ago 2009 26

FIDELIDADE SEMPRE5

Escrito por Sônia Mesquita | Postado em Economia | Tags: , , , ,

Imagem de Amostra do You Tube

por Sônia Mesquita

economia@blogdacomunicacao.com.br

Outro dia passava em frente a um templo que congrega muitos japoneses e descendentes. No estacionamento via-se somente carros de marcas japonesas.  Pensei: que fidelidade! E o que será que faz os japoneses manterem-se leais a estes modelos? É um casamento que dá certo.

Sem dúvida alguma a questão se baseia na cultura dos japoneses que têm grande amor ao trabalho, valorizam o trabalho em equipe e buscam a qualidade como resultado. O trabalho para eles é natural, ninguém precisa ficar pressionando porque entendem que um bom trabalho favorece a todos. O poder de concentração desse povo levou-os a valorizarem cada vez mais o cliente, oferecendo-lhe um ótimo produto.

A empresa Toyota é um desses exemplos de administração. Aparece no mercado mundial como símbolo de qualidade, com a produção de carros sem desperdícios, através do sistema “Just in time” (no tempo certo). É um modelo de gestão que busca produzir apenas o suficiente eliminando o desnecessário. Com isso a Toyota produz carros de altíssima qualidade a clientes fiéis, que asseguram a venda sem necessidade de grandes estoques.

Estamos passando por uma severa crise que se abateu principalmente sobre montadoras de veículos e o exemplo seguido pela Toyota fez com que ela escoasse sua produção sem grandes dificuldades. É sem dúvida um exemplo a ser seguido pela economia mundial, em todos os setores, para que consumo e produção se equilibrem.

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Sônia Mesquita

Formada em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes.

5 comentários

  1. Alex disse:

    Sem querer sacanear o autor ou o blog, mas essa associação entre uma simples técnica de engenharia (JIT) com filosofia, fidelidade… bem que tal simplesmente custo x benefício? Toyota e Honda foram descobertos pelas pessoas (e pelas revistas especializadas) como carros com uma durabilidade muito acima de todas as outras marcas, mas o Honda ainda é caro comparado ao custo x benefício do Toyota, logo japoneses (e brasileiros espertos) estão optando por ele, em que pese ser para uma classe social restrita.
    Just in time é uma técnica que tem pelo menos 25 anos no Brasil, sou engenheiro e já usava isso sendo recém-formado, em indústria de autopeças, realmente não se produz estoque morto porque a produção é acionada pelas vendas, cada venda dispara a ordem de reposição da unidade vendida, por isso diz-se que o JIT é um sistema de “puxar” a produção e não empurrar(tipo a “projeção de vendas” do ano que vem).
    Agora associar o uso desta técnica com o sucesso de vendas é um pouco demais, muuuita gente usa isso e nem por isso está arrebentando de vender… ;D

  2. Sônia Mesquita disse:

    Oi Alex, obrigada por expor sua opinião e dividir conosco seus conhecimentos. Seja sempre bem vindo!

  3. Guilherme Freitas disse:

    Sonia, os carros japoneses tem muitos fãs aqui no Brasil (eu sou um). Eles são muito bons e o povo japonês tem essa tradição de sempre cultuar o que é da terra. A propaganda é muito legal, mas não pegou bem o cara sentando no colo do “assento”, rs.

    • Sônia Mesquita disse:

      Guilherme, quem é Joyce????
      Talvez para o povo japonês sentar no colo não tenha a mesma conotação que para nós brasileiros. Provavelmente para eles seja uma forma de respeito e proteção, como uma mãe com o filho.
      Cada povo porém tem a sua própria interpretação dos gestos e o que pode ser positivo em alguns lugares, em outros é uma ofensa. É uma boa observação para as pessoas do marketing. É preciso atingir de uma forma global -afinal estamos na internet- conhecendo costumes dos mais diversos povos e a que o público se destina o produto.

      • Guilherme Freitas disse:

        Já editei o comentário, é que ontem estava falando com uma amiga chamada Joyce quando estava comentando aqui e o nome ficou na cabeça…sobre o comercial, cada povo tem sua cultura sim. Eu acho que aqui esse tipo de comercial não ia pegar, por causa da noss sociedade machista.

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