DESENHOS PRA LÁ DE ANIMADOS4
Escrito por Fernanda Garcia | Postado em Entretenimento & Cultura
por Fernanda Pereira
fernanda@blogdacomunicação.com.br
Um texto de Thiago Gonçalves
Quando pensei em escrever um post sobre entretenimento e cultura, tudo o que me vinha a cabeça era “chover no molhado”. Não porque as idéias eram ruins, mas porque eram no mínimo repetidas. Cinema, férias, turismo, todo mundo está lendo isso em muitos outros blogs, aí pensei em coisas diferentes, e me lembrei de uma matéria de um amigo meu, Thiago Gonçalves, sobre “Hentai” e do quanto eu me diverti enquanto lia. Resolvi dividir com os leitores do blog, então segue a matéria sobre desenhos japoneses muito, muito animados.
Crédito: imagem do site www.quizilla.com
Se alguém perguntar se você conhece desenhos animados japoneses, provavelmente dirá que sim ou que pelo menos já ouviu falar de algum, principalmente de clássicos como Astro Boy, Dragon Ball, Pokémon ou, do mais recente sucesso, Naruto. Mas o desenho aqui em questão não faz parte exatamente deste grupo, não que eles não sejam animados, porque isso eles são bastante. Estamos falando dos desenhos japoneses que, ao invés de ter que derrotar seres malignos ou salvar o mundo, os personagens caem de cabeça na sacanagem, no sexo puro e despreocupado. Este tipo de animação, que mostra realmente o que acontece depois de salvar a princesa, é conhecido como hentai.
O hentai teve seus primeiros relatos no Japão, ainda no antigo Período Edo, que ocorreu de 1600 a 1867. Nessa época, era comum a utilização de figuras que instruíam as pessoas em determinados rituais. Algumas dessas figuras, as chamadas shunga, tinham temas como a masturbação e as núpcias. Mas foi a partir de 1980 que o hentai começou a tomar forma e forças. Grande parte das criações dessa época era realizada por quem não tinha um histórico profissional na área dos desenhos, eram fãs, com o lado da sacanagem mais aguçado, que puseram no papel seus mais criativos desejos.
Cultura, prazer e fetiche
Os japoneses sempre tiveram uma visão diferenciada relacionada ao sexo, prazer e erotismo. Mesmo nos animes convencionais, a sexualidade de alguns dos personagens sempre é tratada de forma excêntrica, porém, com naturalidade. Exemplos clássicos podem ser vistos em Cavaleiros do Zodíaco, como a androgenia (lê-se: é menino ou menina?) de cavaleiros como Shun, Misty e Afrodite; ou em Sailor Moon, onde um grupo de garotos jovens e másculos, ao iniciarem uma batalha, se transforma nas espevitadas guerreiras Sailor Starlights.
Apesar de no Japão a grande maioria dos fãs de hentais serem marmanjos maiores de 18 anos, no Brasil seu sucesso ocorre mais entre a molecada, principalmente na fase da descoberta da sexualidade, com os hormônios à flor da pele. Muitos já eram fãs de animes e mangás convencionais que, na curiosidade e busca por pornografia, acabam encontrando os hentais. Como é o caso da estudante, de 15 anos, do segundo ano do Ensino Médio, Lets (como preferiu ser chamada): “Eu já me interessava por animes desde criança, mas comecei a ver hentai na oitava série. O primeiro que eu vi foi Bible Black (foto), a reação foi sentir nojo, mas com o tempo fui me apaixonando por tudo que envolve este estilo”.
Em uma enquete realizada no site de relacionamento Orkut, na comunidade Hentai Brasil, foi perguntado se os apreciadores desses desenhos sentiam prazer ao ver os personagens ‘em ação’. As respostas foram das mais variadas possíveis, mas a grande maioria respondeu que sim, sentem prazer e até se masturbam assistindo aos desenhos: “Não tem nada de errado em se masturbar com hentai. Eu hein! Vai me dizer que você vê hentai porque é bonitinho?”, declarou André, um dos que participou da enquete.
Já para Ana Carolina Recalde, fã e autora do enredo de uma produção hentai, o prazer está no imaginário: “Eu não gosto dos que se utilizam do sexo pelo sexo. É preciso uma história, com situações excitantes que estimulem sua imaginação”. Ela acredita que dentre as várias qualidades do hentai, uma que se destaca é a de instrução sexual: “É fácil obtermos informações sobre sexo hoje em dia, mas sempre muito técnico, como sobre utilizar uma camisinha. Diferente disso, em alguns hentais são mostradas posições que dão mais prazer, o que é mais gostoso e tudo mais”.
Essa busca pelo prazer através das páginas dos quadrinhos, acabou criando um gênero que é no mínimo peculiar, o Ero Guro: “Menininhas decapitadas ou sendo estupradas enquanto são lentamente asfixiadas”. É uma mistura de sexo, violência, mutilação e, em alguns casos, necrofilia. A vítima é na maioria das vezes uma bela mulher ou adolescente que, por mais mutilada que esteja, tenta-se manter a “beleza” estética da cena. “Eu prefiro o Guro, hentai cujo foco principal é o design e o fetiche”, diz Lets. Mas a estudante lembra: “Você assiste a filmes de chacinas? Nem por isso você vai querer sair por aí matando qualquer um”.
O Brasil também atua no ramo, o maior destaque é a publicação Hentai X. Nela, são recebidos trabalhos de todo o país, onde, a maioria dos autores, se utilizando de codinomes, tem suas produções divulgadas. Talvez a qualidade não seja a mesma de um hentai nipônico, pois os enredos se assemelham muito ao do cinema pornô. O hentai caminha nos limites do bizarro, do artístico, do prazeroso e do pornográfico, causando reações adversas a quem aprecia. “Muitas pessoas defendem os hentais, dizendo que eles não são pornografia ou coisas assim, isso está completamente errado. Hentai é arte, porém é pornografia. E quem disse que pornografia não é arte?”, diz Lets. Portanto, se você é está cansado das mesmices de Silvia Saint, Rita Cadillac e Alexandre Frota, está na hora de ver um hentai.

, 25 anos. Sou a filha mais nova e inconseqüente de uma família paulistana, uma paulista solta nesse mundão de meu Deus. Estudante do 3° ano de Comunicação Social - com habilitação em Jornalismo na UFMS (Universidade Federal do Mato Grosso do Sul). Nunca pensei em ser jornalista por dinheiro, pra ficar rica, pra aparecer na TV, pra ser famosa. Jornalismo para mim está muito além de tudo isso. Quero contar as boas histórias do cotidiano, da vida real, das pessoas comuns de todos os dias. Jornalismo é arroz com feijão, todo o resto é uma mera fantasia da profissão. Me decidi pelo Jornalismo muito antes de entrar na faculdade, e hoje vivo a certeza inconstante de que ele é tão indissociável de mim quanto a vodcka do limão. Sou uma “ledora” inveterada, leio tudo o que me cai em mãos, leio o tempo todo. “Escrevedora” compulsiva, viajante apaixonada, adoro música e às vezes ataco de cantante. Mas gosto mesmo é de café, forte. O Blog da Comunicação é meu primeiro trabalho na área, com prazos e temas a cumprir e vou trabalhar com paixão e acima de tudo personalidade para fazer desse espaço algo que valha a pena, não só para quem escreve, mas acima de tudo para vocês que lêem.








Com certeza esses gibis não são recomendáveis para crianças hahahaha boa Fernanda, legal.
foge do convencional..
parabens pela idéia e pelo post
abss
estes gibs pode ser o maximo mande um trexo para o meu orkut!!!
de mais