jul 2008 31

Por Ruither Ferrão

ruither@blogdacomunicacao.com.br

Apesar de todo o empenho do Ministério da Saúde na luta contra a hanseníase, o Brasil ainda ocupa o segundo lugar no ranking mundial em número de portadores da doença, perdendo apenas para a Índia. Todo ano são registrados 47 mil novos casos da doença no país.

A hanseníase, conhecida também por mal de hansen e antigamente chamada de lepra, é uma doença causada pelo bacilo de hansen e pode permanecer encubada no organismo de dois a sete anos. O vírus é conhecido cientificamente por MYCROBACTERIUM LEPRAE. A contaminação se dá por via aérea, quando uma pessoa respira o mesmo ar de alguém infectado por um longo tempo, mantendo um contato íntimo e freqüente. Não se pega a doença por um simples convívio social.    

A moléstia ataca os nervos das mãos, pés e rosto e, se a pessoa contaminada não receber tratamento, pode ter a mobilidade de dedos das mãos, pés e pálpebras destruídos. Quando a doença está em estágio avançado, ela pode intervir na capacidade de o doente sentir dor, fazendo com que a pessoa tenha mais chances de se queimar ou se ferir, causando graves infecções.

Já nos casos mais extremos, o portador do mal de hansen pode perder os dedos das mãos, dos pés e a visão. As chances de o infectado sofrer deformidade física aumentam, quanto mais tardio for constatado o diagnóstico.

Segundo a médica Maria Aparecida de Faria Grossi, da Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais, os principais sintomas da hanseníase são: dor nos nervos, perda da sensibilidade em algumas regiões da pele, manchas claras ou avermelhadas que aparecem com a alteração da sensibilidade e formação de caroços ou nódulos em qualquer parte do corpo. Ela alerta para a necessidade de se eliminar o preconceito contra os hansenianos, pois eles podem levar uma vida normal. “A hanseníase não afasta ninguém do ritmo de vida. As pessoas podem trabalhar, estudar, ter lazer, normalmente”.

Existem três tipos da doença, sendo que o único contagioso se chama Hanseníase Virshuniana. O segundo tipo é chamado de Hanseníase Tuberculóide e não é contagioso nem mesmo em seu estado avançado. O terceiro tipo é a Hanseníase Inicial, que também não oferece risco de contaminação.

O indivíduo que descobre ser portador dessa enfermidade hoje, não precisa ser excluído da sociedade como antes. Depois de 72 horas do início do tratamento o paciente pode conviver normalmente com sua família sem nenhum risco de contaminar ou transmitir a doença.

De acordo com a médica Sandra Lyon, dermatologista e especialista em hanseníase, não há mais a necessidade de internação para se tratar de um hanseniano. O paciente recebe o remédio para tomar em casa e uma vez por mês deve comparecer ao ambulatório, onde toma uma outra dose supervisionada.

O tratamento é simples, de graça e dura de seis a 12 meses. Com a primeira dose do medicamento a doença já deixa de ser transmitida, uma vez que ela extermina mais de 90% dos bacilos.

Todos os postos de saúde brasileiros estão capacitados para fornecer apoio e tratamento ao infectado pela hanseníase.

Telehansen: 0800 26 2001

 

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Ruither Ferrão

nasceu em Abaeté, MG e mudou-se para Belo Horizonte ainda criança. Começou a trabalhar ainda na infância para ajudar a mãe no sustento da casa, uma vez que seu pai era doente e não podia trabalhar. Aos 40 anos, fez o vestibular na Estácio de Sá a título de curiosidade e passou. No 3° período do curso de jornalismo viu-se obrigado a interromper os estudos por problemas financeiros. No entanto, surgiu a oportunidade de inscrever-se no Pro-Uni e passou em primeiro lugar na prova de redação. Esta conquista lhe rendeu uma bolsa de estudos integral, com a qual conseguiu dar continuidade no curso. Atualmente é repórter free-lancer do Jornal Edição do Brasil, em Belo Horizonte e colunista do Blog da Comunicação.

12 comentários

  1. Edu França disse:

    Essas iniciativas são da maior importância… são informaçãoes como essas que fazem a prevenção de fato, o estado deveria se interessar em prevenir ao invés de remediar!

  2. Guilherme disse:

    Excelente artigo Ruither. Parabéns pela informação e pelas dicas. A lepra é uma doença milenar, citada diversas vezes na Bíblia, e até hoje está presente na nossa sociedade.

  3. James disse:

    Ótimo serviço de cosncientização!!!!
    Agora minhas dúvidas remetem a eficiÊncia dos nossos postos de saúde…

    gd abraço

  4. Jucineide disse:

    seu comentário está otimo me auxiliou muito quanto a minha decisão do meu TG obrigada.

  5. Leticia disse:

    Ruither Ferrão Parabenizo pela matéria, é muito importante nós brasileiros estarmos ciente e informormados. Outra matéria importante para dar continuidade desta seria o papel do Terapeuta Ocupacional na intervenção do tratamento desta população.

  6. joão victor disse:

    gostei, não muito
    pq este texto não é muito esclarecedor como
    causa da doença , transmissão , sintomas , tratamento e a prevenção

  7. Ana disse:

    Acho que o nosso amigo joão Victor não leu bem o texto,a Haseniase, ela simplismente vem do ar,como muitas pessoas não pegam porque são imuni a esse tipo de donça, nem todos contanina são tansmitidas através das vias áereas de pessoas contamindas,eu gostei muitoooooooooo, obrigada, vou aparesentar um trabalho sobre esse tema (sanseniase na minha faculdade.

  8. nadir frança disse:

    Parabens, gostei muito da materia, achei a materia excelente, pois consegui saber e entender tudo sobre hanseniase.

  9. Ministério da Saúde disse:

    Olá, blogueiro(a)!
    Dia 30 de janeiro é Dia Mundial de Luta contra a Hanseníase. Se antes a doença assustava portadores e suas famílias, hoje ela tem tratamento e cura!
    Seja nosso parceiro e utilize seu espaço para divulgar informações sobre a doença. Se tiver interesse em colocar o selo da campanha em seu blog, entre em contato com comunicação@saude.gov.br.
    Para saber mais sobre hanseníase, acesse: http://bit.ly/dZFocW
    Siga-nos no Twitter: http://www.twitter.com/minsaude
    Obrigado,
    Ministério da Saúde

  10. Netto disse:

    Olá,pode me esclarecer, Quando um individuo ja terminou o tratamento, e ainda continua aparecendo os citomas, e ela pode voltar novamente a doençã,e como ter certeza da cura?.
    Obrigado Por sua iniciativa de ajudar as pessoas que não tem o conhecimento para conviver normalmente na sociedade.

  11. Marcio Lopes disse:

    Muito Obrigado. Esse estudo ajudou-me muito.
    estou bem informado…

  12. [...] O canal apresenta no programa “Inclusão”, um especial sobre a hanseníase, que já foi citada aqui no Blog da Comunicação pelo colunista Ruither Ferrão. “Hanseníase: a marca do estigma”, apresenta a história da doença no Brasil. Do [...]

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