nov 2009 24

por Henrique Beirangê
economia@blogdacomunicacao.com.br

A economia brasileira experimentará um período de forte expansão no próximo ano. O mercado interno cresceu no terceiro trimestre deste ano em ritmo chinês. O número oficial do desempenho do PIB do período, medido pelo IBGE, será conhecido em 10 de dezembro, mas várias consultorias independentes projetam um crescimento beirando 9% no penúltimo trimestre do ano.

A indústria iniciará 2010 embalada. Empresários[bb] e economistas projetam dois dígitos de crescimento da produção industrial no primeiro trimestre, período tradicionalmente fraco, marcado por férias coletivas e demissão de temporários. A consultoria MB Associados prevê expansão de 12,1% para a indústria no período. Já a LCA Consultores espera crescimento maior, de 16,5%.

Parte disso será efeito da base de comparação muito baixa. Basta lembrar que a indústria chegou a cair 17,2% no começo deste ano. Em compensação, as empresas estão diminuindo estoques rapidamente e, com a perspectiva de um bom Natal, o setor deverá chegar na virada do ano sem produtos acabados, o que ajudará ainda mais na reação, no começo de 2010.

Os presidentes do Brasil, Lula, e da China, Hu Jintao - Crédito: Xinhua
Os presidentes do Brasil, Lula, e da China, Hu Jintao – Crédito: Xinhua

O crescimento de dragão
A economia brasileira poderá crescer a taxas próximas dos 10% ao ano em um prazo de 10 anos, caso vença alguns obstáculos. Essa é a avaliação de André Lóes, economista-chefe do HSBC Brasil em entrevista ao portal IG. Para tanto, ele aponta, é necessário vencer três desafios centrais.

“O Brasil tornou-se um país estável. Hoje, não temos mais riscos. Temos desafios pela frente” Por fim, Lóes aponta a educação como “o maior e mais importante desafio”. “Um país com mão-de-obra mais bem treinada consegue ser competitivo em produtos de alto valor adicionado. E isso gera maior crescimento do PIB.” Ele aponta que ações em educação surtirão efeito somente em dez anos. Enquanto isso, o País importaria mão-de-obra especializada.

É necessário centramos todos os esforços na educação[bb], e ponto final.

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Henrique Beirangê

Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Juiz de Fora com extensão em Jornalismo Econômico pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Atualmente faz pós-graduação em "Brasil: Estado e Sociedade" pelo Instituto de Ciências Humanas da UFJF. Procura focar seus estudos na crítica da conduta política e econômica dos agentes públicos brasileiros.

1 comentário

  1. Guilherme Freitas disse:

    O Brasil vai crescer bastante nos próximos ano. Não no mesmo ritmo da China, porque não podemos nos comparar com eles agora. Os chineses estão bem a frente do Brasil no momento, mas em separados períodos podemos superá-los. Abraços

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