. Adora festas de Natal e ama a família. Tem muito orgulho de ter conhecido a Europa com uma mochila nas costas. Fala demais e muito alto. Desde sempre tem o sonho de mudar o mundo e optou por jornalismo por acreditar que a informação é a base de qualquer transformação.













O COI deveria se aparelhar melhor para evitar estas fraudes e difundir mais entre os atletas o ideal olímpico. para evitar este tipo de fraude.
O pior é que só haverá investigação pq houve a confissão do atleta!
Imaginemos qtas medalhas estão em mãos erradas! Uma vez, vi uma excelente matéria na TV a cabo, não me lembro o canal, sobre atletas que eram dopadas na Alemanha Oriental. Os médicos e os técnicos dopavam até mesmo as adolescentes. Hoje, as meninas da época, são mulheres inférteis e muitas morreram de câncer.
Sei lá, acho que estes testes de doping deveriam ser feitos em todos os atletas e não selecionar apenas um para o dia.
Há neste contexto outro aspecto à analisar, será que para os componentes do COI, é vantagem tomar uma atitude e remoldar as regras para se tornarem justas ou eles ganham muito em manter certas situações sob sigilo?
Me pergunto se eles já nao sabiam desta situação e sinceramente, acho pouco provável que não. A verdade que melhor lhe convém, é assim que funciona.
Trabalho cobrindo esportes há três anos e em muitas competições de pequeno porte, não existe exame antidoping. Ou seja, podem existir muitos atletas por ai que se dopam e ninguém tem um registro oficial. A confessão de Montogomery, só reforça que os espoprtes competitivos precisam ter mais atenção da WADA. Esse ano algumas atletas russas também foram suspensas por causa do antidoping. Primeiro foram sacadas da equipe olímpica para não serem suspensas, mas nos exames foram pegas. Eu não acredito que todos os bons atletas se dopam. A grande maioria é honesta e talentosa, mas acredito que tem muita gente ai que se dopa. Não posso provar essa minha afirmação, mas que duvido, eu duvido.